23/02/2012 atualizado às 14:24
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Nissan decidiu cancelar fábrica de baterias há duas semanas

Decisão de cancelar a fábrica de Aveiro foi tomada há 15 dias e relaciona-se com a inviabilidade da unidade portuguesa fornecer às fábricas da Turquia, de Barcelona, de Inglaterra e dos EUA.

J. F. Palma-Ferreira (www.expresso.pt)
10:56 Terça feira, 13 de dezembro de 2011

"O mundo mudou muito depressa e a Nissan teve de tomar uma decisão rápida sobre o investimento que estava a fazer em Aveiro, na fábrica que ia produzir baterias: há quinze dias confirmou-se a inviabilidade da fábrica de Aveiro fornecer as baterias às fábricas da Turquia, de Inglaterra, de Barcelona e dos EUA, porque já são abastecidas por outras fábricas de baterias da Nissan que estão a produzir em grande cadência", explicou ao Expresso a fonte oficial da Nissan em Portugal.

Um dos problemas do investimento da Nissan em Portugal é que não estava associado a uma unidade que fabrica veículos elétricos, exportando toda a sua produção. "Como o Japão está a produzir muito mais baterias do que inicialmente se previu, tem capacidade para abastecer a nossa atual produção de veículos elétricos, o que inviabiliza os projectos como o da fábrica de Aveiro", explica a fonte da Nissan.

Nissan só vendeu 92 carros elétricos em 2011 


Entre janeiro e novembro a Nissan vendeu 92 veículos elétricos Leaf, num mercado onde tem uma quota de aproximadamente 60%. Metade destas viaturas foram compradas por empresas. "As pessoas contavam com os incentivos públicos que inicialmente foram propostos para a compra de veículos elétricos mas cujos pagamentos demoraram bastante a ser feitos", refere a fonte da Nissan.

Sem incentivos, um Nissan Leaf custa 35.850 euros em Portugal, o que o coloca num segmento pouco acessível à generalidade dos agregados familiares portugueses. Por outro lado, a circulação destas viaturas exige a instalação de uma rede mínima de postos de abastecimento rápidos, que tem demorado a ser criada. "Faltam instalar 50 postos de abastecimento rápidos que era suposto estarem já operacionais", comenta a fonte da Nissan.

Até hoje, a Nissan contruiu a infraestrutura que iria servir para a fábrica de baterias. "A nave está construída e agora vamos ver a utilização que lhe vai ser dada", refere ainda a mesma fonte.

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A fabrica da Nissan não vai para a frente?
Resistente (seguir utilizador), 2 pontos , 13:09 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
O ministro da economia andava e anda desaparecido. Diziam que estava a trabalhar. Agora estamos a ver o resultado do seu trabalho..
 
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    Re: A fabrica da Nissan não vai para a frente?    Ver comentário
nao tento (seguir utilizador), 1 ponto , 17:02 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
Só 1 louco investiria em Portugal neste momento
alix07 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:55 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
Mas quem em sua sã consciência irá investir cá , com a economia a ser destruída desta maneira e sobrecarregada de impostos , só se for alguem com gosto de perder dinheiro.

 
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    Re: Só 1 louco investiria em Portugal neste moment    Ver comentário
AlphaAXP (seguir utilizador), 1 ponto , 17:33 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
Com o preço da electricidade e das portagens....
Alves1 (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 14:35 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
só um louco investiria em Portugal.
Passos Coelho, está a destruir o país
 
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Está visto, esta empresa...
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 2 pontos , 14:56 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
... não gosta do "governo credível" nem do super-Álvaro.

O super-Álvaro deve estar a pensar: «Mas porque é que eu saí da universidade? Era tão bom quando estava lá, escrevia livros... postava nos blogues... acertava sempre! Assim é muito mais difícil... mas ainda espero vir a ter uma ideia...»
 
