12/02/2012 atualizado às 13:38
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O factor Vara

8:00 Segunda feira, 19 de janeiro de 2009

Ultimamente tenho sido industriado num conceito novo sobre a vida que é também uma filosofia de vida: ser "leve". Ser "leve" é o contrário de ser "pesado", é, parece, a capacidade de levar as coisas sempre de uma forma ligeira, de não se preocupar demasiadamente com nada nem dar demasiada importância a coisa alguma. Aconteça o que acontecer, façam o que fizerem, as pessoas "leves" levam tudo na despreocupada: nada deve ser suficientemente grave ou importante para que deixem de rir e de sorrir todo o tempo e em todas as circunstâncias. Trata-se de um conceito moderno e urbano, que a mim me deixa um pouco baralhado, até porque nos últimos anos tenho aprendido a preferir cada vez mais a chuva no campo do que os dias cinzentos na cidade. É verdade que os portugueses sorriem pouco e que sorrir faz bem à saúde e torna as pessoas mais bonitas. Mas lembro-me de a minha mãe dizer que os que vivem eternamente felizes e despreocupados, sempre a rir ou a sorrir, ou são parvos ou são inconscientes. Sim, porque é difícil distinguir onde acabam as virtudes de ser "leve" e começa a estupidez de ser leviano. A fronteira não é clara e há-de ser estreita.

Mas de uma coisa estou certo: só se pode levar as coisas numa "leve" quando se tem condições para tal. Quem vive em quadros de miséria e carência, quem tem da vida urbana uma paisagem de subúrbios desumanizados, quem tem problemas sérios de saúde, quem viu morrer um filho ou alguém muito próximo e amado, quem viu morrer uma após outra todas as ilusões, ou não é "leve" ou anda a Prozac. Poder ser "leve" é um privilégio, não toca a todos.

Mas tenho andado a pensar seriamente no assunto - tentando, claro, pensar de uma forma "leve", para que faça sentido. Muita gente, e leitores meus, acham que eu me indigno vezes de mais com coisas de mais. Não valeria a pena. Há um tipo que escreve sobre mim num blogue e que se irrita sobremaneira com o que ele acha ser a minha indignação permanente e traça de mim um retrato, até físico, que me deixa abalado. Preocupam-me, então, duas coisas: a minha recorrente indignação, tal como ele a descreve, e o facto de a minha indignação acarretar a indignação dele. Vou tentar mudar, a bem dos dois.

Em vez de dizer que as coisas me indignam ou revoltam, vou passar a dizer suavemente que elas me deprimem. Por exemplo: a história de Armando Vara, promovido ao nível máximo de vencimento na Caixa Geral de Depósitos e para efeitos de reforma futura, depois de já estar há dois meses a trabalhar na concorrência do BCP, é uma história que me deprime. Não, não, acreditem que, apesar de isto envolver o dinheiro que pago em impostos, esta história não me revolta nem me indigna, apenas me deprime. E de forma leve. Eu explico.

Toda a 'carreira', se assim lhe podemos chamar, de Armando Vara, é uma história que, quando não possa ser explicada pelo mérito (o que, aparentemente, é regra), tem de ser levada à conta da sorte. Uma sorte extraordinária. Teve a sorte de, ainda bem novo, ter sentido uma irresistível vocação de militante socialista, que para sempre lhe mudaria o destino traçado de humilde empregado bancário da CGD lá na terra. Teve o mérito de ter dedicado vinte anos da sua vida ao exaltante trabalho político no PS, cimentando um currículo de que, todavia, a nação não conhece, em tantos anos de deputado ou dirigente político, acto, ideia ou obra que fique na memória. Culminou tão profícua carreira com o prestigiado cargo de ministro da Administração Interna - em cuja pasta congeminou a genial ideia de transformar as directorias e as próprias funções do Ministério em Fundações, de direito privado e dinheiros públicos. Um ovo de Colombo que, como seria fácil de prever, conduziria à multiplicação de despesa e de "tachos" a distribuir pela "gente de bem" do costume. Injustamente, a ideia causou escândalo público, motivou a irritação de Jorge Sampaio e forçou Guterres a dispensar os seus dedicados serviços. E assim acabou - "voluntariamente", como diz o próprio - a sua fase de dedicação à causa pública. Emergiu, vinte anos depois, no seu guardado lugar de funcionário da CGD, mas agora promovido por antiguidade ao lugar de director, com a misteriosa pasta da "segurança". E assim se manteve um par de anos, até aparecer também subitamente licenciado em Relações Qualquer Coisa por uma também súbita Universidade, entretanto fechada por ostensiva fraude académica. Poucos dias após a obtenção do "canudo", o agora dr. Armado Vara viu-se promovido - por mérito, certamente, e por nomeação política, inevitavelmente - ao lugar de administrador da CGD: assim nasceu um banqueiro. Mas a sua sorte não acabou aí: ainda não tinha aquecido o lugar no banco público, e rebentava a barraca do BCP, proporcionando ao Governo socialista a extraordinária oportunidade de domesticar o maior banco privado do país, sem sequer ter de o nacionalizar, limitando-se a nomear os seus escolhidos para a administração, em lugar dos desacreditados administradores de "sucesso". A escolha caiu em Santos Ferreira, presidente da CGD, que para lá levou dois homens de confiança sua, entre os quais o sortudo dr. Vara. E, para que o PSD acalmasse a sua fúria, Sócrates deu-lhes a presidência da CGD e assim a meteórica ascensão do dr. Vara na banca nacional acabou por ser assumida com um sorriso e um tom "leve".

