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O que vem aí é dantesco

Nicolau Santos (www.expresso.pt)
8:00 Segunda feira, 9 de novembro de 2009

Os optimistas que me desculpem, mas preocupação é fundamental. Os dados divulgados esta semana sobre a economia portuguesa têm um lado positivo a curto prazo (a recessão será este ano menor que o esperado e menos má que a média europeia) mas outro muito negativo quando se olha para os próximos dois anos.

Com efeito, quando se perspectivam 2010 e 2011, o cenário deixa-nos de cabelos em pé. Primeiro, confirma-se a tendência que vem de trás: vamos demorar mais tempo a sair da crise do que a União Europeia e registar crescimentos anémicos nos próximos anos. As outras duas tendências pesadas serão o disparo da dívida pública e a persistência do défice orçamental em valores muito elevados.

Para se fazer ideia de quão preocupante é esta evolução, recorde-se a previsão de Bruxelas sobre a dívida pública em percentagem do PIB: 77,4% em 2009, 84,6% em 2010 e 91,1% em 2011! Em 2002, este valor era de 55,5%. Ora o Pacto de Estabilidade e Crescimento estabelece que a dívida pública não deverá ultrapassar 60% do PIB. E Bruxelas vai dar cada vez mais atenção à dívida e menos aos défices, porque os governos em dificuldades não hesitam em retirar do perímetro de consolidação orçamental tudo o que possam.

O Executivo de José Sócrates não tem sido peco nesta matéria. Nestes últimos anos tem-se assistido, como bem lembra o ex-ministro das Finanças Eduardo Catroga, em artigo que publicaremos para a semana, a um emagrecimento contabilístico do universo do Sector Público Administrativo (SPA), com a transformação de órgãos das administrações públicas em empresas ou entes públicos empresariais; e suborçamentação sistemática das indemnizações compensatórias pelo serviço público prestado pelas empresas públicas de transporte e das transferências para os hospitais, diminuindo artificialmente o défice público anual.

É um truque clássico que, como se disse, merecerá cada vez mais atenção de Bruxelas nos próximos anos, sobretudo em países com elevados défices orçamentais. E nós deveremos estar, segundo a Comissão Europeia, com um défice de 8% este ano e no próximo e de 8,7% em 2011. Ou, de acordo com Catroga, um défice actual já acima dos 10% e uma dívida pública total (directa e indirecta) acima de 100% do PIB.

Vejamos então o cardápio de remédios que o FMI receita para voltarmos a cumprir em 2030 (!) os 60% da dívida em relação ao PIB: não renovar as medidas de combate à crise, congelar em termos reais a despesa pública per capita com saúde e pensões durante dez anos (!) e reforçar as receitas fiscais através do alargamento da base tributária, do combate à evasão e aumento dos impostos (!).

Junte-se a isto o apelo por parte de vários economistas e do próprio Banco de Portugal para que se verifique uma grande moderação salarial, sob pena de aumentos salariais acima dos ganhos de produtividade de cada empresa se tornarem "fábricas de desemprego" no futuro próximo, segundo Silva Lopes. E acrescente-se a previsão de que a banca portuguesa vai ter um ano muito difícil em 2010, com o agravamento do incumprimento, sobretudo no crédito concedido às PME, que vão ser as mais afectadas pela crise económica, e que constituem mais de 95% do tecido empresarial português. Quer cenário mais dantesco?

Por outras palavras, a nossa principal restrição é já e será ainda mais nos próximos anos o endividamento externo, a par de um crescimento insustentável da despesa pública. Ou travamos violentamente às quatro rodas ou alguém o fará por nós. E em nenhum dos casos o futuro será agradável.

O BPN nunca foi nem será

O BPN sempre foi um banco estranho no sistema financeiro. Era uma zebra no meio de cavalos. Chegava a pagar mais pelos depósitos que cobrava pelos créditos. Integrava um grupo onde coabitava com castanhas e vinhos. A gestão era unipessoal - e catastrófica. Oliveira Costa punha e dispunha a seu bel-prazer. O BPN tinha, portanto, o destino traçado. E só a crise internacional evitou que falisse como devia ter acontecido. Mas a nacionalização foi um erro colossal. Na verdade, o BPN tem um passado nebuloso, um presente instável e nenhum futuro. A CGD já lá injectou €3,5 mil milhões, um montante que dá suores frios. As insuficiências de capital ascendem a €1,8 mil milhões. A sangria de clientes e de depósitos não pára. A administração levanta processos aos trabalhadores para evitar a desmobilização. Ninguém acredita na marca BPN. Quem o comprar será pelos balcões. Só falta mesmo que a privatização atraia investidores de cariz duvidoso para o desastre ser absoluto.

