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Rui Henriques Coimbra, em Los Angeles (www.expresso.pt)
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17:39 Quarta-feira, 10 de Mar de 2010
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Até morta Farrah Fawcett foi ignorada por Hollywood. Ou, pelo menos, pela Academia, quando, na cerimónia de entrega dos Óscares, a retrospectiva de artistas falecidos ao longo de 2009 não incluiu o nome da loiraça de "Os Anjos de Charlie".
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Farrah Fawcett morreu vítima de um cancro no cólon, aos 62 anos
Rene Macura/AP
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A omissão levou muita gente a perguntar o que se passou para que Farrah Fawcett fosse outra vez negligenciada em favor de outras pessoas com menos peso no domínio da fama, que é aquele em que Hollywood parece habitar. A primeira explicação poderia ser: Farrah Fawcett era, sobretudo, uma actriz de televisão. Mas isso não acalmou os críticos da Academia. Michael Jackson foi incluído embora o seu domínio fosse o musical, com incursões menores em filmezinhos da Disney, como "Capitão Eo". Além disso, Farrah Fawcett também fez filmes.
Omissão intencional
Um deles, "Extremities", começou por ser uma peça na Broadway, protagonizada por Susan Sarandon. Fawcett era uma actriz ambiciosa que nunca teve papeis à altura. Mesmo no dia da morte - de cancro, um processo que ela manteve disponível via programas de TV mas que nunca descambou para o porno-exibicionismo tão em voga hoje no pequeno ecrã - foi ultrapassada nos noticiários pelo falecimento, no mesmo dia, do cantor Michael Jackson - isto a 25 de Junho do ano passado.
A Academia de Hollywood defendeu-se dizendo que todos os anos há pessoas famosas, entre elas actrizes, que não cabem no formato e no tempo atribuído a tais retrospectivas. Ou seja, a omissão não foi negligência. Foi intencional. Ryan O'Neill, o companheiro da actriz em muitos anos conturbados, já se mostrou desiludido com o atitude da Academia do cinema.
Hollywood, através dos estúdios Sony Columbia, fez há tempos mais de 500 milhões de dólares com dois filmes estreados nos cinemas e que foram baseados na série de televisão "Os Anjos de Charlie". A série foi vendida em muitos países em parte por causa da beleza solar representada por Farrah Fawcett, uma miúda do litoral texano e que antecipou a vaga de Pamela Andersons que apareceriam muito mais tarde.
Desorganização geral no tributo aos mortos
O tributo aos artistas falecidos é um momento emblemático dos Óscares, porque lembra o fim de muitos talentos que, naquele mesmo ecrã, ainda há pouco obtiveram as suas maiores glórias. Mas, este ano, parece ter caído vítima da desorganização geral.
Dos falecidos, um actor respeitadíssimo como Karl Malden mereceu a menção diminuta do costume, mas o realizador Hohn Hughes, que continua a ser visto como um gosto adquirido, teve direito a uma assembleia dos seus antigos actores. Muitos apareceram no palco como se tivessem ressuscitado na sepultura, ou, pelo menos, de um centro de reabilitação.
Na retrospectiva dedicada aos filmes de horror, disse-se que o último filme dessa veia a ser reconhecido pela Academia foi há 37 anos, com o "Rosemary's Baby", de Roman Polanski. Dado que há cerca de 20 anos o horrendo Hannibal Lecter meteu medo a tanta gente antes de ganhar os prémios todos, o mínimo que se leva a crer é que a Academia não deve ter grande cabeça, nem para Farrah Fawcett nem para a matemática. O que, talvez, confirme a vertente artística daquela associação.
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Rui Henriques Coimbra, em Los Angeles
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9:25 Domingo, 7 de Mar de 2010
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Suspense até ao fim: ninguém consegue adivinhar quem vai levar para casa o prémio maior da academia. O melhor é fazer um print do boletim de voto, no site dos óscares, e fazer apostas lá em casa. A noite é de todos.
Hollywood está a registar lucros nunca vistos antes
Los Angeles está em festa. Até a chuva parou para deixar que se exiba tanta estrela. No hotel Four Seasons, o bar, se for como no ano passado, continuará a ser o poiso obrigatório mais casual. Consta que, numa noite, o lucro só em bebidas foi na ordem dos 300 mil dólares. A festa mais concorrida, ontem, foi no restaurante Campanille, onde a Dreamworks festejou em privado. O mogul Barry Diller teve no jardim tudo que era Jane Fonda e Edward Norton, apesar do mau tempo, que os cocktails se tomam sempre com agrado.
