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Embaixada do Japão em Portugal
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10:00 Quarta feira, 26 de outubro de 2011
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5ª feira, dia 27 de Outubro, às 19 horas no Museu de São Roque. ENTRADA GRATUITA
O Sr. Ministro Arai da Embaixada do Japão, em colaboração com a Associação Luso-Nipónica e com o Museu de S.Roque irá realizar a sua primeira conferência neste espaço com o tema da cultura japonesa.
"TRADIÇÃO E CULTURA JAPONESA"
O Japão tem ganho um destaque cada vez maior no nosso país, mas ainda é pouco o que se conhece em concreto e factualmente em Portugal. O Sr. Ministro Arai começa assim a sua série de conferências com um olhar pleno na cultura e sociedade Japonesa. Uma conferência que procura criar os alicerces para um conhecimento da cultura nipónica.
ENTRADA GRATUITA dependendo da disponibilidade de lugares.
| Ficha Técnica |
Coordenação
Cristina Castel-Branco e João Paulo Oliveira e Costa
Assistência Tecnica
Inês Pinto Coelho e Margarida Paes
Colaboradores
Alexandra Curvelo, Ana Fernandes Pinto, Leonilda Alfarrobinha, Pedro Canavarro, Ayano Shinzato D. Pereira, Alberto Vaz da Silva, Ana Maria Ramalho Proserpio, Alexandre Pereira, Ministro Arai Tatsuo, Ana Sofia Guerreiro, Manuel Gervásio de Almeida Leite, Yvette Centeno, Guilherme d´Oliveira Martins, Embaixador José Mello-Gouveia, Ricardo Andrade, Diogo Santos, Paulo Carmo, Ingrid Bloser Martins
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Embaixada da Japão em Portugal
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10:00 Sexta feira, 30 de setembro de 2011
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A Embaixada do Japão agradece toda a divulgação que possa ser feita a este evento e conta com a sua participação.
A Embaixada do Japão tem o prazer de informar que irá decorrer a Reabertura do Jardim do Japão, em Lisboa, no próximo dia 1 de Outubro, Sábado, às 12h00, contando com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa, do Embaixador do Japão, Sr. Nobutaka Shinomiya e da Presidente da Associação de Amizade Portugal-Japão, Engº Luísa Lino. Este evento será assinalado com a Festa do Japão em Lisboa, a decorrer no mesmo local, das 13h00 às 21h00.
ORGANIZAÇÃO
Embaixada do Japão, Câmara Municipal de Lisboa e Associação de Amizade Portugal-Japão, em colaboração com a JapanNet.
OBJECTIVO DO EVENTO
Destinado a celebrar a amizade e cultura entre o Japão e Portugal no espaço existente do jardim, sito entre o Museu de Arte Popular e o Hotel Altis Belém. O evento é composto por dois momentos específicos. O primeiro, com início às 12h00 e conclusão pelas 12h30, destina-se à reabertura do Jardim do Japão com os representantes das entidades organizadoras e convidados e o segundo momento tem início pelas 13h00 com as actividades culturais nas tendas e palco até às 21h00, com a seguinte programação:
Tenda 1 - Embaixada do Japão
13h00-14h00 - Demonstração de caligrafia (pelo staff da Embaixada)
14h00-15h00 - Demonstração de Ikebana (arte floral japonesa) (demonstração pela Ikebana International)
15h30-16h00 - Poesia Haiku (pela Prof.ª Leonilda Alfarrobinha)
16h00-17h00 - Orikata/Furoshiki (técnicas de embrulho, pela Fundação Oriente)
17h00-18h00 - Sessão de autógrafos com o Rui Zink (pela Associação Luso-Nipónica)
18h00-19h00 - Demonstração de Origami (Prof.ª Fátima Granadeiro)
19h00-20h00 - Demonstração de Ikebana (Fundação MOA)
Tenda 2 - Câmara Municipal de Aveiro
Mostra de Bonsais e de artigos relacionados com a geminação entre esta Câmara e a cidade de Oita no Japão.
