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Os professores podem mudar as escolas

14:02 Quarta feira, 5 de março de 2008

Num dos comentários aos comentários que me fizeram no post anterior, desafiando-me a apresentar soluções, escrevi o seguinte:

Não pretendo, como é óbvio, ter soluções na manga nem sou especialista no assunto. Deixo, no entanto, algumas ideias que ao longo dos anos tenho defendido:


1) Liberdade para os pais escolherem a escola dos filhos. O Estado subsidiará o ensino através de cheques-educação e não através do subsídio às escolas que muitas vezes se transforma em subsídios à gordura das instituições e ao desperdício;


2) Descentralização da gestão das escolas, através de um gestor nomeado por uma Comissão do Agrupamento escolar. Essa comissão deve ter professores, pais e responsáveis locais, ao nível de Câmara e autarquias. Como é óbvio, quanto melhor a escola mais alunos e recursos, de acordo com o ponto 1).


3) As contratações, nomeações e avaliações dos professores deixam de ser feitas pelo Ministério para serem pela Comissão da Escola ou agrupamento escolar, ou pelo gestor se assim for entendido e delegado;


4) Os manuais escolares, que devem estar de acordo com um programa nacional, são propriedade da Escola e entregues anualmente aos alunos, que os devolvem. Os manuais, ao contrário do que tem acontecido, não devem ter espaço para preencher pelos alunos nem mudar constantemente. É preferível ensinar bem matéria ligeiramente desactualizada do que andar à procura da última moda (para os incrédulos, é assim na Bélgica em certos Estados dos Estados Unidos, nos países escandinavos, etc.)


5) Exames nacionais de fim de ciclo (4º, 6º 9º e 12º anos) em todas as disciplinas fundamentais, de acordo com o grau. Isto significa no 9º ano, por exemplo: Português, Inglês, terceira língua, História, Matemática, Geografia, Ciências (Física e Química, Biologia) e no 12º ainda Filosofia.
6) Retenção dos alunos (chumbos) e passagem compulsiva para o ensino profissional em caso de mais duas retenções no mesmo ano (caso o aluno não aceite, retira-se o cheque-educação).

Enfim, uma revolução, como vê.

Estou convencido que medidas como estas podiam ainda salvar a nossa escola do descalabro. Mas estou igualmente convicto que nem o Ministério nem os sindicatos as aprovariam.

Os professores podem mudar as escolas, sobretudo se não tiverem medo da mudança, se confiarem em si e se não temerem a sua própria autoridade.

Será possível?

Ou continuaremos no caminho em que estamos, em que nem os conhecimentos radicionais, nem as novas tecnologias se aprendem? Será possível contentarmo-nos com uma sociedade de ignorantes?

Estas são perguntas que vão ficando sem resposta. Mas o debate, esse continua. E espero que dele - feito em tantos lados e também aqui - saia alguma luz.


Clique em baixo para ler o artigo anterior do País dos prodígios, sobre o mesmo tema
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CARTA A UMA PROFESSORA AMIGA
Andrade da Silva (seguir utilizador), 2 pontos , 3:04 | Quinta feira, 6 de março de 2008
CARA AMIGA

Têm razão no vosso protesto contra a avaliação. Todas as avaliações na função pública e nos militares é uma aberração cientifica e uma injustiça, infelizmente os funcionários públicos porque na sua maioria não têm qualquer carreira vergonhosamente amocharam. Nas Forças Armadas, nas de Segurança e na função pública ingloriamente toda esta gente sucumbiu.

            Vocês e, bem, pela mesma razão estão mobilizados. Também é verdade que têm muito mais força e um sindicato activo, o que não acontece na função pública que têm dezenas de sindicatos, e os militares têm o regulamento militar.

          Todavia todos precisam de ser avaliados, e podem sê-lo de um modo justo, e, mais, devem ser. Não haver nenhuma avaliação, ou uma faz de conta, ou uma injusta e incompetente são tudo coisas equivalentes e vergonhosas, miseráveis, porque favorecem sempre os afilhados, independemente do seu mérito.

            Julgo também que os professores como agentes do ensino, deviam protestar contra muita outra porcaria que há na educação: programas, organização escolar, escolas sobrelotadas, faltas excessivas de alguns professores e para o que, de facto, as aula de substituição como estão concebidas são uma verdadeira negação de qualquer utilidade etc. etc..

              Seja como for terá de haver uma solução para esta conflituosidade que está a ameaçar a democracia de um modo que parece planeado.

            Será que se está a procurar o incidente maior para justificar medidas musculadas?

