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Operação Face Oculta: Paulo Penedos constituído arguido

O filho do presidente da REN foi constituído arguido no processo que deriva da operação 'Face Oculta'.    

18:40 Quarta feira, 28 de outubro de 2009
O advogado Paulo Penedos, filho do presidente da REN, confirmou hoje à Lusa ter sido constituído arguido no processo que deriva da operação 'Face Oculta'.    
 
"Fui constituído arguido porque sou advogado de uma das empresas de Aveiro, a SCI. Acrescento que a empresa presta vários serviços de consultoria  jurídica a diversas empresas, entre as quais à PT, reiterando que esta empresa nada tem que ver com o processo em  causa", afirma Paulo Penedos.
 
A 'Operação Face Oculta' está a investigar um conjunto de funcionários de grandes empresas portuguesas, pelo possível envolvimento de três dezenas de quadros médios e superiores em operações de favorecimento na adjudicação de obras. 
 
Fonte policial disse hoje à Lusa que a Polícia Judiciária (PJ) está a realizar buscas em vários pontos do país, numa operação de "grande envergadura" relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial sedeado em Aveiro. 
 
A edição 'online' do Correio da Manhã tinha avançado que a PJ estava a realizar buscas nas empresas Rede Ferroviária Nacional (REFER), Rede Eléctrica Nacional (REN) e outras detidas directa ou indirectamente pelo Estado, entre elas a Galp, o BCP e a EDP, no âmbito de uma investigação relacionada com crimes económicos. 
 
Em declarações à Lusa, Teófilo Santiago, responsável pela PJ de Aveiro, que está a coordenar a operação, disse que "as empresas não estão em causa, mas sim quadros que nelas trabalham".  

Galp confirma buscas em Sines


 
A Galp e a EDP confirmaram esta tarde a existência de recolha de informação por parte da Polícia Judiciária. No caso da Galp, a diligência incidiu sobre "um funcionário" da refinaria de Sines, enquanto que, no caso da EDP, "foi apenas pedido informação sobre um processo", disseram as fontes oficiais destas duas empresas. 
 
Já o director-coordenador da REN, Artur Lourenço, negou à Lusa que a empresa tenha sido alvo de buscas da PJ, afirmando que a polícia se deslocou à sede para "recolher informações sobre eventuais contratos" com companhias terceiras.  
 
Por seu lado, a REFER confirma que a Polícia Judiciária "pediu algumas informações sobre terceiros", mas negou que qualquer dos seus responsáveis ou departamentos tenha sido alvo de buscas por parte desta polícia.  
 
Fonte oficial do BCP garantiu à Lusa desconhecer a realização de quaisquer buscas nas suas instalações.  
Lusa
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