12/02/2012 atualizado às 8:42
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O terrorismo da I República

O país oficial, sem vergonha na cara, está a comemorar os 100 anos do nascimento de um regime que só fez uma coisa: violência política.

Henrique Raposo (www.expresso.pt)
10:32 Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010

1. Existem boas razões para defendermos o "republicanismo" clássico. Desde a doçura de Kant até à firmeza de Hamilton, existem muitos autores onde podemos compor as nossas plumas republicanas. O "republicanismo", como princípio de governo concebido no século XVIII, continua a ser a base dos regimes civilizados no início do século XXI.

2. Mas a I República portuguesa não foi "republicana" de forma civilizada. A I República foi mesmo "estupidamente jacobina"; não foi uma República para todos; não foi um chão comum para todas as facções. Longe disso. A I República tinha dono: o Partido Republicano de Afonso Costa. Os nossos republicanos utilizaram a violência política para subir ao poder. Pior: mantiveram-se no poder devido ao clima terrorista que a "formiga branca" (milícias populares actuando acima da lei) impôs no país, sobretudo em Lisboa.

3. A "formiga branca" pilhava, batia e matava em nome da I República. Os católicos foram perseguidos. Os sindicatos e operários foram perseguidos. Por que razão estamos a comemorar um regime que apenas ofereceu violência ao país?

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Henrique, Henrique, desta vez está a ser falacioso
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 11:37 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
"Por que razão estamos a comemorar um regime que apenas ofereceu violência ao país?"

Tenho uma "costela" monárquica que me diz que Portugal devia restaurar a sua monarquia mas, por amor de Deus Henrique, o regime que estamos a comemorar não é SÓ a 1ª República, mas sim A República no seu todo. A comemoração não visa apenas o nascimento da República mas sim todos OS 100 ANOS DA REPÚBLICA.

O seu texto, desta vez, é absolutamente falacioso. Veja lá que, por analogia, quando se comemorar o milénio da independência de Portugal, um qualquer castelhano ressabiado poderia dizer que essa comemoração não significa outra coisa a não ser a valorização da guerra contra os mouros, o esclavagismo de povos africanos e sul americanos, o colonialismo e outras coisas que tais.

A I República não ofereceu apenas violência ao país. Não foi, seguramente, um regime que primou pela civilidade e pela dignidade. Mas nem tudo é negro.

Por isso, como monárquico (pouco entusiasta), não subscrevo as suas palavras que me parecem maniqueístas e falaciosas.

Não me diga que nos devemos envergonhar da História de Portugal por esta incluir episódios menos apreciáveis, dificilmente palatáveis e ainda menos tragáveis?

Ai, ai, Henrique!
 
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    Re: Henrique, Henrique, desta vez está a ser falac    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 12:33 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
    Re: Henrique, Henrique, desta vez está a ser falac    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 13:10 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
    Re: Henrique, Henrique, desta vez está a ser falac    Ver comentário
SirArthur (seguir utilizador), 1 ponto , 15:01 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
    Re: Henrique, Henrique, desta vez está a ser falac    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 20:39 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
    Re: Henrique, Henrique, desta vez está a ser falac    Ver comentário
SirArthur (seguir utilizador), 1 ponto , 21:14 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
    Re: Henrique, Henrique, desta vez está a ser falac    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 22:02 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
    Re: Henrique, Henrique, desta vez está a ser falac    Ver comentário
Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 23:47 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
    Re: Henrique, Henrique, desta vez está a ser falac    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 1:17 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
    Resposta I    Ver comentário
Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 11:19 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
    Resposta II    Ver comentário
Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 11:20 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
    Re: Resposta II    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 12:38 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
    Re: Resposta II    Ver comentário
Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 12:59 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
    Re: Resposta II    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 14:05 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
    Re: Resposta II    Ver comentário
Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 14:34 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
    Re: Resposta II    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 15:24 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
    Re: Resposta II    Ver comentário
Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 16:19 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
    Re: Henrique, Henrique, desta vez está a ser falac    Ver comentário
space_aye (seguir utilizador), 1 ponto , 23:20 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
    "História rica em fatos"... Com colete e gravata?    Ver comentário
Geraldo Sem Favor (seguir utilizador), 2 pontos , 16:26 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
    Re: Acordo    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 18:32 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
    Re: Henrique, Henrique, desta vez está a ser falac    Ver comentário
still (seguir utilizador), 1 ponto , 12:56 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
    Novo Regime    Ver comentário
rkhxaral (seguir utilizador), 1 ponto , 16:03 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
    Re: Novo Regime    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 20:41 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
    Re: Henrique, Henrique, desta vez está a ser falac    Ver comentário
space_aye (seguir utilizador), 1 ponto , 23:16 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
Talvez...
SirArthur (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 11:36 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
...porque a nossa monarquia não nasceu de forma menos violenta, com D. Afonso I de um lado e Mouros do outro...

