Orgulho, isso sim!
Questionei quatro jovens empresários e empreendedores - que são duas coisas distintas - sobre o que os motivou a se tornarem empresários. Um arquitecto, uma nutricionista, uma engenheira civil e um dentista, com idades compreendidas entre os 24 e os 30 anos.
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Ana Campos
18:30 Quarta feira, 28 de outubro de 2009
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As respostas foram diversas:
"É um desafio coordenar e desenvolver novas competências e conhecimentos, e puder aplicar à nossa actividade criatividade e inovação."
"É importante criar riqueza."
"Satisfação pessoal."
"Aventura"
"Ajudar o próximo no sentido de criação de novos postos de trabalho."
"Afirmação pessoal, que é diferente de satisfação pessoal, pois consigo provar aos familiares que tenho a capacidade de andar sozinho e sem apoios."
"Reconhecimento, que tem os dois lados. Quando as coisas correm bem somos todos reconhecidos, mas quando correm mal somos olhados como falhados... situação que não acontece em muitas outras culturas e são vistos como uma pessoa que teve a coragem de tentar... engraçado como a visão de alguns Portugueses mudou tanto desde os descobrimentos!"
"Ter consciência das capacidades como comunicador e de gerir grupos e ambientes de trabalho."
"Motivação pessoal e profissional, porque quando o sucesso depende mais de nós próprios há melhores resultados e maior qualidade no trabalho."
Referiram também que o objectivo não era "serem empresários" mas o que os motivou realmente foi a enorme vontade de criar algo de novo e acrescentar valor ao mercado, gostar daquilo que fazem e tirar prazer disso, apesar de estarem conscientes de todos os riscos inerentes.
Pergunto, perante estes exemplos desta geração, como é que se ouve diversas vezes classificar negativamente toda uma geração, como se os jovens fossem todos iguais, como se tivessem saído dum molde pré-formatado em que, ao passarem no controlo de qualidade vinham todos com o tal defeito?
Jovens que investem bastante na formação porque cada vez mais a competição é maior e já não têm empregos seguros, ou emprego sequer, como os jovens de gerações anteriores.
Adjectivar gerações não faz sentido porque há sempre de tudo, desde o muito bom ao muito mau.
Destes exemplos devemos ter orgulho, orgulho destes Portugueses que lutam em e para Portugal!
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