13/02/2012 atualizado às 16:48
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O liberalismo meia de leite do consenso do Espírito Santo

De tudo o que Paulo Rangel disse no Congresso do PSD, não houve nada com o qual concordasse ou discordasse. Já Passos Coelho parece ser um liberal sem rodriguinhos. Discordo de quase tudo. Bom sinal, suponho.  

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
9:00 Segunda feira, 15 de março de 2010

Já me acusaram por aí (isto de fazer comentário público tem sempre os seus momentos estranhos) de ser, veja-se bem, simpatizante de Pedro Passos Coelho. Para atalhar: é difícil recordar-me de uma única coisa relevante em que possa dizer que não discorde frontalmente do rapaz. Tirando uma: as empresas não podem continuar de mão estendida para o Estado.

Mas os discursos na madrugada de sábado para domingo confirmaram uma coisa: Paulo Rangel, seguramente mais centrista e mais próximo de um suposto (e falso) consenso nacional em torno do papel social do Estado, representa o centrão. Não é um centrão ideológico, coisa que pura e simplesmente não existe - o centro é um não-lugar político. Mas o centrão que faz com que mudem os partidos e os líderes que estão no poder e tudo fique, mais coisa menos coisa, na mesma. Aquilo a que poderíamos chamar, por facilidade, e com direito a várias leituras, de "Consenso do Espírito Santo".

Este consenso é aquele que é imposto por uma burguesia nacional dependente do Estado para garantir os seus negócios, o seu crescimento sem inovação e uma protecção permanente face a todos os riscos e a todos os passos que seriam fundamentais para o nosso desenvolvimento. Nada distinguiu de fundamental, do ponto de vistas das grandes escolhas, Sócrates de Durão, Durão de Guterres, Guterres de Cavaco, Cavaco de Soares.

Houve diferentes níveis de sensibilidade social? Claro que sim. Sobretudo podemos dizer que ela foi mais presente quando, distribuído o dinheiro pelos do costume, ainda sobrava algum para os portugueses menos afortunados. Foram os casos de Guterres e de Cavaco, o homem que criou o Rendimento Mínimo e o homem que aumentou substancialmente as pensões. Mas também os dois recordistas em privatizações. Tirando os suplementos sociais que os tempos de vacas gordas permitiram, a estratégia económica foi no fundamental sempre a mesma: a que a cada momento protegia as quatro ou cinco pessoas que realmente mandam neste país. A que defendeu um capitalismo parasitário do nosso Estado.

Passos Coelho, pelo menos a julgar por o que vai dizendo ele e vão dizendo os seus apoiantes, representaria a primeira liderança descentrada deste consenso. Está claramente posicionada à direita, naquilo em que ser de direita ou de esquerda realmente conta hoje. E esta clarificação ideológica do PSD - um partido sem paralelo europeu na sua hibridez política, que retrata bem a fragilidade da burguesia nacional que o apoia - obrigará a esquerda a clarificar-se.

Sim, é verdade que preferia ver um homem como Passos Coelho a liderar a direita portuguesa. Porque acredito que os confrontos devem ser claros. Porque simpatizo com ele? Pelo contrário. Basta ouvir o que ele disse ontem sobre esse absurdo que é as pessoas comprarem prendas no Natal e quererem ter férias para imaginar o que acho das opiniões desta figura. Apenas porque consigo combater aqueles de quem discordo. Mas sou incapaz de discordar de quem nunca diz ao que vem. E a verdade e que tirando os elogios a Cavaco Silva e os sonhos delirantes de maioria absoluta, não me lembro que Paulo Rangel tenha dito ontem nada de que eu discorde ou com o qual possa realmente concordar. Não é bom sinal, pois não?

Não se trata de "quanto pior melhor". Até porque pior do que isto é difícil. Trata-se de abandonar esta rotatividade em que muda tudo menos o que conta. E obrigar os socialistas a escolherem um campo. Trata-se de romper com o "Consenso do Espírito Santo". Acredito que Passos Coelho, no Governo, o faria? Claro que não. Nem duraria um dia no poder se o fizesse. E mesmo a burguesia mais robusta, como a norte-americana, não dispensa o dinheiro dos impostos de quem trabalha quando a coisa aperta. Mas o que está dito está dito. E pelo menos Passos Coelho não poderá continuar a mascarar este consenso com uma "social-democracia" imaginada.

