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O conhecimento tácito das organizações

O PS, com uma base de conhecimento explícito inferior à do PSD, tem promovido a sua criação, o que lhe tem permitido a manutenção do poder.

Luís Todo Bom* (www.expresso.pt)
0:01 Sábado, 26 de dezembro de 2009

De acordo com a aproximação baseada na teoria dos recursos, o objectivo último das organizações competitivas é obter resultados sustentáveis, acima da média, quando comparados com os seus competidores.

A pré-condição para resultados sustentáveis superiores reside num conjunto de recursos, não disponíveis do mesmo modo para todas as organizações e na sua combinação em competências e capacidades.

Estas competências e capacidades devem ser específicas da organização, valiosas para os clientes, insubstituíveis e difíceis de imitar.

Estes "activos não replicáveis" na terminologia de Teece, são, essencialmente, activos de conhecimento e, dentro destes, em especial, o conhecimento tácito das organizações.

O conhecimento tácito das organizações que resulta, fundamentalmente, da combinação e socialização do conhecimento explícito dos seus membros constituindo-se num conhecimento da experiência e da acção colectiva, tem uma importância crucial em todas as organizações, com destaque para as que actuam no âmbito sociológico e comportamental.

Não é, pois, de estranhar a relevância do conhecimento tácito nos partidos políticos e a indispensabilidade da sua conversão em competências e capacidades, para o combate político, que lhes permita atingir o seu objectivo último, ou seja, a conquista do poder.

O conhecimento tácito do meu partido, o PSD, tem diminuído consistentemente nos últimos tempos, o que constitui uma das explicações para o seu afastamento da liderança política do país.

E esse facto não se deve à inexistência de uma base de conhecimento explícito considerável dos seus membros que, felizmente, continua a prevalecer, mas à incapacidade de garantir a sua combinação e a ineficiência da sua socialização.

As duas unidades organizativas que tradicionalmente garantiam esses movimentos - o Gabinete de Estudos e o Instituto Sá Carneiro, estão praticamente inactivos. Com a agravante, no caso deste, de se ter criado a convicção de que este processo de interacção das várias valências do conhecimento podia ser garantido através de uma plataforma digital aberta onde se escrevem alguns artigos de opinião.

A teoria das redes estipula que as redes digitais promovem, quando muito e quando têm qualidade, exclusivamente, o incremento do conhecimento explícito, porque são abertas e porque a interactividade para complementar conhecimentos diferenciados é limitada.

Curiosamente, o PS, com uma base de conhecimento explícito claramente inferior à do PSD, tem promovido de um modo sustentado e com eficiência a criação do conhecimento tácito que lhe tem permitido a conquista e manutenção do poder.

Com a previsível alteração, a curto prazo, da liderança do meu partido, vai ser interessante acompanhar estes movimentos, no futuro próximo, e a sua repercussão na ocupação do poder no nosso país.

*Professor Associado Convidado do ISCTE

Texto publicado na edição do Expresso de 19 de Dezembro de 2009

 

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O conhecimento tácito das organizações
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:54 | Sábado, 26 de dezembro de 2009
Este é um dos grandes males que padece o PSD. Os seus membros continuam a viver do passado e a ver-se ao espelho. Tudo tem mudado e de que maneira até em Portugal, embora seja de uma maneira lenta se o compararmos a outros. No entanto o povo português embora não seja ainda culto na sua maioria, já deixou de ser analfabeto na sua totalidade. As aldeias do Norte base de sustentação do PPD/PSD desapareceram, devido à morte dos mais velhos e ao abandono rumo à cidade dos mais novos. Chegados à cidade mudaram hábitos e valores. Aprenderam novos catecismos e já não vão à missa religiosamente todos os domingos. No entanto o PSD continua a viver dos fantasmas do passado, esperando que o D. Sebastião apareça numa manhã de nevoeiro. Em vez de se renovarem cerram fileiras, para não deixar entrar ar fresco, mesmo que para tal acabem por morrer de asfixia. Já não há duvidas que ou se deitam borda fora os dinossauros e as múmias ou o partido continuará a camainhar alegremente para o precípicio e o Paulo Portas a esfregar as mãos. Continuem a insistir na saudade que alguém lhe cantará o fado dentro em breve.
 