Tenda 3 - Associação Wenceslau de Moraes e Club Bonsai de Sintra
Mostra dos livros escritos por Moraes. O Club Bonsai de Sintra fará uma exposição de Bonsais.
Tendas 4, 5 e 6 - gastronomia japonesa
Mostra e venda de gastronomia japonesa - Oden, Futomaki, Onigiri, Chirashi sushi, Edamame, Dorayaki, Tonjiru, Dango, Yakitori, caril japonês, Takoyaki e bebidas.
Tenda 7 - Castella do Paulo e exposição de Gunpla
Exposição, demonstração em vídeo e venda de pão-de-ló japonês "Castella" que foi levado pelos portugueses para o Japão no século XVI. Há também uma exposição de maquetas do Gundam pela NCreatures.
Tenda 8 - NCreatures
Exposição de bonecos de animação com possibilidade de venda.
Tendas 9 e 10 - Empresas japonesas
Exposição de automóveis eléctricos e motas de empresas japonesas.
ACTIVIDADES NO PALCO
14h00-15h00 - Demonstração de Yukata (Embaixada do Japão)
15h00-16h20 - Demonstração de Artes Marciais (Associação de Amizade Portugal-Japão)
16h20-16h30 - Dança Butoh (Maria Lima)
16h30-17h00 - Lançamento do livro de Rui Zink (Associação Luso Nipónica)
17h00-18h00 - Eurocosplay (Associação Luso Nipónica)
18h00-19h00 - Concurso Nihon maru batsu (Embaixada do Japão, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian)
19h00-19h30 - Música japonesa e fado (Embaixada do Japão)
19h30-20h00 - Concerto de Hana Kogure (Associação Luso Nipónica)
Para saber mais sobre este evento consulte o site da Embaixada do Japão em Portugal
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Cristina Castel-Branco e João Paulo Oliveira e Costa
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Alexandra Curvelo, Ana Fernandes Pinto, Leonilda Alfarrobinha, Pedro Canavarro, Ayano Shinzato D. Pereira, Alberto Vaz da Silva, Ana Maria Ramalho Proserpio, Alexandre Pereira, Ministro Arai Tatsuo, Ana Sofia Guerreiro, Manuel Gervásio de Almeida Leite, Yvette Centeno, Guilherme d´Oliveira Martins, Embaixador José Mello-Gouveia, Ricardo Andrade, Diogo Santos, Paulo Carmo, Ingrid Bloser Martins
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Ingrid Bloser Martins
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10:00 Quarta feira, 28 de setembro de 2011
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Com estas linhas desejo expressar a minha mais profunda homenagem ao corajoso Povo do Japão.
Capa | Caminhos da Terra Florida
Só a fidelidade à tradição e o alvoroço pelo modernismo demasiado, tão tipicamente mesclado no carácter japonês, oferecem uma explicação aos contínuos ritos de adoração da terra - furusato (a terra natal, o berço, a terra do "meu" coração). E aqui realço as flores das cerejeiras, que são o orgulho máximo do Japão. Hana-ni, o passeio para ver as cerejeiras em flor, é a coroação da Primavera, e assim a sakura, a cerejeira, transforma todo o país numa terra de maravilhas, doçuras e encantamentos, que dão origem à designação do Japão como "o país das cerejeiras".
Presume-se que as mais extravagantes hana-ni tiveram lugar durante o séc. XVI, precisamente no período Nanban, ou seja, no período do comércio com os "bárbaros do Sul", como foram designados os primeiros europeus, sobretudos portugueses, que chegaram ao Japão.
Porque será então que uma pequena flor provoca um tal entusiasmo em todo um grande império? A sakura para as mulheres significa pureza; para os homens simboliza a honra e a fidelidade ao dever.
Nos velhos tempos heróicos, o samurai era comparado à sakura, aprendendo a arte da guerra, numa preparação intensa de toda a mocidade, para um dia cair, gloriosamente e na flor da idade, pelo seu senhor. Por isso, para um japonês é difícil partilhar com os europeus a admiração e a preferência pelas suas rosas, a que falta simplicidade.
