09/02/2012 atualizado às 0:30
Página Inicial » Opinião » Nicolau Santos » O sucesso de Gago e da Cotec

O sucesso de Gago e da Cotec

Nicolau Santos (www.expresso.pt)
0:01 Quinta feira, 3 de dezembro de 2009

Renato Correia. O nome não lhe diz nada. No entanto, fez algo de que o país precisa desesperadamente: inovar. Com o projecto Solução de Rotulagem em Braille para Deficientes Visuais ganhou o prémio Chairman's Award, que distingue um projecto inovador dentro do Grupo Sonae, onde Renato trabalha - prémio que lhe foi entregue por Belmiro de Azevedo. Aliás, o FINOV, Fórum de Inovação da Sonae é realizado anualmente e aí são apresentados e premiados projectos inovadores realizados nas várias empresas do grupo.

Felizmente, a boa notícia nesta área não se restringe ao Grupo Sonae. Na verdade, constata-se um acréscimo contínuo do número de empresas portuguesas com actividades de Investigação e Desenvolvimento (I&D), que passou de 940 em 2005 para mais de 1700 em 2008. O investimento das empresas quase que triplica entre 2005 e 2008 e cresce 22% entre 2007 e 2008, alcançando €1,2 mil milhões. A despesa das empresas em I&D representa agora 0,76% do PIB (0,62% em 2007), significando cerca de metade da despesa nacional total nesta área.

Em consequência, a despesa total do país em investigação atingiu 1,51% do PIB em 2008, um total de €2,5 mil milhões, valor que supera os níveis de despesa em I&D registados em Espanha (1,27%) e Irlanda (1,31%) em 2007.

Como foi possível este milagre, num país avesso ao risco e à inovação? Em primeiro lugar, com uma medida de bom senso: a reintrodução no Verão de 2005 do sistema de incentivos fiscais à I&D nas empresas, SIFIDE, que foi actualizado e aperfeiçoado em 2008. O sistema possibilita uma dedução fiscal que pode atingir 82,5% do investimento em I&D e é um dos mais competitivos da Europa. Resultado: desde 2005 mais do que duplicou o número de empresas que a ele recorreram relativamente ao período 1997-2003.

Em segundo, com a manutenção da política de apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico que vem sendo seguida por este Governo desde 2005 - e, o que não é menos importante, com a manutenção de Mariano Gago como ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior desde aquele ano, garantindo a coerência dessa política e a persistência nos objectivos. Esta é, aliás, a prova, mais uma, de que para obter resultados é necessário manter o rumo e é preciso tempo.

E, em terceiro, a estes resultados não é indiferente o trabalho notável desenvolvido pela COTEC, no sentido de promover o esforço das empresas em I&D e Inovação, não esquecendo a alteração que conseguiu em Bruxelas sob a forma como em pequenas e médias empresas de países como Portugal, Espanha e Itália deve ser contabilizado o esforço em I&D.

Os resultados estão aí: o número de patentes portuguesas registadas no Gabinete Europeu de Patentes, mais do que triplicou face a 2004; foram registados 1500 novos doutoramentos em 2008, mais 50% que em 2003, 51% dos quais realizados por mulheres; concretizaram-se 4,5 novos doutoramentos nas áreas de ciência e engenharia em cada dez mil habitantes entre os 25 e os 34 anos, alcançando-se a média europeia neste indicador; o número total de publicações científicas referenciadas internacionalmente quase que duplicou desde 2004; e o número de investigadores na população activa ascendeu a 7,2% em 2008, ultrapassando os níveis relativos de 2007 do Reino Unido, Alemanha e Holanda, assim como a média europeia de 5,8 investigadores por cada mil activos.

Mas mais do que os resultados, é a tendência que conta. E a tendência vai no sentido excelente. Esperemos que a crise não a interrompa - porque é por esta via que sairemos da crise.

Vamos ao pote de mel?

Caro leitor, imagine que as suas dívidas aos bancos no fim de cada mês são quatro ou cinco vezes o seu salário; que as despesas com os miúdos, alimentação, carro, empregada, etc., fazem com que sobre sempre mês (e cada vez mais...) ao ordenado. E que se tiver aumento este ano é de 1,5% e olha lá! Você arrepela os cabelos, puxa pelas meninges e conclui que desta vez é que tem de ser. Vai ter mesmo de vender aquela caixa debruada a ouro e com brilhantes que a sua avó lhe deixou em herança - e esperar que entretanto as coisas melhorem.