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    Re: Está visto, esta empresa...    Ver comentário
Franco5612 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:13 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
    Re: Está visto, esta empresa...    Ver comentário
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 2 pontos , 16:08 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
O reles comentador lembra-se de algo lido algures!
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 16:06 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
Parasita(s), meu amor
                                                           
Portugal tem um fascínio secular por tudo o q vem do estrangeiro sejam pessoas, empresas, projectos etc... Isto não teria nada de mau, se não estivesse aliado no presente a um raciocínio pequeno e mesquinho, que desconsidera o valor intrínseco de Portugal, dos portugueses, do seu ‘know-how' e capacidade criativa.

Na linha dessa visão pequeno-burguesa poluída, vem a contratação de empresas estrangeiras pelo Estado e múltiplos organismos públicos, em concorrência com as portuguesas para fazer projectos em Portugal. Isto passa-se em áreas em que o ‘know-how' português é tão bom ou melhor que o estrangeiro, como a advocacia, a consultadoria, indústria e muitas outras áreas.

Pior do q isto (e como se não bastasse esta discriminação, que deve ser única no mundo), é o q tem vindo a ser feito a todas as PME portuguesas. Não só lhes são retiradas pelo próprio Estado Português oportunidades de mercado, como o Estado através de impostos, taxas e contribuições para a Segurança Social lhes retira recursos, q entrega a empresas estrangeiras ou outras para abrirem ou manterem fábricas em Portugal. Veja-se por exemplo o caso da Qimonda (e muitos outros), que estão a fechar ou ameaçam fechar, e que são verdadeiros cancros, q só se mantêm vivos à custa de enormes apoios subsídios, que lhes são concedidos permanentemente pelo Estado.
 
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    Comentador lembra-se de ter lido algo, algures!    Ver comentário
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 16:11 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
    Comentador lembra-se de ter lido algo, algures!    Ver comentário
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 16:16 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
    Re: Comentador lembra-se de ter lido algo, algures    Ver comentário
a_Razao (seguir utilizador), 1 ponto , 16:56 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
O Expresso tem de escrever em Português
Borrifador (seguir utilizador), 1 ponto , 12:18 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
Nesta noticia o termo "inviabilidade" não tem o sentido que consta nos dicionários de Língua Portuguesa.

Nesta noticia, "INVIABILIDADE" quer dizer.

O Estado Português não quis encher os bolsos à administração da Nissan, não quis baixar os impostos à fábrica da Nissan, não quis dar subsídios para que o carro da Nissan custasse menos que os da concorrência.
Concluindo: O Estado Português não baixou as calças como fizeram a Turquia, a Espanha e a Inglaterra. Por este motivo a Nissan ficou chocada com a facto de ter em Portugal os mesmos direitos que qualquer empresário pelintra Português, o que é considerado uma falta de respeito.

Para poder enganar os tolos justificar tecnicamente, inventou um estudo que dizia ser inviável o fornecimento à Turquia, Inglaterra e Espanha, pois Aveiro fica longe da costa e não existem estradas a partir dos limites da fábrica.
 
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    Re: O Expresso tem de escrever em Português    Ver comentário
goias (seguir utilizador), 1 ponto , 13:14 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
    O Estado Português não baixou as calças    Ver comentário
Péricles Pinto (seguir utilizador), 1 ponto , 14:49 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
    Re: O Estado Português não baixou as calças    Ver comentário
Borrifador (seguir utilizador), 1 ponto , 17:56 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
Que iriamos exportar...!?
vasil (seguir utilizador), 1 ponto , 12:27 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
Em Portugal não há poder de compra que justifique qualquer investimento... E para exportar há que pagar transportes e portagens carissimas! Sai mais barato produzir para a Europa, no centro da Europa!

Mas os imbecis dos nossos governantes (como os que neles votaram) não vêm isso!