            No sentido de evitar esta hecatombe para além de denunciar este perigo, apelo ao espírito cientifico para que o governo produza instrumentos adequados de avaliação do desempenho no Estado, o que actualmente não acontece em nenhum sector.
      bjnhos
andrade da silva
 
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Sindicatos não decidem. Só o Governo.
pintelho_rapado (seguir utilizador), 1 ponto , 15:08 | Quarta feira, 5 de março de 2008
"Mas estou igualmente convicto que nem o Ministério nem os sindicatos as aprovariam."

Sindicatos só aprovam se forem chamados para negociar. O governo é que decide, e tem decidido só.
Portanto trata-se uma frase cheia de equivocos. Sobre o restante vou analisando conforme o tempo.
Mas numa primeira e rápida observação tenho muito a interrogar, por não concordar. Pese a boa vontade do HM.
 
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A parte e o todo
quase (seguir utilizador), 1 ponto , 17:03 | Quarta feira, 5 de março de 2008
Não olhe para a sociedade apenas com a soma de todas as partes, mas se, antes disso, a olhar como um todo conseguirá perceber onde está o motor que a movimenta e só depois disso é que saberá como alterar cada um dos componentes. Por outras palavras, não procure dissociar a Educação de todo o resto, como se esta estivesse numa redoma...J
 
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NÃO QUEREM MUDAR
Musoko (seguir utilizador), 1 ponto , 17:16 | Quarta feira, 5 de março de 2008
Henrique, em Portugal as forças conservadoras no ensino são muito fortes e começam na escola. Lembro-me de que, há uns anos, um colaborador meu, professor de História no camões, tentou inovar com a passagem de vídeos. Os outros professores «caíram-lhe em cima», acusaram-no de não saber ensinar, ele desistiu.
Concordo com as suas propostas.
Há um ano e meio tive de mudar a minha filha de escola devido a mudança de residência.
Que luta! Foi no concelho de Sintra! A minha mulher correu as «escolinhas» todas, não havia vagas, ninguém a queria. Aluna do segundo ano, numa das escolas até me (a mim) dito pelo responsável: só se for para uma turma do quarto ano!
Só uma escola, a largos quilómetros da minha casa, aceitou a minha filha.
Bolas!
E os manuais?
Antigamente havia o livro único, adoptado pelo Ministério.
Hoje, e ao ver a quantidade de asneiras e gralhas em certos livros, defendo o livro adoptado, o livro único, pelo menos no ensino básico.
O que está a passar-se na escolha de livros tem um nome, para mim: NEGÓCIO!
Quanto aos pais, bem, já vi coisas que bradam aos céus. A maior parte dos pais não querem que os professores tenham autoridade sobre os filhos. estive em muitas reuniões e vi os pais a defenderem os filhos por mimo, por insegurança.
Porquê? Antigamente os filhos eram mesmo filhos e os pais eram mesmo pais. Havia 2, 3, 4 e mais filhos e a aurotidade dos pais sentia-se.
Hoje há um filho, que é tratado como um autêntico «animal de companhia», um «pet», um pequeno ditador, e os pais têm medo e não têm tempo nem paciência. Conheço muitos casos em que os pais passeiam o cão e já não têm mais tempo para os filhos,s entam-nos a ver televisão e se falam com eles é para lhes dar mimo.
A minha primeira professora chamava-se D. Adelaide, foi há cinquenta e seis anos, na escola 15, em Luanda. recordo-me da sua autoridade, da sua competência, da palmatória. E não se pense que nós não éramos rebeldes...
Rui Ramos
 
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Pensamos demasiado
Jotaene59 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:07 | Quarta feira, 5 de março de 2008
Como se vê, pensar na melhoria das escolas até nem parece muito difícil. Os intelectuais são que têm a mania de complicar o que pode ser simples. Um velho professor costumava dizer-me com ironia o seguinte: “ …pois é, nós, os intelectuais, não fazemos por menos! Até para esticar um simples cordel para pôr a roupa a secar, temos de fazer um projecto - pensamos demais e agimos de menos”.

Numa coisa tem de facto razão, não é por falta de ideias, teorias e modelos que a escolas não mudam. O problema está nos sistemas de poder que gravitam à sua volta. A escola transformou-se numa “arena” política da afirmação do poder de ministros, sindicalistas, pedagogos, professores, especialistas e outros “istas”.
 
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Nao me parece...
xpresso (seguir utilizador), 1 ponto , 18:22 | Quarta feira, 5 de março de 2008
Sinceramente tenho muitas dúvidas de que as medidas aqui expostas solucionassem o problema. Nem sindicatos, nem governos, e talvez nem os próprios pais aprovariam algumas das medidas referidas.

"Liberdade para os pais escolherem a escola dos filhos"
Polémico. Os problemas que isto ia levantar levariam a que algumas escolas fechassem.