E ainda têm espinhos escondidos debaixo da sua aparente doçura, traduzindo a tenacidade com que se agarra a sobrevivência, com medo de morrer prematuramente. As suas cores vistosas, o seu pesado e penetrante perfume, são características que estão longe de uma flor como a da cerejeira, que não carrega uma espada debaixo da sua beleza, que está sempre pronta a deixar a vida conforme o chamamento da natureza. Essa beleza da cor e da forma da flor da cerejeira é "limitada" na sua aparência, é uma qualidade fixada na existência, com uma fragrância fugaz e celestial, como o sopro da vida.
Assim, se este breve prazer acaba, depois de uma alegria tão imensa que alastra todos os anos, podíamo-nos questionar: debaixo das ramagens cor de nácar, esta flor tão doce e tão evanescente, será a alma do Japão, tão fragilmente mortal?
Analisemos este haiku, poema japonês de dezassete sílabas, da autoria de Issa (1763-1826):
Daimyo wo
uma kara orosu
sakura hana
Que se pode traduzir assim:
As flores das cerejeiras
fizeram desmontar
o dáimio do seu cavalo
O poema traduz a subserviência do homem à natureza como um importante exemplo de que o mestre tem de servir a todos. Pondo em relevo tais comportamentos singelos e tão subtis no ensinamento para caminhar pelo mundo, reconhecemos que a contemplação da vida a que gerações do povo japonês souberam e saberão sempre, renovadamente, recorrer, está em sintonia com a solidariedade colectiva, e para honrar o conceito ganbaru (explicado na Parte I).
Não há povo que tanto ame a terra e sorria aos deuses.
Armando Martins Janeira
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Cristina Castel-Branco e João Paulo Oliveira e Costa
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Alexandra Curvelo, Ana Fernandes Pinto, Leonilda Alfarrobinha, Pedro Canavarro, Ayano Shinzato D. Pereira, Alberto Vaz da Silva, Ministro Arai Tatsuo, Ana Maria Ramalho Proserpio, Alexandre Pereira, Ana Sofia Guerreiro, Manuel Gervásio de Almeida Leite, Yvette Centeno, Guilherme d´Oliveira Martins, Embaixador José Mello Gouveia, Ricardo Andrade, Diogo Santos, Paulo Carmo, Ingrid Bloser Martins
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Ingrid Bloser Martins
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10:00 Sexta feira, 23 de setembro de 2011
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Caminhos da Terra Florida é o título da primeira obra de Armando Martins Janeira inteiramente dedicada ao Japão.
Gravura em madeira, ou ukiyo-e, do artista Katsushika Hokusai
Um desses Caminhos da Terra Florida é o Shinto, que se traduz literalmente por "caminho dos deuses" e constitui a base da espiritualidade daquele país do longínquo Oriente.
O xintoísmo, ou sintoísmo, que se caracteriza pelo culto à natureza, precede a introdução do budismo no Japão, e, embora de certa forma modificado, continua a existir ainda hoje. O centro do culto xintoísta é o grande templo de Ise, onde se adora a Deusa do Sol, Amaterasu-Omi-Kami. O 125.º ascendente, por linha directa, é o actual Imperador do Japão. De acordo com a antiga tradição, à frente do Grande Templo de Ise está uma sacerdotisa, uma princesa, tia do Imperador. É natural que o culto de uma deusa seja confiado a uma mulher. Ao contrário das religiões ocidentais, que proclamam que Deus é um ser acima dos homens, o xintoísmo, como o budismo, vê a divindade no homem e na natureza.
Depois da Segunda Guerra Mundial, as forças da ocupação americana procuraram diminuir certas estruturas da sociedade japonesa e individualizá-la. Agora, depois da tragédia generalizada que há seis meses assolou a nação japonesa, é o próprio xintoísmo, com os seus atributos de simplicidade, clareza directa, sinceridade e pureza, que nos leva a compreender, mais facilmente do que nunca, a impressionante reacção deste povo face à catástrofe, tolerando a dor e o luto numa prova da sua consciência colectiva. O tsunami, a onda sísmica solitária, a "vaga grande" do maremoto, é uma palavra antiga japonesa, magnificamente representada na arte já em 1825, através da gravura em madeira, ou ukiyo-e, do artista Katsushika Hokusai (1760-1849). Paralelamente, ganbaru - que quer dizer "insistir", "teimar", "conseguir vencer" - é uma palavra que as crianças japonesas aprendem logo no jardim infantil. Em última instância, significa que se consegue superar qualquer situação difícil. A História do Japão, nomeadamente a mais recente, tem confirmado isso mesmo.