Podia ter acabado aí a sorte do homem, mas não. E, desta vez, sem que ele tenha sido tido ou achado, por pura sorte, descobriu-se que, mesmo depois de ter saído da CGD, conseguiu ser promovido ao escalão máximo de vencimento, no qual vencerá a sua tão merecida reforma, a seu tempo. Porque, como explicou fonte da "instituição" ao jornal "Público", é prática comum do "grupo" promover todos os seus administradores-quadros ao escalão máximo quando deixam de lá trabalhar. Fico feliz por saber que o banco público, onde os contribuintes injectaram nos últimos seis meses mil milhões de euros para, entre outros coisas, cobrir os riscos do dinheiro emprestado ao sr. comendador Berardo para ele lançar um raide sobre o BCP, onde se pratica actualmente o maior spread no crédito à habitação, tem uma política tão generosa de recompensa aos seus administradores - mesmo que por lá não tenham passado mais do que um par de anos. Ah, se todas as empresas, públicas e privadas, fossem assim, isto seria verdadeiramente o paraíso dos trabalhadores!

Eu bem tento sorrir apenas e encarar estas coisas de forma leve. Mas o 'factor Vara' deixa-me vagamente deprimido. Penso em tantos e tantos jovens com carreiras académicas de mérito e esforço, cujos pais se mataram a trabalhar para lhes pagar estudos e que hoje concorrem a lugares de carteiros nos CTT ou de vendedores porta a porta e, não sei porquê, sinto-me deprimido. Este país não é para todos.

P.S. - Para que as coisas fiquem claras, informo que o sr. (ou dr.) Armando Vara tem a correr contra mim uma acção cível em que me pede 250.000 euros de indemnização por "ofensas ao seu bom nome". Porque, algures, eu disse o seguinte: "Quando entra em cena Armando Vara, fico logo desconfiado por princípio, porque há muitas coisas no passado político dele de que sou altamente crítico". Aparentemente, o queixoso pensa que por "passado político" eu quis insinuar outras coisas, que a sua consciência ou o seu invocado "bom nome" lhe sugerem. Eu sei que o Código Civil diz que todos têm direito ao bom nome e que o bom nome se presume. Mas eu cá continuo a acreditar noutros valores: o bom nome, para mim, não se presume, não se apregoa, não se compra, nem se fabrica em série - ou se tem ou não se tem. O tribunal dirá, mas, até lá e mesmo depois disso, não estou cativo do "bom nome" do sr. Armando Vara. Era o que faltava!

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Muito bem
brunoneto (seguir utilizador), 6 pontos (Bem Escrito), 13:28 | Segunda feira, 19 de janeiro de 2009
Muito Bem Miguel. É de facto através do esforço e mérito que deveriam estar baseados os códigos e condutas de trabalho, a deontologia básica da administração pública e privada. É por isso que já emigrei várias vezes e foi sempre fora que me reconheceram e valorizaram os meus conhecimentos e formas de trabalho, sérias e guiadas pela exigência da excelência. Pena tenho que nos continuemos a queixar de tudo e de nada, a criticar tudo e nada, fazemos greves por tudo e por nada... mas esquecemo-nos o quão importante é ser avaliado, criticado (ainda que esta palavra tenha infelizmente sempre conotações negativas) e negamos muitas das vezes a participação e cidadania activa, quando é através da participação social e local que aí de certeza somos capazes de mudar o mundo de que tanto nos queixamos. Não concordo sempre consigo, mas também não tenho que concordar. É a diferença que nos torna semelhantes. E é através do respeito e da co-responsabilização de cada um e cada uma que poderemos seguir construtivamente. Um muito Obrigado por ser um dos que luta e não se cala. Um Abraço e continuação do bom trabalho.
Bruno G. M. Neto
 
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    Re: Muito bem    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 15:37 | Domingo, 25 de janeiro de 2009
Para comentador está bem assim...
Pedro Lemos (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 19:13 | Segunda feira, 19 de janeiro de 2009
O que diferencia o comentador MST da maior parte dos outros é uma coisa muito simples: a independência!
Não quer isto dizer que MST tenha sempre razão e não possa por vezes errar. Errar é humano.
Todavia, há que dizer que MST quando escreve se percebe com muita clareza que ele não tem que dar satisfações aos poderes instalados. Não escreve a mando ou por encomenda, porque não precisa desses poderes. Escreve com liberdade!
E, meus amigos, a liberdade é o maior de todos os bens!
 
