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Palanca Cimentos lança fábrica no Lobito

Palanca Cimentos investe 380 milhões de euros e vai produzir 1,6 milhões de toneladas de cimento por ano. É uma aliança entre o grupo Escom (GES), o brasileiro Camargo Corrêa e o angolano Gema.

Abílio Ferreira (www.expresso.pt)
16:40 Quarta feira, 28 de julho de 2010

A Palanca Cimentos, um projeto constituído pelo grupo angolano Gema e pela Camargo Corrêa Escom Cement, lançou hoje a primeira pedra da sua fábrica de cimentos localizada no Lobito (Benguela).

A unidade cria 500 empregos e terá uma produção anual de 1,6 milhões de toneladas de cimentos. O investimento é de 460 milhões de dólares(380 milhões de euros).

A construção do complexo industrial "incorpora exigentes práticas de proteção ambiental e foi já aprovada em Conselho de Ministros", refere um comunicado da Palanca Cimentos. A empresa prevê iniciar a produção de cimento dentro de três anos. 

A unidade de Benguela torna-se um dos maiores operadores cimenteiros angolanos, evitando importações e "estimulando o desenvolvimento dos sectores das Obras Públicas e Imobiliário".  O calcário, um elemento fundamental no fabrico do cimento, será recolhido numa área de 200 hectares, concessionada à Palanca. A argila e o gesso estão também disponíveis na região.

Para a distribuição do cimento, a Palanca irá criar centros de distribuição com transporte ferroviário, marítimo e rodoviário, operando nas regiões de Luanda, Benguela, Huambo e Lubango.

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ONTEM, HOJE E AMANHÃ
NJP (seguir utilizador), 2 pontos , 23:12 | Quinta feira, 29 de julho de 2010
Angola perdeu a ambição de exportar clinquer para toda a África Ocidental como no início dos anos setenta. A fábrica do Cacuaço estava em cima da matéria-prima, essencialmente dimensionada pelos dinamarqueses para abastecer as pequenas fábricas africanas. O governo colonial impediu que os inertes fossem usados para a criação de um porto cimenteiro junto â unidade fabril, daí um autêntico comboio de camiões, com contentores concebidos para o transporte de clinquer rumava ao Porto de Luanda, onde muitas vezes havia mais do que um navio à carga, chegaram a estar nesse tráfego mais de 20 navios afretados ilegalmente. O consumo interno era mínimo face à capacidade da fábrica, mesmo considerando-se o ritmo alucinante da construção de edifícios, pontes e estradas em solo-cimento. Espera-se que a nova fábrica do Lobito ajude Angola a tornar-se de novo o maior exportador de clinquer e cimento da África Ocidental, nesse dia ficarei imensamente feliz!
 
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