A festa mais invejável vai ser a do produtor Nicolas Chartier, em Malibu, durante a transmissão televisiva: foi ele quem foi proibido de pôr os pés na cerimónia por ter mandado emails a alguns votantes em que só dizia mal do filme Avatar. A Academia achou a estratégia demasiado agressiva, pouco dignificante.
Mas dado que, em Hollywood, há muita gente que preferia ser flagelada no inferno do que ver no pódio da vitória um filme tão caro e milionário como o da dupla James Cameron - Rupert Murdoch Fox Studios, a festa indy de Nicolas Chartier já ganhou foros de contra-revolução.
Há coisas que já se sabem, mesmo antes de começar o desfile no tapete vermelho: elas não tiveram que pagar um cêntimo pelos vestidos de alta costura ou pelos brincos faiscantes, o espartilho não se vê mas está lá (o Spartastic da Victoria's Secret parece ser o favorito na restrição da silhueta), estão todos a tentar encolher a barriga o tempo inteiro e, claro, não saíram de casa sem uma boa passagem pelo ginásio e pelo cabeleireiro e pelo diabo a quatro.
Também já se sabe que o show vai ser apresentado por um homem cerebral, Steve Martin, e por outro acriançado, Alec Baldwin. Este já veio a público revelar o estilo da cerimónia: "Este ano queremos que seja muito inteligente, charmoso e urbano". Martin acrescentou que, fora isto, "Nós os dois também vamos lá estar".
O que não se sabe é se a Sandra Bullock irá, como parece ser possível, ganhar outro prémio este fim-de-semana. Ela acabou de receber o Razzie pelo pior desempenho do ano, no filme All About Steve. Diz-se que Meryl Streep é a única concorrente à altura, mas que este é o ano da Sandra e já não há nada a fazer. A não ser que apareça uma surpresa Preciosa. Ou que a Carey Mulligan, a menina rebelde do filme An Education, leve para casa aquilo que lhe pertence.
Num ano que parecia previsível e que, agora, parece uma corrida de cavalos completamente cansativa até ao fim, o filme de James Cameron, Avatar, não é, afinal, o vencedor antecipado. Num sprint de última hora, o The Hurt Locker parece estar bem posicionado para receber, pelo menos, a estátua para o melhor realizador. Neste caso, realizadora: Kathryn Bigelow.
Gossip extra: a senhora, alta e maravilhosa e bonita e modesta e inteligente, já esteve casada com Cameron. Dá ideia, por vezes, que lhe ensinou algumas das coisas que ele agora exibe. É mesmo. Já estiveram casados e, hoje, domingo, em directo, vão ter a sua guerra mais visível em frente de muitos milhões de espectadores. Como se a cerimónia precisasse de mais drama.
Os únicos dois vencedores à partida continuam a ser Mo'Nique - a mãe monstruosa do filme de Lee Daniels - e o austríaco Christoph Waltz, por um coronel Landa capaz de torturar os seus suspeitos com palavras que podiam bem ter sido escritas por Quentin Tarantino, tão afiadas são. Tudo o resto é uma incógnita, o que vai ser uma vantagem para um show televisivo que precisa de boas audiências de modo a poder sublinhar um ano fiscal positivo e que ficará, assim, fechado com tom triunfal.
Hollywood está a registar lucros nunca vistos antes. Não se admirem se o filme vencedor for aquele que mais dinheiro trouxe à indústria. Em tempo de crise económica e incerteza laboral, o filme artístico talvez tenha de se contentar com a atenção tida até agora. Quanto a Jeff Bridges, continua a sorrir. Nada há que o tire do topo. Esta é fácil prever: ovação de pé.
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Rui Henriques Coimbra, em Los Angeles (www.expresso.pt)
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17:30 Sexta-feira, 19 de Fev de 2010
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Sobe o pano: no Kodak Theater, a 7 de Março, o palco vai irradiar glamour, glamour, glamour!
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Lua Branca vigiando um tapete de estrelas: maquete do palco.
A.M.P.A.S.
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Não há contagem decrescente, quando falamos de espectáculo, que não tenha no centro uma figura de flor desabrochando aos poucos. O mesmo se passa com aquele que quer ser o maior espectáculo do mundo, a cerimónia de entrega dos óscares de Hollywood. As revelações são feitas aos poucos. Hoje foi revelado o design matriz para o palco da extravagância.