Na realidade, José Sócrates e Paulo Rangel representam o "liberalismo meia de leite". Uma parte é forte. Está reservada para os trabalhadores e para os mais pobres, com o abandono gradual de qualquer ideia de serviço público e funções sociais. A outra é suave, para os grandes empresários, com uma almofada sempre pronta para aparar todas as quedas. Uns estão protegidos. Os restantes expostos. No fim, a coisa parece equilibrada e chamam-lhe, veja-se bem, social-democracia e socialismo.

"Não somos um partido do Estado, não somo um partido do mercado", disse Paulo Rangel. Pois não: são do Estado para uns, do mercado para todos os outros. Para isso, venha um liberal a sério. Um "partido do mercado" sem rodriguinhos. Para que as coisas fiquem claras e se discutam finalmente caminhos alternativos. Para que a política regresse à política.

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Marcelo,o comentador de serviço.
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 10:00 | Segunda feira, 15 de março de 2010
O que safa o PSD é ser maioritário no Poder Local,nas Autarquias.
Este Congresso do PSD mostrou a fragilidade dos candidatos a um cargo, já ocupado na História do PSD por personalidades que marcaram a trajectória do País e galvanizaram a sociedade Portuguesa em periodos cruciais da sua História.
Mas o que é facto é que foram estes que se apresentaram e tem que ser respeitados também por isso.
O País tem problemas graves,com o desemprego á cabeça.
Os intelectuais tem por obrigação começar a explicar como é que se faz a ligação da teoria á prática´e os comentadores,sobretudo os que integram partidos ,não podem ficar de fora.
Não se compreende,por ex.que Marcelo Rebelo de Sousa vá ao Congresso e lá se comporte como comentador de televisão,caindo até no ridículo de apreciar os discursos de Rangel e Passos,sublinhando que eles teriam ouvido e seguido,os seus conselhos.
Marcelo, um dia, terá de optar:quer morrer como comentador ou quer voltar á politica activa?Mas esse é um problema dele e o PSD não deve ficar,sentado , eternamente á espera da sua decisão.

 
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O liberalismo meia de leite
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:25 | Segunda feira, 15 de março de 2010
Por enquanto a procissão ainda não saíu da Igreja, porque mal chegue ao Adro adivinha-se porrada que ferve. Aliás penso que todos sabem disso, mas ninguém o quer assumir. Todos defendem a Democracia, mas é preciso que ela defenda as suas ideias, caso contrário passa a asfixia. Pelo que já deixaram transparecer e não é preciso ser buxo para adivinhar, que o veneno já está a ser colocado para matar os coelhos todos da quinta, para os impedir de chegar à toca. Aliás a rede já tinha sido colocada quando não foram convidados para deputados. Não sei como se pode ser Líder fora dela. Acabam de informar que Coelho só no prato cozido, frito ou assado. Penso que desta vez lhe vai saír o tiro pela culatra porque os militantes na ância de poder vão cometer essa leviandade. Não tarda que apareçam os discursos da má moeda. Apetece-me perguntar quem é o próximo que se segue, isto a julgar pelos tempos mais recentes. Não me admira se dentro de pouco tempo se ouvir que a luta continua o Coelho para a rua. Estou convicto que Coelho pode prometer tudo e mais alguma coisa, porque não lhe vão deixar fazer nada se chegar à toca.
 
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Os bichos na Arca de Portugal...
SIULUX (seguir utilizador), 1 ponto , 10:27 | Segunda feira, 15 de março de 2010
Não partilho a visão política do Daniel Oliveira, mas concordo com a sua análise fria e inequívoca de Passos Coelho e Rangel. Prefiro de longe um adversário leal aos seus ideais e frontal nos seus combates, que um falso amigo e um aliado de circunstância ou um forjador de consensos ocos e pazes podres.
Portugal não pode continuar a seguir e a eleger aldrabões de feira, cataventos furados e pseudos " idealistas ", " revolucionários de papel ou apparatchiks deslumbrados e muito menos " hermafroditas " políticos.
Nunca ninguém é eternamente senhor da razão e da verdade, mesmo em política, porque a vida, como o destino dos povos, é imprevisível: mitos e dogmas são ditaduras falaciosas e sofismas que roubam ao espírito o descernimento e entorpecem o coeficiente humano do coração. É que ninguém nasce ditador, mas faz-se, ao deixar-se corromper pelo Poder. Há 36 que Portugal é iludido e enganado por animais políticos deslumbrados, sem o menor pingo de vergonha e de carácter, verdadeiros fanfarrões , incapazes de reconhecer e de respeitar o valor e aproveitar o lado bom dos outros.
Portugal encontra-se pior que no dia 24 de Abril de 1974, porque tudo somado a pseudo Liberdade que a Democracia nos deu, roubou-nos a Dignidade Nacional e perverteu os Valores que diferenciam os que diferenciam os animais deste planeta. A irracionalidade tomou conta dos nossos timoneiros. Não sei se Arca foi feita para salvar os animais se para livrar os Noés poltícos deste país do dilúvio
 