Relendo Wenceslau de Moraes e Armando Martins Janeira, no meu recolhimento, no Estoril, dei com o capítulo do primeiro português que subiu a pé ao cimo do sagrado Fujiyama, a montanha mais alta do Japão. Antigamente, antes de se empreender a subida, tinha de se ser purificado. Em busca de uma maior comunhão com as tradições, a fé lendária e os mitos que alimentam a imaginação e os corações do povo japonês, Armando Martins Janeira chega ao cimo da montanha que habitavam os velhos deuses nipónicos com uma emoção que não é, pois, de admirar. Por outro lado, expressa Armando Martins Janeira com o seu espírito de grande pensador:
Esse prazer pleno de gozar a natureza, e o privilégio de pertencer-lhe, é pago em sofrimento. Mas o sofrimento natural aperfeiçoa e purifica - é o sofrimento infligido ao homem pelo homem que é monstruoso e avilta. Se sofrem os animais, se as árvores secam e caem, é também justo que o homem sofra dessa dor natural que amadurece e depois destrói. Assim é justa a Morte.
(Peregrino, Pássaro de Fogo, 2008, p. 65.)
Para saber mais sobre a vida e obra de Armando Martins Janeira veja aqui
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Alexandra Curvelo, Ana Fernandes Pinto, Leonilda Alfarrobinha, Pedro Canavarro, Ayano Shinzato D. Pereira, Alberto Vaz da Silva, Ana Maria Ramalho Proserpio, Alexandre Pereira, Ministro Arai Tatsuo, Ana Sofia Guerreiro, Manuel Gervásio de Almeida Leite, Yvette Centeno, Guilherme d´Oliveira Martins, Embaixador José Mello-Gouveia, Diogo Santos, Paulo Carmo, Ingrid Bloser Martins
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Ayano Shinzato D. Pereira
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10:00 Quarta feira, 21 de setembro de 2011
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Um brinde à Cultura do País do Sol Nascente. Dias 23 e 24 de Setembro no IPJ de Coimbra.
Somos um grupo de pessoas que, além da coincidência residencial, temos ainda como grande ponto comum a paixão pelo país do sushi e dos samurais, pela cultura japonesa, uns enveredando por umas temáticas, outros que se interessam por aspectos diferentes, ainda assim todos apaixonados pelo país do sol nascente. Foi deste interesse individual que nasceu uma vontade comum, a de dar a conhecer à cidade e a quem nos quiser visitar, um pouco daquilo de que gostamos e também o que mais se destaca na cultura japonesa. A ideia nasceu, na verdade, e foi-se desenvolvendo, através do contacto entre membros do fórum do site ClubOtaku
, uma página com 13 anos de idade, a mais antiga em português dedicada ao Japão.
Após um fase embrionária de um borbulhar de ideias e debate, concluiu-se que seria possível e sensato criar em Coimbra um evento dedicado ao Japão. Nunca nesta cidade se realizou um evento deste género, contudo, encontrámos motivos e condições que nos levaram a pôr em prática esta vontade. Antes de mais, a localização geográfica, a centralidade de uma cidade que é apelativa à visita. Além disso, a cidade universitária por excelência acolhe, não só estudantes de todos os pontos do país, mas também estudantes de todo o mundo.
Não é, portanto, difícil cruzarmos-nos com um nipónico sempre pronto a satisfazer a nossa curiosidade e, se o interesse for maior, há ainda a possibilidade de aprofundar os conhecimentos de língua e cultura japonesas num curso disponível na Faculdade de Letras.
