13/02/2012 atualizado às 1:11
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O TGV e a competitividade

Luís Mira Amaral* (www.expresso.pt)
8:00 Quinta feira, 15 de outubro de 2009

De acordo com uma directiva europeia, temos na Alta Velocidade duas categorias: Categoria I - Velocidades iguais ou superiores a 250 km/h (TGV em francês e AVE em castelhano); Categoria II - Até 200 km/h. Chamei-lhe nestas colunas Velocidade Alta (VA).

Para distâncias até 350 km, chegaria perfeitamente a Cat. II. Para as grandes distâncias, impõe-se obviamente a Cat. I. Assim sendo, entre Lisboa e Porto haverá passageiros mas não há distância para o TGV. Entre Lisboa e Madrid haverá distância mas duvida-se que haja tráfego para o TGV.

Os espanhóis aprenderam a lição de Madrid-Sevilha e vão aplicá-la nos troços Madrid-Barcelona e Madrid-Badajoz. As linhas só são viabilizadas através de paragens em cidades intermédias e, ao fazê-lo, puxam pela economia dessas regiões, colocando-as mais perto de Madrid. Assim, na estratégia espanhola (que aceitámos nos governos PSD/PP), ao fazermos o troço Badajoz-Lisboa, a capital portuguesa será equiparada a Sevilha e a Barcelona no beija-mão a Madrid...

Mas a grande questão para a nossa competitividade não é a velocidade dos passageiros mas a bitola europeia das nossas linhas para o transporte de mercadorias, por forma a que possamos, por via ferroviária, exportar e importar da Europa. Isso é que diminuirá os nossos custos de transacção.

Temos então que fazer linhas mistas em bitola europeia de passageiros e de mercadorias, com estas a circularem entre 100 e 150 km/h. Como é fácil perceber, a gestão das linhas mistas é tanto mais fácil quanto menor for a diferença de velocidade entre os comboios de passageiros e de mercadorias, o que nos levaria a privilegiar a Cat. II.

Acontece ainda que a ligação Lisboa-Madrid não é a mais adequada para colocar as nossas mercadorias na Europa. Para nós, seria mais directo Aveiro-Vilar Formoso-Irun.

Também crucial para a competitividade do porto de Sines será a ligação por ferrovia em bitola europeia ao interland espanhol e à Europa desse porto de águas profundas vocacionado para o transhipment.

*Professor de Economia e Gestão - IST

Texto publicado na edição do Expresso de 9 de Outubro de 2009

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O TGV e a competividade
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:25 | Sábado, 17 de outubro de 2009
Estou convicto que até mesmo o Salazar se fosse vivo tinha avoluido mais que alguns dinossauros e mumias que por aí andam. Os Velhos do Restelo não desistem, mas sempre os houve neste País com abundância. No Reinado de D. LuisI, Fontes Pereira de Melo teve as mesmas dificuldades com a construção dos Caminhos de Ferro. Foi a sua determinação que fez com que hoje tenha uma Avenida com o seu nome em Lisboa. Foi também por motivos semelhantes que o Marques de Pombal tem uma estatua naquele local. Já agora se na época perguntassem aos veteranos da Guerra Colonial, não deviam pela certa exitar que preferiam os sacrifícios do TGV. Já estava pago e havia muitos que ainda seriam vivos.
 
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Zaratustra70 (seguir utilizador), 1 ponto , 21:41 | Sábado, 17 de outubro de 2009
Para um leigo na matéria
Goodwaves (seguir utilizador), 1 ponto , 22:12 | Sexta feira, 16 de outubro de 2009
que tenha dúvidas sobre se o TGV é bom para Portugal é ler a opinião do melhor gestor que o nosso País já teve, o Horta Osório, que por estar em Inglaterra onde até é alem de outras coisas, banqueiro da Rainha, é insuspeito de ser parte interessada. E depois ler a opinião do banqueiro mais envolvido com o sistema, e embrulhado em tudo o que são manipulações e processos duvidosos, o Ricardo Salgado e decidir. Fica óbvio!
 