 
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    Re: Que iriamos exportar...!?    Ver comentário
Franco5612 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:32 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
Cheira-me a mais contrapartidas!
Franco5612 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:05 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011

Nesta fase em que se começa a vender tudo ao desbarato, veja-se como vão ser negociadas as privatizações, não é de admirar que esse investidor esteja a esticar a corda para mais benesses (talvez a China lhe resolva o problema, ou mesmo a Roménia),

e claro lá vai o governo com o tubo da vaselina atrás dos senhores...

E fundamental ler bem os contratos e ver como salvar aquilo que há a salvar, a exemplo do que fazem as PPP,s com o Estado.... e não deixar andar como o que acontece com as contrapartidas dos submarinos....
 
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Alternativas
Neo-Albatroz (seguir utilizador), 1 ponto , 16:30 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
Portugal tem reservas muito substanciais de lítio. Se os japoneses não querem instalar aqui uma unidade de produção de baterías de lítio, porque é que Portugal não procura associar-se a um grupo chinês, por exemplo, que tenha interesse em entrar no mercado dos veículos eléctricos? Dentro de muito poucos anos o mercado mundial será invadido por automóveis chineses, pelo que era altura de procurarmos tirar partido disso.
 
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    Re: Alternativas    Ver comentário
Borrifador (seguir utilizador), 1 ponto , 18:03 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
    Re: Alternativas    Ver comentário
Neo-Albatroz (seguir utilizador), 1 ponto , 18:46 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
    Re: Alternativas    Ver comentário
Borrifador (seguir utilizador), 1 ponto , 19:09 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
Agora sim disseste a verdade
Icezero (seguir utilizador), 1 ponto , 17:08 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
A verdade de eles investirem era porque estavam a espera que fossem subsidiadas as compras dos veiculos e possivelmente que eles também fossem subsidiados para poderem produzir e exportar...

andam para aqui pessoal a dizer que a culpa é do actual governo... enfim... querem que o governo corte nas gorduras, mas depois querem que eles paguem subsidios para o pessoal comprar carros electricos...

 
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que invistam os tugas
furedo (seguir utilizador), 1 ponto , 18:34 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
Os tugas nao têm menos guito que os japoneses, por isso que o invistam eles. Os tugas nao sabem produzir uma bateria, sabem sabem e tb sabem construir um carro eléctrico. A coisa mais fácil do mundo. Estao à espera de quê? Maos à obra. Os tugas investiram bilioes, trilioes no Brasil agora que venha o retorno. Os emigrantes tugas têm enviado prá banca portuguesa há décadas rios de dinheiro, por isso os tugas que o invistam em Portugal. Vao -se privatizar boas e grandes empresas em PT, os alemaes estao atentos, os tugas estao à espera de quê? A China tb comecou do zero, maos à obra e ponham Portugal no pelotao da frente!! Se deixarem fugir o que resta adieu.
 
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Alguém prometeu o que não tinah para dar...
alguemalgures (seguir utilizador), 1 ponto , 19:22 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
A Nissan simplesmente não viu cumpridas as promessas de isenções fiscais e outros complementos para a instalação da fábrica em Portugal.

Mas há quem ainda não tenha visto o óbvio.

Há quem atribua a culpa a quem tenta governar o completo desgoverno que é Portugal.

É preciso mesmo ter vistas curtas e usar os óculos do Clemente para não quererem sequer admitir que Sócrates e os seus 6 anos e meio de DESGOVERNO prometeram à Nissan o que já sabiam que não iriam cumprir.

Mas isto é um filme que já se havia assistido com os navios dos Estaleiro Navais de Viana do Castelo... desses nem os contratos assinados na presença das TV`s aparecem.
 
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    Alguemalgures pôs o dedo na ferida!    Ver comentário
Péricles Pinto (seguir utilizador), 1 ponto , 22:35 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
    Re: Alguemalgures pôs o dedo na ferida!    Ver comentário
alguemalgures (seguir utilizador), 1 ponto , 23:58 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
Decidiu cancelar porque queria dinheiro
ManuelCutileiro (seguir utilizador), 1 ponto , 19:29 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
Ponto final.
 
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