Pois agora, transfira este cenário para o país. Aumentar impostos? A gritaria será enorme. Cortar despesa? Dá um trabalhão e gritaria. Que fazer então? Você começa a olhar para o pote de mel, que lhe resolve metade do défice. Vai dar uma enorme polémica. Mas parece mesmo a solução ideal... O pior é se depois o défice e a dívida voltam a descarrilar e não há mais caixas para vender. Mas nessa altura só o povo será o mesmo. O Governo já será outro.

Porque António Mota tem razão

Mal ou bem, as empresas de obras públicas estão associadas às sucessivas derrapagens orçamentais dos projectos que executam. Centro Cultural de Belém, Casa da Música, ponte Vasco da Gama, metro do Porto são alguns dos exemplos do descontrolo a que se chegou e que o cidadão nunca consegue perceber se são da responsabilidade das construtoras ou do Estado, que coloca a concurso um projecto, a que depois soma sucessivas alterações.

Contudo, na recente decisão do Tribunal de Contas de recusar o visto a dois troços de auto-estrada, quem tem toda a razão é o presidente da Mota-Engil. Com efeito, é inadmissível que obras que começaram há um ano sejam agora suspensas por uma decisão do TC, que contraria o acordo livremente assinado entre a entidade contratante (Estradas de Portugal) e a entidade construtora. E depois as parcerias público-privadas, como bem lembrou António Mota, foram aprovadas no Parlamento. Se o Estado entende que elas são lesivas do seu interesse, só tem de queixar-se de si próprio e dos seus representantes porque aprovaram uma mau diploma. Não pode é servir-se disso para colocar tudo em causa - até porque, no fim do dia, quem acaba sempre por pagar a factura é o contribuinte.

Inov Contacto ou algo a correr bem!

Sabe que todos os anos 550 jovens portugueses conseguem estágios profissionais no estrangeiro? E que esses estágios são solicitados metade por empresas portuguesas e metade por empresas estrangeiras? E que o referido programa foi distinguido como best practice na área do Management Development Programmes e sub-área Graduate Programmes por peritos internacionais? E que é considerado um case-study e faz parte de uma publicação de boas práticas da Entreprise and Industry Directorate-General da Comissão Europeia que visa apurar como as políticas públicas podem apoiar as PME no seu esforço de crescimento internacional?

Pois é. Chama-se INOV Contacto - Estágios Internacionais para Jovens Quadros - e é promovido pelo Ministério da Economia, apoiado pela União Europeia e gerido pela AICEP. Funciona há vários anos e, devido ao seu sucesso, o Governo decidiu em Fevereiro de 2008 aumentar o número de estágios de pouco mais de 100 para 550. Nem tudo vai mal no reino de Portugal.

Tété, alegria de lisboa

Se o Chapitô é hoje um ex-líbris de Lisboa, uma espécie de Gulbenkian para as artes circenses, o jazz e outras, ponto de referência para inúmeros estrangeiros que visitam a capital portuguesa, deve-o sem dúvida a Teresa Ricou. Colam-lhe o rótulo de primeira mulher-palhaço do burgo. Foi-o e com inegável talento. Mas é muito mais do que isso - é a alma e o corpo de um espaço único de convívio multicultural (agora que acabou o B.Leza...) com uma vista deslumbrante sobre Lisboa.

É a história dessa saga e o registo biográfico de Teresa Ricou que está plasmada em "Teté - A Estória da Pré-História do Chapitô", da autoria de Paula Moura Pinheiro (registo biográfico) e Maria João Brilhante (coordenação da pesquisa histórica), com concepção e design gráfico de Henrique Cayatte, um livro lançado ontem à noite no Chapitô. Seguir-se-ão "Chapitô - A História de um Projecto" e outro sobre História do Circo Contemporâneo em Portugal.

Até lá e sempre, viva a Teresa Ricou!

 

Aristóteles, visita da casa de minha avó,
não acharia esquisita esta forma de estar só
esta maneira de ser
contra a maneira do tempo
esta maneira de ver
o que o tempo tem por dentro (...)

