Três cientistas que contribuíram para o desenvolvimento das tecnologias que suportam a fotografia digital e as redes de fibra óptica partilham este ano o Nobel da Física.
Charles K. Kao
, recebe o galardão pelo seu trabalho sobre a transmissão da luz em fibra óptica
, enquanto Willard S. Boyle
e George E. Smith
por terem inventado o sensor CCD, um semicondutor que converte a luz em milhões de pontos (ou pixéis), que compõe a imagem.
De acordo com a Real Academia Sueca
, os três galardoados são norte-americanos, sendo que K. Kao também possui nacionalidade britânica e Willard S. Boyle canadiana.
Os investigadores irão receber um prémio monetário no valor de dez milhões de coroas suecas (mais de €957 mil), sendo que metade vai para K. Kao, um diploma e, claro, um convite para a estarem presentes na cerimónia de entrega em Estocolmo, Suécia, a 10 de Dezembro.
Net à velocidade da luz
Charles K. Kao, que nasceu em Shangai e vive na Grã-Bertanha, foi distinguido pela sua descoberta de 1966 através da qual mostrou como transmitir luz através de longas distâncias recorrendo a cabos de fibra óptica, que acabariam por se tornar na infra-estrutura das modernas redes de comunicações que servem de suporte, por exemplo, à Internet.
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| Números |
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1000 milhões Comprimento em quilómetros caso se desdobrassem e esticassem num único cabo todas as fibras de vidro que transmitem informação, o que chegaria para dar 25 mil vezes a volta à Terra. |
Boyle e Smith inventaram em conjunto o "olho" da câmara fotográfica digital. Os dois cientistas trabalham nos Laboratórios Bell em Nova Jersey, EUA, conceberam um sensor que consegue transformar a luz em milhões de pontos, ou pixéis, de numa fracção de segundo.
Mas o CCD (Charged-Couple Device
), está hoje presente noutros tipos de equipamentos como por exemplo, os delicados instrumentos cirúrgicos.
Segundo a Academia Boy e Smith "inventaram a primeira tecnologia de imagem bem sucedida usando um sensor digital, o CCD. A tecnologia CCD usa o efeito fotoeléctrico, tal como foi teorizado por Albert Einstein, e pelo qual foi premiado em 1921 com o Nobel".
"Revolucionaram a fotografia, na medida em que a luz pode agora ser captada electronicamente, dispensando, assim, a tradicional película fotográfica", lembrou o Academia.