Foi com fanfarra de espectáculo que a Academia publicitou hoje o cenário no qual vão aparecer as pessoas mais famossa do mundo. Famosas e, se tivermos a sorte habitual, bem vestidas por Carolina Herrera ou Valentino e com uma pele que parece ter regressado no tempo (ou pelo menos passado por um qualquer photoshop cirúrgico). Para as estrelas do cinema não podia ser um palco qualquer.
Para a edição deste ano, nº82 numa história feita de grande drama e ainda mais lágrimas, a Academia foi buscar, outra vez, David Rockwell, que já tinha imaginado o espaço na edição do ano passado, um sucesso feito com o proscenium brilhante em estilo de tiara semi circular coroando um espectáculo mais abaixo composto por deuses e deusas venerados por um público planetário que representa cifrões verdadeiros.
Em 2009 o cenário de David Rockwell foi considerado o halo ideal para uma festa que, durante anos, tinha perdido o pé em modelos pouco elegantes. Hoje a Academia quer, sobretudo, sublinhar o pedigree e a torrente voltaica providenciada por tantas estrelas ali presentes.
A catarata de cristais Swarovski - ou, nas palavras originais, Swarovski Crystal Curtain - é um golpe de marketing para a marca austríaca que, com origens boémias, conseguiu impor-se no mercado de luxo graças aos seus cristais cortados com precisão de bisturi e que, sem sombra de dúvida, ficam bem numa noite que tenta recapturar as faíscas fabulosas da Hollywood clássica. A tecnologia pode avançar mas, em Hollywood, continua a respeitar-se o arco superior à entrada do palco.
David Rockwell é um mágico que inventa glamour para o ecrã televisivo. Sabe que, na plateia e em casa, o espectáculo está a ser visto pelos visualistas mais ambiciosos do mundo. Não há tempo para falhas. "Tem sido maravilhoso poder trabalhar outra vez nos óscares", referiu ele. "Foi-nos possível dar continuidade a todas as inovações que apresentámos há um ano". Alem da luz e do movimento, dois dos elementos essenciais ao cinema, foram desenvolvidos truques técnicos que darão ao show um ar ainda mais teatral.
Veja-se, por exemplo, a maneira surgiu diante da plateia mundial o actor Hugh Jackman, quando há um ano aceitou fazer as apresentações em época de crise. No centro só havia um homem aos saltos. Por cima a cortina de cristal austríaco. Ficou tudo com ar milionário, confirmando que, numa homenagem ao cinema, a ilusão ainda é a alma do negócio. A apresentação de 2009 foi considerada a melhor de sempre pelos observadores da produção mais look at me de Hollywood.
No dia 7 de março que se aproxima, os padrões vão manter-se. O estilo predominante de antigamente, vindo do tempo em que havia silhuetas e quando Hollywood só apresentava feições faciais feitas no Olimpo, será complementado com uma paleta moderna em que vão predominar os tons branco, platina e, claro, bronze, esfumado como um fumo de cigarro num film noir ou transparente como um topázio do sudoeste americano.
O palco também apresentará paineis de ossatura metálica e painel HD gigante, para a projecção de retrospectivas e homenagens; e, ainda, 3 paltaformas rotativas nas quais surgirão, suponho, apenas as pessoas mais bem vestidas do ano. "Tem sido tão emocionante poder trabalhar com uma grande equipa, feita de pessoas que gostam de imaginar plataformas de espectáculo que levam as pessoas a cair de amor pelo cinema: o estilo, as luzes, as cores, a técnica e a emoção!", acrescentou Rockwell.
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Rui Henriques Coimbra, em Los Angeles (www.expresso.pt)
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9:42 Quarta-feira, 17 de Fev de 2010
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Atenção que, agora, você também pode participar na votação dos óscares. Mais ou menos. A Apple lançou uma aplicação de modo a criar mais interactividade entre o público do cinema e a eleição dos melhores filmes e actores do ano.
Fãs de certos filmes, uni-vos! A aplicação é grátis, sinal de que a academia de Hollywood e o canal televisivo oficial, ABC, estão dispostos a recorrer a novas estratégias para atrair o público jovem, cada vez mais saturado de esforços empresariais de marketing e, quando o ano já vai em Março, de cerimónias de gala em que pessoas mais ou menos chorosas recebem estatuetas douradas.
A nova aplicação tem sondagens de opinião, os favoritos de acordo com a votação popular em determinado momento, e, ainda, trailers dos filmes a concurso. Ao longo dos últimos anos a cerimónia dos óscares tem vindo a perder audiências, isto apesar de Hollywood continuar a superar os seus próprios recordes de bilheteira.