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Previsível alteração a curto prazo!!do seu partido
sara09 (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 21:28 | Sábado, 26 de dezembro de 2009
Analisar o seu artigo requer algum conhecimento de teoria das organizações.
Diz que o PSD continua a ter gente muito qualificada, mas mal aproveitada por falta de organização. (Grande verdade). Ao invés... [na sua opinião] o PS, com inferior base de conhecimento explícito consegue deter o poder.
Ou seja, na sua opinião Portugal é governado por uma pauta de mediocridade, por falta de acção do PSD que nos poderia proporcionar um outro patamar de governação.
Esta é a ideia que pretende transmitir ao leitor...
Parabéns pela coragem de assumir que o PSD é o seu partido... [e agora a minha opinião] O PSD corre o risco de atolar-se num pantanal. E isto não tem só a ver com guerras internas, lutas de liderança, ou ânsia do poder pelo poder.
O que se vê... o que salta "à vista" do cidadão comum , é que o PSD tem uma quantidade de gente maldizente, invejosa, incompetente e mediocre.... que arrasta o partido para um precipício.
 
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    Re: Previsível alteração a curto prazo!!do seu par    Ver comentário
António Da Rocha (seguir utilizador), 2 pontos , 0:40 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
    Re: Previsível alteração a curto prazo!!do seu par    Ver comentário
sara09 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:38 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
    Re: Previsível alteração a curto prazo!!do seu par    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:58 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
    Re: Previsível alteração a curto prazo!!do seu par    Ver comentário
sara09 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:49 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
    Re: Previsível alteração a curto prazo!!do seu par    Ver comentário
PIANINHO (seguir utilizador), 1 ponto , 18:33 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
    Re: Previsível alteração a curto prazo!!do seu par    Ver comentário
sara09 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:54 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
Falam os "JOB FOR THE BOYS" da nossa praça !!
PIANINHO (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 0:28 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
Caro Luís Todo Bom, apesar de "alternar" com um seu correligionário de partido a utilização deste espaço, a imagem de 1ª. página que publicita a Economia Real - O conhecimento tácito das organizações - mostra a foto de Luís Mira Amaral, a omissão, não fica bem no Expresso.
Por sinal, com linha redactorial de clara tendência PSD e neste caso real, também se trata da falta de conhecimento explicito, das personagens do partido, o que é estranho, mas como diz no seu texto baseia-se na teoria dos recursos, neste caso do jornal.

Claro, tudo está interligado, senão vejamos: Os 5 últimos Presidentes do PSD foram MFLeite, LFMenezes, MMendes, PSLopes e D.Barroso, em média 1 líder por ano.

Sociologicamente em que medida suporta a sua teoria da citada superioridade PSD vs. PS, na base destes "activos políticos" que com a sua acção, só degradaram a imagem que os portugueses tem de semelhantes criaturas e concomitantemente do PSD.

Ou explicitamente foram os tão badalados "barões" que ainda hoje continuam a criar o "inferninho" no seio do PSD, que está subjacente na sua crónica ?

Se recuarmos a C. Silva PM, talvez, no seu espírito, tempos de superioridade do PSD nos governos de que o autor Luís T. Bom tomou parte, é costume dizer-se : “Presunção e água benta, cada um toma o que quer”.

De si, pode esperar-se tudo, até ser um dos mais famosos "JOB FOR THE BOYS" da nossa praça, aí sim, à época o PSD evidenciava as suas competências de "conhecimento tácito das organizações".
 
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    Re: Falam os    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:11 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
    Re: Falam os    Ver comentário
PIANINHO (seguir utilizador), 1 ponto , 18:44 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
O conhecimento tácito do meu partido, o PSD...
António Da Rocha (seguir utilizador), 2 pontos , 16:27 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009

Pois é, meu caro Luís ...

O problema está no "conhecimento tácito", o que quer que seja que isso, em concreto, possa querer significar !!!!

" O PS, com uma base de conhecimento explícito inferior à do PSD, diz V. meu caro Luís, .... "tem promovido a sua criação, o que lhe tem permitido a manutenção do poder"!

Imagine só o que não faria o PS se tivesse esse tal "conhecimento tácito" ao nível do seu PSD, como V. parece ter concluído !!!!

Por isso, desde já se pode concluir que o PS é claramente muitíssimo mais eficaz do que o PSD!!!

Diz V., ainda, que " estas competências e capacidades devem ser específicas da organização, ... insubstituíveis e difíceis de imitar" ...

Ora, sendo assim, que razões teria o PS para imitar um PSD com tanta falta de "conhecimento tácito" e com tanta falta de competências e capacidades específicas ?

Respondo eu: nenhumas!

Diz, ainda, de seguida: "O conhecimento tácito das organizações que resulta, fundamentalmente, da combinação e socialização do conhecimento explícito dos seus membros constituindo-se num conhecimento da experiência e da acção colectiva ..."

Sendo assim, parece estar explicado o motivo porque o PSD não sai da cepa torta: não tendo os seus membros o necessário "conhecimento explícito" ... não podem proceder à "sua combinação e socialização", pelo que nunca se poderão constituir num conhecimento da experiência e da acção colectiva!

Poderia ter poupado o latim!

O people já deu conta!

