12/02/2012 atualizado às 3:07
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O ano da morte do sindicalismo europeu

Em 1984 os mineiros ingleses e a dama de ferro defrontaram-se numa luta de vida e de morte. Sabe-se que o bloco comunista cedeu. Sabe-se que os sindicatos livres do ocidente não perceberam o que estava em causa. Perderam. E prepararam-se para perder de novo.

Daniel Oliveira (www.arrastao.org)
8:00 Sexta feira, 3 de setembro de 2010

O Guardian tornou públicas as pressões de Tatcher sobre Gorbachov a quando da greve dos mineiros ingleses. Ao que parece, os sindicatos soviéticos estavam disponíveis para ajudar financeiramente os grevistas ingleses. Sem independência face ao poder político, acabaram por ceder. A greve durou um ano e foi o mais duro confronto entre os conservadores britânicos, pioneiros da vaga liberal na economia europeia, e um dos mais fortes movimentos sindicais do Mundo. Foi ganha pelos primeiros. Com ajuda, já agora, do general Jaroselsky, ditador polaco que tratou de garantir o fornecimento de carvão ao Reino Unido.

Neste confronto estava em causa muito mais do que as questões concretas que preocupavam os mineiros ingleses. Era um confronto entre o Estado Social que vigorava no Reino Unido e o neoliberalismo. Era um confronto entre o capitalismo industrial em decadência e o capitalismo financeiro que acabou por se impor. E era a jogada de vida ou morte do sindicalismo europeu.

São dezenas de filmes a retratar essa greve histórica. Um ano de resistência é obra. E só sindicatos com a pujança que os ingleses então demonstravam podiam ter chegado tão longe. Mas Thatcher percebeu o que estava em causa. Não cedeu um milímetro. E venceu.

Faltou, não aos sindicatos soviéticos, meras correntes de transmissão do poder, mas aos da Europa Ocidental terem percebido o mesmo. E terem-se mobilizado para apoiar financeira e politicamente os que se encontravam na linha da frente daquela derradeira batalha. Não perceberam o que estava em causa. Cada um estava a tratar de si. E a derrota dos mineiros ingleses, com a ajuda do fim do Mundo bipolar, marcou a decadência do sindicalismo europeu. E com ele, a decadência da esquerda em geral, e da social-democracia e do trabalhismo europeu em particular.

Não se aprendeu ainda a lição. Perante a crise europeia e o segundo "round" contra o Estado Social, ainda é a custo que os sindicatos se coordenam. Os gregos tratam dos gregos, os alemães dos alemães, os portugueses dos portugueses. E o nacionalismo, essa doença senil da esquerda europeia, promete uma nova derrota histórica. Nem sequer o apoio ao fortalecimento de um sindicalismo livre em países emergentes como a China, que consiga garantir direitos sociais e valorização mais rápida dos salários, acabando com uma concorrência desleal em que perdem eles e perdemos nós, parece ser uma preocupação.

Mesmo para quem, como eu, não é marxista, vale sempre a pena aprender com o mestre. Disse o barbudo que o capitalismo não tinha pátria. E daí concluiu que também não a tinham os trabalhadores. Não perceberam os sindicatos da Europa que a greve dos mineiros ingleses era a sua greve. Não percebem que a crise grega ou portuguesa é a sua crise. E enquanto não perceberam isto estarão sempre a perder.

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"O ano da morte de Ricardo Reis"
águiadois (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 8:25 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
(DO anda na cabeça com o livro de Pessoa).
Hoje estamos no tempo do FASCISMO FINANCEIRO, como escreveu Boaventura Sousa Santos.Infelizmente as Centrais Sindicais estão divididas: a UGT é do sistema do poder , João Proença recebe por avença e a Intersindical, a única que ainda desenvolve trabalho sindical que se veja, mas que continua enferma do pecado original: a sua ligação e controle por parte do Partido Comunista.
Em tempo de crise, sem fim á vista ,os trabalhadores portugueses estão abandonados á sua sorte e não vale a pena terem grande esperança em quem os diz representar.
Marx morreu e os teóricos de hoje não passam de humoristas.
 
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    Paradoxo    Ver comentário
Outubro1560 (seguir utilizador), 1 ponto , 8:52 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: Paradoxo    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 9:23 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re:    Ver comentário
aldrabado (seguir utilizador), 1 ponto , 12:21 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    " A bola pula, mas não avança".    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 12:41 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re:    Ver comentário
aldrabado (seguir utilizador), 1 ponto , 14:51 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
Sindicalismo Sim, mas inteligente
rumoaofuturo (seguir utilizador), 1 ponto , 8:41 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
Os Sindicatos para serem bem sucedidos têm de conseguir analisar o contexto dos desafios que se nos deparam, ter a capacidade de reconhecer que o mundo mudou e vai continuar a mudar, ou nos adaptamos ou "morremos em pé". Proteger os trabalhadores neste momento é preservar postos de trabalho, ser mais flexivel enquanto as dificuldades continuarem e garantir que no futuro, quando a situação melhorar se recupera aquilo que foi "perdido". Olhem para a Autoeuropa e tem um bom exemplo. O Sindicalismo das lutas na rua e das propostas irrealistas não tem futuro.
 
