13/02/2012 atualizado às 9:53
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Oito passos em direcção ao fim

Miguel Sousa Tavares (www.expresso.pt)
0:00 Quinta feira, 18 de fevereiro de 2010

1 Para começo de conversa: a liberdade de imprensa não está em perigo em Portugal. Obviamente. Quem o diz, quem organiza petições online e manifs, nunca antes, quando o perigo real existiu, se fez ouvir. Não há um único grande jornalista português que ande por aí aos gritos em defesa da liberdade pretensamente ameaçada. Não conheço ninguém que não diga e não escreva o que quer e que não tenha tribuna para ser escutado. Sim, há, como haverá sempre, os que têm medo, os que hesitam e os que medem as consequências: mas a cobardia individual não é defeito público. Convém, pois, não confundir liberdade com irresponsabilidade, não confundir vaidades individuais, desejos de protagonismo e aproveitamentos políticos com a situação real, como um todo.

2 Mal, muito mal, andou, pois, Paulo Rangel, com aquele seu infeliz, quase ridículo, discurso no Parlamento Europeu, querendo justificar num minuto a ditadura que se viveria em Portugal. Além de mais, para quem queria defender o jornalismo livre, ele cometeu um pecado capital: exagerou, generalizou, mentiu. Fiquei a pensar que, se este é o amigo da liberdade de imprensa, que avancem os inimigos.

(Felizmente para ele, redimiu-se, dois dias depois, com o brilhantíssimo discurso de apresentação da sua candidatura ao PSD. Aposto: estamos perante um próximo primeiro-ministro. Mais cedo do que tarde).

3 Nada, jamais, me fará deixar de lado o nojo que me causa a revelação destas 'verdades' arrancadas à custa da divulgação de conversas telefónicas ou presenciais privadas, do atropelo sem vergonha do segredo de justiça. Aceitando que as escutas sejam necessárias (excepcionalmente e não como regra geral) na investigação de crimes que, de outro modo, não poderiam ser investigados, nunca conseguiria imaginar que, uma vez declaradas sem interesse para a investigação ou mandada arquivar esta, as escutas pudessem cair então no domínio público. Se não aproveitam à justiça, servem então para o voyeurismo jornalístico ou para os julgamentos populares? Por mais incrível que pareça, é esta, por exemplo, a opinião do juiz-conselheiro Eduardo Maia Costa, que sustenta que "tendo sido proferido despacho de arquivamento... o interesse público prevalece", já que as escutas reveladas pelo "Sol" não "contêm nenhum facto que se reporte à vida privada ou íntima de quem quer que seja". Então, o sr. conselheiro acha que a divulgação da correspondência privada - cuja inviolabilidade é garantida pela Constituição - não é, em si mesma, uma violação da privacidade, desde que não contenha passagens sobre sexo, drogas e rock'n'roll? Muito bem: dê-nos a ouvir a gravação das suas conversas ao telefone dos últimos meses - quando não sabia que estava a ser escutado.

4 Já agora, também não consigo resignar-me à confusão instalada sobre o papel dos dirigentes sindicais da magistratura. Não consigo entender que os dirigentes da Associação Sindical dos Juízes e do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público sejam vozes autorizadas para se pronunciarem sobre regras processuais, princípios constitucionais aplicáveis ao processo-crime e até sobre casos concretos em julgamento. Já faltou mais para que, qualquer dia, tenhamos os dirigentes sindicais dos magistrados a ditarem as sentenças que devem ser aplicadas.

