Pela actuação dos dois jovens brasileiros que assaltaram a dependência do BES de Campolide, vê-se logo que estavam em Portugal há pouco tempo. Porque, se aqui vivessem há mais tempo, sabiam que, para saírem em liberdade, bastava terem-se entregado à polícia. Na manhã seguinte, eram presentes ao juiz e, de imediato, postos em liberdade. Da parte da tarde, se quisessem, já podiam estar a assaltar outro banco ou outra bomba de gasolina. É certo que os negociadores ainda procuraram esclarecer os dois jovens que, se se entregassem, o máximo que arriscariam era uma multazeca que até podia ser paga a prestações. E para a pagar nem era necessário assaltar um banco, bastava assaltar um reformado ou o café da esquina. Só que, para acreditar que isto é verdade, é preciso uma pessoa cá viver e conhecer o nosso ministro da Justiça, caso contrário pensa, obviamente, que o estão a enganar.
Santana-Maia Leonardo, Abrantes
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