13/02/2012 atualizado às 1:11
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Não há Governo

Miguel Sousa Tavares (www.expresso.pt)
0:00 Quinta feira, 11 de março de 2010

1. Alexandre Soares dos Santos tem toda a razão: não há Governo. Basta estar atento e ler os jornais para perceber que ninguém está a governar. Estamos em Março e ainda não há orçamento aprovado e, menos ainda, o PEC apresentado para ser discutido com a oposição - como se não houvesse pressa alguma. Olhamos à roda e não vemos nenhum ministro que esteja a fazer coisa que se note - de alguns, aliás, até já esquecemos o nome ou não nos lembramos que existem. A oposição distrai-se com jogos florais, como essa patética comissão parlamentar para descobrir se há ou não liberdade de informação, e o PSD está envolvido num interminável processo sucessório que, não conseguindo entusiasmar ninguém dentro do próprio partido, só pode colher do país um imenso bocejo de absoluto desinteresse.

2. Sócrates concedeu-se a si próprio quatro dias longe da borrasca interna, para uma viagem de Estado a Moçambique, com o habitual excesso de carga de empresários a sondarem oportunidades de negócio garantidos pelo Estado. E, com ele fora, é como se não houvesse mesmo nada a decorrer. A coisa é de tal maneira consensual, que até o secretário-geral da UGT embarcou na comitiva para Moçambique declarando-se grevista à distância, na greve da Função Pública de que foi um dos convocantes.

Desde que o Governo tomou posse, o único dos seus membros que tratou rapidamente de mostrar que tinha uma missão e a cumpriu foi a nova ministra da Educação, Isabel Alçada. Em menos de dois meses, ela liquidou quatro anos de esforços da sua antecessora para tentar resgatar a política da Educação da ditadura instalada há muito pelos sindicatos dos professores. Várias reuniões e muitos salamaleques depois, capitulou em toda a linha e acrescentou umas largas centenas de milhões de euros aos encargos fixos do Estado - fora os que virão por efeito do contágio que, a prazo, se fará sentir em todo o resto da função pública, porque os outros não deixarão de exigir, e legitimamente, tanto quanto os professores conseguiram.

Entretanto, os números gritam o que o país pensa de trinta anos de Educação a mando dos sindicatos: nos últimos dez anos, o ensino público, do pré-escolar ao secundário, perdeu 98.000 alunos e o privado viu a sua quota subir de 15 para 18%. Mesmo em tempos de crise, cada vez mais pais estão dispostos a gastar mais dinheiro com a educação dos filhos, tirando-os da escola pública, em que deixaram de confiar.

3. Também Ana Jorge, é justo reconhecê-lo, tem prosseguido sem desfalecimento a desmontagem da reforma da Saúde ensaiada pelo seu antecessor, Correia de Campos. E também aqui, a capitulação perante os lóbis instalados é o sinal identificador da contra-reforma. Como revelaram as intermináveis escutas do "Sol", agora a propósito da rendição ao sinistro lóbi da ANF, no concurso para as farmácias hospitalares. (E também aqui, mais uma vez, vamos encontrar o sempre presente pivô do regime, o inabalável Armando Vara, no centro de todas as grandes operações, dos grandes negócios, das grandes influências).

4. E, estava o PEC quase concluído, quando a enxurrada na Madeira veio baralhar todas as contas. O mesmo Governo que estava em vias de abrir uma crise levada ao extremo para não consentir que a Madeira se pudesse endividar mais uns míseros 50 milhões neste ano orçamental, agora, por entre sorrisos, lágrimas, solidariedade patriótica e 'sentido de Estado', está pronto a abrir mão de 1300 milhões - que é quanto o dr. Jardim estima necessário para reparar os prejuízos de uma catástrofe que, conforme amplamente já demonstrado, foi agravada em grande parte pela especulação urbanística, erros de ordenamento e modelo de desenvolvimento que o seu governo quis para a Madeira. E os 1300 milhões destina-os a obras públicas e "relançamento da economia" local: ou seja, mais do mesmo.

E a oposição toda, sem excepção, cala-se muito bem calada, porque todos temem a acusação de antipatriotismo, se se puserem a fazer contas ou perguntas. 1300 milhões? Para se ter uma ideia, representa quase um terço do que a Grécia se propõe poupar através de medidas draconianas, para reduzir o seu défice neste ano de 12,5% do PIB a 9%. E pouco menos de metade do que a África do Sul gastou com a renovação de cinco aeroportos e a construção de um totalmente novo, em Durban, para acolher o Mundial de Futebol. Onde estarão os 1300 milhões de danos públicos ocorridos na Madeira?

