A primeira vez que li o teu post - ontem, no telemóvel, enquanto voltava a casa - achei que não tinhas percebido o meu ponto.
Numa segunda leitura percebi que o tinhas percebido e negado da seguinte forma: "como se um jornal tivesse as mesmas regras de ética ou, mais leve, educação que um indivíduo".
Fortíssimo argumento, o negação da aplicabilidade de básicos padrões éticos à comunicação social. Mas agora diz-me: se eu, que já te ouvi dizer mal de terceiros em conversas privadas, viesse para aqui - isto é um blog de um jornal, não é? - revelar o conteúdo dessas conversas, linkando as ditas pessoas e pedindo-lhes reacções sobre as tuas privadas apreciações, isso não te irritava mais do que o "idealismo no que respeita à comunicação social"?
Defeito meu, seguramente, mas continuo a achar que "não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti" é uma boa regra de conduta para qualquer pessoa, incluindo comunicadores sociais. E sinceramente, acho que tanto merece beneficiar dela um primeiro-ministro - mesmo socialista - a dias de perder eleições como um estudante de economia que escreve em blogs. Escusas de agradecer.