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"Oito bons motivos" para não fazer greve

Em comunicado enviado à Lusa, 31 quadros da metro do Porto explicam porque razão não fazem greve.

8:47 Terça feira, 8 de novembro de 2011

Trinta e um quadros da Metro do Porto apresentaram hoje "oito bons motivos" para a não adesão da empresa à greve de transportes que decorre.

"Claro que todos temos direitos mas, tanto quanto direitos, temos obrigações, deveres, lucidez e bom senso. E é por isso que não fazemos greve: por termos a obrigação de manter uma empresa racional e equilibrada e o dever de, todos os dias, garantir a mobilidade de milhares e milhares de pessoas", lê-se num comunicado enviado à Lusa.

Outras razões apontadas para a não adesão ao protesto de hoje tem a ver com o facto de que do Metro depende a mobilidade de 20% da população dos concelhos servidos pelas suas linhas.

"Também percebemos (mais, defendemos) as medidas que têm que ser tomadas, passem elas por fusões, gestões conjuntas ou sinergias de recursos".

"E partilhamos a opinião de que o sector muito teria a lucrar se adotasse, o mais rapidamente possível, um modelo operacional semelhante ao do Metro do Porto. Sobretudo, o Estado e os contribuintes seriam poupados a pagar uma conta manifestamente desajustada ao benefício gerado", frisam os subscritores do documento.

200 mil passageiros por dia


O Metro do Porto tem capitais exclusivamente públicos (das autarquias e do Estado central), mas "sempre foi governado por um modelo de gestão idêntico ao do melhor sector privado".

"Não há, nunca houve, acordos de empresa ou contratos coletivos (...) progressões automáticas na carreira ou prémios por antiguidade. Não houve regalias como 25 dias de férias ou tolerâncias de ponto universais. Não há nem houve sindicatos ou comissões de trabalhadores. Muito menos alguma vez houve greves. Não houve aumentos salariais equivalentes aos da função pública, apenas cortes salariais equivalentes ao da função pública", acrescentam.

Os subscritores referem que o metro do Porto transporta diariamente cerca de 200 mil pessoas e desde que começou a funcionar, há nove anos, evitou 25 milhões de deslocações em automóvel, prevenindo a emissão de 343 mil toneladas de emissões poluentes.

"O sistema do Metro do Porto representa um retorno ambiental, económico e social superior a 8 mil milhões de euros (quase 5 por cento do PIB). Cada cliente poupa por ano (em combustíveis, estacionamento e ganhos de tempo) o equivalente a 1.263 euros. E mesmo quem não utiliza o metro pode sentir as suas vantagens - 340 euros de benefício anual por cidadão", salientam.

Lusa
Palavras-chave  greve, transportes, Metro do Porto
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Nem trabalhadores são , sabem lá o que é 1 greve
alix07 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:29 | Terça feira, 8 de novembro de 2011
Claro que os grandes responsaveis por um passivo gigantesco igual em tamanho ao do Metro de Lisboa , mas com uma linha de metro muito menor , que batem ordenados milionários , em suma não são trabalhadores , não passam é de uns correios de dinheiro em proveito próprio , é obvio que a estes a greve não diz nada.
 
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Ora apanha e come!
Monroe (seguir utilizador), 1 ponto , 9:27 | Terça feira, 8 de novembro de 2011
Isto sim é pensar no país e nos direitos dos cidadãos! Um grande comunicado, com cabeça, tronco e membros!
 
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Estou estupefacto!
poiz (seguir utilizador), 1 ponto , 9:35 | Terça feira, 8 de novembro de 2011
Será só graxa?
Serão estrangeiros todos?
Receberam prémios que não sabemos?
Se for genuino, os meus parabéns!
 
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Re: "Oito bons motivos" para não fazer greve
juxpot (seguir utilizador), 1 ponto , 9:56 | Terça feira, 8 de novembro de 2011
"Também percebemos (mais, defendemos) as medidas que têm que ser tomadas, passem elas por fusões, gestões conjuntas ou sinergias de recursos".

Então e se as 'medidas' que tiverem de ser tomadas passarem, por exemplo, por despedimentos de.. quadros da empresa? Também concordam de certeza absoluta.

Pena que estes quadros não tenham explicitado, neste seu 'comunicado', a bitola salarial média que auferem na empresa, algo que seria lúdico e elucidativo para percebermos o que se calhar estará em causa...