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    O fascismo financeiro    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 9:47 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: O fascismo financeiro    Ver comentário
rumoaofuturo (seguir utilizador), 1 ponto , 11:01 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Os dirigentes sindicais do regime.    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 11:47 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: Sindicalismo Sim, mas inteligente    Ver comentário
aldrabado (seguir utilizador), 1 ponto , 12:15 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: Sindicalismo Sim, mas inteligente    Ver comentário
rumoaofuturo (seguir utilizador), 1 ponto , 14:58 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: Sindicalismo Sim, mas inteligente    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 12:22 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Desconto nos carros    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 15:11 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: Desconto nos carros    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 17:55 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: Sindicalismo Sim, mas inteligente    Ver comentário
rumoaofuturo (seguir utilizador), 1 ponto , 14:44 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: Sindicalismo Sim, mas inteligente    Ver comentário
aldrabado (seguir utilizador), 1 ponto , 15:00 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: Sindicalismo Sim, mas inteligente    Ver comentário
rumoaofuturo (seguir utilizador), 1 ponto , 15:19 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Mão de obra escrava    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 15:32 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: Mão de obra escrava    Ver comentário
rumoaofuturo (seguir utilizador), 1 ponto , 15:44 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    O Povo Chinês está proibido de pensar    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 16:29 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: O Povo Chinês está proibido de pensar    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 17:59 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: Sindicalismo Sim, mas inteligente    Ver comentário
aldrabado (seguir utilizador), 1 ponto , 15:46 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: Sindicalismo Sim, mas inteligente    Ver comentário
lusofora (seguir utilizador), 1 ponto , 2:34 | Sábado, 4 de setembro de 2010
    Re: I    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 17:34 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: II    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 17:36 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
“SINDICALISMO LIVRE”
Anamanacosta (seguir utilizador), 1 ponto , 9:39 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
A sociedade mudou e o “sindicalismo”, pelos vistos, não mudou. Os custos do imobilismo são pesados. Os sindicatos colaram-se aos partidos de esquerda, em Portugal ao PCP, e viram os seus associados envelhecerem e lentamente diminuírem o seu peso na sociedade. Com a colagem aos partidos os sindicatos tornam-se armas de arremesso contra o Governo, uma vez que se encontram bem organizados e os seus dirigentes continuam a receber, não pelos cofres do sindicato, mas pelos cofres públicos. Assim continuamos a ver ano após ano, os dirigentes a pedirem aumentos dois pontos percentuais acima da inflação, independentemente de estarmos em crise e de o número de desempregados bater todos os recordes. Quando os funcionários públicos receiam ver os seus vencimentos e o subsídio de Natal reduzidos ou congelados, estes senhores continuam a cantar a mesma canção. É assim que se colocam ao lado da História.
 
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    Re: “SINDICALISMO LIVRE”    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 12:35 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: “SINDICALISMO LIVRE”    Ver comentário
Gamo30 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:23 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: “SINDICALISMO LIVRE”    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 10:49 | Sábado, 4 de setembro de 2010
A origem do problema
Neo-Albatroz (seguir utilizador), 1 ponto , 10:48 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
O internacionalismo sindical é uma ilusão. Nunca um sindicato da Malásia se oporá à deslocalização de empresas europeias para o seu país, ainda que isso seja o resultado da exploração dos trabalhadores malaios. O ataque terá de ser feito contra a empresa capitalista, procurando substitui-la pela empresa cooperativa ou de gestão pelos trabalhadores, pois só estas recusarão, em todas as circunstâncias, a sua deslocalização. A luta dos sindicatos não deveria ser por mais dinheiro, mas por mais poder de intervenção na gestão das empresas. A começar pela banca, uma das poucas actividades que não pode deslocalizar-se mas que permite o controlo da economia.
 
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    Re: A origem do problema    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 12:38 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
não seja revisionista
joaquimleal (seguir utilizador), 1 ponto , 11:06 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
"Era um confronto entre o Estado Social que vigorava no Reino Unido e o neoliberalismo"
Não, não era! Era o confronto entre a estrutura sindical mais mafiosa e antidemocratica do sr a. scargill (um crápula) que aplicava impiedosamente a "closed shop" e 1 governo que teve pela 1ª vez cojones para os enfrentar. ou já não se lembra do desgraçado "winter of discontent "em 1979 em que a outrora grande great britain estava de rastos ...inverno esse em que nem os mortos iam a enterrar. disso lembro-me eu bem.
 
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    Re: não seja revisionista    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 13:11 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Se você quer ser mineiro e mal pago    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 23:02 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
lembro-me bem...
jmvalenca (seguir utilizador), 1 ponto , 11:38 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
É mera coincidência, mas 1984 lembra sempre a "nova língua"; lembro-me bem de ver esta "nova língua" (tão bem ilustrada nesta crónica) na altura em quase todos os meios de comunicação social (BBC, ITN, Guardian, etc); uma necessidade absoluta de apresentar os factos de forma simplicista: bons e maus, anjos e demónios, justiça e arbitrariedade, etc.

