A taxa de desemprego em Portugal situou-se nos 9,6% em 2009, de acordo com os cálculos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a quinta mais elevada no conjunto de países da OCDE.
O desemprego em Portugal no ano passado ficou 0,2 pontos percentuais acima da média estimada para a Zona Euro, superior também às médias da União Europeia e dos países da OCDE.
De acordo com os cálculos da organização, o desemprego em Portugal foi aumentando ao longo do ano, passando de 8,8% no primeiro trimestre de 2009 para os 10,3% nos últimos três meses do ano.
Maior desemprego em Espanha
Em 2009, apenas a Espanha (18,1%), a Eslováquia e a Irlanda (11,8%) e Hungria (10,1%) apresentaram taxas de desemprego superiores às de Portugal.
Seis dos trinta países da OCDE ainda não apresentam valores para o final do ano.
Desde julho que o desemprego em Portugal foi subindo 0,1 pontos percentuais, à exceção da evolução de setembro para outubro, em que o desemprego aumentou 0,2 pontos percentuais.
Os valores hoje divulgados pela OCDE indicam que o desemprego em 2009 subiu 1,9 pontos percentuais, face a 2008, quando a taxa de desemprego se ficou por 7,8%.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar, a partir de amanhã, o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.