"quanto melhor a escola mais alunos e recursos"
idem.. que aconteceria às escolas do interior do pais?

4) Quase de acordo, `a excepção está claro da actualização de conteúdos. é inevitável

"ensinar matéria desactulizada"... consta que em determinadas cadeiras cientificas os alunos sabem mais que muitos professores! Não vê o perigo que isto representa?

"Exames nacionais de fim de ciclo (4º, 6º 9º e 12º anos) em todas as disciplinas fundamentais" já não foi assim? eu sou desse tempo

6) o que pensa do ensino profissional? o que o leva a crer que não se passaria o mesmo ao passar o aluno para lá? o que aconteceria ao aluno que reprova no ensino profissional?
 
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Caparica Red Neck (seguir utilizador), 1 ponto , 18:25 | Quarta feira, 5 de março de 2008
http://reporter-universal...
 
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é complicado
geobik (seguir utilizador), 1 ponto , 19:28 | Quarta feira, 5 de março de 2008
Caro Henrique, muitos já subscreveram essas ideias e muitas estarão correctas. Não me alongando, posso-lhe dizer que no pós 25 abril a escola abriu as portas (escola inclusiva numa sociedade desigual), com tal heterogenidade de alunos era necessário criar niveis de ensino e competências para diferentes alunos e para diferentes fins. Mas sabe... isso custa dinheiro e os erros acumularam-se até hoje, ficando mais caro a todos os niveis remediar. isto tinha que dar o estouro, desde o cavaco, que não se abre os olhos p´ro problema. O que todos fizeram foi aprovar medidas que obrigaram os professores a passar os alunos(quem lá está dentro é que sabe) a coisa é mais complicada do que julgam_é mais ou menos como disse um jovem professor (no "prós e prós da rtp1",é claro que disseram que se retratou, pois estava ou está lixado), inspectores e outros comissários politicos, para além da legislação, andam acossando as escolas a passar o máximo de alunos, para o governo brilhar em Bruxelas, MAS QUANDO A OCDE AVALIA OS ALUNOS A CULPA É SEMPRE DOS PROFESSORES- chega. Quando os professores tomarem a redea da educação, assumem responsabilidades, até lá, a culpa é todinha do governo. Para terminar, se os professores não prestam, é porque o governo deixou abrir pasquins como a independente, agora quer fazer exames, façam 1º a avaliação dos deputados...
 
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Já agora_ A Avaliação
geobik (seguir utilizador), 1 ponto , 19:54 | Quarta feira, 5 de março de 2008
Avaliação dos Professores
 