5 Eu já vivi isto, eu lembro-me disto. Assim como me lembro de viver sem liberdade de imprensa ou sob a ameaça a ela. A diferença é que, hoje, eu, como qualquer um, digo o que penso, mas não posso impedir que escutem as minhas conversas ao telefone ou num restaurante e que depois elas sejam plasmadas num jornal, para que o pagode se regale. É isso, antes de tudo o resto, que me preocupa. E, preto no branco: no lugar do director do "JN", José Leite Pereira, eu também não teria consentido a publicação da crónica de Mário Crespo. Porque não aceito, como regra deontológica do jornalismo, a publicação de notícias fundadas numa fonte anónima que escutou conversas privadas, mesmo em local público. E porque também não o aceito como regra de educação. Nunca o fiz e nunca o farei - e também o poderia fazer abundantemente. E sinto asco quando vejo o director do "Sol" vir agora revelar o suposto teor de uma conversa com Sócrates, num almoço em que foi como convidado a S. Bento e onde o PM lhe teria feito confidências gravíssimas. Com gente desta não quero almoçar. (Não deixo, aliás, de achar extraordinário que o mesmo "Sol" ande aí a gritar aos quatro ventos que o Governo português quis comprar a sua liberdade, aproveitando as dificuldades financeiras do jornal, quando, tanto quanto sei, eles se abriram, directa ou indirectamente, aos dinheiros do mais corrupto Governo do planeta).

6 Aprendi, de há muito, o essencial: que não há fins que justifiquem meios injustificáveis. Pelo contrário: meios injustificáveis caracterizam os próprios fins - a história de qualquer ditadura o ensina. Mas, dito isto, estou de acordo com Ana Gomes: ultrapassado o asco e o nojo, porque assim tem de ser, resta o conteúdo e, esse, é inquietante.

As escutas reveladas pelo "Sol" confirmam várias coisas sobre as quais aqui tenho escrito abundantemente: a promiscuidade absoluta entre o público e o privado; o papel determinante das empresas públicas ou participadas nessa promiscuidade; e a função moral rastejante desempenhada pelos boys partidários nessas empresas. Nesse aspecto, Sócrates capricha: ninguém tem amigos e protegidos tão pouco recomendáveis como ele. Não são os inimigos que o matam, com esses pode ele bem; são os amigos.

7 Claro que não tenho uma dúvida de que Sócrates engendrou, consentiu ou sabia (a graduação não é indiferente) que a PT queria comprar a TVI - e, parece agora, que pelas piores razões. E também não esqueço que Moniz assinou na altura um comunicado dizendo que a ideia fazia todo o sentido para a TVI (acabando a aceitar uma indemnização da TVI para sair e ir para a Ongoing, que também fazia parte do 'esquema' montado pelos boys). Mas, por muito que procuremos em vão os inocentes desta sórdida história, resta o que está à vista e que, pelo menos para aqueles que tomam banho todos os dias, não tem outra saída: aqueles meninos que Sócrates andou a colocar nas suas golden shares ou nas suas golden opportunities, têm de ser varridos imediatamente, sem apelo nem agravo. É uma questão de higiene pública. Que eles cheguem ao pormenor patético e eloquente de terem como password do computador "Sócrates 2009" é apenas um detalhe enxovalhante, embora revelador de tudo o resto. Mas que se gabem entre eles do seu génio "empresarial" por congeminarem para o 'chefe' serviços que envolvem o compromisso de centenas de milhões de euros dos contribuintes a custear uma manobra de baixa política, isso é insustentável, sob qualquer ponto de vista.

8 E uma palavra final para esse destroço do naufrágio geral, que voga à tona das águas, agarrado a uma bóia de salvação que diz 'procurador-geral da República'. De há muito que, por outras e variadíssimas razões, defendo a gentileza da sua demissão. Na esteira dos seus antecessores, já se sabia que ele nada pode, nada manda e pouco sabe do que se passa na casa que supostamente dirige. Agora, ficou a saber-se que já nem em si próprio manda e que gasta o melhor do seu tempo a redigir comunicados a desmentir e a contradizer os seus próprios e anteriores comunicados. Num dia recebe o encargo solene do ministro da Justiça para apresentar medidas que ponham termo à bandalheira da violação do segredo de justiça e, no dia seguinte, declara no Parlamento que nada há a fazer quanto a isso. Há, sim, dr. Pinto Monteiro: uma reforma na aldeia, a olhar o lume e a assar castanhas.