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    Re: Para comentador está bem assim...    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 15:49 | Domingo, 25 de janeiro de 2009
Leve
sara1969 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 13:31 | Segunda feira, 19 de janeiro de 2009
Mau caro Miguel, continue "leve" ou a reclamar com leveza mas, simplesmente, escreva o que lhe vai na alma, agora "deprimida" :-)! As suas palavras, claramente, trazem-me a leveza de saber que não estou louca e q td isto merece a minha indignação ou depressão, como queira. É que infelizmente para todos nós, as suas reflexões, deprimidas ou leves, são sempre mt verdadeiras, antes não fossem...
 
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Como só agora deprimimido?
Orlando Cruz (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 21:45 | Segunda feira, 19 de janeiro de 2009
Como só agora ficou deprimido, quando a nossa sociedade está cheia de casos identicos há tanto tempo. Então Mário Nogueira e tantos outros professores sindicalistas não atingiram já o topo de carreira sem dar aulas há tantos anos? E vão ter uma reforma, paga por todos nós, igual ao vencimento do topo de carreira!
E não são os professores (que injustiça) caso único, como certamente sabe.
E nas autarquias não há casos idênticos? E os que se reformam, alguns "compulsivamente" e depois trabalham (?) a recibo verde para a mesma entidade (autarquia?).
Se eu me fosse a deprimir por estas coisas, já estaria louco no manicómio. Mas não, não me deixarei abater e continuarei a escrever.
 
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    A culpa não será da CGD?    Ver comentário
userEX113852 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:52 | Segunda feira, 19 de janeiro de 2009
    Re: A culpa não será da CGD?    Ver comentário
Falbala (seguir utilizador), 1 ponto , 11:19 | Quinta feira, 22 de janeiro de 2009
    Re: Como só agora deprimimido?    Ver comentário
Zé_Portuga (seguir utilizador), 1 ponto , 18:02 | Terça feira, 20 de janeiro de 2009
O triunfo dos Varas
arguido (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 16:58 | Quarta feira, 21 de janeiro de 2009
Foi dada a hipótese, em tempo útil, de escolhermos o modelo de desenvolvimento para este país. Mas a escolha foi clara e repetidamente repetida eleição após eleição e o será novamente durante este ano.

Claramente o Português escolheu o espertalhão, o amigo do amigo, a cunha, a facilidade, a mentira e o engano sabendo perfeitamente o preço a pagar. Mas não quis saber.. Se tivesse um novo T2 para viver, uma carripana simpática, um plasma e uma viajem de quando em quando ao Brasil não valeria a pena incomodar-se.

Pois bem, e assim aconteceu. A crise é apenas o recibo que chegou. Como tudo, chega a hora de pagar.

O caso Vara, entre dezenas de milhar de outros, é apenas uma sequência da escolha. A determinada altura uma grande maioria escolheu este e outros senhores para o podium. E não contente com isso o voltará a colocar lá.

Reclamar agora já parece tarde porque os $$ já foram espalhados e os danos serão de décadas.

O Português ( na sua maioria ) perdeu o direito de reclamar, de se sentir enganado, de protestar e de falar. Já nem de coitado se pode fazer.

Aos Srs.Varas deste país uma mensagem: Aproveitem, tirem, papem e explorem porque foi exactamente essa a mensagem que o povo Português vou enviou durante estes
últimos anos... ( 30 se me recordo )

E não é bandalheira. É um excelente plano estratégico traçado pela rede no qual a maioria dos Portugueses decidiu se deixar enganar, bem enganar.
 
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Reformas
cjours (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 15:11 | Segunda feira, 19 de janeiro de 2009
Há pessoas que recebem 1/2 milhão de euros de reforma por ano! Para quando um tecto para as reformas?? Como é possivel que tenhamos as reformas que temos, um ordenado minimo nacional nos € 450 e reformas de dezenas de milhares de euros? Como é possivel trabalhar-se meia dúzia de anos num lugar e ter direito a reformas chorudas e, ainda por cima, acumuláveis??? BANDALHEIRA!!!!
 
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    Re: Reformas    Ver comentário
userEX113852 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:45 | Segunda feira, 19 de janeiro de 2009
E os outros?
Bandaranaik (seguir utilizador), 1 ponto , 12:30 | Segunda feira, 19 de janeiro de 2009
"é prática comum do "grupo" promover todos os seus administradores-quadros ao escalão máximo quando deixam de lá trabalhar".