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Hibridezes
Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 10:56 | Segunda feira, 15 de março de 2010
O PSD é "um partido sem paralelo Europeu, na sua hibridez política"; já o Bloco de Esquerda é uma amalgama inconcebível de idologias políticas, em qualquer parte do Mundo.
 
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Arre macho!
porradonovosite (seguir utilizador), 1 ponto , 11:07 | Segunda feira, 15 de março de 2010
Três urras para um artigo que, se poderia beneficiar de uma passagemzita no revisor de texto, está muito bem escrito e claro. Aqueles bolds quase que suplicam que o leitor puxe pela cabeça. Como eu compreendo e seu desespero, Daniel.

Heinkel! Não desvie a conversa... um partido que questiona o direito às férias e ao subsídio de Natal e se diz social-democrata... Boa onda!
 
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Ingerência interna.
aaaa (seguir utilizador), 1 ponto , 11:13 | Segunda feira, 15 de março de 2010
Daniel Oliveira defenda as suas cores e ataque os outros partidos e políticas partidárias.

Atacar ou defender pessoas de partidos é ingerência para não lhe chamar um nome mais feio.
 
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    Re: Ingerência interna.    Ver comentário
porradonovosite (seguir utilizador), 1 ponto , 16:52 | Segunda feira, 15 de março de 2010
    Re: Ingerência interna.    Ver comentário
aaaa (seguir utilizador), 1 ponto , 17:57 | Segunda feira, 15 de março de 2010
    Re: Ingerência interna.    Ver comentário
antespelocontrario (seguir utilizador), 1 ponto , 10:07 | Terça feira, 16 de março de 2010
O que é o PSD?
AvôMetralha (seguir utilizador), 1 ponto , 11:38 | Segunda feira, 15 de março de 2010
A social-democracia é um conceito simples. Trata-se de uma corrente política que afirma os valores da solidariedade e da igualdade social e propugna uma vida colectiva donde desapareçam os privilégios e as formas de opressão e de exploração geradas ou agravadas pelo capitalismo. Corrente essa que se pretende democrática porque reconhece o primado da liberdade política e da vontade popular expressa em sufrágio. Os verdadeiros sociais-democratas criticam as deficiências e os excessos do liberalismo económico e consideram injusta e desumana uma ordem social assente na propriedade, no lucro e no individualismo egoísta. Fiéis, porém, ao liberalismo político, sustentam que a ordem capitalista pode ser corrigida pela consciência de classe dos trabalhadores, pela acção sindical, pelo cooperativismo e mediante reformas progressivas da empresa, da fiscalidade, do ensino, da economia, etc, operadas por via legislativa e executiva.
Basicamente, assim, os partidos sociais-democratas são partidos de esquerda (socialistas) que, no entanto, só aceitam mudanças feitas no respeito das regras constitucionais e que acreditam na alternância democrática. São uns socialistas "light".
O PSD português não tem absolutamente nada a ver com a social-democracia. É um aglomerado de liberais, conservadores e populistas que acham (nos casos mais radicais de ignorância) que a social-democracia é de direita. É por isso que é tão difícil discutir ideias dentro desse ninho de oportunistas. São ignaros demais.
 
