13/02/2012 atualizado às 1:11
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O histórico e o regenerador

As presidenciais começaram a desenhar-se no horizonte. Os dois candidatos naturais podem travar um debate elevado sobre o que separa esquerda e direita.

(www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 20 de janeiro de 2010

Os nomes são enganadores e os protagonistas actuais nada têm a ver com o duque de Loulé ou com Joaquim António de Aguiar. No entanto, os nomes de dois dos partidos do rotativismo do final do séc. XIX português poderiam bem caracterizar a essência dos dois candidatos previsíveis às presidenciais de Janeiro de 2011.

Cavaco e Alegre não podem ter personalidades mais diferentes. Onde um tem interesse e cuidado na economia, tem o outro na cultura. Onde um é prudente e reservado, o outro é expansivo, emotivo, capaz de, como ele próprio disse ao Expresso na semana passada, "de um acto heróico ou louco". Onde um revela certas dificuldades na expressão oral, o outro é um tribuno de voz tonitruante. Onde um fez da política um instrumento racional para tentar mudar o país, que dominou durante 10 anos de poder executivo, o outro faz da política um sonho, uma utopia e um desígnio que o fez andar pelo exílio. Onde um tem cultura de poder, tem o outro cultura de contrapoder.

Mas ambos são conservadoramente sérios e patrioticamente portugueses, por vezes em excesso neste mundo cosmopolita. Têm, ainda assim, esse chão comum onde se encontram e de onde podem partir para um debate elevado sobre que país devemos ser, que democracia devemos ter, que sistema devemos adoptar.

Um debate longe das pequenas intrigas da politiquice que dominaram dos últimos anos.

Como dizia Eleanor Roosevelt, "grandes mentes discutem ideias, mentes médias discutem acontecimentos e pequenas mentes discutem pessoas". Esperemos que a discussão seja própria de grandes mentes.

A tragédia


Seja através da Cruz Vermelha, da AMI, da Caritas ou de qualquer outra ONG idónea (ver como no site da SIC Esperança), é absolutamente imperioso ajudar a população do Haiti.

Da nossa parte, cabe-nos recordar essa obrigação moral àqueles nossos leitores que têm essa disponibilidade, porque a dimensão da tragédia fala por si, não havendo sequer palavras que a possam descrever.

O 'nosso' terrorismo


É extraordinário como, tantos anos e tantos crimes depois, ainda há na sociedade portuguesa quem se mobilize para proteger terroristas da ETA detidos no nosso país. A ETA, longe de ser um movimento 'nacionalista', é um bando dedicado à extorsão e assassínio.

Se Portugal hesitasse no seu apoio a Madrid nesta questão seria vergonhoso.

Texto publicado na edição do Expresso de 16 de Janeiro de 2010

Palavras-chave  opinião
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O histórico e o regenerador
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:49 | Quarta feira, 20 de janeiro de 2010
Será que vamos ter nas Presidenciais aquilo que competia às Legislativas. Na verdade o sonho comanda a vida e um dos candidatos não sabe sonhar e muito menos interpretar os mesmos. Se a esperança é a última coisa a morrer, talvez ela faça renascer essa esperança que nos faz mover. Pode ser interessante não só contar espingardas, mas fazer acordar uma esquerda e uma direita para travar um combate a sério, que já não acontece nos últimos tempos mais recentes. Será que desta vez vamos saber para que serve uma esquerda maioritária em Portugal? Será que pela primeira vez a vamos ver unida, esquecendo quesílias que a ela nada servem. Espero que desta vez sirva pelomenos para que a juventude se interesse pela politica.
 
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A História e o Povo
águiadois (seguir utilizador), 1 ponto , 10:08 | Quarta feira, 20 de janeiro de 2010
A História liberta.A regência liquida.O Povo, tem sempre esperança.
 
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o combate político
AntiFar2 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:01 | Quarta feira, 20 de janeiro de 2010
Sobre as presidenciais:
A simpatia por um dos candidatos é patente. Não seria assinalável se não fosse manifestamente capciosa. Detenhamo-nos por exemplo na passagem seguinte: «o outro faz da política um sonho, uma utopia e um desígnio que o fez andar pelo exílio» Não bastando qualificar de sonho e utopia o que Alegre repetidamente chama combate - o combate político - ainda usa a expressão «andar pelo exílio» Para este editorialista, ser exilado, no caso de Manuel Alegre, é assim uma espécie de itinerância recreativa. Outros exemplos podíamos aduzir…
Acresce que a comparação entre as duas figuras políticas não é mais que um mera simulação, uma vez que apenas uma delas anunciou a sua disponibilidade. Deste modo, a equiparação lançada é um hipotético exercício estéril que, em termos reais, tem apenas e só o efeito de anunciar o desejo de alguns sectores - apesar de todos os pesares - que Cavaco Silva se recandidate.
 
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O que fez Manuel Alegre pelo país?
tenisace (seguir utilizador), 1 ponto , 20:02 | Sexta feira, 22 de janeiro de 2010
Sei que este candidato fugiu de Portugal para não ir combater para África,começou a escrever poemas e depois foi secretário de Estado por duas vezes se não estou em erro e foi deputado durante 35 anos!
Pago pelo erário público tanto tempo e o que será que produziu de relevante durante todos esses anos.
Parece que é excelente poeta segundo os seus seguidores,mas será que isso chega para ser Presidente da Républica?Julgo que não.No entanto depois de assistir ao que vai acontecendo no meu país se calhar a ter que irmos para o fundo,talvez um poeta dê jeito.Quem sabe.
 
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