Mas aqui também não se pode falar no "tudo de mal" de Afonso Costa, entre os seus feitos está (finalmente!) o levantar do delito de opinião em questões religiosas. Algo que já cheirava mal há uns valentes séculos neste burgo e que, sozinho, causou mais violência que a I República de 1910 a 1926.
 
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H. Raposo cria a polémica, para manter emprego.
PIANINHO (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 13:11 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010

O H.Raposo teve o fim de semana para descansar não só o cérebro, mas também as ideias, mas mais uma vez deixou a sua fértil imaginação sair em cavalgada heróica, sem freio, sem observar o terreno que pisa, como é o caso presente do seu texto, sobre as comemoração dos 100 anos da República.

Quando questiona e cito-o:

"Por que razão estamos a comemorar um regime que apenas ofereceu violência ao país?"

O que questiona é uma falsa questão, porque estamos a comemorar 100 anos e não as situações que ele pretende exclusivamente evidenciar, só para denegrir a imagem do regime republicano.

Este cronista é tendencioso e trata com má fé e indignidade a história do nosso país, abrangendo um espaço temporal, que não pode cingir-se à chamada I República.

Se é unicamente para criar a polémica no on-line do Expresso e ter o número de comentário que justifique o seu vencimento, então e já dei o meu contributo para não perder o seu emprego.

 
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Esperemos, então, pela duplicidade de critérios
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 13:38 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
"...a abjecta perseguição de que tantos Católicos..." (Miranda07)

Miranda, a 1ª República perseguiu os católicos durante 16 anos e A TUA Igreja Católica perseguiu judeus, muçulmanos, mulheres, homossexuais, bruxas, cientistas, artistas, intelectuais e escritores durante séculos e séculos, para não dizer melhor, durante MILÉNIOS!

Só um maniqueísta pode rasgar as vestes na praça pública por causa das perseguições que os católicos sofreram durante uma década e meia, quando o catolicismo tem pelo menos 1500 anos de perseguições na sua história.

Ora, 15 anos é 1% de 1500 anos, ok?
 
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VIVA A REPÚBLICA !
impertinente (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 19:58 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
O facciosismo político no olhar histórico é óbvio. O jovem Raposo é fogoso e ardente e com a verdade nos quer enganar. Não é o país mas ele que não tem vergonha na cara. Porque ele sabe que a Répública não "fez SÓ UMA coisa" - fez muitas e fundamentais. Não "ofereceu APENAS violência", ofereceu em 16 anos o que a monarquia que ele ama nunca fez em 6 séculos e não faria nunca. É certo que houve violência, a formiga branca etc. Mas o fundamental é que a partir de entâo os portugueses passaram a ter a possibilidade - a "basesinha" em política - de escolher livremente os seus governantes. Isto mais a separação da Igreja do Estado ( com a criação do Registo civil e o divórcio) são motivos mais do que suficientes para comemorar a República. O jovem Raposo ignora que nos tempos salazarentos houve gente presa por gritar Viva a República mesmo nos dia 5 de Outubro? pois se a República foi SÓ violência! Que saudades o Raposo teria desse tempo se o tivesse vivido. Agora não percebe porque razão se comemora e diz que não há vergonha. Se tivesse vivido então decerto apoiaria que se prendesse quem desse vivas a esse regime SÓ de violência feito. Por mim. á cautela, porque não se sabe quando é que os raposos vão para a mó de cima, aproveito para escrever VIVA A REPÚBLICA !
 