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O que é o PSD (2)?
AvôMetralha (seguir utilizador), 1 ponto , 11:46 | Segunda feira, 15 de março de 2010
Isso explica porque é que os psd`s preferem discutir pessoas e são auto-fágicos. Também explica, em boa medida, o fascínio de indivíduos de esquerda, mormente das suas vertentes mais radicais, pelo partido que roubou o nome de uma das mais importantes correntes políticas da História contemporânea e os impediu de a reivindicar para si. Aqui o nosso Daniel Oliveira e mais meia-dúzia de bloquistas, se calhar, são mais sociais-democratas que o Passos Coelho, o Rangel e o Aguiar Branco todos juntos.
O PSD é o maior equívoco da nossa patética democracia. E se o PS também meteu o socialismo na gaveta e o CDS se reivindicava "rigorosamente ao centro", temos essa singularidade, única num país civilizado, de não termos um único grande partido de direita (apesar do PP e do Paulo Portas, que teve o mérito de tirar o CDS do centro) e de não termos um único grande partido de esquerda. Em lugar disso temos dois grandes partidos ideológicamente inqualificáveis cuja únca matriz e finalidade é a conquista do poder e das instituições. Uma perfeita e absurda treta.
Cumprimentos
 
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Daniel, o incómodo
anticorporativo (seguir utilizador), 1 ponto , 12:15 | Segunda feira, 15 de março de 2010
O PSD tem medo de dizer para o que vem.
Ou seja, tirar regalias sociais ao país e aos pobres e estender tapete vermelho ao grandes capitalistas.
Choram lágrimas de crocodilo pelos desempregados e dizem que o problema é da crise.
Ora, só um atrasado mental é que culpa a crise pelo Desemprego.
O que assistimos é que essa tal crise no lugar onde vivo, chama-se ganância, ou lucro fácil.
É um fenómeno, que não se restringe apenas ao Entroncamento, mas ao País inteiro e onde estão tugas e afins.
Consiste na escravidão e na precariedade de emprego e de colocar o pessoal na rua num abrir e fechar de olhos, independentemente da sua competência ou produtividade.
É vulnerável a serviçais com fome de poder e outras espécies de fracos hábitos de Higiene.

cumps
 
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Danielzinho,
SoundsandNews (seguir utilizador), 1 ponto , 12:35 | Segunda feira, 15 de março de 2010
Querias o Louçã e a tua trupe a merdrar ainda mais os destinos de PT ?!

Olha eu que não tenho partido, não mamo do sistema, prefiro o Rangel, o Passos ou o A Branco a roubarem, que o BE a "governar" !
 
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    ENVERGONHE-SE    Ver comentário
Pretoriano (seguir utilizador), 1 ponto , 18:43 | Segunda feira, 15 de março de 2010
    Re: ENVERGONHE-SE    Ver comentário
SoundsandNews (seguir utilizador), 1 ponto , 13:59 | Quinta feira, 18 de março de 2010
    Re: ENVERGONHE-SE    Ver comentário
SoundsandNews (seguir utilizador), 1 ponto , 18:38 | Quinta feira, 18 de março de 2010
O liberalismo meia de leite do consenso do E.S.
naif (seguir utilizador), 1 ponto , 12:58 | Segunda feira, 15 de março de 2010
Cuidado Daniel de Oliveira que meia de leite é impróprio para beber:
Dá muita azia!
Segundo os últimos estudos da O.M.S.
 
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P.P.Coelho: Duas ou três ideias, mas soube a pouco
ricardofski (seguir utilizador), 1 ponto , 13:09 | Segunda feira, 15 de março de 2010
A clarificação no PSD é algo de absolutamente permente. Importa relembrar que o estado de grande descrédito a que chegou o partido se deve essencialmente à lamentável ausência de ideais estruturadas, ou melhor, de uma alternativa estruturada para cada sector da governação, algo que se traduziu numa oposição rasteira muito fraca e puramente reaccionária.
Quanto ao discurso de Paulo Rangel, trata-se de um sofisma, na sua acepção mais antiga: enverga uma forma excelente e rica em figuras de estilo convidativas, mas é uma total nulidade do ponto de vista do conteúdo político. É a demonstração cabal da falta de coragem política de Paulo Rangel. Com nada se compromete. É lamentável constatar que tenha tantos apoios, como por exemplo José Luís Arnault. Este, quando perguntado sobre o porquê do apoio a Paulo Rangel, respondeu de forma ludibdriada, mas igualmente vazia.
Como bem afirma o Daniel Oliveira, Pedro Passos Coelho foi, dos três candidatos à liderança do PSD, o único que se atreveu a entrar nalgum detalhe daquilo que é a sua visão política para o partido e para o país; teve essa coragem, muito embora esta seja apenas relativa à atitude dos outros candidatos, já que muito mais se espera do principal líder da oposição e eventual primeiro-ministro. Muitos mais esperava e espero ouvir de Pedro Passos Coelho mas, a bem do partido e de uma alternativa que enriqueça e melhore a qualidade do debate político em Portugal, espero que seja eleito presidente do PSD.
 