Texto publicado na edição do Expresso de 13 de Fevereiro de 2010

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O incómodo MST
Malekas (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 17:56 | Quinta feira, 18 de fevereiro de 2010
Miguel Sousa Tavares, talvez seja das raríssimas pessoas que, quando fala ou escreve, não o faz a mando do dono. Torna-se por isso incómodo e gera necessariamente anti-corpos.
Nasceu e cresceu no seio de uma família que exerceu o dom da liberdade de forma notável.
Conseguiu, mercê do valor que inegavemente tem, emancipar-se destes joguinhos que abundam em Portugal e conseguir dizer o que pensa, sem que tal esteja subordinado a qualquer agenda de interesses pessoais ou mais grave ainda, de sobrevivência. Em suma, foi uma voz que - ainda bem - nunca conseguiram nem conseguirão - domesticar.
Aprecio de sobremaneira o tom assertivo e incisivo das suas crónicas e comentários televisivos.
Mas trata-se sem dúvida de um "tresmalhado" de uma "ovelha negra" que o poder instituído olha de soslaio, porque é suficientemente "maluco" para dizer o que pensa. E o que pensa, na maior parte das vezes, não é politicamente correcto. Nem lá perto anda.
 
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    Re: O incómodo MST    Ver comentário
boissy (seguir utilizador), 1 ponto , 23:52 | Quinta feira, 18 de fevereiro de 2010
Liberdade de informação à maneira do amigo Chavez
Vistodaqui (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 2:08 | Quinta feira, 18 de fevereiro de 2010
Pelo que se sabe hoje, o plano destinava-se ao controlo de toda a comunicação social, incluindo as TVs privadas e os grupos proprietários da totalidade dos jornais diários e semanais: Impresa, Cofina, Oliveiras, Sol (convenientemente estrangulado financeiramente pelo banco privado que o partido tomou de assalto e pela mão do Vara - BCP etc.). Se o plano tivesse ido para a frente eu gostava de saber onde é que Sousa Tavares passaria a publicar as suas crónicas sem a aprovação do eng. Sócrates ou dos seus rapazes. Provavelmente teria de recorrer às fotocópias distribuídas pelas ruas, qual ardina de antigamente. Que continuarímos a ter liberdade de informação é verdade, mas teria que ser igual à do amigo Chavez.
 
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A Liberdade como Valor Maior
yourmag (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 11:28 | Quinta feira, 18 de fevereiro de 2010
Se os portugueses tivessem efectivamente a Liberdade como valor maior não caíam na histeria mediática do triste espectáculo de um jornalisma medíocre arvorado em "virgem ofendida" porque muito bem o director do jornal não publicou uma crónica, essa sim um atentado à liberdade; com base em rumores, em diz que disse, em supostas conversas privadas. Também não se percebe o direito de antena do ex-director do Público, esse sim tentou condicionar a agenda política com a publicação das suposta viligilância do governo ao Presidente da República, dando azo ao mais infeliz episódio protagonizado pelo Presidente da República numa comunicação ao País.
Se houvesse investigação a sério e com os meios devidos, as escutas seriam a excepção e não a regra, e devidamente autorizadas por um magistrado. Assim estamos no que sempre fomos: um país de "bufos", a salivar na privacidade alheia, num voyeurismo doentio e coercivo das liberdades e privacidade individual.
Se houvesse transparência e efectiva separação entre a regulação pública e os negócios privados, e se as empresas públicas não fossem a reforma dourada de ex -dirigentes do Ps, PSD e CDS, talvez isto fosse um País. Assim é um arremedo onde não se distingue o essencial do acessório e a ética é uma piada.
 
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Subscrevo
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 13:01 | Quinta feira, 18 de fevereiro de 2010
Subscrevo com uma ressalva:
- Não acredito que só porque o PM quisesse calar a TVI (coisa que acharia LEGITIMA, porque achava ILEGITIMO o Jornal de Sexta!!), a PT fosse engendrar um negócio, envolvendo várias outras empresas. Não é assim que se fazem negócios desta grandeza, não é assim que a PT faz negócios, não é assim que o Zeinal Bava chegou onde chegou. Isso não existe!
Se a PT comprou a TVI foi porque era importante para o seu negócio comprar a TVI, e mais nada! E isso já foi explicado!
Porque é que não perguntam ao Vasconcellos porque é que prefere dar com os pés ao tio Balsas e 'passar-se' para a TVI???
 
