Nobel de Economia para Elinor Ostrom e Oliver E. Williamson
A Real Academia de Ciências Sueca distingue os dois economistas norte-americanos pelos seus trabalhos na área da governação económica, em particular a gestão de recursos comuns e o papel das empresas na resolução de conflitos fora do mercado. (Veja vídeo SIC no final do texto)
João Silvestre (www.expresso.pt)
12:00 Segunda-feira, 12 de Out de 2009
Elinor Ostrom, 76 anos, e Oliver E. Williamson, 77
Elinor Ostrom
, 76 anos, e Oliver E. Williamson
, 77, foram hoje distinguidos com o Prémio Nobel da Economia, anunciou em Estocolmo a Real Academia de Ciências Sueca.
Segundo Elinor Ostrom, que foi a primeira mulher distinguida com este galardão criado em 1969, o seu trabalho teve como principal objectivo "perceber como é que os cidadãos podem organizar-se para de auto-gerirem". Ostrom, da Universidade de Indiana, analisou a gestão de bens comuns, como os recursos naturais, e a forma com uma gestão cooperativa pelos seus utilizadores pode ser mais eficiente que as soluções tradicionais de privatização ou de administração/regulação pelo Estado através da aplicação de taxas ou impostos.
Em conferência de imprensa telefónica na Suécia, a economista norte-americana disse estar "um bocadinho em choque" com a distinção e explicou que o seu trabalho pode servir também para o combate ao aquecimento global, uma vez que "é importante haver um acordo político global mas também serem dados passos a outros níveis, como as comunidades por exemplo".
Williamson estudou o papel das empresas como estrutura de governação económica alternativa ao mercado. Em particular, a forma como a integração vertical das empresas (acompanhando vários momentos do ciclo de produção) pode ajudar a resolver conflitos de forma mais eficaz que o mercado, uma vez que pode ser usada a autoridade.
Estes dois contributos na área da chamada governação económica, isto é, a forma como a economia se organiza instituicionalmente, surgem num ano de séria crise económica quando a crença nos mecanismos de mercado está fortemente afectada. E vêm mostrar que, em alguns casos, podem existir soluções alternativas mais vantajosas que o simples funcionamento dos mecanismos de mercado.
O que não quer dizer que estes não possam funcionar bem, tudo depende das condições específicas. Elinor Ostrom lembrou que "se estiver num mercado altamente competitivo, não sobrevivo se não me comportar próximo do que a teoria prevê" mas que em outras situações a cooperação pode ser bastante vantajosa e há inúmeros exemplos de sucesso no Mundo.
Os galardoados irão dividir em parte iguais um prémio monetário no valor de dez milhões de coroas suecas (€976 mil), um diploma e, claro, um convite para a estarem presentes na cerimónia de entrega em Estocolmo, Suécia, a 10 de Dezembro.
No ano passado, o laureado foi o norte-americano Paul Krugman
, Professor na Universidade de Princeton e colunista do jornal "The New York Times
", pelos seus trabalhos sobre comércio internacional e geografia económica.
... americanos...! Neste caso, mais um, os últimos nomes, como o da senhora dão-nos a ideia de ser de origens imigrantes da Europa do Norte. O senhor deve ter antecedentes mais americanos. Não que seja contra, mas não percebo como um chinês que consegue colocar milhões de pessoas a trabalhar quase de graça para uma economia florescente, também não leva com um Nobel, mais que não seja para dar um par de estalos em todo o mundo que compra aos chineses seja o que for!
Ora, são sempre bem-vindos os debates sobre soluções alternativas de organização institucional da economia que produzam opções de gestão económica talvez mais proveitosas do que a actual ditadura dos mercados.
O trabalho da Srª Ostrom sobre a gestão pelos utilizadores dos recursos naturais vem mesmo a propósito quando se fala agora da possível criação de um cartel dos países produtores de gás (tipo a malfadada OPEP - alguns países até estarão nos dois).
Existindo legislações nacionais que proibem a cartelização, não será possível legislação internacional no mesmo sentido?
Ainda por cima, a maioria desses países são governados por ditaduras sangrentas, "inimigas" de muitos dos países utilizadores.
Vou lê-los.
ACABEM COM ESSA TRETA;POIS ESTE ANO;PRATICAMENTEOS PRÉMIOS FORAM TODOS;PARA OS YANKES.PORQUE SERÁ.???ME RESPONDA QUEM SOUBER.??/SE EXISTE AQUI ALGUÉM QUE SABE.???ME RESPONDA SÓ UM DESTES RECEBEDORES DESTE PRÉMIO.EXIJO.ATÉ Á VISTA.SAUDAÇÕES.ROBESPIERRE.
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