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O automóvel eléctrico

Luís Mira Amaral (www.expresso.pt)
0:01 Sábado, 12 de dezembro de 2009

Os 1º e 2º choques petrolíferos (retracção da oferta feita pela OPEP e portanto não sustentável a prazo) acabaram com a utilização do petróleo na geração da electricidade. Convirá que o 3º choque petrolífero (aumento da procura induzida pelas potências emergentes e portanto sustentável a prazo) reduza substancialmente a utilização de petróleo nos transportes, reservando-o para utilizações industriais mais nobres.

Assim, o carro eléctrico aparece como a solução de futuro, lá para 2020, depois de uma transição em que os motores de combustão ainda vão evoluir muito (com maior potencial de desenvolvimento no diesel) com baixas emissões de CO2 e com reduções espectaculares do consumo, podendo chegar nos diesel aos três litros/100km. A duração desta tecnologia poderá ser ainda ampliada pelo uso dos biocombustíveis, biodiesel e etanol (biogasolina), devido à consequente redução do consumo do petróleo.

Nos carros eléctricos teremos basicamente a via do electrão, com baterias de lítio alimentando os motores eléctricos, e a via do hidrogénio, o qual alimenta as pilhas de combustível que produzem a electricidade para os motores eléctricos. Se bem que a via do hidrogénio permita aos carros um maior raio de acção que as actuais baterias de lítio, não acreditamos que vingue pois o hidrogénio não é uma energia primária (curiosamente a única fonte para o produzir em grande escala seria o nuclear através da electrólise da água) e vai ser difícil ter uma economia do hidrogénio, como já explicado nestas colunas.

Os principais estrangulamentos no carro eléctrico serão ainda as baterias devido ao peso ainda elevado, ao curto tempo de vida, ao custo e à quantidade de energia armazenada. Todos os outros componentes estarão mais dominados e acessíveis à indústria, portuguesa inclusive.
O carro eléctrico irá ser um híbrido diferente dos actuais, pois que o motor eléctrico será o principal, com um pequeno motor de combustão para se ligar apenas nos casos em que a carga da bateria se esgote, assegurando assim uma segurança adicional em trajectos mais longos.

O avanço para o carro eléctrico vai obviamente puxar pela energia nuclear, aquela que consegue nos países industrializados a produção de electricidade não poluente em grande escala, e ainda pelas energias renováveis, designadamente pelas eólicas, na medida em que se poderão utilizar as horas nocturnas, em que, como no caso português, haverá mais vento para carregar as baterias. O carro eléctrico poderá dar assim uma contribuição para a melhor gestão da rede, fornecendo uma procura nas horas de vazio do diagrama de cargas.

Em Portugal, além da óbvia oportunidade para a indústria portuguesa de componentes, também a Galp, sentindo a ameaça para o mercado dos combustíveis, quererá assegurar o fornecimento de electricidade aos veículos, concorrendo com a EDP neste negócio. A eléctrica nacional diz então que vai entrar no negócio da mobilidade, conceito muito caro ao seu mediático presidente, o qual tem sido o gestor público com mais mobilidade (e consequente velocidade de circulação) entre o PSD e o PS...

Luís Mira Amaral

Texto publicado na edição do Expresso de 5 de Dezembro de 2009

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O automóvel eléctrico
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:37 | Terça feira, 15 de dezembro de 2009
Para começar sou um defensor do automovel eléctrico e de toda a preservação da natureza e do meio ambiente. Penso que o Mundo tal como o conhecemos não poderá continuar dependente dos actuais Países produtores de Petróleo. No entanto parece que estamos a viver um período controverso em que se estão a fazer revelações que além de surpreendentes se tornam espectaculares. Está nesta onda o escâdalo Climategate e aparece agora já quem nos queira fazer crer que o Petróleo não provem da decomposição de animais e plantas, mas o mesmo é inesgotavel e forma-se a partir do interior da Terra. Qualquer País o pode conseguir desde que consiga perfurar a grande profundidade,que é o que está a acontecer em grande parte com a Russia. Este irformação baseia-se num artigo que recebi e vale o que vale, mas não deixa de ser curioso. Será que andamos uma vez mais todos a ser enganados?
 
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PORQUÊ,SEMPRE TEM PESSOAS DO CONTRA...???
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 16:17 | Domingo, 13 de dezembro de 2009
eU APOIO SIM;ESTA INICIATIVA;POIS TODOS EM PORTUGAL;SÓ TEMOS A GANHAR...SABIAM.???? Então é hora de nos unirmos;e contribuir;para que portugal se liberte dos petróleos;que só de importaçao;gastamos mais de 100 bilhões de euros por ano..Já viram xente..???´´e muita grana...viram..??? Então portugal;com estas mudanças e evolução;dentro de um ano ou dois;seremos uma das nações mais ricas do planeta..Pois já vamos começar a ficar livres de importação dos petróleos;pois aí em portugal;ainda não foi descoberto o tal ouro negr;e aí já sabem;o nosso dinheirinho;ai todo para outros países..E assim;todo esse donheirão;ficará aí para o bem dos nossos dirigentes;e com certeza;que eles vão também saber e investir bem esses recursos;que aí sobram..viram...???? ATÉ MAIS..SAUDAÇÕES.. KANTIFLAS..
 
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