Nos vídeos chineses de promoção dos Jogos Olímpicos, os tibetanos surgem felizes e cúmplices da organização, em solo chinês, do maior evento desportivo à face da Terra. Mas essa imagem do Tibete que a China queria projectar foi ferida de morte pelas notícias de violentas manifestações em Lhasa contra a ocupação chinesa, e que, segundo o governo tibetano no exílio, terão causado cerca de 100 mortos.
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, criticou a "politização" das Olimpíadas e acusou a liderança tibetana de incitamento ao boicote do evento, apontando o Dalai Lama como o cérebro da insurreição. No exílio, em Dharamsala, no norte da Índia, o líder espiritual dos tibetanos afirmo-se disposto a resignar se o seu povo reincidir na via da não-violência.
Pequim está de punho cerrado contra tudo o que possa embaraçar a glória do seu ano olímpico e decretou guerra aos média que reproduzam as ocorrências no Tibete. Um vídeo sobre estes acontecimentos, colocado no "site" do jornal britânico "The Guardian", não está acessível na China. O Expresso revela-lhe os motivos desta censura.
Clique para ver a reportagem do jornal britânico The Guardian