Tem-se falado muito e mal da avaliação dos professores. Nota-se que pouca gente sabe do que se trata na realidade.
Para defender o ponto de vista do governo, diz-se que não havia até agora... O que não é de todo verdade. Até agora, os professores tinham de apresentar um relatório crítico de actividade, que era analisado por uma comissão de avaliação, e de fazer formação na qual tinham de ser aprovados. Se não houvesse anormalidades, os docentes teriam "Satisfaz". Se o professor não tivesse cumprido as suas funções ser-lhe ia atribuída a menção de "Não Satisfaz". Para obter a classificação de "Bom" e de "Muito Bom" teria de se submeter a um processo com várias etapas de burocracia. Existia um sistema de avaliação, ao contrário do que o Primeiro-Ministro defende ao tentar, mais uma vez, enganar os portugueses, tentando colocá-los contra os "professorzecos" (como a Ministra da Educação os apelida no Parlamento). O Primeiro-Ministro podia dizer que não concordava com ele, mas não pode continuar a mentir, dizendo que não havia.
Passando ao novo modelo de avaliação de desempenho, que não é feito para avaliar os professores, mas para evitar que eles progridam e criar um sucesso fictício e estatístico para europeu ver. Todos reconhecem que não é um modelo perfeito, mas acham que mais vale um modelo imperfeito, subjectivo e injusto do que dialogar com os professores até se criar uma avaliação justa. Defendem que num país em que reina a injustiça não vale a pena avaliar os professores com equidade e justiça.
É um sistema injusto e impraticável, por vários factores:
1.º Os professores titulares e avaliadores foram escolhidos pelos anos de serviço e não pelo mérito nem pela competência (onde está a preocupação com o mérito e com a excelência?);
2.º Os professores que vão avaliar não têm formação na supervisão de aulas;
3.º Teremos professores de Francês a avaliar aulas de professores de Inglês, e de Educação Tecnológica a avaliar docentes de Educação Física ou vice-versa;
4.º Em muitos casos, os professores avaliados têm muito mais formação do que os avaliadores;
5.º Os professores titulares vão avaliar se os outros recorrem às novas tecnologias e muitos dos avaliadores não sabem enviar um mail, ligar um computador ou o que é um powerpoint;
6.º Os titulares vão avaliar o sucesso dos outros, quando, em grande parte dos casos, são eles que têm uma maior percentagem de insucesso;
7.º Os avaliadores vão avaliar professores de níveis de ensino diferentes daqueles que estão habituados a leccionar, sendo o discurso do docente obrigatoriamente distinto;
8.º Os professores perderão autoridade na sala de aula, perante os seus alunos, no dia em que entrar um titular para avaliar o professor;
9.º Só os resultados dos professores de Língua Portuguesa e de Matemática poderão ser confrontados com os dos Exames Nacionais do 3º Ciclo, o que é uma injustiça para os docentes dessas disciplinas;
10.º Os professores só ficarão com as turmas com alunos com mais dificuldades, caso não possam fugir, pois terão famílias para sustentar e empréstimos para pagar;
11.º Um professor que queira ser honesto e exigente será avaliado negativamente e corrido do ensino;
12.º Serão premiados os professores de disciplinas que não dêem testes;
13.º Se um professor tiver o azar de ter um aluno que abandone a escola para emigrar ou que os pais não tenham condições para o manter a estudar, será penalizadíssimo na sua avaliação;
14.º Se um docente tiver o azar de perder um familiar próximo ou a sorte de ter um filho, será gravemente penalizado na sua avaliação, se faltar os dias a que tem direito por lei;
15.º Se acompanhar alunos de algumas turmas numa visita de estudo e deixar outras turmas com substituição, também é considerada falta de assiduidade às actividades lectivas, imagine-se!!!!
16.º Como os avaliadores e os avaliados já leccionam juntos há muito tempo, há colegas de trabalho que não se falam e os titulares podem aproveitar para se vingar e estragar a vida aos avaliados...
17.º Numa primeira fase, os titulares não serão avaliados por ninguém (onde está a excelência?);
18.º Não vale a pena ter "excelente" ou "muito bom", porque já não haverá vagas para titulares, quando nos for permitido tentar subir na carreira;
19.º Os resultados da avaliação dos alunos serão comparados entre disciplinas com competências totalmente diferentes. Por exemplo, ao comparar-se os resultados de Matemática com os de Educação Física, descobre-se facilmente qual o professor que sairá penalizado e terá de ir para o desemprego, se obtiver duas avaliações "Regulares";
20.º Os professores serão avaliados pelo recurso às novas tecnologias e as escolas não têm projectores nem telas nas salas, as tomadas não funcionam, a electricidade desliga-se constantemente, nem há extensões suficientes!
21.º Os docentes serão avaliados pelas fichas formativas que forneçam aos alunos e só podem tirar fotocópias de testes de avaliação sumativa e, quando as escolas forem entregues às câmaras, nem a isso terão direito.
Estas são algumas situações reais, haverá muitas outras que eu desconheço. Só um louco pode achar isto positivo, a não ser que se queira destruir de vez com o ensino público, enviando todos os professores para o desemprego.
O que se conseguiu até agora com o novo modelo de avaliação:
a) Há um constrangimento entre os professores titulares e os "professorzecos";
b) Não há diálogo entre os docentes, havendo um "ruidoso" silêncio sepulcral na sala de professores;
c) Não há partilha de materiais por causa da competição, pois as quotas, que ainda não foram publicadas, serão muito reduzidas;
d) Estão todos desmotivados;
e) Os professores estão a entrar na escola às 8 horas e 30 minutos e a saírem depois das 22 horas, sem que ninguém lhes pague horas extraordinárias, a analisar grelhas, indicadores e instrumentos de avaliação, como se estivessem a cavar a sua própria sepultura;
f) Não há tempo para preparar aulas, desenvolver estratégias diferenciadas, elaborar e corrigir testes.
Se nos aspectos que eu referi, houver algo que não seja correcto, agradeço que me provem o contrário pelo e-mail: salvarescola@gmail.com. É evidente que esta avaliação só terá efeitos em 2009, porque as injustiças e os processos em tribunal serão tantos que alguém acordará e mudará tudo outra vez, mas, até lá, seremos umas cobaias de algo que sabemos que foi feito por alguém que não conhece a realidade das escolas.
Sinceramente, digam-me se os professores conscientes não terão direito há indignação.
Gostava de poder explicar estes aspectos ao Primeiro-Ministro e propor um modelo de avaliação mais simples, justo e eficaz, mas ele não me recebe, porque não gosta de ouvir quem está no terreno e porque não sou militante socialista. Sou um reles "professorzeco", como nos qualificou a Ministra, mas vindo dela só pode ser um elogio, porque eu sei desde muito novo que os Açores fazem parte da República Portuguesa.
Já que a melhor arma é a escrita vou escrever tanto até ser ouvido por quem possa salvar a Educação.
 