José Carlos Ary dos Santos - Arte Peripoética

  

Nicolau Santos

Texto publicado na edição do Expresso de 28 de Novembro de 2009

Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
Página 1 de 1   
ordenar por:
mais votados ▼
O sucesso de Gago e da Cotec
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:52 | Quinta feira, 3 de dezembro de 2009
Não duvido que vão aparecer comentários a denegrir e a protestar tudo o que acaba de dizer. Que se hade fazer, somos um povo assim. Acham que tudo o que é nosso é mau e então quando mete militância politica alguns perdem a cabeça. Quer se queira quer não algo mudou e felizmente para melhor. Por essa razão a Simens tem em Portugal o maior centro de investigação onde trabalham umas largas dezenas senão milhares de engenheiros. Foi assim que fez a defunta ainda Lider do PSD quando foi ministra das finanças, vendendo edificios e entregando a divída ao Citigroup e caso tivesse continuado no lugar não tardaria a chegar à Madeira. Até podia não ter sido mau de todo se entretanto nos vissemos livres também do Jardim. Perguntaram ao Alentejano o que achava de tudo isto. Pensou,pensou, coçou a cabeça, voltou a coçar e eis que chega o veredicto. Cá pra mim antes de ter o gozo de fazer o filho é preciso saber se há comida pra lhe dar, porque depois já na vale a pena pensar.
 
 Regras da comunidade
Nao se morde na mao de quem nos da de comer!!!
antespelocontrario (seguir utilizador), 1 ponto , 7:50 | Quinta feira, 3 de dezembro de 2009
Antonio Mota tem razao.

O Sr. NS omite o argumento do chumbo do TC.

  No art. do "pote de mel" remata-o dizendo "... o povo eh o mesmo. O governo ja sera outro".

Nao serve esse argumento, para os contratos "livremente" assinados entre o estado e as grandes empresa privadas. O que a Mota - Engil e os individuos que estao a "gerir" o estado estao a fazer e um roubo de lesa povo. como foi a concessao da travessia do tejo, onde o presidente da luso-ponte foi o ministro responsavel por essa canalhice.

Sabe o que me da raiva, Sr. NS? Eh vc nao ter vergonha de vir a usar Portugueses honestos, brilhantes e cita-los, como Ary dos Santos ou o Zeca, para deitar uma nuvem de po sobre este assalto a coisa publica, por parte das grandes empresas privadas ha mais de 20 anos!!!

Voces nao sao jornalistas sao traficantes de influencias, vendedores de publicidade.

Compreendo porque o fazem (veja-se o meu titulo), mas nunca por nunca, o posso aceitar.

Trabalho duro, no estrangeiro quase sempre. escolhi sempre pagar os meus impostos no meu Pais, porque o amo, nao devo um tostao as financas nem a seguranca social,

Mas comeco a ficar farto de ver o suor do meu trabalho ser vampirizado pelos do rendimento maximo garantido e do rendimento minimo garantido, enquanto vejo pessoas que sempre trabalharam, so porque atingiram uma certa idade, a ser atiradas literalmente para o ostracismo.

Acho que vou passar a pagar os impostos no pais que me da as oportunidades.

 
 Regras da comunidade
Para Nicolau Santos
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 10:23 | Quinta feira, 3 de dezembro de 2009
Ser, ou estar neste seu artigo, contra-corrente vai valer-lhe muitos "elogios" dos habituais que só querem ler desgraças e "tudo mal".

Quando sair à rua olhe sempre para todos os lados...
... e tenha em atenção o seu posto de trabalho.

Cumprimentos
 
 Regras da comunidade
Inovação Tecnológica!
costinha79 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:10 | Quinta feira, 3 de dezembro de 2009
É através da inovação e da tecnologia que as empresas portuguesas conseguirão criar diferenciação na produção de bens exportáveis capazes de equilibrarem a balança comercial. Nesse aspecto o ministério liderado pelo Dr. Mariano Gago tem feito um trabalho meritório e responsável!!!!

Relativamente ao pote de mel parece claro que o caminho a trilhar deverá direccionar-se pela redução do despesismo instalado na administração pública estatal e local!!!! Custa, devido aos imensos interesses instalados mas o povo deve exigi-lo porque de aumentos de impostos e de gestões ruinosas já andamos fartos e a economia já não aguenta mais tantos a tirar para o bolso!!!!

Por último, os chumbos do Tribunal de Contas vêm tarde e a más horas devido ao facto de os acordos de concessões já estarem assinados!!! Mas não deixa de ser uma demonstração do despesismo, da irresponsabilidade e da incompetência instalada no Ministério das Obras Públicas!!!!

Para variar ninguém será responsabilizados e todos vão andando felizes e contentes!!! Ah já me esquecia e mais bem "abastecidos"!!!!
 