Entregue a si próprio, o desastre da Madeira teria custado a cabeça a Alberto João Jardim. Escudado na solidariedade pátria e nos inesgotáveis dinheiros dos "cubanos", o desastre garante-lhe mais cinco anos de poder. E que se lixe o PEC e as contas públicas! "Uma flor para a Madeira" é o que está a dar. Cá e lá.

5. Consta por aí, e desde há algumas semanas, que o eterno inquérito ao Freeport de Alcochete chegou ao fim. Os ingleses encerraram o processo, tendo chegado às suas conclusões, e os portugueses nada mais conseguem apurar, depois de tão arrastada pesca à linha. Consta que, seis anos depois, nada têm contra José Sócrates e que tudo se ficará, como se adivinhava desde o início, por uma acusação de tentativa de burla e extorsão contra o próprio Freeport, por parte de alguns cavalheiros de aventura, invocando para tal o nome de Sócrates. E que o mais que o processo terá conseguido apurar politicamente foi o 'crime' cometido por Lopes da Mota, de ter transmitido aos seus colegas investigadores que o primeiro-ministro desejava que o processo andasse rapidamente e chegasse a conclusões - coisa logo vista como uma insuportável "ingerência" e "pressão". Você, caro leitor, se se visse acusado de corrupção e se soubesse inocente, não desejaria que o processo se concluísse rapidamente, para limpar o seu nome? E se, ainda por cima ocupasse um cargo político, não teria mais ainda o direito de o exigir? Há alguma democracia no mundo que se possa governar com um primeiro-ministro que passa seis anos como suspeito de corrupção, enquanto o processo se arrasta com todas as delongas e o homem é julgado e executado na praça pública, através de fugas de informação para a imprensa?

Já há seis meses, o impotente PGR declarava que ele próprio estava incomodado com a demora e não entendia por que razão o processo não chegava a uma conclusão. Ninguém lhe ligou importância alguma, porque é assim que funciona o Ministério Público: em roda livre. Dois simples magistrados detêm o imenso poder de manter cativo o primeiro-ministro durante seis anos, de assim influírem directamente na política de que não fazem parte e de ignorarem augustamente os modestos desejos do seu teórico superior hierárquico. É por estas e por outras que eu já me deixei de pruridos e de cerimónias: sou pelo fim da autonomia e irresponsabilidade do Ministério Público. Hoje, já quase não tenho dúvidas de que é o primeiro passo a dar para fazer a justiça funcionar. Tão simples quanto isto.

Quem se põe a jeito expõe-se às consequências. Agora, não se admirem se José Sócrates vier perguntar se tão inexplicável demora foi para manter o processo vivo até às eleições do Outono, se foi para manter no ar o "Jornal de Sexta", de Manuela Moura Guedes, ou se foi para esperar ainda que um milagre caído do céu nos autos viesse justificar tudo o resto. Tem toda a legitimidade para o fazer.

Texto publicado na edição do Expresso de 6 de Março de 2010

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Não há governo nem é preciso
CondestavelXXI (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 11:53 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Portugal está a ser governado pelos credores tal como se previa. Os direitos adquiridos acabaram por ser todos garantidos graças à luta da extrema esquerda e dos sindicatos, ajudados pela direita. A democracia venceu mais uma vez apesar de Sócrates a ter tentado asfixiar e condicionar. A liberdade de imprensa ficou garantida pela intrépida luta de muitos jornalistas alguns dos quais deram os seus empregos e dariam a vida se necessário.
Agora, que o perigo passou, que o povo português voltou a ter o seu bem estar garantido e que Sócrates é um cadáver político, prova-se que os portugueses não precisam de governos incompetentes nem de políticos corruptos para nada pois se governam melhor sózinhos.
Agora só há que manter o cadáver do Cid Campeador português pois precisamos dele para que os inimigos não nos comam vivos. Pobres portugueses.
 
