Pedro Passos Coelho apostou em fazer pontes: elogiou Ferreira Leite e Santana Lopes e ensaiou as pazes com Alberto João Jardim - "se há muito tempo andamos desencontrados, quero que saiba que não é só o senhor que sabe perdoar ao engenheiro Sócrates, eu também sei perdoar" - mas Jardim não lhe deu troco. Levantou-se e foi-se sentar ao lado de Paulo Rangel.
Passos foi vaiado quando jogou o facto de apenas conhecer "o Paulo Rangel de há dois anos a esta parte", mas foi muito aplaudido quando insistiu na estratégia anti-consensos com o Governo. "Se o PEC não é bom porque é que os socialistas hão-de contar com a nossa complacência? se o Orçamento de estado não é o que o país precisa, qual a razão para o viabilizarmos?". Os aplausos encheram o pavilhão de Mafra e Passos reafirmou que não tenciona "andar com o PS ao colo".
O seu discurso foi, no entanto, muito auto-justificativo, sobre o passado profissional e a falta de currículo de que alguns o acusam, chegando a ironizar quando referiu a altura em que foi trabalhar "com o terrível Ângelo Correia".
"Vivo do meu trabalho com honestidade e se sabem de alguma suspeição concreta digam-me na cara para eu me poder defender", desafiou. Passos foi, dos três candidatos, o mais aplaudido e o mais vaiado.