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Miguel
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:13 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
Já não á condições para aturar toda esta podridão.
Está na altura de tirar os cravos dos canos das armas?
Até os detergentes andam adulterados, já não fazem uma limpesa como deviam fazer.
 
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    Re: Miguel    Ver comentário
Annia (seguir utilizador), 1 ponto , 15:25 | Quarta feira, 24 de fevereiro de 2010
(1) Para começo de conversa
CM84 (seguir utilizador), 1 ponto , 1:00 | Quinta feira, 18 de fevereiro de 2010
Na Venezuela, também existe liberdade de expressão assim como de imprensa, que é um dos fortes argumentos “democráticos” de Chávez. E também ele se queixa dos jornalistas, por “abusarem” dessa liberdade e como tal devem estar ao serviço de interesses estrangeiros.
  Mas… sim, talvez seja exagero a comparação, porém, sempre é melhor prevenir que remediar. E você melhor que ninguém, sabe que por cá, aceita-se muito o “facto consumado” e basta recordar-se dos submarinos, dos contentores e muitos outros casos, como por exemplo os muitos crimes ambientais. Quando os grupos de “Cidadãos” se constituem, já é tarde para alterar situações. Limitam-se a denunciar, que aqui na terrinha tem efeito nulo.

Sobre o “nojo”, não acha estranho que várias pessoas ligadas à Justiça, com experiência, com provas dadas de grande competência, tenham enlouquecido? Com os resquícios de escutas que vieram a público, houve um “abalo” na Nação, como seria se aparecessem todas inteirinhas? Depreende-se que é um “compra e vende”, um “toma-lá-dá-cá”, um “amigos-amigos” sem negócios aparte, um “cuidadinho”, um “façam-no desaparecer que até o cheiro me incomoda”.

  Aqui, só ninguém foi morto nem preso, por cá é mais há “novo-rico”: Pago para não me chatearem, ou não vou, telefono. É uma novela de final feliz: As vítimas conhecidas, acabam “bem”: Em Cargos ou bastante dinheiro em indemnizações.
 
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    Re: (2) Para começo de conversa    Ver comentário
CM84 (seguir utilizador), 1 ponto , 1:03 | Quinta feira, 18 de fevereiro de 2010
    Re: (3) Para começo de conversa    Ver comentário
CM84 (seguir utilizador), 1 ponto , 1:08 | Quinta feira, 18 de fevereiro de 2010
    Re: (3) Para começo de conversa    Ver comentário
userEX113852 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:16 | Sábado, 20 de fevereiro de 2010
    Re: (3) Para começo de conversa, o polvo    Ver comentário
userEX113852 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:32 | Sábado, 20 de fevereiro de 2010
    (1) As opiniões e os factos    Ver comentário
CM84 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:46 | Sábado, 20 de fevereiro de 2010
    (2) As opiniões e os factos    Ver comentário
CM84 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:51 | Sábado, 20 de fevereiro de 2010
    (3) As opiniões e os factos    Ver comentário
CM84 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:54 | Sábado, 20 de fevereiro de 2010
    SOBRE ANGOLA , A HIPOCRISIA SOCIALISTA    Ver comentário
AUGUSTO ROSA (seguir utilizador), 1 ponto , 9:44 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
    A LEI DAS LEIS É A VERDADE, TENHAM VERGONHA    Ver comentário
AUGUSTO ROSA (seguir utilizador), 1 ponto , 9:05 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
    Re: (3) Para começo de conversa    Ver comentário
userEX113852 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:41 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
Liberdade de Escolha
Jonatas (seguir utilizador), 1 ponto , 2:35 | Quinta feira, 18 de fevereiro de 2010
Discordo de quase tudo o que diz o amigo Tavares. Gosta muito de usar palavras fortes como nojo e asco. É o que sinto quando leio quase tudo o que escreve. Mas longe de mim de o pretender condicionar. Se vim até aqui dar uma olhadela é porque quis.
 
