A exploração do espaço interplanetário e dos planetas que nos são acessíveis tem sido a grande motivação de alguns dos mais apaixonantes desafios científicos que a Humanidade tem enfrentado ao longo dos tempos. Nos nossos dias, e cada vez mais no futuro, os desafios de exploração científica do espaço (através da Astronomia, Geologia, Biologia e outras ciências) implicam vencer outros desafios, não menos apaixonantes, de índole tecnológica. A Robótica tem tido aí um papel primordial, através do desenvolvimento de satélites, naves interplanetárias e "rovers" planetários dotados de grande autonomia e inteligência crescente.
Exemplos de sucesso bastante mediatizados são o satélite Mars Express da Agência Espacial Europeia (ESA), que revelou, através da sua observação remota a partir de uma órbita em torno de Marte, a existência de depósitos subterrâneos de água naquele planeta; ou a sequência de robôs planetários da NASA, Sojourner, Spirit e Opportunity que, desde 1997, nos trouxeram imagens espantosas do planeta vermelho, para além de mais discretos, mas não menos importantes, inúmeros dados geológicos da sua superfície. A este propósito, visitar o sítio oficial dos rovers marcianos
do Jet Propulsion Lab, incluindo os links no Twitter, Facebook e Flickr para as tentativas de salvar o Spirit, atolado num banco de areia.
O progresso nesta área é galopante e novas missões se anunciam, incluindo algumas em conjunto entre a ESA e a NASA, para 2016 e 2018, incluindo satélites em órbita de Marte e 2 rovers, mas também satélites em formação para observação de sistemas planetários distantes e muitas outras tecnologias robóticas de grande complexidade. O skycrane da NASA é uma das peças fundamentaius da missão prevista para 2018 e deverá transportar 2 rovers (um da NASA e outro da ESA - ExoMars) - ver vídeo YouTube.
Portugal está envolvido nalgumas delas e a exploração robótica do espaço é seguramente uma fonte de oportunidades para PMEs tecnológicas e institutos de investigação nacionais.
Nota
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