Cumpts

 
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O Partido Popular Portugês
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 23:44 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
O Partido Popular Português começou por ser o PPD de Sá Carneiro. Herdou a maioria da "orfandade" eleitoral criada pelo desaparecimento da União Nacional. Mais tarde, para tentar disputar o espaço político do centro, entretanto conquistado pelo PS, mudou para PSD. Entretanto o CDS que se designava de centro mas só conseguia votos da extrema direita, aproveitou a designação de PP deixada vaga pelo PSD. Em seguida o PSD ainda tentou recuperar o PP com PPD/PSD mas sem êxito. Agora que o chamado "cavaquistão" está em vias extinção devido ao progressivo desaparecimento dos órfãos da UN e ao fracasso do PSD na disputa do espaço político do centro, o PPD-PSD poderá não ter mais hipóteses de voltar ao poder sem ser junto com o CDS-PP num denominador comum chamado PPP ou só PP tal como acontece em Espanha desde há muito tempo.
 
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A PERDA DE PROTAGONISMO DO PSD - 1
a_Razao (seguir utilizador), 1 ponto , 19:37 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
Segundo o que deduzo da análise de LTB, será a falta de conhecimento tácito das diversas organizações, que estará por detrás da sua perda de inflência na sociedade e principalmente na economia; não bem da falta, mas de não conseguir acompanhar o PS, no seu cada vez maior grau deste conhecimento.
Bem; não concordo com esta conclusão do autor. E não concordo, porque creio não ser aí que está o mal, de que padece o Partido Social Democrata, que é de longe, o mais sólido e conhecedor da economia politica praticada em Portugal. O PS, nada é mais, do que um pobre complemento da sociedade social democrata. No PS, há muito menos democracia; muito menos quadros qualificados e, a sua base de apoio, é na população menos instruida politicamente.
É por isso, que o partido rosa, se mais apresta a toda uma gama de falcatruas e atentados á própria democracia, que tanto defende É por isso, que o PS, faz o trabalho sujo, que os PSDs, sabem não dever fazer. É por isso, que estão no PS, os mais demagogos protagonistas, da nossa praça.
A ecónomia portuguesa, no sistema actual, está sempre condenada ao fracasso. Ela baseia-se nos baixos salários e em produção industrial ligeira e, ainda muito mais, nas transações financeiras, que ajudam a ganhar dinheiro a curto prazo, mas que levam o País à miséria a médio e longo prazo. E, o PSD, com grandes economistas especializados na economia de mercado, sabem bem, que assim é. Mas, são portugueses e têm as vistas curtas.
 
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    Re: A PERDA DE PROTAGONISMO DO PSD - 1    Ver comentário
PIANINHO (seguir utilizador), 1 ponto , 23:26 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
    Re: A PERDA DE PROTAGONISMO DO PSD - 1    Ver comentário
a_Razao (seguir utilizador), 1 ponto , 16:03 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
    Re: Ao seu excesso DE PROTAGONISMO intelectual.    Ver comentário
PIANINHO (seguir utilizador), 1 ponto , 17:09 | Quarta feira, 30 de dezembro de 2009
A PERDA DE PROTAGONISMO DO PSD - 2
a_Razao (seguir utilizador), 1 ponto , 20:01 | Terça feira, 29 de dezembro de 2009
A ganância dos nossos empresários, principalmente dos novos; dos que surgiram após a estabilidade do sistema saído do 25 de Novembro, tem entrado em choque com a maior sabedoria dos velhos senhores. Foi desde que os novos do PSD, começaram a fazer-se notar no Partido, que este começou a perder influência. Foram os novos, que começaram a utilizar os demagogos e oportunistas do PS, para lhes desbravar o caminho e, o PS, mais facilitista e de grandeza social enorme, na distribuição de subsídios a tudo quanto chora, vai-lhes papando o eleitorado e utilizando a ferramenta legal, para calar os descontentes.
Portanto, ao contrário do que é afirmado, não concordo, que seja a modança urgente da direcção do PSD, que vá curar os males do partido: pelo contrário; é nos velhos, nos chamados barões, que poderá estar o fim da sangria e, a possibilidade de Portugal se estabilizar na economia de mercado, embora esta esteja condenada a longo prazo. Não é com um desenvolvimento baseado nas operações bolsistas e nos baixos salários, que nos desenvolveremos; para isso, teriamos de sair da UE, virarmo-nos para os países mais pobres, a quem serve qualquer coisa, desde que barata e, mesmo assim, teria de haver um desenvolvimento rápido, sem o qual acabariamos por perder capacidade de venda. Aquí, na UE, teremos de apostar na qualidade, pagar salários na média europeia e vender aos ricos, os únicos que nos podem pagar qualidade.
É natural, que alguns olhem com nostalgia para o passado; era melhor.
 
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