Já se pode investir em boas acções

Já imaginou existir uma bolsa onde possa investir em projectos sociais? Uma bolsa onde não se ganhe dinheiro, onde as aplicações sejam donativos e onde o objectivo seja conseguir um lucro social?

Ora desde esta semana já existe em Portugal a Bolsa de Valores Sociais (BVS), a primeira bolsa de activos sociais da Europa e a segunda no mundo. A iniciativa é da Altitude - associação brasileira fundadora da Bolsa de Valores Sociais de São Paulo - em colaboração com a Euronext Lisbon, Gulbenkian e Fundação EDP.

Para já, conta com quatro projectos cotados. O primeiro visa determinar qual o impacto científico do Palhaço do Hospital (Doutor Palhaço) junto das crianças hospitalizadas. O segundo pretende produzir peças de design geneticamente alteradas, numa alusão aos portadores de Trissomia 21. O terceiro aponta para desenvolver técnicas modernas de produção de mel na Aldeia dos Chãos, na Serra dos Candeeiros, garantindo uma fonte de rendimento estável à comunidade. O quarto consiste na criação de um campus lúdico-pedagógico que promova a convivência em famílias com elementos toxicodependentes.

Os melhores projectos serão os que receberem mais donativos. Mas quem ganhará seremos todos nós.

Fizeram o que tinham de fazer

Armando Vara demitiu-se da vice-presidência do BCP, na sequência de uma investigação da Polícia Judiciária de Aveiro sobre uma teia de tráfico de influências envolvendo um negociante de sucata e empresas públicas. Paulo Penedos cortou a avença que tinha com a PT na sequência do mesmo caso e após a PJ ter levado diverso material do local onde trabalhava na operadora telefónica.

Pode debater-se se o deviam ter feito, já que a presunção de inocência deve manter-se até decisão em contrário. Mas, sobretudo no caso de Vara, a sua posição era muito desconfortável para o BCP.

A decisão pode não ser alheia à minúcia do despacho do juiz de instrução, explicitando locais, datas e horas onde os factos ocorreram. Em qualquer caso, deve ser enaltecida e pode marcar um novo padrão de comportamento em responsáveis políticos e empresariais alvo de investigações judiciais.

As pessoas têm direito ao seu bom nome. E isso só é possível se forem julgadas com celeridade. Ora nesta matéria é inquietante o passado da justiça (caso Portucale, Operação Furacão, etc.) ou o alerta de que o 'processo Face Oculta' se pode arrastar por sete anos. Não é admissível e sobretudo não é justo. Ao fim de sete anos, os danos para um inocente são irreparáveis. E para um culpado o castigo chega demasiado tarde.

Uma "Inútil" indispensável

Chamar "Inútil" a uma revista não parece boa ideia. E no entanto, nos tempos que correm, quantas pessoas não considerarão inútil uma revista que "pretende ser um terreno onde a experimentação do registo poético passe pelos ângulos, escadas, esquinas, becos e afagos da expressão artística, desconstruída pelas duplas mãos da palavra e da imagem"?

É claro que não é para esses que este excelente livro-objecto se destina. E foi a pensar num mercado de nicho que terá não mais de 500 pessoas, de acordo com a tiragem, que Maria Quintans, Ana Lacerda e João Concha meteram mãos à obra. A ira é o tema do primeiro número e Olga Roriz a convidada central. €13.

 

Esta é a ditosa pátria
minha amada. Não.
Nem é ditosa,
porque o não merece.
Nem minha amada,
porque é só madrasta.
Nem pátria minha,
porque eu não mereço
a pouca sorte
de ter nascido nela (...)

Jorge de Sena - A Portugal

 

Nicolau Santos

Texto publicado na edição do Expresso de 7 de Novembro de 2009

 

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Não se preocpupe com isso, homem!
cjours (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 12:33 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
Oh amigo Nicolau, vou aliviá-lo das suas angústias. Tem obrigação de saber que em cerca de 8 ou 9 anos vamos estar a explorar petróleo na costa portuguesa. E aí as contas vão ser todas refeitas!
O que é preciso é ajudar os desafurtunados e criar condições para o futuro. Mas é verdade que devemos estar atentos à tentação, que há, de que o dinheiro do Estado subsidie a paz social infinitamente! A paz social e os votos, claro! Nós estamos numa alteração de paradigma de desenvolvimento como sabe melhor que eu. Passámos de um povo rural para um povo de péssima qualificação e temos, agora, que fazer uma rápida conversão em sociedade de competência. Não é fácil, em 30 ou 40 anos. Nunca houve uma cultura de exigência em Portugal.
Como diria o Obama, a subida é ingreme...
Mas há muitos sinais de esperança, como sabe.
Além disso, ouvi ontem o Medina Carreira. O que fazer aos 4 milhões de portugueses dependentes directamente do Estado? 4 milhões! Há aqui algo que tem que mudar urgentemente, mas será possivel fazê-lo?
Seria, mas só se os 6 milhões se fartarem de sustentar os 4 milhões e ainda terem de os ver a reinvidir tudo e mais alguma coisa...
Mas duvido. A forma que o Português encontra para se revoltar contra os impostos que tem que pagar, é enganar o Estado. A forma de nos revoltarmos contra as injustiças, é vigarizando o parceiro!
 