Reunidas as condições, resta a quem estiver interessado vir espreitar e participar nas actividades que pensámos e preparámos, como brinde à cultura nipónica e como convite para a descoberta de uma cultura fascinante.
Saiba tudo no Blog Kanpai Coimbra
Vídeo Oficial do Kanpai 2011 em Coimbra
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Embaixada do Japão em Portugal
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10:00 Quinta feira, 19 de maio de 2011
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Caracteres japoneses HAIKAI
Concurso de poesia japonesa, em inglês, para Europeus.
Prémio para o trabalho vencedor - viagem ao Japão.
Candidaturas até ao dia 23 de Maio de 2011.
Para mais informações, queira entrar aqui
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Embaixada do Japão em Portugal
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10:00 Segunda feira, 16 de maio de 2011
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PÓS-GRADUAÇÃO | MESTRADO | DOUTORAMENTO
Poster Bolsas de Estudo para o Japão
A Embaixada do Japão tem o prazer de informar que se encontram abertas as candidaturas, até ao dia 3 de Junho, ao programa de Bolsas de Estudo do Governo do Japão, de pós-graduação, mestrado ou doutoramento, em universidades no Japão.
Para mais informações e obtenção do regulamento geral e formulários, queira entrar aqui
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Paulo Carmo
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10:00 Quarta feira, 11 de maio de 2011
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Todos os dias de manhã, numa televisão do mundo ocidental, durante a programação infantil, é possível encontrar imagens oriundas do Japão.
Uiko-e, imagens do “mundo flutuante”
A indústria de desenhos animados japoneses, na sua diversidade, exerce, assim, uma subtil e quase despercebida influência na cultura popular do Ocidente. Nem sempre foi assim.
Em dois momentos distintos a presença das imagens nipónicas foi importante para a compreensão mútua. As primeiras imagens que chegaram à Europa vindas do longínquo Japão interessaram logo aos autores da sofisticada cultura Europeia do século XIX. Eram as imagens do "mundo flutuante", as ukiyo-e produzidas em formas de múltiplos. Estampas que eram avidamente coleccionadas por nomes ligados ao movimento Impressionista, como Monet. Mas também Bonnard ou Toulouse-Lautrec, o holandês Van Gogh, o austríaco Klimt ou o inglês Whistler, entre outros, fizeram citações directas nos seus quadros às estampas japonesas.
Mas também se pode perceber a influência destas estampas no famoso "Madame Chrysanthème", de Pierre Loti (1850-1923), que estaria na origem da conhecida ópera "Madame Butterfly". Ou na poesia de Baudelaire, espelhada no conhecido verso "lá, tout n'est qu'ordre et beauté/luxe, calme et volupté". Ou ainda na música de Debussy "O mar", de 1905, inspirada na estampa de Hokusai "Sob a vaga em Kanagawa", que depois, reproduzida até à exaustão, se poderia ver em grafitos nos muros das cidades do mundo ocidental.
Mais tarde, nos anos 60 e 70 do século XX, o trabalho de divulgação da crítica francesa abriu as portas ao sucesso comercial dos filmes japoneses no Ocidente. As obras de autores tão diversos como Mizoguchi ou Kurosawa revelaram, com sensibilidades diversas, o mundo japonês aos estrangeiros. Depois viria o controverso sucesso dos filmes de Imamura, com temas e problemas contemporâneos, ou de Nagisa Oshima, que mostraram um género que já estava presente nas estampas conhecidas dos Europeus através das chamadas shunga - imagens da Primavera. Seria preciso, no entanto, esperar pela divulgação internacional da obra de Yasujiro Ozu (1902-1963), o que em Portugal só aconteceu pela primeira vez em 1980, para se descobrir o mais insistente cronista da sociedade, dos costumes e da moral japoneses. O seu olhar sobre a vida do Japão inclui detalhes, pausas e hábitos quotidianos que mergulham directamente sobre a célula familiar, a ponto de ser, pelos próprios japoneses, considerado "demasiado japonês"" para o gosto e compreensão de audiências internacionais. E, de facto, Ozu permanece ignorado do grande público a quem os filmes de Hollywood, seguindo um género próprio do Japão, continuam a salientar a imagem mais espectacular da vida nipónica ligada à máfia local, a yakusa, um dos nomes de origem nipónica que já fazem parte da cultura popular internacional, juntamente com outros como, harakiri, kamikase, tamagochi oukaraoke.