Avatar, o novo filme de James Cameron e aquele que, na aplicação iPhone e iPod se mantem como líder incontestado da votação popular, é um dos candidatos ao óscar de melhor filme, recebeu 9 nomeações no total e é, desde há umas semanas, o filme mais visto desde sempre em todo o mundo.
Este ano os óscares serão transmitidos para 200 países na noite de dia 7 de Março, hora do Pacífico e directamente a partir do Kodak Theater, em Los Angeles.
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Rui Henriques Coimbra, em Los Angeles (www.expresso.pt)
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2:53 Sexta-feira, 12 de Fev de 2010
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Michael Jackson foi encontrado morto com mais traços faciais artificiais do que aqueles que eram aparentes. Nos lábios, olhos e cabelo reinava a ilusão. A cara tinha sido coberta com tatuagens. Clique para visitar o dossiê Michael Jackson (1958-2009)
Com o médico privado, Conrad Murray, saído em liberdade depois de se declarar inocente e prestar caução de 75 mil dólares, o caso Michael jackson pôde, finalmente, avançar.
O procurador acusou Conrad Murray de homicídio involuntário mas negligente, e o condado de Los Angeles, por via do insituto de medicina legal da cidade, tornou públicos alguns pormenores da autópsia feita a Jackson poucas horas depois da sua morte no Verão passado.
Ficaram confirmadas que o organismo do cantor tinha sucumbido a uma dose excessiva de propofol, o medicamento leitoso usado nas salas de anestesia e que Jackson, segundo consta, consumia em desespero de causa devido a um caso crónico de insónia.
Peso poderá ter relevância
Ficou confirmado que o propofol tinha sido administrado juntamente com uma combinação letal de suporíferos e ansiolíticos. Foram encontradas várias costelas fracturadas, possivelmente resultantes dos esforços vigorosos de reanimação a que a equipa médica, juntamente com o Dr. Murray, deitaram mão quando Jackson deixou de exibir sinais vitais.
Mais espantoso foi o facto de Michael Jackson se apresentar tão magro, apenas com 60 quilos apesar da estatura relativamente elevada e do esforço físico a que estava a ser submetido com os números músicais e de dança que iriam servir de âncora ao seu regresso à fama, por via dos concertos em Londres que preparava.
O peso terá uma importância fundamental quando, daqui a uma semanas, o caso começar a ser debatido em tribunal. O propofol torna-se particularmente fatal quando o corpo se encontra naturalmente debilitado, algo que o médico deveria saber.
Perucas e rosto tatuado
Os médicos também decobriram traços estranhos na parte superior da testa, em cor negra. Especula-se que esta tatutagem permanente disfarçava um caso avançado de calvíce.
O cantor sofreu queimaduras graves no couro cabeludo a quando da filmagem de um anúncio para a Pepsi. Terá sido nessa altura que começou a ser apresentado a todo o tipo de analgésicos, uma forma de amortecimento sensorial que tem dado lucros imensos à indústria farmacêutica e médica nos últimos anos.
Alem do escalpe tatuado - Jackson usava perucas com frequência - a cara do ídolo apresentada ainda tatuagens permanentes de coloração vermelha na zona labial, e, ainda, riscos negros no lugar onde antes havia sobrancelhas.
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Rui Henriques Coimbra, em Los Angeles
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11:15 Quinta-feira, 11 de Fev de 2010
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Abriu a época da caça. Taylor Lautner, teenager mais bem pago de Hollywood, chega, enfim, à maioridade. Como diziam em "O Caminho das Estrelas": esta nave vai onde nenhum homem foi antes.
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Taylor Lautner aparece hoje em cena nos cinemas americanos, num filme pejado de estrelas e que se chama «Valentine's Day»
Mario Anzuoni/Reuters
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Se hoje é quinta-feira, dia 11 de fevereiro de 2010, então hoje é o dia em que Taylor Lautner faz 18 anos. Em Hollywood, isso quer dizer que se fez luz mais uma vez. Não é todos os dias que nasce um deus tão fértil e que põe logo as máquinas registadoras a trabalhar. A idade adulta, com a sua paleta de escolhas mais picantes para a tela e as habituais loucuras mediáticas capazes de ajudar na promoção de um filme, representam o advento de Muito Boa Nova. Seja benvindo, pois. You're game!