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    Meu caro Impertinente. Teve o meu pontinho...    Ver comentário
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 1 ponto , 20:56 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
Mitos urbanos
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 11:24 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
O problema é o facto de o pessoal ser geralmente embalado em fábulas muito bonitas... tipo luta anti fascista!

Só quem tem o hábito de ler é que sabe a história verdadeira e o nosso povo está cada vez mais desinteressado e desinteressante

Prepare-se para a avalanche de ignorância com que esta sua intervenção vai ser atacada
 
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    Re: Mitos urbanos    Ver comentário
still (seguir utilizador), 1 ponto , 13:07 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
    Re: Mitos urbanos    Ver comentário
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 17:01 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
E so provocar
unclebens (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 11:54 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
Os artigos do nosso amigo HR so servem para criar polemica, que o pais nào esteja bem isso ninguém diz o contrario, mas como dizia o outro " pessoas felizes hà muitas nos hospitais para doidos" ha que escrever artigos sem se armar em juiz, quando a maré esta vazia certamente que esta cheia noutro lado, é a vida nào somos todos iguais, e nào é com este tipo de artigos que ela vai melhorar, porque escrever é muito bonito, mas gostava que também houvesse ideias para melhorar as coisas, sendo assim sem ofender ninguém chego a conclusào que o HR é um treinador de sofà.
PS que fala ou escreve assim muitas as vezes sao aqueles que sempre tiveram a barriga cheia, a monarquia sao pessoas que nascem e sem fazerem o mininmo esforço obtem tudo, enquanto os pobres, esses nem o direito de viver têm, quando obtêm um pouco de conforto, sào tratados de caloes e responsaveis de todas as crises, sabendo que sào eles que alimentam com os seus impostos as cortes deste mundo, que so servem para venderem revistas que nem servem de papel higiénico.
 
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    Re: E so provocar    Ver comentário
mamamon (seguir utilizador), 1 ponto , 17:27 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
É preciso dizer o que dizer é preciso
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:04 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
Esta "crónica" de Henrique Raposo não deixa de ser "chocante", sobretudo escrita, e logo assim tão bem, no dia a seguir ao dia 31 de Janeiro. A crónica pode, de facto, ser chocante; mas ela é também, em meu entender, absolutamente necessária. O seu ponto de ordem é fundamental; a recordação que faz do caos que logo se seguiu a 1910 é imprescindível. E de tudo o que disse, sublinho uma coisa: a abjecta perseguição de que tantos Católicos, desde simples fieis a Padres e Bispos, foram cinicamente, e tantas vezes selvaticamente, alvo ao longo de tantos anos. Afonso Costa pode não ter dito as coisas assim, mas a ideia que reinava em muitos dos republicanos de há 100 anos atrás era a de que mais uns poucos anos e a Igreja teria sido eliminada no solo de Portugal. O exagero pode ser real; mas ainda mais real é, como diz o Henrique Raposo, a perseguição de que tantos católicos, pessoas e instituições, foram alvo naqueles anos de caos, confusão, hybris política e, também, de grande ignorância. Agradeço, pois, ao Henrique Raposo o facto de ter colocado este excelente ponto nos iii que por estes dias se vão himnicamente, e talvez um pouco impensadamente também, entoando à Senhora dona República. Evidentemente, eu considero a República uma importante conquista histórica; o Republicanismo é coisa de grande significado e valor; mas é preciso que Portugal não se esqueça da forma atabalhoada, violenta e intolerante com que a República que somos nasceu. Experiência a não repetir, pois claro!
 
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    Re: É preciso dizer o que dizer é preciso    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 13:38 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
    Re: É preciso repor a verdade dos factos!    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 23:14 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
    Re: É preciso repor a verdade dos factos!    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 9:21 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
    Re: É preciso repor a verdade dos factos!    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 9:33 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
    Re: A PERSEGUIÇÃO DA MONARQUIA    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 9:40 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
    Re: A PERSEGUIÇÃO DURANTE A MONARQUIA    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 9:42 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
    A INFÂMIA DA MONARQUIA    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 9:46 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
    Re: A INFÂMIA DA MONARQUIA    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 9:48 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
    Re: A INFÂMIA DA MONARQUIA    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 9:50 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
    Re: A INFÂMIA DA MONARQUIA    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 9:52 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
    Re: A INFÂMIA DA MONARQUIA    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 9:58 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
    Re: RELIGIÃO DO ESTADO MONÁRQUICO    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 10:02 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
    Re: RELIGIÃO DO ESTADO MONÁRQUICO    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 10:04 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
    Re: RELIGIÃO DO ESTADO MONÁRQUICO    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 10:06 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
    Re: VIVA A REPÚBLICA    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 10:15 | Quarta feira, 3 de fevereiro de 2010
O terrorismo da I República
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:40 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
O que estamos a comemorar não é mais que a possibilidade de escolha pelo povo, para seguir os seus designos, se para tanto tiver engenho e arte. Desta maneira se a rainha der à luz um monstro ninguém tem culpa , mas já é de admirar que o povo venha a escolher um anormal.
 