Paulo Carmo é investigador nas áreas da Cultura e Civilização Chinesa e Japonesa. Autor de diversas publicações, incluindo várias entradas no Dicionário de História de Macau e na imprensa de Lisboa e de Macau. Foi colaborador da revista "Macau", entre 1992 e 2004.
Excerto de texto publicado na edição de 2009 da revista Janus
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Margarida Paes
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10:00 Segunda feira, 2 de maio de 2011
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Peregrino é um breve opúsculo escrito por Armando Martins Janeira que presta tributo a Wenceslau de Morais, descrevendo a cerimónia de conversão do primeiro português ao Xintoísmo e aos encantos do Oriente, no dia em que se inaugurou um monumento em sua honra na cidade de Tokushima.
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A capa do opúsculo Peregrino
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Peregrino, da autoria de Armando Martins Janeira é uma reedição póstuma da Pássaro de Fogo lançada em 2008, que relata de uma forma simples, mas muito sentida, o elevar da alma de um seu conterrâneo à religião japonesa Xintô. A homenagem que Janeira faz à vida de Wenceslau de Moraes começa de uma maneira inspiradora - "Para poder entrar no Céu pelas piedosas mãos de Buda, Wenceslau de Moraes despiu-se do seu nome português e recebeu o Kaimyo, nome de morto, de Soukou Inden Hensou Bunken Daikoji, que magnificamente quer dizer: peregrino escritor habitante de um iluminado castelo de algas - algas movediças, sugerindo a vida de marujo e aventureiro. Assim o luso Wenceslau renasceu, como qualquer japonês, para a vida eterna das reencarnações, com um nome rútilo e virgem."
Janeira situa-nos no espaço e no tempo - "O monumento que a cidade de Tokushima ergueu à memória de Wenceslau de Moraes fica ao cimo da principal avenida, Shinmachi-bashi, na raiz do monte Bizan. Foi inaugurado no aniverásio da sua morte, em 1 de Julho de 1954." Ao longo do texto e de uma forma mística, o autor exalta o sentimento, que ele próprio experimentou, de se viver entre um povo oriental, onde tudo parece ao revés do que nos é costume. Quando chega a sua vez de subir ao altar, se ajoelhar, fazer uma vénia e queimar três vezes incenso, Janeira depara-se com uma imagem de Morais e confessa - "Apossa-se de mim uma emoção extraordinária e funda, sinto-me transportado a um mundo ignoto em que o meu espírito comunga, em admiração e afecto a Wenceslau, confiando-me a ele, à sua sabedoria, à sua protecção, nesta contracorrente de sentimentos os mais estranhos em que me confundo e extravio; ora o sinto meu, português do meu sangue e da minha língua, ora o sinto estrangeiro e me perco, desatinado, na espessura de ritos e secretos símbolos, no canto litúrgico cujos sentidos não penetro, numa atmosfera densa de mistério que me fascina e me transporta."
A poesia e o misticismo embalam o leitor e Armando Martins Janeira vai revelando o seu estado de espírito, fazendo referência aos pensamentos, filosofias e vidas de grandes nomes como Raul Brandão, Saint-Exupéry, Rilke ou Gauguin. A conclusão do autor é profunda e demonstra o amor que é descrito ao longo de todo o texto - "Compreendi então claramente que Wenceslau não morreu inutilmente aqui entre estrangeiros. O seu espírito inspira a bondade e a compreensão humana com que os japoneses me agasalharam e recebem quem vem de Portugal. Pela primeira vez se rompeu o muro que ódios de religião e de raça e a incompreensão levantavam. O anátema de Kipling, East is East and West is West - nunca o Oriente e o Ocidente se encontrarão - foi Wenceslau de Moraes, que mais sofreu com ele, o primeiro a derrubá-lo. Semearam amor os seus livros, todos cheios de amor por esta terra gentil e formosa, onde alegremente se canta aos mortos e as virgens, em longas túnicas brancas e vermelhas, dançam em louvor aos deuses."