O actor não despertou para o estrelato apenas com a saga "Twilight". Isso é coisa que se diz de uma cara nova. Aqui estamos a falar de um fenómeno humano. O segundo episódio do filme mostrou não só vários vampirinhos sexualmente molhados, mas o nascimento de um tal Team Jacob, centrado na sua personagem de lobito com os pés bem assentes no chão, Jacob de seu nome, o novo herói que conhece o amor instintivamente e rebelde suficiente para, perante a traição amorosa do inglês pálido, prestar lealdade à Bella que só ele sabe amar com justiça.
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| Taylor Lautner foi eleito recentemente actor revelação numa votação decidida pelos espectadores, em Los Angeles |
| Lucy Nicholson/Reuters |
As mulheres, novas e velhas, rugiram de prazer com o nascimento de um amante tão fiel, compreensivo e, oh my god, com um corpo que nunca devia sair da pose sem camisa, no meio das ondas, em Malibu ou noutro sítio qualquer.
Lobo adulto e corça aos saltos
O rapaz também é especialista em artes marciais, o que lhe dá uma maleabilidade suficiente para preencher vários sonhos. Nos tablóides, a fama dele é de puro Elvis Bruce Lee Jemes Dean Índio Ottawa. Namora a cantora Taylor Swift, novinha e muito talentosa, especialmente em tudo que tem a ver com canções country cheias de comichão, ansiedade e corações partidos prematuramente.
Ela, maravilhosa como sempre numa silhueta que parece ter pedido emprestada à Cinderella ou aos anúncios Bottega Veneta, ganhou há dias o Grammy de melhor álbum do ano. Agora imaginem. O fenómeno que ele é. O fenómeno que ela é. O menino de 18 anos mais querido e ágil da América, e, num mesmo poço enorme de talento, a cantora mais adorável de Nashville. Juntos. Lobo adulto e corça aos saltos. Nirvana na terra da fantasia.
Se querem notícias do Taylor Lautner, por favor consultem a loja de calendários mais próxima. Entretanto, pormenores: aparece em cena nos cinemas num filme pejado de estrelas e que se chama "Valentine's Day" ("Dia dos Namorados"), que a Warner vai colocar no mercado daqui a umas horas e mesmo a tempo para esta época em que até os corações mais valentes gostam de sucumbir a um romance de cinema.
Dois filmes a 17 milhões cada
Ao lado dele vem a Taylor Swift, a Julia Roberts, a Anne Hathaway, a Jessica Alba, a Ashton Kutcher, o Bradley Cooper e muitos, muitos outros que fazem deste namoro a montra mais atraente em qualquer bairro que tenha um multiplex. Este "Valentine's Day" vem com a assinatura do Garry Marshall, o mesmo que fez "Pretty Woman" ("Um Sonho de Mulgher"). Depois disto, o Taylor já disse que ia fazer dois super heróis: o Max Steal e o Stretch Armstrong. A 17 milhões de dólares por filme, façam as contas.
Num ano em que até o Tobey Maguire foi despedido da série "Homem Aranha", ficar assim de repente com duas franchises de super heróis é uma espécie de taluda impossível de ganhar. Por tudo isto e muito mais, Mr. Taylor Lautner, bem-vindo à maioridade popular. Veio de Grand Rapids, no Michigan, e assegura que não há nada mais importante que a lealdade. Daí ter apenas estes planos: passar o dia de anos com a família e os amigos. Mais uivos ao longe.
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Rui Henriques Coimbra, em Los Angeles (www.expresso.pt)
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2:59 Quinta-feira, 11 de Fev de 2010
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A actor Alec Baldwin deu entrada no serviço de emergência na madrugada de hoje, em Nova Iorque, depois de a filha Ireland ter chamado a ambulância.
De acordo notícias divulgadas em Manhattan, Baldwin teria ingerido apenas um comprimido para dormir, Ambien, mas o tom de pânico desenvolveu-se a partir do momento em que a filha tentou, em vão, falar com ele para saber se estava tudo bem.
O actor está em fase de preparação para os Óscares, uma cerimónia vista por centenas de milhões de pessoas em todo o mundo e que, este ano, será apresentada por ele e pelo comediante Steve Martin. Foram eles quem protagonizaram o filme 'It's Complicated', juntamente com Meryl Streep.
Por volta das 18h00 de ontem, segundo testemunhos recolhidos no local, Baldwin foi visto a fazer exercício num dos ginásios mais exclusivos da cidade, o Equinox. Terá mais tarde ido para casa para descansar mas, pouco depois da meia noite, foi pedido socorro.