 Regras da comunidade
Infelizmente
Velha Guarda (seguir utilizador), 1 ponto , 12:16 | Quinta feira, 3 de dezembro de 2009
Infelizmente, caro Nicolau, receio que esteja redondamente enganado sobre o alegado salto da nossa I&D empresarial.
Na verdade, não passa de uma enorme manipulação propagandística.
A prova dos noves pode ser feita pelo número de patentes registados na Europa. Você diz que triplicaram, relativamente a 2004. Mas enganaram-no. Não aumentaram.
Pode-se consultar isso aqui:
www.epo.org/about-us/office/statistics/patent-granted.html
Cumprimentos
 
 Regras da comunidade
INOV Contacto ou algo a correr bem????
ant0ni0m (seguir utilizador), 1 ponto , 22:12 | Quinta feira, 3 de dezembro de 2009
Sr. Nicolau Santos,
Permita-me que manifeste o meu incómodo ao ler O artigo«Inov Contacto ou algo a correr Bem!
A este título para não correr o risco de mentiroso seria:
Inov Contacto ou algo a correr Bem! ( com cunhas...)
Passo a explicar:
Há cerca de 4 anos acabado de fazer a minha licenciatura, candidatei-me a esse programa, pois preenchia todos os requisitos para poder aceder a um estágio internacional.
Não so nao consegui ser aceite como vi colegas com menos habilatacoes e resultados academicos mais fracos serem escolhidos. Mais ainda acrecento que nao recebi qualquer resposta das pessoas que gerem o programa, sendo que apenas consegui saber que nao tinha sido escolhido quando entrei em contacto com essas mesmas pessoas.
Desculpe que lhe diga Sr. Nicolau Santos, mas esse programa apesar de dar uma imagem de um pais inovador la fora, eh apenas mais um exemplo de como as nossas institucoes funcionam mal e em que eh certo e sabido que para se conseguir algo a velha "cunha tem de estar presente". Ainda lhe posso acrescentar que sei de casos em que as nossas empresas apostam nestes estagios porque nao tem de suportar o ordenado do estagiario (ou entao suportam apenas uma parte) e quando terminado o estagio recusam-se a renovar-lhe os contratos, preferindo contratar novos estagiarios pelo mesmo programa.
Acrescento, portanto, que no final do seu artigo se passasse a ler:
Mais vale um bom padrinho que um bom currículo,no reino de Portugal.
 
 Regras da comunidade
Parabéns, mostrar que é possível vencer a inércia.
PIANINHO (seguir utilizador), 1 ponto , 0:21 | Sexta feira, 4 de dezembro de 2009
Nicolau Santos a sua postura como pessoa e jornalista é para mim, digna dos maiores encómios, na justa medida em que procura e trás a público, varias acções positivas, que contrariam o negativismo instalado.
O desenvolvimento e inovação (I&D) na década de 90, não passava de uma miragem, a que só as multinacionais instaladas em Portugal assumiam, criar pequenos nichos associados aos laboratórios e marketing das empresas, para em muitos casos satisfazerem requisitos da casa mãe.
Quanto aos estágios profissionais no estrangeiro, as vantagens daí resultantes, serão somente obtidas a médio prazo e torna-se indispensável acompanhamento e controle directo para que regressem à base e se necessário, com atraentes incentivos, para captar para o país o valor acrescentado. O programa Eramus também tem contribuído para quem nele participa, dar uma nova aragem às mentalidades fechadas, em áreas de actividade tanto ao gosto da juventude, mas pouco acarinhadas, no nosso país.
Os nossos investimentos em obras públicas, continuam a ser um labirinto, em que se entra sem regras rígidas devidamente estabelecidas e quantificadas nos contratos firmados, adjudicação fiscalizada com o devido custeio, planeamento, organização, em bases seriamente controladas, com prazos e rentabilização do estudo prévio do projecto com (Pay back period) com elevadas penalizações pelo não cumprimento dos objectivos definidos no contrato. O TC só tardiamente emite pareceres, contribuindo para encarecer as obras.
 
 Regras da comunidade
€2,500,000,000 em I&D?! Viva a Tartamudez!
Prof. J. M. Dos Sant (seguir utilizador), 1 ponto , 20:50 | Sábado, 5 de dezembro de 2009
Y viva el Rey de España!

Mas, o Santa Claus, como economista, tem consciência sobre a dimensão abstracta que está entranhada em todo o tipo de estatísticas -- porém, há quem pense erroneamente (e não são poucos, e.g. os que exercem a sua actividade no sector dos media), que está lá tudo, e que, inclusivamente, se poderia considerar qualquer estrutura de informação como um objecto real ou existencial!