"Foi este o 26.º serviço budista em sufrágio da alma de Wenceslau de Moraes, que no seu testamento dispôs que queria ser cremado e enterrado segundo os ritos budistas, e que desejava que as suas cinzas fossem juntas às da sua amada Ko-Haru." E assim foi reconhecido no Japão enquanto "um daqueles raros homens em quem o Espírito se revela com as virtudes que, entre a massa, individualizam o herói". Wenceslau de Morais entrou no Céu budista e renasceu para a vida eterna, "onde certamente vive feliz", garante Janeira.
"O verdadeiro encanto do Japão é esta luz divina que parece nascer das próprias coisas, que tudo alaga e embalsama, qual música inaudível, alegria suave, perfume que enche o ar, onda de espuma ou de sorriso. É este sorrir da luz brincada que explica o constante sorriso dos japoneses - a felicidade dos homens nasce da luz do Sol." In Peregrino, Armando Martins Janeira
"Estou num país delicioso, o Japão. Era aqui, em Nagasáqui, que eu desejaria passar o resto da minha vida, à sombra destas árvores, que não têm parceiras no Mundo". Wenceslau de Morais
Para saber mais sobre a vida e obra de Wenceslau de Morais veja aqui
| Ficha Técnica |
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Ricardo Andrade
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10:00 Sexta feira, 1 de abril de 2011
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Evento no dia 2 de Abril no Palácio Foz, no Museu de S. Roque e na Cinemateca Júnior, em Lisboa.
Ganbare, Nippon!
Horários e preços
O evento tem entrada livre. Algumas actividades têm um valor para angariar dinheiro para a Cruz Vermelha Japonesa.
Cinemateca Júnior
Mononoke Hime de Hayao Miyazaki
Exibição de filme e recital por Miguel Leiria Pereira
15h00
Gratuito
Palácio Foz
Demonstração de Aikido
14h30 no Terraço
Gratuito
Demonstração de Iaido
15h30 no Terraço
Gratuito
Demonstração de Kendo
16h30 no Terraço
Gratuito
Introdução à língua japonesa
13:00 / 14:00 / 15:00 / 16:00 / 17:00 / 18:00
Duração de 30 minutos com um máximo de 20 pessoas.
Sala Azul
3€ por pessoa
Demonstração de dança japonesa pelas alunas da senhora Koseki
Das 16:00 às 16:30 na Sala dos Espelhos
Gratuito
Recital de Fado pela senhora Koseki
Das 17:00 às 18:00 na Sala dos Espelhos
Origami e caligrafia japonesa
Todo o dia na Sala Azul
Gratuito com direito a uma folha
Massagens Ktatataki
Todo o dia na Sala dos Painéis
€2.00 por pessoa
Workshop Eco bag "costura em tecido japonês"
Todo o dia na Sala dos Painéis
€ 3.00 por pessoa
Demonstração de Furoshjiki
Todo o dia na Sala dos Painéis
Gratuito
Workshop de Sweet Deco
Todo o dia na Sala dos Painéis
€ 3.00 por pessoa
Vestir Yukata com fotografia
Fotógrafo profissional japonês
Todo o dia na Sala da Lareira
€ 5.00 por pessoa
Intervenções músicais por Miguel Leiria Pereira, Hana Kogure e João Bengala
Das 16h às 17h na Sala dos Espelhos
Gratuito
Orlando Ferreira fala sobre o momento do sismo em Tóquio
Das 15h às 15h30 na Sala dos Espelhos
Gratuito
Gastronomia
Fatia de Castella € 1.00
Fatia Castella e chá frio € 2.00
Chá (mátchá) + fatia de Castella € 5.00
Águas € 1.00
Chá frio € 1.00
Castella
½ caixa de Castella € 5.00
1 caixa de castella € 10.00
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Ver 10, 20, 50 resultados por pág.
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