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DAR UMA NA ROSA OUTRA NA FERRADURA
AUGUSTO ROSA (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 10:26 | Quinta feira, 11 de março de 2010
OH MIGUEL, PORRA PARA TI TAMBÉM

DIZES QUE NÃO HÁ GOVERNO

FEZ-SE LUZ

ENTÃO E DEPOIS COMEÇAS A FAZER INTERPRETAÇÕES "REDONDINHAS SOBRE O FREEPORT GATE

LEMBRO-TE AQUI UM PORMENOR

FOI O TIO DO SÓCRATES , NÃO O MEU NEM O TEU

QUE DISSE EM DIRECTO NA TV

QUE TINHA PEDIDO AO ZEZITO UM FAVOR PARA ELE VER ESSE ASSUNTO DO LICENCIAMENTO DO FREEPORT , UM AMIGO , O SMITH....

SABES QUE TODOS OS ENVOLVIDOS , ATÉ O SECRETÁRIO DE ESTADO , SÃO SUSPEITOS, SÃO TODOS ARGUIDOS

LEMBRAS-TE QUE O GOVERNO JÁ DE GESTÃO , A 3 DIAS DA TOMADA DE POSSE DO NOVO

APROVOU EM CONSELHO DE MINISTROS O FREEPORT DEPOIS DE UM PAQUETE ANDAR A CORRER NO DIA ANTERIOR A RECOLHER PARECERES , ASSINATURAS E CARIMBOS , 6 DEPARTAMENTOS

MAS ISTO É TUDO NORMAL

EU TAMBÉM ACREDITO NO PAI NATAL

SERÁ QUE VISTE AS DENUNCIAS DE CONSPIRAÇÃO CONTRA A DEMOCRACIA

- COM ALTERAÇÕES LEGISLATIVAS

- CHANTAGENS FEITAS A JORNAIS VIA BCP/VARA ,QUE TU PRÓPRIO DENUNCIAS-TE

- O PS TER FEITO UMA TAKE-OVER COM O AMIGO BERARDO

ESSAS DENÚNCIAS NÃO FORAM FEITAS PELO ZÉ DA ESQUINA

FOI UM SENHOR CHAMADO PINTO BALSEMÃO A QUEM TU E EU MUITO DEVEMOS UM DOS PAIS DESTA DEMOCRACIA

AQUI NESTE JORNAL (QUE ALGUNS ATRASADOS MENTAIS CHAMAM PASQUIM) O EXPRESSO

OU ACREDITAS MAIS NO MENTIROSO DESSE PINÓQUIO , O BEM AMADO GRANDE IRMÃO , O CHEFE SOCATAS

CURIOSO, BEBI À UNS DIAS UM "FALCOARIA 2005" E LEMBROU-ME QUEM TANTO RESPEITO

"MIGUEL SOUSA TAVARES"

ÀS VEZES NÃO TE ENTENDO , PÁ
...
 
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Coerência
ja_penso (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 10:41 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Eu para ter uma opinião da realidade procuro informação nas pessoas que pelo seu caracter e outras virtudes que constituem referência como valores,independentemente das suas escolhas políticas,me ajudem a escolher o que se apresenta melhor para nos governar.O Sr,FOI uma dessas pessoas que eu procurava ler ou ouvir.Hoje o Sr não merece a confiança.Lamentávelmente o Sr não precisa de mim como eu precisei de si.Optar por mascarar um desonesto com falsas virtudes é uma opção de pior efeito.
Lamento,mas despeço-me de si.As sua opçôes são suas . Sériamente não deveria usar este espaço para branquear o que está ensombrado pelo descrédito.Pois nunca conseguirá mais iluminar só será lixiviado.
 
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    Há quem rompa o namoro...    Ver comentário
Brilhantina (seguir utilizador), 2 pontos , 19:07 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Re: Coerência    Ver comentário
userEX113852 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:25 | Sexta feira, 12 de março de 2010
Sócrates
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 21:05 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Já não tem credibilidade politica para governar, alem de mitómano o seu nome sempre esteve rodeado de casos escuros e mediáticos.
 
