O resultado do referendo feito na irlanda de modo a que o tratado de lisboa pudesse ali ser ratificado é, de facto, um arrombo forte nas instituições europeias. Penso também que é uma lição que os políticos europeus devem aprender de uma vez por todas. Estudo Direito e por isso tenho alguma informação sobre o Tratado, não foi através de esclarecimento público que a consegui.
Os políticos devem aprender, de uma vez por todas que as campanhas têm que ser transparentes e realmente esclarecedoras! O povo irlandês votou "não" devido à sua ignorância em relação ao documento. Não os podemos censurar... afinal de contas o nosso tratado foi ratificado por via parlamentar, porque se nos encontrasse-mos na mesma situação talvez a nossa resposta tivesse sido a mesma.
O Tratado, precisamente por ser importante, deve ser divulgado com clareza. Talvez assim o "não" de hoje possa ser o "sim" de amanhã.
Quanto a mim a solução é simples. Não gostam, vão-se embora. O resto da Europa não pode ficar refém duma questão politica mal conduzida. Só os defensores do "quanto pior, melhor" é que se regozijam com estes incidentes de percurso. Para os Irlandeses defensores do não, esta foi uma "vitória pírrica", só não tendo consequências maiores porque a Europa, por força duma "estratégia de unidade" é muito benevolente com os "desalinhamentos" políticos. Cá em Portugal, não tenho dúvidas, se a tese do referendo fosse por diante, como era desejo dos PCs, Bloquistas e CDS/PP (PP de Paulo Portas), todas as mesquinhices internas seriam discutidas (como a licenciatura, ou não licenciatura de Sócrates, ou como o episódio do cigarro, ou ainda a "raça" do Presidente), enquanto a essência do tratado seria ignorada. E o Povo, se pouco conhece do tratado, continuaria na mesma a desconhecê-lo, mas os do "contra" ficariam muito felizes e contentes por terem tempo de antena para "deitar a baixo" o Governo e a Europa.
Pelos comentarios do Pr, Primeiro-ministro e lider da oposicao (sera que e mesmo oposicao???), os povos europeus nao estao politizados suficientemente para votar em referendos. Possivelmente a solucao sera nomear um colegio eleitoral para nomear o PR, o primeiro-ministro e lider da oposicao (a Snr. estara ainda em Londres???) e estes os autarcas respectivos etc.. etc... Tenho a impressao que Salazar comparado com esta mafia que nos (des)governa era mesmo um grande democrata.
Para uns uma federação de estados com um presidente e um ministro dos negócios estrangeiros, um exército comum e moeda única, mais um parlamento e tribunal para condenar quem dos 28 se portar mal… (28 com a Turquia como previsto).
Para a maioria silenciosa (sem direito a referendos…) a Europa é um continente!
Não é uma nação com o tal povo europeu!? Que não existe!
O argumento que precisamos da tal Europa Federal não é válido… ninguém com o mínimo de honestidade intelectual acredita;
- "Para que não haja mais guerras entre europeus" era um bom estratagema francês no momento… fim da 2ª guerra!
- " Parra que não sejamos varridos pelos chineses" mais um francês a tentar enganar o povinho… com ou sem UE já estamos achinesados até dizer chega!
- "Para resolvermos os problemas dos cidadãos europeus" não se vê nada… acreditaria si visse um salário mínimo europeu…
- "O que é bom para nós é bom para vós" mais uma do ex PR francês… NUNCA SERÁ ASSIM!
É uma perca de tempo contradizer a UE e sua Máfia de fanáticos fiéis defensores.
Desejo que a Turquia adira rapidamente à UE… e que o petróleo acabe dentro de 25 ou 12 anos segundo estimativas honestas.
Esta semana o hino nacional Nazi alemão foi difundido em legendas para surdos na TV suíça, no Portugal Alemanha de ontem,
só quem é surdo à propaganda da UE pode compreender o que se está a passar; O FIM DAS NAÇÕES EUROPEIAS e o surgimento de um sinistro "império europeu" em que os povos já não têm direito de ser consultados em matéria de economia segurança e independência das suas respectivas nações!
Dunca (seguir utilizador), 0 pontos (Despropositado), 12:09 | Sábado, 14 de junho de 2008
Pois é ... Em Portugal os políticos foram muito mais espertos... Não se arriscaram a perguntar ... Decidiram a porta fechada. Não perguntaram.
Agora ... Fica fica sempre a pergunta:
Quantos mais países respoderiam não? Para que correr riscos como na Irlanda?
Que lição... De DEMOCRACIA...
Senhores de ABRIL !!! É na Irlanda, pelo menos parece que é, onde o POVO mais ordena ... E aconteceu certa vez... Certa vez em GRÂNDULA, vila morena... Pelo menos na música...
referendos em cada um dos países que faltam, e referendos nos que nunca foram ouvidos. Quam mandou colocar a construção mais sofisticada do Iluminismo -- a Europa -- na mão de borra-botas como Sócrates e Barroso?
E viva a Irlanda!...
Quer ou não que o seu país continue a ser membro da U.E.?
Seria aí que se veria quem são os "corajosos".
Mas é engraçado ver os "esquerdistas" nacionais a ficarem contentes com o resultado de um referendo que foi obtido enganando as pessoas e fazendo-as crer que se votassem SIM teriam a liberalização do aborto, os casamentos "gay" e outras trapalhadas que, mesmo não tendo nada a ver com o Tratado, são efectivamente defendidas por essas pessoas que ficaram contentes com o NÃO; então, em que ficamos?
O perigo dos referendos, que ficou mais uma vez demonstrado, é que as pessoas raramente respondem ao que lhes foi perguntado, mas antes aproveitam para votos de protesto em relação a outras coisas.