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    Re: Já agora_ A Avaliação    Ver comentário
MMCG (seguir utilizador), 1 ponto , 21:40 | Quarta feira, 5 de março de 2008
    Re: Já agora_ A Avaliação    Ver comentário
Jotaene59 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:15 | Quarta feira, 5 de março de 2008
    Re: Já agora_ A Avaliação    Ver comentário
Pior (seguir utilizador), 1 ponto , 22:59 | Quarta feira, 5 de março de 2008
    Re: Já agora_ A Avaliação    Ver comentário
Pesaran (seguir utilizador), 1 ponto , 23:02 | Quarta feira, 5 de março de 2008
    Re: Já agora_ A Avaliação    Ver comentário
Jotaene59 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:19 | Quarta feira, 5 de março de 2008
    avaliações no ensino privado .    Ver comentário
J Saints (seguir utilizador), 1 ponto , 18:42 | Quinta feira, 6 de março de 2008
    Re: avaliações no ensino privado .    Ver comentário
Um Português... (seguir utilizador), 1 ponto , 11:28 | Sexta feira, 14 de março de 2008
Os professores querem mudar as escolas
aam.mendes (seguir utilizador), 1 ponto , 21:52 | Quarta feira, 5 de março de 2008
Caro Henrique, acredite-me, os professores querem a mudança na escola e não têm medo dela. Duvida? Eu sei: sou professor e reconheço: não somos santos. Conceda-me, no entanto, isto: também não somos nem ingénuos nem estúpidos.
As concentrações que acontecem um pouco por todo o país são um grito público de revolta e de alerta: os decisores políticos têm que pensar menos no seu protagonismo, deixar de pensar como adversários e, de uma vez por todas, com tempo suficiente, e no respeito pela lei, têm que trabalhar em conjunto com os pais e as escolas para uma solução consensual e com a simplicidade bastante para poder ser eficiente e duradoura.
Repare: primeiro bateram nos programas antigos e fizeram uma reforma. Depois bateram na Reforma, porque tinha sido feita por outros que não eles, e remendaram, remendaram: uma manta d eretalhos, é o que temos hoje em termos de currículos de estudos. A seguir, sacudiram a água do capote e inventaram a «geração rasca»; apertaram-na com provas globais e exames e, mais tarde, acabaram com quase tudo o que cheirava a exigência e esforço pessoal.
Esgotadas essas hipóteses, e como o insucesso permanecia, viraram-se, muito naturalmente, para os professores. A seguir, porque estas medidas não interferem nada com as aprendizagens, serão os pais?
Poucas áreas profissionais estiveram tantos anos em processo quase contínuo de mudança. Por isso, não digam que temos medo dela.
É preciso mudar, é preciso avaliar para haver mudança qualitativa: nenhum professor de bom senso contesta isto.
Para terminar, as suas ideias parecem-me genericamente correctas e subscrevo-as a todas, excepto duas.
Rejeito a ideia dos cheques: é óptima, mas socialmente injusta: acha que pais que ganham em conjunto 800 euros se podem dar ao luxo de contrair um empréstimo desses a prazo? Que os 20% dos menores em risco de pobreza podem pagar esse futuro? Ou teremos que priorizar investimentos; queremos mais aeroportos, tgv's ou discriminaremos positivamente e com rigor a educação, a saúde e a pesquisa científica?
Tenho também sérias dúvidas quanto à contratação local: a cultura dos favores partidários e dos tachos para os amigos está demasiado enraízada e, não havendo garantias bastantes contra o tratamento arbitrário, desbarataria recursos preciosos.
Importa pois, parar e pensar séria e rapidamente o que queremos para a escola e não sejamos míopes: o problema não é a avaliação de desempenho. É mais grave e vasto.
 