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Não há governo
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 22:20 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Como é que alguém pode governar, se a Oposição se juntou para o tramar e já não é de agora, pois qualquer mortal podia adivinhar que o País ía ficar ingovernável se nenhum partido conseguisse uma maioria absoluta. MFL antes de ser Líder do PSD e no tempo em que o era M. Mendes concordava com as medias que o governo estava a tomar. Desafiava até que seria uma vergonha se recuasse, na Saúde, na Educação e de uma maneira geral na reforma da Administação Pública, onde se anunciava um emagrecimento até à presente data nunca dantes visto. Passa a chefiar o PSD e eis quando já tudo era para rasgar. Inicia-se então uma cruzada contra o PM onde é acusado de tudo, mas nada nunca provado, se não é parece para provocar um desgaste, porque com as alternativas disponiveis e as que se venham a perfilhar no futuro próximo, Sócrates corre o risco de ficar igual ao Toyota que veio para ficar. A Oposição e os que a acompanham estão mais interessados em denegrir a sua imagem, do que preocupados com os graves problemas que o País e o Mundo estão a viver. O desemprego, o défice, a dívida pública, a economia que não descola, o caus em que se encontra a justiça, a educação, a saúde, são assuntos muito menos importantes do que saber se o PM sabia da compra da TVI pela PT e se mentiu. Se por acaso caísse um braço cada vez que um político mente o que não faltariam por aí era manetas. É caso para dizer que quem não tem culpas que atire a primeira pedra. Podemos dizer:-Oposição que não presta, governo...
 
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Saladas à Tavares Rico
Jonatas (seguir utilizador), 1 ponto , 0:57 | Quinta feira, 11 de março de 2010
O que Lopes da Mota pediu aos colegas não foi que concluissem o processo rapidamente. Foi que arquivassem o processo rapidamente.

São coisas completamente diferentes.

O amigo Tavares confunde tudo, como é seu hábito. Não merece qualquer credibilidade.
 
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    Re: Saladas à Tavares Rico    Ver comentário
comentador_braga (seguir utilizador), 1 ponto , 1:02 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Re: Saladas à Tavares Rico    Ver comentário
userEX113852 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:39 | Sexta feira, 12 de março de 2010
    Re: Saladas à Tavares Rico    Ver comentário
ruiasc (seguir utilizador), 1 ponto , 9:39 | Segunda feira, 15 de março de 2010
Tivemos quase!
comentador_braga (seguir utilizador), 1 ponto , 1:00 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Os partidos defendem as suas políticas como verdades universais, não cedendo às boas "sugestões" dadas por outros partidos (como se fosse crime admitir que uma ou outra lei é melhor que a nossa).
Depois gostam de andar entretidos em quem é mais forte a mandar "bocas" aos seus adversários, para satisfação dos jornais que podem fazem capas “Polvo” com direito a edições extra para o bem do país (!?). Enquanto o tempo passa e problemas mantêm-se.
Considero que o anterior governo foi das melhores coisas que aconteceu a Portugal, mas claro após constatação da oposição, que se arriscava a ficar pulverizada em número de votos, pois os portugueses constatavam que seria o melhor governo que PORTUGAL alguma vez teria tido, associado às reformas dos sectores intocáveis (justiça, educação, …) deu nisto, politiquice e depois o retrocesso.
Aliado à ideia do cidadão que não quer subidas de impostos, mas também não quer que lhe tirem a maternidade e a “urgência” (médico com uma secretária e uma cadeira) da porta de casa, ou seja, desde que não toquem nos meus direitos adquiridos (por muito estúpidos que sejam) podem fazer tudo.
José Sócrates falhou! Como responsável máximo pelo governo, deveria ter continuado a por o interesse do país em primeiro, ou seja, na sua recandidatura deveria dizer aos portugueses vou continuar este caminho doa a quem doer. E com esta crise podia aproveitar e continuar a arrumar a casa, para depois na retoma conseguir competir e evoluir com os outros países.
 
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    Re: Tivemos quase!    Ver comentário
userEX50677 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:48 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Re: Tivemos quase!    Ver comentário
comentador_braga (seguir utilizador), 1 ponto , 14:58 | Sexta feira, 12 de março de 2010
    Re: Tivemos quase!    Ver comentário
userEX50677 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:14 | Sexta feira, 12 de março de 2010
    Re: Tivemos quase!    Ver comentário
ruiasc (seguir utilizador), 1 ponto , 9:36 | Segunda feira, 15 de março de 2010
As velhas oportunidades de sempre!
1963777 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:37 | Quinta feira, 11 de março de 2010
No meio de tudo isto, uma coisa é certa: esta crise (bem estrutural e bem mais portuguesa do que nos querem fazer acreditar) e este esvaziamento político (vazio de liderança, de ideias, de estratégia, de acção, de alternativas…) conseguiram meter as reformas necessárias na gaveta, arrasar a economia e o emprego e – pasme-se! – a proeza de colocar a nossa emigração praticamente ao nível de 1960, quando aos nossos pequenos camponeses e assalariados agrícolas não restou outra alternativa senão desatar a fugir do país “a salto”. Que dizer agora deste vazio de oportunidades que obriga de novo os mais jovens – alguns deles entre os mais bem preparados - a partir assim?