 
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Re: "Oito bons motivos" para não fazer greve
Pedritus (seguir utilizador), 1 ponto , 10:22 | Terça feira, 8 de novembro de 2011
"O Metro do Porto tem capitais exclusivamente públicos (das autarquias e do Estado central), mas "sempre foi governado por um modelo de gestão idêntico ao do melhor sector privado"." ?

Comentando, e parafraseando MST, não entendo como é que, sendo o Metro do Porto um exemplo a seguir, conseguiu acumular um passivo igual ao do Metro de Lisboa, posto que o de Lisboa tem mais 40 anos que o do Porto, mais linhas, e sobretudo, é quase todo subterrâneo. Alguma coisa está errada com esse modelo de gestão.

Não que eu defenda o que é usado na CP, ou noutra empresa pública qualquer, cruz credo.

O que se queria era uma empresa que não dando lucro, não desse prejuízo, não acumulasse dívida de tal modo que se torna insustentável.

As greves só vão piorar o seu estado, óbviamente, e prejudicar milhares e milhares de utentes.
 
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Racmaninof (seguir utilizador), 1 ponto , 17:39 | Terça feira, 8 de novembro de 2011
Pois...
DeltaFelidae (seguir utilizador), 1 ponto , 13:18 | Terça feira, 8 de novembro de 2011
31 quadros?? Os mesmos com responsabilidades de gestão que deixaram acumular um passivo de milhares de milhões!
Que saiam do escritorio por um dia e venham manter 31 comboios a rolar. Duvido que saibam fazer isso... Nunca andei no metro do Porto mas vou ter que pagar pelas cagadas que andaram a fazer, como de resto em Portugal.
People shoudn't be affraid of their govern. Governments should be affraid of their people...
Força com a greve
 
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Xelex (seguir utilizador), 1 ponto , 16:30 | Terça feira, 8 de novembro de 2011
    Re: Pois...    Ver comentário
alix07 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:25 | Terça feira, 8 de novembro de 2011
Mais vale cera nos ouvidos...
istosólávaiàchapada (seguir utilizador), 1 ponto , 13:57 | Terça feira, 8 de novembro de 2011
"Não há, nunca houve, acordos de empresa ou contratos coletivos (...) progressões automáticas na carreira ou prémios por antiguidade. Não houve regalias como 25 dias de férias ou tolerâncias de ponto universais. Não há nem houve sindicatos ou comissões de trabalhadores. Muito menos alguma vez houve greves. Não houve aumentos salariais equivalentes aos da função pública, apenas cortes salariais equivalentes ao da função pública", acrescentam

Quer isso dizer que os milhões do passivo nada tem a ver com os trabalhadores?! Que é de inteira, total, e exclusiva responsabilidade dos 31 que subscrevem a missiva e mais meia dúzia de outros tais certo?!
Eu bem me parecia que os nossos ministros andavam a dar ouvidos às pessoas erradas...
 
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    Re: Mais vale cera nos ouvidos...    Ver comentário
Xelex (seguir utilizador), 1 ponto , 16:32 | Terça feira, 8 de novembro de 2011
As greves devem ser evitadas com medidas coerentes
O voto em Branco (seguir utilizador), 1 ponto , 14:23 | Terça feira, 8 de novembro de 2011
Empresa que tem milhões de passivo, não é exemplo para ninguém. É má gestão. Realmente era importante saber a bitola salarial destes quadros e as mordomias de que usufruem.

 
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PORREIRO PÁ!!!
germano miranda (seguir utilizador), 1 ponto , 17:01 | Terça feira, 8 de novembro de 2011
Um ENORME motivo para fazer todas as greves!!
Se o país se afundar vou bater muitas palmas porque vou ver os nossos inteligentíssimos politicos a quererem a SUA salvação!
Mas como a morte eles também se afundaram inexorávelmente!!
 
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Re: "Oito bons motivos" para não fazer greve
Darkblue (seguir utilizador), 1 ponto , 22:10 | Terça feira, 8 de novembro de 2011
«E partilhamos a opinião de que o sector muito teria a lucrar se adoptasse, o mais rapidamente possível, um modelo operacional semelhante ao do Metro do Porto. Sobretudo, o Estado e os contribuintes seriam poupados a pagar uma conta manifestamente desajustada ao benefício gerado»

Que hipocrisia, ganhavam mais não emitindo estes disparates.

Para quê fazer greve contra um Estado que lhes paga "chorudos" salários? É claro que não iriam fazer, estes comentários só revelam a hipocrisia de quem os faz.
 
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