Indiga-me profundamente esta progressão ao topo, acho um roubo aos contribuinte.

E então todos os outros? Só há alertas quando se trata de políticos? Os outros podem gamar impunemente!
 
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Muito bem!
Fidem (seguir utilizador), 1 ponto , 14:28 | Segunda feira, 19 de janeiro de 2009
Caro Miguel de Sousa Tavares.
Não basta dizer que subscrevo a sua crónica sobre Armando Vara; tenho que dizer-lhe que neste País há poucos jornalistas dispostos a dizer o que o Miguel diz! Porque será? Também eles serão "Varas" nos seus poisos?
O visado Vara é o exemplo flagrante do estado de um Partido, de um país e de uma Instituição que se presume ser respeitável, mas que adopta um conjunto de procedimentos, uns de carácter interno, outros externos, que são claramente LESIVOS do interesse dos seus depositantes e dos seus accionistas.
Este País não tem cultura democrática para poder sindicar os actos dos seus governantes, tão só, porque não existe democracia e o seu sistema judicial é claramente um embuste. Isto é uma treta!
 
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portagem
Joao Cannpos (seguir utilizador), 1 ponto , 15:53 | Segunda feira, 19 de janeiro de 2009
Não foi este senhor ( ou doutor ) que passou a 25 de Abril sem pagar ??
 
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Armando Vara nas malhas do PS
Fernando Miguel (seguir utilizador), 1 ponto , 19:54 | Segunda feira, 19 de janeiro de 2009
Eu já tinha visto esta crónica sábado e achei bastante interessante. Devo confessar que tenho 19 anos e nos últimos tempos é que comecei a ganhar gosto pela crítica construtiva, e o senhor Miguel Sousa Tavares a par do João Pereira Coutinho são modelos pelo o qual me inspiro e me faço construir como ser humano.E quando vejo alguns adultos, e peço desculpa pela ousadia, virem criticar os cronistas de uma forma tão superficial e animalesca preocupa- me...mas enfim.
Essa do senhor Armando Vara acho mais um caso, um dos muitos casos ridículos. Não faltará muito para que o Ministro das obras publicas venha a ser um mero operário, logo que seja do PS não haverá problema.
Os meus cumprimentos
 
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Good Old Miguel is Back!
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 1 ponto , 22:06 | Segunda feira, 19 de janeiro de 2009
Congratulations!
 
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A voz das pessoas
professorpardal (seguir utilizador), 1 ponto , 23:48 | Segunda feira, 19 de janeiro de 2009
O que este país precisa é de muitos Migueis. De pessoas que não tenham medo de se expressar e de apontar o dedo a esses que se "governam" às nossas custas.

Ao Sr. Miguel Sousa Tavares, um bem haja!
 
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Portugal = casos Varas
Cruzadas (seguir utilizador), 1 ponto , 2:51 | Terça feira, 20 de janeiro de 2009
E é por isto ser uma país de compadrios políticos, lobbies, boys, governado por aldrabões e corruptos (incluo todos sem excepção, da esquerda à direita) há uma série de anos, que não vamos a lado nenhum. Andamos e andaremos à boleia da UE e BCE. E quando a UE e o BCE nos quiserem fechar a teta, deixamos de poder mamar e de nos financiarmos a ritmo patético e isto desaba. Virão mais assaltos, mais pobreza, mais fosso entre classes, enfim, mais podridão social. Os políticos e militantes bajuladores? Esses terão sempre mama e pé de meia.
 
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Varados pela pouca vergonha.
mariusdel patio (seguir utilizador), 1 ponto , 4:39 | Terça feira, 20 de janeiro de 2009
Bravo, MST por mais uma crónica extraordinaria.

Portugueses conscientes, näo se deprimam mais, com os milhares de (doutores) Varas desse país e façam como eu. Emigrem! Ou melhor exilem-se. Hoje posso dizer que levo uma existência "leve" mas a uns prudentes 1.300 km dessa bandalheira.
 
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Só à varada!
NãoaosTrocatintas (seguir utilizador), 1 ponto , 6:34 | Terça feira, 20 de janeiro de 2009
Isto só mesmo à varada se conseguirá expurgar Portugal da corrupção, compadrio e descarado roubo aos contribuintes que os políticos profissionais dominantes estão a fazer.
Venha um M.A.R.A - Movimento Anti Reformas Abusivas - e teremos pernas para andar!!!
O estado a que chegamos é de vergonha nacional e só continuará se não corrermos do poleiro com estes políticos corruptos em que um dia, infelizmente, confiamos.
Não se esqueçam que estamos a levar com a geração que se "formou" administrativamente à pala do desconchavo educativo do PREC. Vamos pagar isto ainda muitos anos.
 
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