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| Emily junto ao marco do Pólo Sul, em frente à Estação Elevada, logo após a chegada, em Fevereiro |
Viva, Emily
Então como vão as coisas por aí na Base do Pólo Sul?
As coisas estão a aquecer, não? (no sentido figurado claro, porque calor é o que por aí há menos...)
Como está o movimento de partidas e chegadas?
Um beijo
José
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| A Estação Elevada. O cilindro prateado à esquerda encerra as escadas de serviço e o elevador de carga. As janelas da esquerda são as do refeitório, galeria e área comum. As da direita são as dos quartos individuais |
Ola, José,
Espero que tenhas tido um bom fim-de-semana
Nós por cá, na base do Pólo Sul, continuamos com "défice de aviões", embora tenha chegado ontem um avião com passageiros. É uma sensação muito estranha ver o número de lugares no refeitório a aumentar e cruzarmo-nos com caras novas nos corredores.
Depois de termos passado tanto tempo juntos, nós, o pessoal da equipa de Inverno da Estação Amundsen-Scott, conseguimos reconhecer-nos imediatamente uns aos outros a grande distância só pela maneira de andar. Pelo que, agora, é esquisito ver pessoas a andar por aqui que não conseguimos reconhecer.
No total, há agora 72 pessoas aqui na Base do Pólo Sul, depois de um Inverno em que fomos 43.
Outra situação engraçada com os novos elementos é que eles conseguem, sem querer, dar cabo da rotina da equipa de Inverno. Por exemplo: ontem, quando vim para dentro depois da chegada do avião, descobri que um dos recém-chegados tinha posto o casacão no "meu" cabide do vestiário.
Teve piada ver a minha reacção: primeiro fiquei baralhada (quem é que haveria de pôr o casaco no meu cabide?); depois fiquei aborrecida (como é que alguém foi pôr o casaco no meu cabide?); a seguir apercebi-me de que estava a ser estúpida (como é que o novo tipo ia descobrir que eu tenho usado este cabide nos últimos nove meses?).
É engraçado vermos quão agarrados ficamos às nossas rotinas!
Até breve
Um abraço
Emily
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| A janela de um dos 154 quartos individuais, vista de fora. Um quarto visto do interior. Tanto o de Emily como todos os outros são semelhantes, mudando apenas a decoração e objectos pessoais (cortesia Calee Allen/NSF) |
A vida de Emily no Pólo Sul
O dia-a-dia da norte-americana Emily Wampler no local mais inóspito da terra, a base Amundsen-Scott, onde até Outubro é sempre de noite e a temperatura é de 60 graus negativos