Acusado de violência doméstica contra a ex-companheira e de maus-tratos a uma filha menor, Paco Bandeira recusa falar sobre o processo do Ministério Público mas já veio a público afirmar a sua inocência.
Através de uma página no Facebook, Paco Bandeira em legítima defesa
, o cantor diz-se vítima de uma vingança, "uma brutal tentativa de assassinato de caráter", que atribui à "ousadia" de "ter opinião que põe em causa a 'chafurdia' que vai na inquisição social".
A próxima sessão do julgamento do cantor alentejano, que se celebrizou com o tema "A minha cidade", está marcada para o dia 10 de janeiro.
Insultos e ameaças recorrentes
Na acusação são descritos vários episódios de insultos e ameaças, que terão sido recorrentes ao longo dos doze anos em que o casal manteve o relacionamento.
Num desses episódios, Paco Bandeira terá mesmo encostado um revólver à cabeça da companheira, enquanto esta tinha no colo a filha bebé. A mulher acabou por sair de casa em abril de 2009, tendo o processo partido de uma denúncia de uma assessora do Gabinete de Apoio à Vítima.
Segundo o "Correio da Manhã", doze testemunhas vão depor contra Paco Bandeira, entre as quais se incluem familiares, amigos próximos do casal, antigas empregadas domésticas da casa e a psicóloga da escola da filha.
A relação de Paco Bandeira com M.R., técnica superior dos Serviços Prisionais, começou em 1997, meses depois da morte da primeira mulher do cantor, num caso também polémico.
A PJ concluiu ter-se tratado de um suicídio, realizado com uma arma do marido, na residência do casal, em Sintra.