09/02/2012 atualizado às 0:30
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ONU teme crise alimentar

Nos últimos dois meses os preços dos bens alimentares subiram 5% em todo o mundo. A ONU teme que tal possa gerar uma onda de protestos à escala global e que isso possa originar mais conflitos sociais.

Vítor Andrade (www.expresso.pt
12:44 Sexta feira, 3 de setembro de 2010
ONU teme crise alimentar

O fantasma da crise alimentar de 2008, que gerou conflitos em vários países, paira de novo sobre a população de todo o mundo.

A quebra na produção de de cereais na Rússia (nomeadamente devido aos incêndios que duram há mais de um mês), assim como na Ucrânia, que são dois dos principais abastecedores do mercado mundial, está a desencadear uma onda de receios quanto à eventual ruptura de stocks em alguns países, com consequências para as populações com menos posses.

O aumento dos preços dos bens alimentares já começou (5% no espaço de dois meses, à escala global) e a FAO, organização das Nações Unidas para a agricultura e alimentação está preocupada com as consequências. Por isso mesmo acaba de marcar uma reunião de emergência para 24 de Setembro, em Roma, para debater o assunto e tentar encontrar soluções.

Conflitos sociais em vários países 


Teme-se uma nova crise alimentar semelhante à de 2008, altura em que a grande procura de cereais para a produção de biocombustíveis originou subidas de preços e ruptura de stocks em vários países. Nesse ano, e pela primeira vez desde a 2ª guerra mundial, a Europa ficou sem cereais em stock.

Segundo a ONU, os preços estão nos níveis mais altos desde há dois anos precisamente. Esta escalada de preços já desencadeou protestos em Moçambique nos últimos dois dias e também no Egipto e na Sérvia. No Paquistão, onde as cheias das últimas semanas destruíram um quinto
das colheitas do país, o preço dos produtos alimentares subiu 15%.

Em portugal, este foi um dos piores anos de  sempre na produção de cereais, tendo apenas sido asseguradas 20% das necessidades do país. Isto significa que Portugal está cada vez mais dependente do exterior para se alimentar. O problema, segundo alguns analistas, é que os cereais começam a escassear em alguns dos principais mercados internacionais onde Portugal se costuma abastecer.

Dos quatro milhões de toneladas de cereais que o país consome anualmente, na actual campanha as colheitas não foram além das 800 mil toneladas.

Os produtores de cereais, que contam sobretudo com activos na casa dos 50/60 anos, garantem que se não se incentivar a adesão de jovens aos campos e ao trabalho agrícola, dentro de poucos anos (talvez uma década) Portugal poderá ter ainda menos produção que a que tem hoje, ou praticamente nada.

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O Alentejo verde
águiadois (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 15:35 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
O Alentejo agora é verde-Não de trigo, mas de relva, para o golfe do Roquete.
 
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    5 Pontos: pela asneira    Ver comentário
BrincaNareia (seguir utilizador), 2 pontos , 2:29 | Sábado, 4 de setembro de 2010
Quero ser doutor, não agricultor!
Samm (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 15:23 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
Acho absolutamente incrível que um país dependa em 80% do estrangeiro para abastecimento de cereal. Para além do perigo que representa este nível de dependência, não é isso que me choca mais.

O que me transtorna é o facto da iniciativa empresarial/agrícola portuguesa ser tão débil. Pelo alentejo fora, cada mais se vê estufas e campos com oliveiras. É pena que sejam sobretudo os espanhois a investirem nesta actividade.

Porque é que não produzimos trigo e outros produtos agrícolas em Portugal?
Será porque não é rentável, porque não conseguimos competir com o preço do trigo importado? Será?
Será que existem burocracias, impostos, taxas, condições a cumprir que não possibilitam cultivar os campos?
Será que não há gente interessada em explorar esse sector de actividade? O que é?
Será que ninguém investe nesta área, a sério? Será que não é rentável gerir uns milhares de hectares da forma como se gere uma empresa?
 
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    Re: Quero ser doutor, não agricultor!    Ver comentário
APNS (seguir utilizador), 1 ponto , 22:57 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
O medo, a fome e a peste
Rio Grande (seguir utilizador), 2 pontos (Normal), 18:06 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
O medo é a primeira arma dos poderosos. A fome, a que vai condicionar ainda mais o desespero, dos fracos e oprimidos. Mas, a peste, nem a maior tecnologia, de imediato, evitará. Tornará poderosos e nem tanto, aliados na desgraça. E, os campos, cada vez mais desertos, não terá força para dar de alimento a tantos homens sobre a terra, logo virá a matança, ainda em maior escala que a presente.
 
