O ex-presidente do BPN, Oliveira e Costa, saiu hoje cerca das 22:00 das instalações do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) sem prestar declarações, depois de sete horas de interrogatório.
O advogado de Oliveira e Costa, Leonel Gaspar, disse aos jornalistas que "Oliveira e Costa veio no âmbito do processo pendente prestar declarações, porque entende que deve continuar a colaborar com a Justiça".
"Havia situações que necessitavam de ser esclarecidas", explicou o advogado, escusando-se a confirmar em que qualidade é que Oliveira e Costa foi ouvido pelo Ministério Público.
O fundador do BPN regressou com a Polícia Judiciária ao estabelecimento prisional, onde está detido desde Novembro por suspeita de burla agravada, falsificação de documentos, fraude fiscal e branqueamento de capitais.
Também Dias Loureiro esteve esta manhã nas instalações do DCIAP, onde foi inquirido pelo procurador Rosário Teixeira sobre negócios da Sociedade Lusa de Negócios relativos a 2001 - a compra a empresa Biometrics, em Porto Rico e a venda da Redal, concessionária de águas marroquina.
Segundo o semanário Sol, Dias Loureiro é acusado de fraude fiscal, indícios de infidelidade e branqueamento de capitais.
Oliveira e Costa e Dias Loureiro
são, até agora, os únicos arguidos do caso BPN.