De facto a realidade para a quem a viveu (e esse é o meu caso), afastado o manto diáfano da fantasia, é bem diferente: entre a Sra Tatcher e o o Arthur Scargill, que venha o diabo e escolha.

A razão porque os sindicatos ocidentais não apoiaram o Scargill é, simplesmente, porque nenhum ser racional conseguiria fazer tal coisa após um ano de, noite após noite, dia após dia, assistir à demonstração da arrogância, violencia , xenofobismo que provinha dessa tão inspirada fonte.

O apoio da comunicação social acabou por se esvanecer porque o povo
(essa tão abstracta entidade, ignorada pelo nosso brilhante cronista) estava, simplesmente, farto.

E graças aos Arthurs da altura e às Malvinas, 2 anos antes, a Maggie esteve lá 13 anos
 
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    Re: lembro-me bem...    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 13:15 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: lembro-me bem...    Ver comentário
jmvalenca (seguir utilizador), 1 ponto , 18:15 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: lembro-me bem...    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 10:46 | Sábado, 4 de setembro de 2010
    Re: lembro-me bem...    Ver comentário
jmvalenca (seguir utilizador), 1 ponto , 15:53 | Sábado, 4 de setembro de 2010
    Re: lembro-me bem...    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 18:11 | Sábado, 4 de setembro de 2010
    Re: lembro-me bem...    Ver comentário
jmvalenca (seguir utilizador), 1 ponto , 21:20 | Sábado, 4 de setembro de 2010
SINDICATOS E SINDICALISTAS
aldrabado (seguir utilizador), 1 ponto , 12:08 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
Haverá sempre os que preferem a servidão e barriga cheia (ainda que de merda) aos sacrifícios que são o preço da liberdade e da verticalidade. Podemos ver isso na Diáspora dos Judeus, quando o povo se rebelou e pretendia voltar para a escravatura sob o jugo dos Egípcios do que caminhar para a liberdade. Hoje também não é diferente, só que agora o ruido envolvente a condicionar as decisões são muito mairoes e poderosos, os mídia propriedade dos grupos económicos (em Portugal são todos), Os transfugas amarelos que nem sequer têm consciecia da sua condição de trabalhadores, as pressões económicas do capital organizado, os sindicalistas ortodoxos que ainda não perceberam os novos paradígmas da sociedade e, sobretudo, a iletaracia da generalidade da população, que adora telenovelas, ler a bola, mas tem horror a ler um livro, mais quando este apela à reflexão....
 
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Que sindicalísmo?
JF Pereira (seguir utilizador), 1 ponto , 16:21 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
"Faltou, não aos sindicatos soviéticos, meras correntes de transmissão do poder, mas aos da Europa Ocidental terem percebido o mesmo"
É relevante, ver como DO minimiza e desculpa o papel dos sindicatos e regime soviéticos.
E, em Portugal, a CGTP não é correia de transmissão do PCP?
Se a nivel de partidos estamos mal servidos, a nivel de sindicatos estamos bem pior. Vêja-se como, os dirigentes das centrais sindicais, se perpétuam no poder. Os dirigentes sindicais, não merecem o reconhecimento, da maioria dos portugueses. Cada sindicato, só se preocupa com os interesses imediatos do seu partido e quanto muito dos seus associados...
Os desempregados e reformados não preocupam os sindicalistas, que são recrutados entre os piores profissionais, têm tão pouco amor à profissão que se tornam sindicalistas profissionais, a exemplo dos "funcionários do partido"

Daniel Oliveira, pelos vistos, alimenta esperança, nesta "vanguarda operária" para reformar a sociedade. A mim, não me parece que seja por aqui, onde a democracia é muito pouca e o debate ainda menor...
Os partidos e os movimentos abertos de opinião, parecem-me os locais mais apropriados, para promover as reformas sociais necessárias.
 
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    Re: Que sindicalísmo?    Ver comentário
aldrabado (seguir utilizador), 1 ponto , 16:31 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: Que sindicalísmo?    Ver comentário
JF Pereira (seguir utilizador), 1 ponto , 16:41 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
    Re: Que sindicalísmo?    Ver comentário
aldrabado (seguir utilizador), 1 ponto , 17:42 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
PARTIR A ESPINHA AOS SINDICATOS
aldrabado (seguir utilizador), 1 ponto , 16:35 | Sexta feira, 3 de setembro de 2010
proclamava o coelhone do PS, verbalizando a estatégia do partido e da direita! E apesar de tudo ainda não conseguiram! Vivam todos os trabalhadores até ao dia em que ressarcirem o preço pago de miséria por cada rico e por cada vendilhão!
 
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Sindicalismo Libertador
Janini (seguir utilizador), 1 ponto , 9:43 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Sonho com o momento em que todos os sindicatos serão como o dos Pilotos da Tap: oito mil euros mensais e greve por aumento de ordenados! Ah valentes!
 
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