"Se a parceria vier a ser constituída praticar-se-á uma tarifa única na região", informou o responsável, o que se poderá vir a concretizar no prazo de um a cinco anos nos municípios aderentes.
Actualmente cada município trabalha por si e o novo modelo prevê a junção dos municípios, criando um efeito escala e permitindo, em última instância, a diminuição da tarifa ao munícipe.
A proposta ainda vai ser discutida, mas Pedro Serra assegura que se o "projecto vier a ser concretizado haverá um conjunto de investimentos que terão que ser feitos para aumentar a qualidade e fiabilidade do serviço, e estender a sua rede". O serviço de saneamento é o que precisa de um maior investimento e, segundo o responsável, é necessário estudar como é que esses investimentos serão recuperados, assim como se haverá apoios do QREN para a sua concretização.
Pedro Serra ressalvou ainda que terá que haver uma diferenciação entre as autarquias, pois algumas já têm um investimento feito em água e saneamento. "Não seria justo não reconhecer essas diferenças e, muitas autarquias, que inclusive se endividaram, terão que receber uma retribuição que lhes permita honrar o serviço da divida que assumiram", explicou.
O preço da tarifa irá depender do número de municípios a aderir à futura sociedade. Uma das vozes mais criticas era presidente de Torres Vedras, Carlos Miguel, mas o presidente da OesteCIM referiu que nesta reunião o autarca "ficou também muito receptivo e vai entrar em negociações", assim como Alcobaça. Também Óbidos já enviou os dados que tinham sido pedidos pelas Águas de Portugal.
A empresa das águas deverá nos próximos dois meses apresentar valores de tarifas para a constituição da sociedade a nove ou 12 municípios, dependendo da adesão ou não de Óbidos, Alcobaça e Torres Vedras. Alenquer, com um sistema de abastecimento concessionado, ficará de fora da sociedade, mas, Rio Maior já mostrou interesse em integrar o sistema e permitir que a sociedade inclua doze municípios.