De qualquer forma, “oportunidade” não é palavra que falte no dicionário governamental. E foi certamente com esse propósito em mente que o Governo levou a tal carga empresarial a Moçambique. Não consigo é perceber muito bem como é que tais oportunidades doiradas de negócio para os empresários de sempre vão ajudar o país a sair do atoleiro em que se meteu e a criar emprego em território nacional. Bem, a não ser que o objectivo seja levar também, juntamente com o investimento, uma parte do desemprego nacional para aquela ex-colónia. E, assim, ao mesmo tempo que melhoramos as exportações (cumprindo o nosso eterno desígnio de exportadores empenhados de mão-de-obra), conseguimos aliviar a taxa de desemprego! Só vantagens, claro!

Conceição Pereira
 
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    Re: As velhas oportunidades de sempre!    Ver comentário
userEX50677 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:50 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Agradar a gregos e a troianos!
hpg (seguir utilizador), 1 ponto , 13:54 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Pois é Miguel,
Agradar a gregos e troianos, é o que tem feito nos últimos tempos. Talvez isso lhe garanta perpetuidade como suposta referência do jornalismo sério e de opiniões bem formadas, mas certamente não lhe trará mais admiração por parte do seu público.
Não entendo o seu posicionamento face ao caso Freeport. Não entendo onde vai buscar tantas certezas e não entendo porque considera à partida que o PM tenha alguma coisa a ver com o assunto (tem o dito várias vezes). Ainda na semana passada era noticiado, no Expresso, que novas diligências estariam a ser efectuadas em Inglaterra sobre o caso. Para um caso que está prestes a ser encerrado, não deixa de ser estranho, pois não? Não se trata de condenar ninguém à partida, mas que os factos são estranhos, são, e que nos fazem levantar muitas dúvidas, fazem! Por isso não percebo, como a partir do seu altar, absolve quem quer que seja. Só porque não existem provas? Seria assim se pudéssemos confiar cegamente na nossa Investigação criminal e Justiça. Infelizmente assim não é! Arquivando ou não o caso, a dúvida sempre ficará, porque neste momento ninguém confia em ninguém. Por isso, penso que não lhe cabe a si vir tentar fazer aquilo que nem políticos, nem juízes, nem polícias conseguiram fazer até agora e que era de clarificar o povo português sobre esta e outras questões.
O processo Freeport, provavelmente só terminará quando o PM já estiver fora do governo e ele será a versão 2.0 do Dr. Vale e Azevedo.
 
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    Re: Agradar a gregos e a troianos! Errata!    Ver comentário
hpg (seguir utilizador), 1 ponto , 16:30 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Até que enfim...
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 17:47 | Quinta feira, 11 de março de 2010
...globalmente de acordo.

Afinal, podia ter dito isso ao visado, no seu programa...
Não terá descoberto isso, agora, nestes dias...
 
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Hipocrisia não
clareza (seguir utilizador), 1 ponto , 20:34 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Leão sem Socrates à frente e Cordeiro na entrevista que lhe fez. Assim não...
 
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não há governo
komerad (seguir utilizador), 1 ponto , 23:40 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Mas quem precisará de governo? Quem se preocupa com os diversos problemas que nos assolam, desde que o país se tornou uma imensa área de cuscuvilhice, onde ‘jornalistas’, ‘políticos’, comentadores abstratos se deleitam a debitar impropérios, falácias, atoardas, a torto e a direito sem outro sentido que não seja arejar os recalcamentos contidos desde o tempo em que havia algum decoro debaixo de toda a impunidade...
 
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Não têm perdão
userEX113852 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:18 | Sexta feira, 12 de março de 2010
É inteiramente verdade!
O Governo, nada mais pode fazer! É um governo de gestão. Se não fossem as Ministras da educação e da saúde a eliminar quase por completo as reformas dos Anteriores ministros C. Campos e M. Lurdes Rodrigues, seria o governo do parlamento a fazê-lo, e então não sobraria nada para contar.

