Domingos Paiva Nunes, primo de José Sócrates, ex-vereador da Câmara de Sintra, e um dos 15 arguidos do processo Face Oculta, só deverá conhecer as medidas de coacção a que ficará sujeito durante o dia de amanhã.
Este membro do Conselho de Administração da EDP Imobiliária é suspeito de ter pedido Ovar Manuel Godinho um carro de alta cilindrada em troca de informação privilegiada susceptível de beneficiar os negócios do empresário das sucatas de Ovar.
Desde 30 de Outubro, data do início dos interrogatórios judiciais, apenas Manuel Godinho foi sujeito a prisão preventiva, enquanto outros três arguidos ficaram suspensos de funções: Manuel Guiomar, quadro da REFER, Manuel Pinho, funcionário das Finanças de São João da Madeira e José Lopes Valentim, também da Refer.
José Valentim ainda pensa recorrer
Carlos Duarte, advogado de José Valentim, arguido indiciado pela prática de um crime de corrupção passiva para acto ilícito, está ainda a equacionar recorrer das medidas de coação impostas ao seu cliente, decisão que só será tomada segunda-feira.
"Vamos ver o que se passa até sexta-feira e logo decidiremos", refere Carlos Duarte. José Valentim, para além da suspensão de funções, está ainda impedido de contactar com os restantes arguidos e ausentar-se para o estrangeiro.
Hoje de manhã, após 14 horas de interrogatórios, Namércio Cunha, braço-direiro de manuel Godinho foi indiciado por um crime de associação criminosa e dois de corrupção activa, tendo ficado obrigado a pagar uma caução de 25 mil euros nos próximos dez dias.
Dália Martins, advogada de Namércio Cunha disse ao Expresso que o seu cliente não irá recorrer das medidas de coacção, "as quais irá cumprir integralmente.
Amanhã deverá ser ouvido João Godinho, filho do principal arguido do case das sucatas.