O actor mudou-se de Los Angeles para Nova Iorque quando foi convidado a encabeçar a série '30 Rock', sobre as peripécias mirambolantes de um executivo televisivo com vontade de agradar a todos, sobretudo a si mesmo.
Fila de escândalos mediáticos
Este é apenas o último incidente numa fila de escândalos mediáticos em que o actor se viu envolvido. Depois de se ter divorciado da actriz Kim Basinger - a quem cedeu prioridade de carreira a partir do momento em que ela ganhou o óscar de melhor actriz secundária pelo filme LA Confidential - o membro mais vistoso do clã Baldwin viu-se metido numa batalha judicial pela custódia da filha.
Em 2007, na sequência de uma chamada telefónica acordada entre ele e filha e tendo por mediador o tribunal, Alec Baldwin deixou uma mensagem no gravador em que acusava a pequena Ireland de ser uma "porquinha malcriada e inconsciente".
Amigos do actor já vieram a público declarar que esta nova ronda de sensacionalismo se deve a uma manobra de má publicidade engendrada pela ex-mulher, talvez desgostosa ao comparar o estado lastimável da sua carreira face ao sucesso televisivo do marido e, agora, ao convite proeminente que lhe fez a academia do cinema. O programa '30 Rock' é líder de audiências. Alec Baldwin acabou de receber o Emmy de melhor actor. A filha tem 14 anos.
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Rui Henriques Coimbra, em Los Angeles (www.expresso.pt)
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22:45 Segunda-feira, 8 de Fev de 2010
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Que bom haver um Mel Gibson, versão cada vez mais louca, em Hollywood. O homem só parece interessado em explorar mares nunca dantes navegados. Dentro em pouco ainda aparece aí com o habitual sangue na guelra a retratar mais um rebelde resistente: um viking loiro, e aguerrido. Saiam-lhe da frente.
Depois de ter viajado ao ano zero para retratar os últimos dias de Jesus Cristo no filme 'A Paixão de Cristo', depois de ter visitado a extinção das culturas indígenas da América Central na aventura 'Apocalipto', Mel Gibson, o vingador, prepara-se para derramar ainda mais sangue com uma saga sobre os vikings.
'The Viking' ainda é título temporário mas o projecto está, de facto, em andamento. Leonardo di Caprio disse há dias em Nova Iorque que, "por causa da energia visionária que Mel Gibson tem emprestado aos filmes que realizou até agora", se mantém muito interessado em protagonizar a história. O produtor Graham King, que recebeu o Óscar pelo filme 'The Departed', mantem-se à frente dos esforços de financiamento. Graham King é conhecido pelo integralismo e bom gosto dos filmes que financia, e encontra-se também por trás do filme que Martin Scorsese quer fazer já a seguir, 'Silence', sobre o martírio dos jesuítas portugueses no Japão medieval.
Gibson, que se encontra agora a promover o novo filme 'Edge of Darkness' - uma história americana contemporânea sobre mais um caso de atropelamento da inocência em favor de interesses económicos imperiais - disse que a sua atracção pelo passado violento de uma certa Europa setentrional se deve ao facto de nunca ter visto no cinema algo que fizesse justiça ao tema. Com voz vitoriosa rematou que vai, finalmente, "devolver o V aos vikings".
É possível que o diálogo seja estritamente em idioma normando. A 'Paixão de Cristo' foi toda falada em línguas locais já extintas, como o aramaico. O 'Apocalipto' usou apenas os dialectos falados no tempo em que o império Maia subjugava as culturas mais vulneráveis do México actual.
Sobre 'The Viking', Gibson referiu "Já percebi que vou meter medo a muita gente", uma alusão às suas histórias mostradas em carne e osso.
O actor e realizador tem levado uma vida de tal modo extrema que, das aventuras apocalípticas da série Mad Max ao seu apreço pela religião - Gibson é conhecido como católico conservador que acha repelentes as adaptações liberalizantes do Vaticano ao longo dos últimos 40 anos - o trajecto dele em Hollywood passou a ser um dos mais singulares.
Pai de muitos filhos, divorciado e dono da sua própria igreja nas colinas remotas de Malibu, Mel Gibson já foi largamente condecorado pela academia do cinema. Tem sido uma vida de altos e baixos. Encostado pela polícia há uns meses quando conduzia embriagado, levantou a voz, lançou vários insultos, resistiu e acabou encarcerado, não sem antes dizer bem alto que aquela humilhação, tal como quase "todas as guerras do mundo" se devia a mais uma conspiração judaica.
