Entre a possível injustiça de duvidar do Primeiro ministro
, e o crime de omissão de cidadania, escolho a primeira
.
Face às notícias dos últimos tempos - e não é necessário ler escutas que repetem o que se dizia nos meios políticos portugueses - ou se encolhem os ombros ou se manifesta o incómodo. Não está, nem pode estar, em causa uma condenação pública ou um tribunal popular. Pelo contrário, o que se deve exigir é que a cidadania se exerça e a fiscalização dos poderes se faça. Manifestarmo-nos é uma homenagem à liberdade. Pedir explicações é maior exercício democrático do que votar.
Obviamente, como o Vasco Barreto, não o demito, nem nada que se pareça.
Peço explicações. Encolher os ombros não é um sinal de acordo, é um testemunho de indiferença. Uma sociedade que não se escandaliza não tem limites.