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    Re: Não se preocpupe com isso, homem!    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 22:46 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
    Re: Não se preocpupe com isso, homem!    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 18:42 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
    Re: Não se preocpupe com isso, homem!    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 1:14 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
    Re: Não se preocpupe com isso, homem!    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 18:43 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
Adoro tudo isto!
lord byron (seguir utilizador), 2 pontos , 17:55 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
Não vou perder tempo com o que não agarrar o BPN na altura podia ter em termos de consequências, muito mais quando o BCP era na altura um banco posto em cheque e uma parte da banca mundial estava pelas ruas amargura.
Não vou voltar a explicar que Armando Vara e esta Face Oculta não é algo de novo, nem tão pouco algo de topo no que a gravidade diz respeito; isso já foi explicado neste jornal por João Duque no artigo de opinião “Geração Tututu” !
Agora mais uma “inútil” revista por 13€ (resta saber que subsídios andam no meio disto) da psedo-cultura e Inteligência português merece-me a citação de um original em resposta a este cuspo seco nos cantos da boca de um qualquer pacóvio numa tarde de verão!
Almada Negreiros e a sua Cena ou Ódio:

Tu que descobristes o Cabo da Boa Esperança
E o Caminho marítimo para a Índia!
E as duas grandes Américas,
E que levastes a chatice a essas terras
E que trouxestes de lá mais chatos para aqui
E que, inda por cima, cantastes estes feitos.
Tu que inventastes a chatice e o balão
E que farto de te chateares no chão
Te fostes chatear no ar
E qu’inda fostes inventar submarinos
Para te poderes chatear também debaixo de agua
Tu que tens a mania das invenções e das descobertas
E nunca descobristes que eras bruto
E que nunca inventastes a maneira de o não seres
Tu que consegues ser cada vez mais besta
e a esse progresso chamas civilização!
E ainda fazes propaganda disto

  ...
 
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    Re: Adoro tudo isto! parte dois    Ver comentário
lord byron (seguir utilizador), 2 pontos , 17:57 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
    Re: Adoro tudo isto! parte dois    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 22:55 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
    Re: Adoro tudo isto!    Ver comentário
Utente (seguir utilizador), 1 ponto , 18:30 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
Alguém há-de pagar
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 9:39 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
Depois das falências e dos salvamentos de entidades financeiras e económicas para evitar o descalabro geral, onde os estados desempenharam o principal papel protector, já se iniciou a próxima fase da crise que é a falência dos próprios estados.
O que o FMI propõe para Portugal assume que os portugueses querem manter um estado 'independente'. Veremos se os portugueses estão dispostos a fazer sacrifícios para manterem o seu estado-nação ou se não se importam de o perder para continuarem na senda do 'alguém há-de pagar'.
 
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    Re: Alguém há-de pagar    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 22:53 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
Nada de novo!!!!
costinha79 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:06 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
Os números apresentados não acrescentam nada de novo ao que os economistas mais informados já tinham avançado!!!

O futuro da nossa economia não augura nada de bom!!!!

Acho estranho todos estes dados terem passado ao lado nas eleições legislativas!!! As escutas e a asfixia democrática é que são importantes para o nosso futuro!!!!

- A dívida pública a passar de 55% em 2002 para 77% em 2009 !!!!
- Empresas públicas mal geridas e despesistas;
- A dívida externa portuguesa a roçar os 100%;
- O desemprego a chegar aos dois dígitos;
- A economia com um crescimento médio na última década de 0,2%;
- Facilitismo gritante na formação dos nossos jovens nas escolas;
- Uma justiça lenta e burocrática ajustável a habilidosos e à esperteza saloia;
- etc...

Será que o motivo deste Estado despesistas e irresponsável é da crise!!!! A crise tem as costas largas!!!!

Importante agora é discutir o casamento dos homossexuais!!! (sem qualquer sentido depreciativo!)

- Andam todos a brincar com isto!!!!!!!

- Reformas precisam-se urgentemente (justiça, educação, saúde, fiscal etc...)!!!!

Triste Fado será o Nosso se tudo andar na mesma!!!!
 
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    Re: Nada de novo!!!!    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 22:59 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
Não esquecer o ouro...
vasil (seguir utilizador), 1 ponto , 14:30 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
O Banco de Portugal (de Vitor Constâncio), nos últimos dez anos trocou 1/3 (um terço) das reservas de ouro de Portugal (do país), por dolares... É incrivel! Brada aos céus!