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    Re: Os professores querem mudar as escolas    Ver comentário
Doisémes (seguir utilizador), 1 ponto , 23:21 | Quarta feira, 5 de março de 2008
    Re: Os professores querem mudar as escolas    Ver comentário
Pesaran (seguir utilizador), 1 ponto , 1:31 | Quinta feira, 6 de março de 2008
    Re: Os professores querem mudar as escolas    Ver comentário
Doisémes (seguir utilizador), 1 ponto , 13:27 | Quinta feira, 6 de março de 2008
    Re: Os professores querem mudar as escolas    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 14:49 | Sexta feira, 7 de março de 2008
    Re: Os professores querem mudar as escolas    Ver comentário
JoaquimVaz (seguir utilizador), 1 ponto , 14:26 | Quarta feira, 19 de março de 2008
O carro à frente dos bois
Manuel.Araújo (seguir utilizador), 1 ponto , 1:25 | Quinta feira, 6 de março de 2008
A avaliação dos recursos humanos de uma organização é importante, mas quando está alinhada com a visão, a estratégia e os seus objectivos. Os seus clientes, pelos quais a organização justifica a sua existência, não estão directamente interessados na avaliação dos seus colaboradores. Ela é instrumental. Os clientes estão interessados principalmente na qualidade dos produtos e serviços. Continuar a ser cliente depende, essencialmente, da promessa da organização ser cumprida e de verem as suas necessidades e expectativas satisfeitas. No fundo, o que importa para os clientes ou utentes de um serviço é o resultado. Isto é, visto de fora, o importante é avaliação da organização e não a avaliação dos seus colaboradores que é um assunto de gestão interna. Quando há liberdade de escolha e o cliente é competente para apreciar os serviços, ele resolve bem a questão. Se não gosta ou não se sente satisfeito, muda. Procura outra organização que o satisfaça. Na escola portuguesa tal não acontece porque não há liberdade de escolha das famílias, mesmo entre escolas públicas. As crianças e as famílias são obrigadas a consumir os serviços educativos mesmo que não prestem (as famílias não podem escolher as esclas e as escolas não podem escolher os professores). Neste caso, o Estado tem no mínimo a obrigação de garantir a sua qualidade. Em vários países europeus, com destaque para Inglaterra, existe uma agência independente do Ministério que avalia a qualidade das escolas (quer sejam do Estado central, municipais, confessionais, sociais, cooperativas ou privadas). E faz a avaliação de igual forma. O relatório anual da inspecção é publicado na internet e todas as famílias podem aceder à classificação da escola (excepcional, bom, suficiente ou não aceitável), com a descrição em 10 ou 12 páginas dos critérios observados, em comparação com o ano anterior. Esta transparência e rigor na avaliação dos resulatdos é importantíssima. Curiosamente (ou talvez não), quando o inspector acaba o relatório e o envia para escola com as suas conclusões, a carta é dirigida aos alunos (Começa sempre assim: "Dear pupils (queridos alunos, quando estive aí convosco há uma semana...etc.)"). Em Portugal, não há avaliação e muito menos é independente. A inspecção do Ministério é burocrática e parcila porque julga em causa (casa) própria, por isso é completamente ineficaz. Neste quadro, o que importa verdadeiramente para as famílias não é a avaliação dos professores que é um problema laboral. O que interessa para as famílias é a avaliação independente e transparente das escolas. Para que elas saibam mais sobre as escolas dos seus filhos e para que as escolas assim escrutinadas publicamente possam ter o incentivo de procuiram fazer melhor. Com actual desfocagem do problema, estão-se a perder energias numa causa pouco interessante. As famílias, actualmente, assistem a manifestações que são laborais e a conflitos de relacionamento entre o patrão (Ministério) e os empregados (Professores) que pouco lhes interessam e, no final, pouco contribuem para a qualidade mas apenas para simplesmente arrumar vencimentos. Não é por aí que as escolas vão melhorar. O importante é fazer a avaliaição de todas as escolas independentemente da sua natureza, através de uma agência independente e tornar os resultados públicos, acessíveis na internet. Depois a questão da avaliação dos professores seria apenas um assuntio interno de cada escola. Cada uma decidiria se esse instrumento seria importante para melhorar a sua classificação. Se não se quiser ir por aqui, a única solução que resta será dar liberdade de escolha (o que é extraordináriamente dificil porque o sector privado em Portugal é residual, especialmente ao nível do primeiro e segundo ciclo onde os problemas são maiores). Pelo menos que se dê liberdade de escolha entre escolas públicas ou com contratos de associação para que as famílias possam pressionar a melhoria do desempenho das escolas. Relativamente à questão da avaliação dos professores e ao conflito laboral existente (disfarçado de defesa da escola pública que é, neste contexto, disparate e cortina de fumo), ele só demonstra a falência do sistema. Não é verdade que os conflitos numa organização aumentam quando ela se aproxima duma situação de insolvência? E que a situação de insolvência resulta do facto dos clientes terem deixado de comprar a essa empresa?
Actualmente, as famílias são obrigadas a "adquirir gratuitamente" os serviços educativos numa determinada escola mesmo que não gostem dela. Por isso, nao havendo liberdade de escola, concentremo-nos na avaliação transparente da escola e não na avaliação dos professores. Não ponhamos o carro à frente dos bois. Não resulta e é factor de distracção!
 