Se me permite, sugerir-se-ia seguidamente duas medidas-chave de um hipotético plano de execução alternativo (plano B) para um hipotético excesso de fundos para financiamento de programas de I&D em Portugal:

i. Mantendo, por princípio, o respeito pela legalidade visível e não-oculta, porque não procurou o governo português reservar uma razoável quota parte desse montante para, de forma artificial, atenuar o déficit público (Não seria mais útil e relevante?)

ii. Em iniciativa de boa-vontade filantrópica -- veja-se o caso de Bill Gates e da sua própria Fundação -- ou de parceria institucional, porque não procurou o governo português estabelecer um convénio ad-hoc para o financiamento do próprio orçamento de universidades privadas de referência (e.g. MIT)?

Muchas Gracias.

Saludos,

J.S.
 
 Regras da comunidade
Presidente de MIT em entrevista ao Expresso:
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 22:45 | Sábado, 5 de dezembro de 2009
In Expresso online, hoje:

«... e para se avançar é preciso mobilizar as pessoas para trabalharem em equipa e com dedicação para mudarem as regras de jogo, e constatei essa liderança nestas três áreas, não só nas faculdades e nos programas dos alunos mas também no Governo, o que é muito encorajador e inspirador.»

«... e sei que Portugal está a fazer uma grande aposta nesta área. E, sinceramente, acho que este país é um bom local para o fazer, porque os desafios geográficos não são tão grandes como nos EUA. Portugal está bem situado nesta aposta e há um posicionamento conjunto do Governo, universidades e indústria nesse sentido.»
 
 Regras da comunidade
O País das Maravilhas
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 1 ponto , 10:42 | Domingo, 6 de dezembro de 2009
O País das Maravilhas

O grupo de bem-dispostos que se diz Governo entrou em campanha eleitoral no dia em que tomou posse.

De forma que anunciou não ir aumentar os impostos, apesar de não ter receitas suficientes para suportar as despesas que tem e menos ainda as que prevê ter.

No fundo, diz não precisar de mais impostos, desde que tenha mais empréstimos.

Assim sendo, quando comprar alguma coisa, quem paga não sou eu; quem paga é quem pagar o empréstimo que contraí para comprar essa coisa.

Suponho que serão os meus filhos ou netos, se entretanto não emigrarem.

Chama-se a isto o socialismo
 
 Regras da comunidade
Em contra ponto aos Velhos do Restelo
PIANINHO (seguir utilizador), 1 ponto , 15:15 | Domingo, 6 de dezembro de 2009
Felizmente, ainda há imensa gente neste país a raciocinar positivo, contra habitual negrume dos pseudo irónicos, ou dos verdadeiros profetas da desgraça.

Não conheço na sociedade alguém que faça promoção do negativismo, das desgraças suas e alheias, que consiga singrar e chegar ao topo em algum tipo de actividade, excepto os bruxos e/ou feiticeiros e também os jornalistas, que vivem à custa da desgraça alheia.

O fado arrastado associado ao destino, do tal tempo da outra senhora, com recuo imemorial dos navegantes, ao velho Adamastor, das especiarias, a exploração das chamadas províncias ultramarinas e agora o tão ansiado por esse tipo de gente ao regresso do D. Sebastião, difícil de imaginar a chegada, por falta dos nevoeiros intensos da época, tudo isto é passado sem regresso, mas continua a manter-se na imaginação fértil dos Velho do Restelo.

Os Velhos do Restelo, querem lá saber de Inovação, Desenvolvimento e Criatividade, estes novos conceitos que geram mudança em todas as áreas da sociedade é para eles, tudo muito estranho e complicado para mentes tacanhas, que foram sujeitas e que lhes impregnaram como principio para a sua vida e o mais grave, é querem-na impor aos outros o famigerado slogan do "orgulhosamente sós" no país à beira mar plantado.

No seu próprio espaço da crónica, identificará facilmente comentadores assiduos do Expresso NET, para quem a mudança é um inferno.

A estagnação, o passado castiço e bolorento, ter um ídolo e amo, é o seu paraíso
 
 Regras da comunidade
Página 1 de 1   
PUB
 
Email
O Expresso no
Arquivo
PUB




Uma energia feroz e nuclear contra as eólicas
0:00 Sábado, 4 de fevereiro de 2012,
Visões e delírios económicos
0:00 Sábado, 28 de janeiro de 2012,
A Standard & Poor's fez-nos um grande favor
0:00 Sábado, 21 de janeiro de 2012,
Boas e más notícias no reino de Gaspar
0:00 Sábado, 14 de janeiro de 2012,
Encontrar pérolas no meio do lodo
0:00 Sábado, 7 de janeiro de 2012,
Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
MBA
Grupo ImpresaACAP