Para quê dizer mais!

 
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    Re: Não esquecer o ouro...    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 23:03 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
Caro Nicolau Santos,
aquitoueu (seguir utilizador), 1 ponto , 14:31 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
Bem pode gritar, bem alto, que vem aí o apocalipse, que eu acho que ninguém lhe vai ligar nenhuma!

De facto os números não enganam e não é preciso entender muito de economia para perceber que isto, mais cedo ou mais tarde, tem que mudar, se não for a bem é a mal.
Só que estes números não são propriamente novos; esta situação prenuncia-se já há bastante tempo e pergunta-se: Quem parece preocupado com isto?
O partido do governo (seja ele qual for) parece-me sempre mais preocupado em colocar os amigos todos nos lugares de decisão das empresas públicas e semi-públicas, para assim sacarem o mais que puderem, antes que isto rebente.
Por outro lado, ouço cada vez mais pessoas a dizerem que foram ou vão para o estrangeiro, ou estão a preparar as coisas para quando for necessário irem.
Portanto, eu acho que quem o poderia ouvir já sabe bem qual é a situação e aguardam apenas pelo melhor momento para abandonar o navio.
 
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    Re: Caro Nicolau Santos,    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 23:06 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
Depois da desbunda...
ameijoafresca (seguir utilizador), 1 ponto , 16:15 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
A economia acorrentada
a valores degradantes,
é a herança assentada
destes anos trucidantes.

O muro da ignorância
parece interminável,
com tanta exuberância
viciosa e abominável!

O esforço exibicionista,
inócuo e inexpressivo,
é um sinal oportunista
de um logro ostensivo.

Estes anos de fantasia
na leitura da realidade
têm elevado a hipocrisia
à mais pura imbecilidade.
 
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    Re: Depois da desbunda...    Ver comentário
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 23:10 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
Quero trocar euros por escudo e não ao contrario
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 22:41 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
Quando a Alemanha se reunificou, a parte leste ficou de dia para a noite com uma moeda e salários iguais a parte Ocidental. Os economistas dizem hoje que moeda local devia ter ficado valendo 40% menos que o marco alemão.

Como isso não aconteceu e como os produtos fabricados na EX- RDA não eram competitivos com uma moeda tão forte.

O resultado?...Foi o encerramento de fabricas e emprego em massa que depois de 20 anos tudo continua uma meia Alemanha parada. Desemprego em massa e fabricas praticamente todos encerradas.

Em Portugal foi o mesmo trocar o escudo pelo euro foi uma catástrofe de morte industrial. Tudo encerra por causa do euro. Uma moeda que não se adaptou a economia europeia.

Já não é possível os estados pagarem os seus gigantescos difíceis.

É imprimir dinheiro até ao colapso total como esta acontecendo com os estados unidos, que trocam papel em nota por mercadorias. mas qual é o valor real desse papel o dólar? Vale menos que o custo do seu fabrico.

A Europa cada vez mais pobre até a sua separação total como estava há mais de 50 anos.

€uro coveiro.

Saudoso escudo do imperio lusitano volta para tras, saudades do futuro em €uros é de loucos.
 
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Como Vai a Consciência?
Zé do Cachené (seguir utilizador), 1 ponto , 0:36 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
Nicolau descobriu finalmente que a realidade existe.

Da economia lírica e poética passou para a crueza das estatísticas, infelizmente desagradáveis.

Mas estas coisas não eram conhecidas há muito? Só agora, quando a enxurrada já está em cima de nós, é que se lembra que o dilúvio vem aí?

Ainda por cima, temos neste momento os líderes políticos menos aconselháveis para encetarem um caminho corrector da via da desgraça.

E não terá sido o Nicolau conivente, por líricas e omissões, com o estabelecimento desta estapafúrdia?
 
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Dream Lisabon dream.
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 0:51 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
Seixal 2015.

Até la.

Lisboa 2009.

ora vejam

http://www.faz.net/s/RubA... CE82~ATpl~Ecommon~SMed.html#0BBB5457AB154E55A4BA4597E5B26796
 
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    Re: Dream Lisabon dream.    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 1:16 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
Replay
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 0:57 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
Outra vez

http://www.faz.net/s/RubA... CE82~ATpl~Ecommon~SMed.html#0BBB5457AB154E55A4BA4597E5B26796

.
 
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Sorry
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 1:00 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
Não da, a caixa não aceita todo o link.

Sorry a todos.
 
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Basta o mês que vem....
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 1:12 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
ser melhor que o seu homologo do ano passado e "Há esperança...".
Não se preocupe melhores meses virão...
 
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