As projecções hoje divulgadas, em Paris, dizem que Portugal será o segundo país da OCDE com menor crescimento entre 2011 e 2017. Apenas o Japão está atrás.
Neste período, o crescimento de Portugal será de 1,4 por cento, o segundo mais baixo entre os países da OCDE e o mais reduzido na Zona Euro. Os 16 países da Zona Euro vão crescer 2,1 por cento entre 2011 e 2017. Os 30 da OCDE, crescerão 2,6 por cento. O Japão - o pior de todos - crescerá 1,2 por cento.
Apesar do negro cenário para a realidade portuguesa, a análise hoje divulgada faz uma revisão em alta para o futuro mais próximo. Para o corrente ano 2009, estima uma contracção de 2,8 por cento e, para 2010, um crescimento de 0,8 por cento, com o desemprego nos 10,1 por cento. Depois, em 2011 a Economia deverá crescer 1,5 por cento, com desemprego de 9,9 por cento.
Entretanto, no segundo trimestre deste ano a Economia portuguesa saiu da recessão devido, sobretudo, às exportações, segundo a OCDE.
Em 2009, as exportações líquidas (exportações menos importações) contribuiram em 1,5 pontos percentuais para o crescimento do PIB. No próximo ano deverão contribuir com apenas 0,1 pontos percentuais.
Uma das grandes prioridades, segundo a OCDE, deverá ser o planeamento e a implementação gradual da consolidação fiscal.
No relatório em que classifica de "anémico" o crescimento da Economia portuguesa, a OCDE diz que há "prioridade máxima" no desenho e implementação gradual de "um plano de consolidação orçamental". Diz ainda que "reformas estruturais são chave para atingir maior potencial de crescimento através de exportações mais dinâmicas".
O melhor catalizador económico de longo prazo para Portugal é, segundo a OCDE, a educação, pelo que aconselha manutenção de foco na reforma em curso.