O escândalo fez como que, na altura, os estúdios da Sony Columbia rescindissem o contrato de pós-produção num momento em que ele se encontrava a finalizar a mistura sonora do Apocalipto'.
Os vikings são originários da Escandinávia e, durante a época de ouro que decorreu entre os séculos VIII e XII, conseguiram chegar a locais tão distantes como a península ibérica, Kiev, Bagdade e Terra Nova, fazendo deles os primeiros europeus a abordar aquilo a que mais tarde iria ser baptizado com o nome América. O domínio viking esmoreceu quando o cristianismo de vertente romana, erradicando gradualmente códigos de honra e divindades várias, tomou conta do velho continente. "Claro que, pessoalmente, a minha vontade é apenas a de cortar aos pedaços um convento inteiro", riu-se Gibson com o ar de rapazote que cultiva, brincando, não tanto com a fama dos vândalos do norte mas com a sua reputação rebelde de homem cada vez mais marginalizado e disposto a desposar ideias politicamente incorrectas.
Com a sua famosa sede de sangue, pilhagem sem misericórdia e machados de duas lâminas que partiam em dois tempos qualquer crânio inimigo, só no século XVIII é que as lendas heróicas dos vikings conseguiram ser redimidas pelos estudos arqueológicos.
No século XIX, auxiliada pela música de Wagner - e, mais tarde, pela depuração ideológica advogada pelo nazismo - a mitologia escandinava regressou ao patamar de estima que as civilizações precocemente avançadas têm junto da classe académica. Mel Gibson, esse, está disposto a dar-lhe mais uma ajuda em direcção à eternidade.
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Rui Henriques Coimbra, em Los Angeles (www.expresso.pt)
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11:59 Sexta-feira, 5 de Fev de 2010
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Conrad Murray, o médico privado de Michael Jackson, já se encontra em Los Angeles e vai entregar-se hoje às autoridades, disse o advogado Ed Chernoff. Clique para visitar o dossiê Michael Jackson (1958-2009)
Conrad Murray contratou um especialista em defender médicos cujos doentes morreram devido ao excesso de Propofol
Pat Sullivan/AP
Após meio ano de investigações mantidas em segredo a procuradoria da cidade parece estar pronta para dar início ao processo judicial. O médico Conrad Murray vai hoje entregar-se voluntariamente à polícia, disse o seu advogado Ed Chernoff. Assim que o médico se render, a polícia tratará logo de ir a tribunal formalizar a acusação daquele que, desde o início, tem sido considerado o único suspeito num caso que cativou multidões. Jackson morreu a 25 de Junho passado num momento em que se preparava para uma série de concertos em Londres que, supostamente, lhe iriam devolver o estrelato.
Espera-se que, diante do juiz e agora que já são do conhecimento geral os hábitos farmacológicos do cantor, Conrad Murray se declare inocente.
Residente em Houston, no Texas, Murray era o médico residente de serviço quando o cantor entrou em coma respiratório após lhe ter sido administrada uma dose excessiva do anestético Propofol.
Murray quer evitar humilhação
Por vezes, a conselho dos advogados de defesa, um suspeito que esteja quase a ser inculpado formalmente tem vantagens em render-se, de maneira a que se evitem cenas de humilhação pública marcadas por um indivíduo de alto perfil a ser levado para a esquadra, e mais tarde à banca do juíz, com as mãos e os pés algemados.
A caução que geralmente é imposta em casos de homicídio involuntário ascende a uns meros 25 mil dólares.
Acredita-se que Conrad Murray, agora que contratou o advogado Michael Flanagan, um especialista em defender médicos cujos doentes morreram devido ao uso excessivo de Propofol, esteja a colocar todas as suas esperanças na discussão do caso em tribunal, quando ambos os lados puderem apresentar provas perante um painel de jurados.
O mesmo advogado de Britney
Flanagan tem muita experiência de situações mediaticamente escaldantes, dado ter defendido há pouco tempo a cantora Britney Spears numa situação de atropelamento com veículo motor e fuga subsequente. Outro advogado contratado por Conrad Murray é Joseph Low, conhecido por ter conseguido ilibar uma série de soldados americanos destacados para o Iraque e que que se viram acusados de tiroteios injustificados dos quais resultaram a morte de civis inocentes.