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O Sol,do Rio, anda-te a fazer mal...
userEX166048 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:50 | Quinta feira, 18 de fevereiro de 2010
Este tipo, é um pouco da laia do socrates. Agora ganhou a mania, que é uma inteligencia acima da média, e um tipo independente e muito vertical.
Mst, não és nada disso. és uma pessoa, que escreves umas coisas, que nunca são muito conclusivas, e andas sempre a volta, mas nem sim, nem não. Não concordas com as escutas. Ok, mas entendes que os boys, que estão metidos nestas negociatas, devem ir já para a rua. Então sem escutas, e sem a a publicação, eles iam alguma vez para a rua?Depois socrates não é mau, os amigos é que não prestam. Então mas o teu amigo socrates, não tem estado metido nelas todas. São só os amigos?
A liberdade de expressão, para ti está tudo bem? Os teus colegas são todos uns mentirosos, e uns medricas com falta de coragem. Neste miseravel pais, só tu tens coragem. Pensa bem...o que tu tens sido é um previligiado, talvez porque nunca dizes nada de concreto, e falas com voz grossa, eles deixam-te andar, afinal não influencias nada, e não trazes nada de novo. E assim podem dizer. Estão a ver, o miguel diz o que quer. Tu és um jornalista do regime, daqueles que ornamentam, mais nada...Escreve uns livros pá, até gosto de ler os teus livros, e vai escrevendo umas cronicas do Rio, ao Sol...
 
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    Re: O Sol,do Rio, anda-te a fazer mal...    Ver comentário
Jonatas (seguir utilizador), 1 ponto , 3:31 | Terça feira, 23 de fevereiro de 2010
Dias inquietos
1963777 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:34 | Quinta feira, 18 de fevereiro de 2010
Por princípio, concordo consigo em relação às escutas: a sua utilização deve ser excepcional e devidamente acautelada, de forma a evitar que informações de natureza privada possam cair nas bocas do mundo. Porém, quando rebentam este tipo de escândalos na comunicação social, a ideia central que passa para o comum dos cidadãos é a de a justiça simplesmente não funciona quando se trata de proteger uns quantos privilegiados, muitos deles detentores de cargos públicos e cuja conduta deveria ser irrepreensível.

A verdade é que, neste caso, como em tantos outros, a justiça não cumpriu o papel que lhe competia. Desde logo, porque o PGR, quando confrontado com as escutas e com os despachos do procurador e do juiz de Aveiro, se preocupou mais com a forma (abertura de um mero processo administrativo para averiguar da sua validade) do que com o conteúdo (que justificaria, de acordo com aqueles despachos, a abertura de um processo-crime autónomo para investigar “crime de atentado ao Estado de Direito”). Depois, pelas violações sistemáticas ao segredo de justiça e pela falta de mecanismos ou de vontade que permitam identificar e penalizar os seus autores.

O conteúdo das escutas divulgadas é, como bem refere, inquietante. E, se havia suspeitas, indícios de crime, esse material devia ter sido investigado para daí serem tiradas as devidas consequências. Não tendo sido, como contestar o seu interesse público e a sua divulgação?

Conceição Pereira
 
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Isto é que é frontalidade
JF Pereira (seguir utilizador), 1 ponto , 16:48 | Quinta feira, 18 de fevereiro de 2010
Parabens MS Tavares, é sempre um prazer ler os seus artigos. Clareza, frontalidade e defesa de principos, são a tónica de tudo o que escreve. A jornalistas destes não falta trabalho. Pode não se concordar, mas são coerentes. Lambe botas e defensores cegos da corporação é o que por aí não falta, mas esses são pseudo-jornalistas.
 
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