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DESPACHO: COMEMORE-SE!
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 14:04 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
Bom, Portugal estava n meio d um período muito agitado, tinha um rei, tinha partidos políticos, tinha nobres e plebeus, tinha a maçonaria em ascenso com a sua cor verde-rubra. O rei foi convidado a ser assassinado provocando uma crise estratégica, ele sabia q havia desordem mas expôs-se, hoje passaria a + d 130km á hora pela baixa lisboeta. A implantação da república foi um convite monárquico a uma mudança violenta e ñ a uma mudança parlamentar. A Amnistia Internacional ainda ñ existia nem a ONU!
A maçonaria tomou o poder em Portugal p nunca mais o largar. A tolerância portuguesa continuava o seu rumo. Af. Henriques, filho de colonos, convidou a própria mãe a ser derrotada pelas armas, depois agarrou no projecto católico para a Península e convidou os berberes e muçulmanos a ausentarem-se, dps de 700 anos d fixação. Dps foi a comunidade judaica a ser convidada a ausentar-se e foi desenvolver a Holanda. Os povos africanos «descobertos» foram convidados a ausentar-se em navios negreiros p longes terras durante séculos, forma encontrada p a sua conversão á cruz e p passarem a ter alma. Os «índios» foram obsequiados c o amor cristão. O m. d Pombal convidou ordens católicas a ausentar-se d país, um requinte dentro da igreja oficial portuguesa. Bem, os algarvios eram convidados a ñ terem direitos nem poderem pertencer á 1ª linha d exército. Os africanos foram convidados a pagar imposto indígena e a ñ terem direito a BI
Comemore-se a república e convidem-se os morcões a...
 
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Por que razão estamos a comemorar ?
semi (seguir utilizador), 1 ponto , 11:19 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
Porque é o regime em que estamos obviamente. A republica compara-se com a monarquia e a monarquia não foi menos violenta....
 
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O terrorismo da I República
naif (seguir utilizador), 1 ponto , 11:56 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
É só para informar que por ser inculto, dado que não leio ,não estudo e nada percebo da Républica e da Monarquia!!!!
Abstenho-me de comentar
 
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As bocas reaccionárias.
águiadois (seguir utilizador), 1 ponto , 11:59 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
A República não fez só violência política.Isso é uma grosseira asneira que fica mal nestas páginas.Não se pode confundir a núvem com Juno e meter os cem anos da República no mesmo saco dos lºs anos da sua implantação e anos a fio da ditadura fascista de Salazar.A história que está no livro do Historiador Fernando Rosa sobre a implantação da República Portuguesa,e agora lançado no mercado,não foi escrito da boca para fora e é um trabalho sério sobre os acontecimentos e as razões que levaram á alteração do regime.Leitura obrigatória.
 
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Essa nossa nova edição da república...
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 12:03 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010

Pode não ser tão violenta como a anterior, mas, certamente, tem muitos pontos em comum com o tecido político de Portugal, isto desde priscas eras, e é só ler o que se segue para compreendê-lo:

- “...Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar." Guerra Junqueiro "Pátria", 1896.
 
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Terrorismo...
still (seguir utilizador), 1 ponto , 12:14 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
Porque tanto quanto sei não me parece que o povo queira mudar de regime o que implica que se sente bem assim como está.
Porque é habito comemorar aniversários.
Porque me parece que hoje a sua inspiração não está nos melhores dias e os paragrafos são, como se diz pelo Norte, poucachinho ;)
Cumprimentos
 
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