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    Re: O carro à frente dos bois    Ver comentário
JoaquimVaz (seguir utilizador), 1 ponto , 21:02 | Terça feira, 18 de março de 2008
HM e as medidas avulsas, na Educação.
pintelho_rapado (seguir utilizador), 1 ponto , 10:56 | Quinta feira, 6 de março de 2008
A Educação, deve ser encarada no contexto social do país, de modo a corrigir as assimetrias sociais e contribuir de forma decisiva para uma sociedade maior, desenvolvida e moderna.
Seria a partir que qualquer governo deveria trabalhar e fazer propostas para uma reforma a sério.

Mas o que faz o governo?

Importa um modêlo, da UE e quer aplicá-lo por decreto., com o apoio irracional ou interesseiro, de "opinion makers" e de teoricos da sua politica neo-liberalista de cego seguidismo às directivas da UE.
Desta forma e por isso, despreza os agentes da reforma(?) da Educação, não atende às realidades, massa cinzenta, meios materiais e sociais da escola.
E transforma a reforma da Educação numa guerra politica em que ou a ministra ou os professores se enfrentam. Vença quem vencer é o país que fica derrotado. Pois a reforma necessária não será posta em prática, porque é contra-natura. São mais anos perdidos. Mais dinheiro esbanjado. E daqui por uns anos, voltaremos a esta conversa.
-----------------------
Só para me debruçar, como exemplo, às propostas de HM
(ainda bem que ele diz que não percebe nada, aliás os jornalistas são especializados em coisa nenhuma e em tudo), escolhi a primeira:
"
1) Liberdade para os pais escolherem a escola dos filhos. O Estado subsidiará o ensino através de cheques-educação e não através do subsídio às escolas que muitas vezes se transforma em subsídios à gordura das instituições e ao desperdício;
"

caro HM, apenas localizando uma vertente da questão,

a) a quem seriam atribuídos os tais cheques?
A quem tem posses. Claro.

Não estou a ver: um pai que recebe o ordenado minimo querer um cheque para o ensino
  privado do filho, a comprar-lhe roupas de marca, a pagar-lhe refeições caras, enfim a todas as mordomias que os colégios dão aos alunos, pagas a peso d'ouro.

Com maior ou menor verdade na questão, a desigualdade de oportunidades seria manifesta e acentuar-se-ia. E o HM sabe que há descriminação entre alunos, mais quanto ao aspecto exterior da riqueza, que quanto à cor ou raça. Sendo que é a riqueza o principal factor que leva à descriminação social. E isso não se aprende nas escolas públicas.

Talvez seja uma lacuna na programação, ou antes uma propositada omissão, na linha desta ministra, nesta educação que não presta, por causa dos professores, dizem?
 
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    Re: HM e as medidas avulsas, na Educação.    Ver comentário
Doisémes (seguir utilizador), 1 ponto , 13:10 | Quinta feira, 6 de março de 2008
    Re: HM e as medidas avulsas, na Educação. ?????    Ver comentário
pintelho_rapado (seguir utilizador), 1 ponto , 22:59 | Quinta feira, 6 de março de 2008
    Re: HM e as medidas avulsas, na Educação.    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 15:57 | Quinta feira, 6 de março de 2008
    Re: HM e as medidas avulsas, na Educação.    Ver comentário
pintelho_rapado (seguir utilizador), 1 ponto , 18:01 | Quinta feira, 6 de março de 2008
    Re: HM e as medidas avulsas, na Educação.    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 18:31 | Quinta feira, 6 de março de 2008
    Re: HM e as medidas avulsas, na Educação. ?????    Ver comentário
pintelho_rapado (seguir utilizador), 1 ponto , 22:48 | Quinta feira, 6 de março de 2008
    Re: HM e as medidas avulsas, na Educação. ?????    Ver comentário
Doisémes (seguir utilizador), 1 ponto , 23:23 | Quinta feira, 6 de março de 2008
    Re: HM e as medidas avulsas, na Educação. ???? 2M    Ver comentário
pintelho_rapado (seguir utilizador), 1 ponto , 1:47 | Sexta feira, 7 de março de 2008
    Re: HM e as medidas avulsas, na Educação. ???? 2M    Ver comentário
Doisémes (seguir utilizador), 1 ponto , 3:10 | Sexta feira, 7 de março de 2008
    Re: HM e as medidas avulsas, na Educação. ???? 2M+    Ver comentário
pintelho_rapado (seguir utilizador), 1 ponto , 10:17 | Sexta feira, 7 de março de 2008
    Re: Pondere 2Ms. No extracto abaixo.    Ver comentário
pintelho_rapado (seguir utilizador), 1 ponto , 10:28 | Sexta feira, 7 de março de 2008
    Re: Pondere 2Ms. No extracto abaixo.    Ver comentário
Doisémes (seguir utilizador), 1 ponto , 12:47 | Sexta feira, 7 de março de 2008
    Re: HM e as medidas avulsas, na Educação. ???? 2M+    Ver comentário
Doisémes (seguir utilizador), 1 ponto , 12:37 | Sexta feira, 7 de março de 2008
    Re: HM e as medidas avulsas, na Educação. ???? 2M    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 14:52 | Sexta feira, 7 de março de 2008
    Re: HM e as medidas avulsas, na Educação. ???? hm    Ver comentário
pintelho_rapado (seguir utilizador), 1 ponto , 20:26 | Sexta feira, 7 de março de 2008
Demasiado liberal, o adam era um utópico..
Caparica Red Neck (seguir utilizador), 1 ponto , 17:00 | Quinta feira, 6 de março de 2008
No relativo ao 1º ponto:
  Prioridade por proximidade.
No concernente à 6ª sugestão:
  Derivar cuando as 4, que não 2, careçam de justificação, aspecto a considerar.