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Srs Governantes Abrilistas
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:12 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
Mais um elogio há vossa excelente governação?
 
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Os meus "agradecimentos"..
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 20:37 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
Desejo expressar os meus "agradecimentos" a todos os politicos que nos governam e teem governado..

Lançaram os foguetes para a festa da modernidade rodoviária e betoneiras e afirmaram que a redução do sector agricola de cerca de 23% para cerca de 12% (há 10 anos atrás) era um sinal de que o País avançava a passos largos para a modernização..

Actualmente..na continuidade dessa festa da modernização..o sector agricola deverá representar cerca de 6% da actividade em Portugal...

Certamente que as preocupações desses mamocratas não se prendiam com a nossa saúde dentária (os cereais provocam cáries) mas sim com o desenvolvimento desenfreado de actividades de luxo implantadas em terrenos que deveriam ser o nosso celeiro..

Cuidaram primeiro do dinheirinho fácil e de rápido retorno para si e para os seus apaniguados..

E nós ?..nós vamos apanhar as canas dos foguetes da festa que não foi feita para nós e esperar que algum iluminado descubra uma forma de podermos comer asfalto..cimento e relva..

Por ultimo..alguém me consegue explicar a razão para que tendo nós um sector agricola paupérrimo tenhamos tantos funcionários no Ministério da Agricultura ?..só na delegação do Algarve são para cima de 800...

E náo façam como a outra que perante os protestos do Povo por falta de pão respondeu :
"Tsss..tsss..que povinho miseravel..não teem pão ???!!!..comam croissants "..pouco tempo depois perdeu a cabeça..a tôla..

 
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Viva o PAC...
pekatex (seguir utilizador), 1 ponto , 13:53 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
Mais uma vez, confirma-se que o pais foi e está a ser gerido por incompetentes acefalos... Como é que é possivel chegarmos a esta situaçao... O pais só produz 20% das necessidades anuais em cereal?!?!?!?
Mas entao o PAC na minha adolescencia quando foi assinado pelo Cavaco, nao tinha assegurado a produçao em cotas superiores? Mas nenhum dos governos viu isto nos ultimos 10 anos? Mas andou-se a pagar aos agricultores para nao plantarem cereais e depois ter-mos que ir comprar ao estrangeiro? Cada vez dou mais razao ao povo Mocambicano, temos que nos mexer de uma vez por todas, tou farto de incompetencia, de maus profissionais... Nao posso permitir que me metam a mao na carteira por má gestao de incompetentes mamocratas...
 
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    Sócrates e a sua Reforma Agrária    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 15:03 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: Sócrates e a sua Reforma Agrária    Ver comentário
BrincaNareia (seguir utilizador), 2 pontos , 2:23 | Sábado, 4 de setembro de 2010
    Re: Sócrates e a sua Reforma Agrária    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 8:47 | Sábado, 4 de setembro de 2010
    Re: Sócrates e a sua Reforma Agrária    Ver comentário
BrincaNareia (seguir utilizador), 2 pontos , 16:36 | Sábado, 4 de setembro de 2010
    Re: Sócrates e a sua Reforma Agrária    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 18:12 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Os PIN (Basílio Horta)    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 21:54 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: Os PIN (Basílio Horta)    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 11:03 | Sábado, 4 de setembro de 2010
SALAZAR
aldrabado (seguir utilizador), 1 ponto , 15:21 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
E pensar-mos nós que no tempo deste homem havia uma estratégia de relativa independencia no que respeita à produção nacional de bens alimentares, onde se assegurava a produção e reserva de alimentos para permitir atenuar qualquer crise de produção, e que empresas estratégicas como os transportes, energia telefone, correios, CGD, Segurança Social, educação estavam nas mãos do Estado. Na verdade só é livre quem é independente e nós somos cada vez mais dependentes...Apesar de ditador, estava à frente de todos os pós 25A em estratégia nacional, apesar de ter sido "dono" da chafarica durante 40 anos não era ladrão, (pasmem estes governantes e afins) e demonstrou ser um Estadista. Temos muito trabalho de casa para fazer para merecer a nossa liberdade e não me parece que a alcancemos no ora-agora-viras-tu-ora agora-viro-eu PS/D/CDS....
 
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    FOME    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 18:53 | Sábado, 4 de setembro de 2010
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