No dia 29 de Setembro, os Estados Unidos rejeitaram o relatório das Nações Unidas que acusava Israel de ter cometido crimes de guerra sobre Gaza.
Apesar dos inúmeros casos apontados pela Human Rights Watch como crimes contra a Humanidade e violação dos Direitos Humanos nesse mesmo contexto, o Presidente Barack Obama foi fazendo "orelhas moucas" a vários apelos de diversas ONG's, e preferiu atender às preocupações de Israel sobre o Irão e as suas armas nucleares.
A incoerência e as incongruências de Obama, face não só a Israel - um dos mais potentes estados armados de armas nucleares e que se estão "nas tintas" para as vozes mais audazes e corajosas das Nações Unidas- mas também face a outros poderes como a Alemanha, Inglaterra, India ou China, não impediu que um júri de prestígio internacional lhe atribuisse o Nobel da Paz.
Mas que Paz é que Obama já conseguiu antecipar no Médio-Oriente, por exemplo? Obama sabe e reconhece que esse é um dos pólos prioritários da sua administração, de onde crescem todos os dias os maiores ódios e se alimenta a propaganda religiosa terrorrista.
Provavelmente, o Prémio quer antecipar o que Obama ainda não fez e de forma justa e imparcial. Mas "Can he?". De outro modo, um novo tribalismo emergirá numa modernidade que vai ter sempre dificuldade em, como lembrava Mia Couto, os pretos terem dificuldade em aceitar a negritude de Barack Hussein, e de os brancos nunca olharem para ele como branco.
Nesse tribalismo, a identidade que irá sobressair de Obama chamar-se-á iniquidade da minoria rica, famosa e poderosa, que perpetua um novo colonialismo, com outras cores.
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*A Salaam significa paz