Entretanto, através de um advogado, a família Jackson reagiu já à possibilidade de Conrad Murray só vir a ser acusado de homicídio negligente, um crime que acarreta pena nunca excedendo os 4 anos de prisão maior.
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Rui Henriques Coimbra, em Los Angeles (www.expresso.pt)
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13:43 Terça-feira, 12 de Jan de 2010
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Se Conrad Murray aceitar assumir-se como parte responsável na morte por negligência de Michael Jackson, é possível que a pena seja reduzida para uns meses de prisão, além de perder a licença profissional enquanto médico. Clique para visitar o dossiê Michael Jackson (1958-2009)
Conrad Murray numa foto de arquivo de Novembro do ano passado
Pat Sullivan/AP
O médico envolvido na morte de Michael Jackson vai ser condenado a quatro anos de cadeia. Pelo menos é isso que deixa indicar o último relato da Associated Press no que diz respeito ao Dr. Conrad Murray. Segundo fontes localizadas dentro da investigação policial, a agência noticiosa americana refere que a acusação vai qualificar as acções de Conrad Murray como negligentes na forma mais agravada.
Michael Jackson morreu em Junho de 2009 de paragem cardíaca, um acontecimento sísmico na cultura popular que quase provocou a queda da rede americana da Internet. A ideia de negligência, ou seja, de que a morte do cantor resultou em parte do comportamento e das escolhas feitas por quem tinha o dever de cuidar dele, entra na categoria penal de homicídio não premeditado, com penas de cadeia que podem ir aos quatro anos.
Processo em preparação há sete meses
Há sete meses que a provedoria de Los Angeles prepara o caso mais mediático do ano. Conrad Murray recusou-se a assinar a certidão de óbito, apesar de ser o médico residente na mansão que Michael Jackson mantinha na cidade. Jackson estava a viver temporariamente em Los Angeles enquanto se preparava para regressar aos palcos, com uma série de concertos em Londres. Deixou para trás filhos órfãos e um legado artístico que tem sido disputado por várias multinacionais e familiares.
Julga-se que, havendo julgamento e não um acordo de compromisso entre as partes, a acusação estatal venha a pedir a pena máxima dada a falta de cooperação por parte do médico em tudo que está relacionado com a investigação. Com o tempo que o dossiê legal levou a alinhar, prevê-se que o condado de Los Angeles tenha provas suficientes para levar o médico a aceitar, logo à partida, alguma culpa na tragédia, tão estranho foi o seu comportamento na presença da equipa médica de emergência que, quando chamada ao local, tentou reanimar o cantor.
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| Conrad Murray ouve o testemunho do seu advogado durante uma das audiências de preparação do processo judicial que o condado de Los Angeles lhe está a mover |
| Isaac Brekken/AP |
A acusação terá de provar que Conrad Murray contribuiu decisivamente para a morte, algo que vai ser estabelecido apenas se a acusação conseguir ligar com causalidade do colapso final de Michael Jackson às doses excessivas do poderoso Propofol que o cantor usava para se anestesiar. Como foram conseguidas as receitas médicas? Quem administrava as doses, supostamente frequentes, ao paciente?
Classe médica em cheque
O condado terá de provar ainda que, durante todo este processo, Conrad Murray usou métodos que divergiam largamente dos padrões estabelecidos na profissão.
Acredita-se que o julgamento acabe por ser uma prova difícil para toda a classe médica. A autópsia revelou que a dose fatal de Propofol terá sido injectada por um médico que, segundo testemunho do próprio, só se ausentou durante uns minutos para ir ao quarto de banho.
Registos telefónicos revelaram posteriormente que Conrad Murray se manteve ocupado com variadíssimas chamadas telefónicas durante 47 minutos, uma parcela de tempo que corresponde exactamente ao momento em que Michael Jackson terá começado a perder sinais vitais.
Aparelhos de reanimação inexistentes
As autoridades legais assinalaram também na autópsia que o estado de saúde de Michael Jackson não exigia um medicamento tão potente como Propofol, podendo ler-se nas entrelinhas que o médico vai ser acusado de providenciar drogas em vez de terapia, bom conselho e melhor cuidado.
O relatório das autoridades refere ainda que no quarto em Michael Jackson morreu não havia os necessários aparelhos de reanimação que devem existir por norma em qualquer hospital ou clínica, pública ou privada, onde se use Propofol.
Se Conrad Murray aceitar assumir-se como parte responsável, é possível que a pena seja reduzida para uns quantos meses de cadeia, a que se acrescentará a perda da sua licença profissional.
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