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O beija-mão a Madrid
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 9:09 | Sábado, 17 de outubro de 2009
Não consigo entender o complexo dos ibéricos periféricos (portugueses e outros) que têm a imensa sorte de terem mar mas só invejam a interioridade de Madrid e não querem ver que Madrid é o centro geográfico da Península Ibérica para bem e para mal.
O sr. quer que a capital de Espanha passa para Valladolid para viabilizar melhor o nosso beija-mão a Paris ou Berlim? Ou quer fazer um túnel ou um viaduto directo entre Vilar Formoso e Irún para iludir a existência de Espanha? Ou prefere pedir ajuda a Saramago para rodar a penísula em 180º e passar Lisboa para o lugar de Irún?
O sr. não vive num país cujo principal cliente e fornecedor é, e só pode ser, Espanha; um país cujos empresários andam a comprar empresas em Espanha; um país cujos cidadãos cada vez mais trabalham e estudam em Espanha. O sr. vive num país quase extinto onde o provincianismo bacoco de confunde com nacionalismo a que me ocorre neste momento chamar de 'cavaquistão-salazarento'.
Custa a crer que uma pessoa com esta visão estratégica tenha sido alguma vez um importante ministro
de Portugal. O PSD está a pagar bem caro por isso.
 
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    Re: O beija-mão a Madrid    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:12 | Sábado, 17 de outubro de 2009
    Re:Cádê os pontos?    Ver comentário
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 13:00 | Sábado, 17 de outubro de 2009
    Re: Re:Cádê os pontos?    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:03 | Domingo, 18 de outubro de 2009
    Re: E com tanta conversa    Ver comentário
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 13:13 | Sábado, 17 de outubro de 2009
    Re: E com tanta conversa    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:48 | Sábado, 17 de outubro de 2009
Mira Amaral, um político psd muito gasto!
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 9:34 | Sábado, 17 de outubro de 2009
Com esta visão mesquinha, devíamos voltar ao tempo do comboio a vapôr.
O Psd tem de se libertar destes falsos messias que só servem para enterrar ainda mais um partido em estado de coma!
Não há beija-mão porque o que se pretende é a UNIÃO DOS POVOS DA EUROPA, para garantir a continuação da Paz, com Bem supremo a preservar num ambiente de progresso e desenvolvimento geral!
 
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O antigo problema das bitolas
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 13:42 | Sábado, 17 de outubro de 2009
Nem me dou ao trabalho de investigar o assunto das bitolas usado por este senhor para confundir os portugueses a propósito do combóio de alta velocidade como se estivéssemos no século passado. A mim basta-me saber que é co-financiado pela UE para não me preocupar com isso. Eu só gostava de conseguir entender o que é que este senhor ganha em fazer tais afirmações. Se ganha tanto com eu, por respeito, só lhe peço que se informe melhor. Caso contrário, que tente 'vender-me o seu peixe a ver se eu compro'.
 
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explique-me sr. professor
ruiasc (seguir utilizador), 1 ponto , 17:29 | Sábado, 17 de outubro de 2009
Quando o sr. prof. se refere ao mal amado porto de Sines, dá-me ideia que entra em contraditório com o paragrafo anterior, em que defende a ligação atravez de Aveiro (com todo o respeito aos seus habitantes).

Parece-me que se esquece de mencionar (julgo não ser de propósito) o centro de distribuição do Poceirão, que é um dos muitos que estão a ser construidos por toda a Europa no ambito deste projecto, que como sabe já tem uns anitos e é global, tendo como objectivo alterar a forma como distribuimos a mercadorida no nosso Continente.

Torna-se claro que o PSD só tem uma visão imediata para Portugal, esquecendo-se do futuro...

Mas dito isto no texto do sr. prof. vem a visão de futuro que nós portugueses queremos e o TGV é uma peça fundamental para que possamos oferecer às empresas; isto è uma entrada mais ràpida e barata na Europa:

Cumprimentos
 
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