Acrescento, por exemplo, a imposiçao da contençao de preços dentro do monto do subsidio, condição irrevocável e sem possivel alteração futura, ainda que contemplados aspectos de qualquer tipo.

 
 
 Regras da comunidade
CHEQUE EDUCAÇÃO
Doisémes (seguir utilizador), 1 ponto , 19:17 | Quinta feira, 6 de março de 2008
Eu tive uma certa dificuldade em entender o conceito cheque educação.
Vou tentar explicar, como fizeram comigo:

- A Constituição garante ensino gratuito.

- O Estado tem estabelecimentos de ensino, onde os alunos não pagam, abertos a todos.

- Os pais que querem ter os filhos em estabelecimentos privados têm que os pagar do seu
bolso

- O ensino público é gratuito para os pais, não para o Estado.

- Cada aluno custa exactamente o mesmo que num estabelecimento privado, cerca de 300€ por mês. Só que não somos nós que pagamos . É o Estado que o faz por nós.

- O Estado só paga se pusermos os filhos nos Colégios dele. Se quisermos pôr nos da concorrência, (privados), já não paga.

- Aqui põe-se em causa um direito de liberdade. Porque é que só se pode auferir do direito constitucional do ensino gratuito se for em estabelecimentos do Estado?

- Cada aluno que frequenta o ensino particular poupa ao orçamento para a Educação 300€ por mês.

- Porque é que os pais não hão-de pedir ao Estado o que lhes está consagrado constitucionalmente?

Imaginemos uma situação:
Uma pessoa tem um filho inscrito numa escola pública da sua zona de residência. O estado paga por ela 300€ de mensalidade. Para usufruir da escola a criança tem que se levantar às 6 da manhã, apanhar um transporte, estar sujeita a apanhar frio ou outros perigos.
Imaginemos que do outro lado da rua há um Colégio particular, que caso a criança o frequentasse, bastaria levantar-se às 7 horas, não tinha que apanhar transporte, nem estar sujeita a riscos.
Porque é que a bem da criança o Estado não haveria de pegar nos 300€ que paga na escola da zona e pagar a mensalidade no Colégio particular?

Isto só não acontece por duas razões:

Primeiro, porque o Estado tem poupado muito dinheirinho à custa dos pais que têm os filhos nos colégios privados.

Segundo, porque não dando alternativas para educar segundo outras formas de cultura a grande maioria poderá ser formatada em função de valores, ou da falta deles, muito conveniente ao poder político. Poderá mudar mentalidades substituindo-se aos pais e impondo os valores que mais lhe convêem.

O que se tem passado até aqui é que a imcompetência é tanta, que nem com a faca e queijo na mão, isso consegue.
 
 Regras da comunidade
Mas antes disso!
Leitor c/opiniao (seguir utilizador), 1 ponto , 21:38 | Sábado, 8 de março de 2008
Para os professores mudarem as escolas,e preciso que o governo mude os professores.Contratacoes,nomeacoes e avaliacoes,pela comissao da ESCOLA?Deve estar a brincar."Nem o Ministerio nem o sindicato as aprovariam"?Quem vence eleicoes sao os Governos,que ganham mandato para governar,os sindicatos,so"empatam".Por os anteriores governos cederem a interesses corporativos,mesquinhos e mediocres e que existe a tal sociedade de ignorantes a que se refere,que faz com que Portugal em termos de desigualdades sociais seja o Brasil da europa!Deus o ajude,Socrates,continue,ignore o"barulho"!
 
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