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Henrique Mponteiro, mostre-se.
stiffo (seguir utilizador), 1 ponto , 13:16 | Segunda feira, 15 de março de 2010
este Daniel de Oliveira e' um dos poucos jornalistas desta casa a evitar que o expresso desca ao nivel do correio da manha. embora me pareca que estao a remar contra a mare'.

depois do empenho mostrado durante a tenaz campanha contra o primeiro ministro, e' de extrema importancia que o director deste jornal comente o congresso do partido que se apresenta como alternativa ao homem que ele tao cegamente combateu.

Sr Henrique Monteiro nao se esconda, polir a imagem tem que ficar para depois. Suponho que esta envergonhado com o desempenho de quem tanto tentou ajudar.

Paciencia. Mas mostre-se.
 
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Sei que até um boy da junta o percebe mas eu não..
Alvares_Almeida (seguir utilizador), 1 ponto , 15:47 | Segunda feira, 15 de março de 2010
O Daniel fala como se nunca tivesse acompanhado a vida política do PSD. A falsa liberalização apregoada pelo PPC é pura demagogia. Ele, os amigos e os grupos de interesse, que o Daniel tão bem conhece, aproveitam-se da frase feita - "Acabar com as empresas de mão estendida" - e o povo diz: Agora sim, afinal a culpa já não é da função pública , mas sim das concessionárias Côr de rosa. Ambs os agumetos são falsos e enquanto pensarmos assim não vamos lá. A culpa é nossa que não conhecemos, nem nos damos ao trabalho de conhecer, quem votamos. Quem é o Eng.º José Sócrates? De onde veio? O que fez? Como fez? Fez bem? A quem deve? E agora quem é o PPC? De onde veio? Quem o amparou? A quem deve? Isso e liberalizar, acabar com serviços da função pública e afins é pura retórica. Cada candidato devia colocar os pontos nos "is" em papel de forma a que se avalie o que pensa e não como veste. Adoraria que as mensagens políticas fossem simples do tipo: vamos dar licenças para a concessão de notários, DGV, emissão de CC, etc... Voce viu que este governo fez um estudo de viabilidade do TGV em 40 paginas que colou no Portal da RAVE que justificava um investimento de 8 mil milhões de euros. Para quem sabe como se faz um estudo é revoltante ver que brincam com o nosso dinheiro e mais grave ainda com a nossa inteligência.
 
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    Re: Sei que até um boy da junta o percebe mas eu n    Ver comentário
Pretoriano (seguir utilizador), 1 ponto , 18:48 | Segunda feira, 15 de março de 2010
Quem ser o mais convincente? 1/2
Anthos (seguir utilizador), 1 ponto , 18:29 | Segunda feira, 15 de março de 2010


Eu sou um tipo alegro mas passo a ser serio defronte a certas coisas.
A política é muito barulhosa e cheia de bombistas.
Foi inventado um partido, o PSD que não tem futuro totalmente já que a sua conotação e a sua natureza são claramente híbridas.
Além parece-me que a burguesia nacional dependente do estado não tem alguma intenção de largar o osso continuando a gostar dos privilégios adquiridos e intocáveis.
Desta maneira não vamos longe porque a sociedade sofre de um bloco, não pode andar para atrás.
Há alguns frequentadores deste Fórum dispostos a responder a esta pergunta minha?
"Porque os presidentes dos governos e os chefes dos estados no mundo inteiro são extra ricos?". Eles são os números 1 nas classificas mundiais.
O que os leva a entrar na política abrindo caminho ferozmente com unhas e dentes?
Eu queria focar nas coisas vistas objetivamente sem fantasiar nada de excecional porque tudo é simples e claro.
o dia-a-dia é duro: as fábricas encerram por falirem e os trabalhadores são despedidos por falta de encomendas.
Então os políticos estão lá, não conhecem a crise que investe todos os países.

Continua
 
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    Re: Quem ser o mais convincente? 2/2    Ver comentário
Anthos (seguir utilizador), 1 ponto , 18:33 | Segunda feira, 15 de março de 2010
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