Em Portugal, governar, no sentido forte da palavra, só é tarefa executável, com maioria absoluta.

Sócrates GOVERNOU durante quatro anos. Nesse período teve que enfrentar:

Corporações
Sindicatos
Greves e manifestações continuas
PSD, CDS, PCP, BE
Os vetos do PR
Hostilidade sistemática da Imprensa.
Contínuas e sistemáticas campanha negras, entre as quais, a mais vergonhosa e criminosa de todas, o Freeport.

Energúmenos como Manuel Moura Guedes, Mário Crespo e José Manuel Fernandes e muitos mais, acusaram julgaram e condenaram do alto dos seus púlpitos, na praça pública um homem inocente.

PSD, CDS, BE, PCP, todos sabiam, que Sócrates nada tinha a ver com corrupção, mas de forma cobarde, interessava-lhes para colherem dividendos políticos, que se mantivesse a suspeita pelo maior espaço de tempo possível.

O PR, lança também as suas achas para a fogueira. Quer dar cobertura à teoria da asfixia, acusa o governo de o estar a espiar. ERA MENTIRA; pior, era calúnia. Nunca li no expresso, nem noutro jornal, na primeira ou na última página a Expressão "A Mentira de Cavaco"

Há uma só solução: Demissão, eleições, maioria absoluta PS.
Miguel Baía

 
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o problema de Sócrates
aguasdemarço (seguir utilizador), 1 ponto , 19:25 | Domingo, 14 de março de 2010
Sócrates tinha uma maioria absoluta. Havia muito para fazer e ele até estava determinado a fazer alguma coisa! Começou mal, ou antes, começou estupidamente, a insultar genéricamente, os profissionais dos sectores onde deviam ser feitas mudanças e corrigir o que estava mal! Subliminarmente, chamou às pessoas que trabalham para o Estado, incompetentes, preguiçosas, que não merecem o que ganham, etc. Isso indispôs logo toda essa gente contra ele! Embora, toda essa gente - as corporações de que falam aqui alguns comentadores - até tivessem votado nele! Depois, com raras excepções, onde reformou, reformou mal, fez o trabalho pela rama, em cima do joelho, deixando um rasto de injustiças que aumentaram a animosidade! Isso aconteceu com os professores! Noutras áreas, fez duas ou três coisas bem e aí umas dez mal, porque não foram pensadas, estudadas, ponderadas! Sócrates não tem rigor ao fazer as coisas e transmite essa ideia aos seus ministros! A prova disso é o caso do aeroporto! De resto, bastava ver como conseguiu ele uma alegada licenciatura em engenharia, para perceber que a sua personalidade e capacidade de governo só se dá bem com a mediocridade, o fazer tudo por alto, para encher o olho à populaça pouco informada! O profundo, fica por fazer, porque vai doer, também à populaça e não só aos servidores do Estado! Depois, nas reformas qufe doiam, fosse na saúde, na justiça, etc. havia sempre excepções para satisfazer regiões de votantes, autarcas amigos, etc.. etc.
 
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    Re: o problema de Sócrates    Ver comentário
ruiasc (seguir utilizador), 1 ponto , 9:49 | Segunda feira, 15 de março de 2010
    Re: o problema de Sócrates    Ver comentário
aguasdemarço (seguir utilizador), 1 ponto , 16:47 | Segunda feira, 15 de março de 2010
    Re: o problema de Sócrates    Ver comentário
ruiasc (seguir utilizador), 1 ponto , 18:06 | Segunda feira, 15 de março de 2010
    Re: o problema de Sócrates    Ver comentário
aguasdemarço (seguir utilizador), 1 ponto , 20:48 | Segunda feira, 15 de março de 2010
MST Sinais de Fumo II
Press (seguir utilizador), 1 ponto , 18:20 | Segunda feira, 15 de março de 2010
Pelo teor do artigo de opinião de MST, aqui postado, se entende na perfeição a entrevista de "amigo" feita por MST ao PM José Sócrates no programa sinais de fogo da SIC. Claro que não está em causa o facto de MST e José Sócrates serem ou não amigos. O que releva no caso é que a entrevista não foi conduzida com a necessária latitude e equidistância. Só não viu isso quem não quis...
 
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