Braga, 17 Jul (Lusa) O Rei de Espanha, D. Juan Carlos enalteceu, hoje, em Braga, "o ambiente de profunda sintonia e a extraordinária evolução dos laços entre Portugal e Espanha nas últimas décadas".
"A democracia, a incorporação plena de ambos os Estados na integração europeia, assim como o intenso trabalho dos nossos sucessivos governos nas cimeiras luso-espanholas, são fundamentais para entender a actual extensão e riqueza das nossas relações", afirmou, exprimindo-se em português.
O monarca espanhol e o Presidente da República de Portugal inauguraram, hoje, em Braga, o Instituto Ibérico de Nanotecnologias (INL), um investimento pioneiro em termos internacionais, que está a recrutar 200 cientistas.
O acto contou, ainda, com a presença dos primeiros-ministros, José Sócrates e José Luiz Zapatero e dos ministros da Ciência, Mariano Gago e Cristina Garmendia.
D. Juan Carlos disse que sempre dedicou "uma especial atenção", ao relacionamento entre Portugal e Espanha, frisando que o faz "por convicção própria como Rei de Espanha, e pelo profundo e antigo afecto" que nutre "a este muito querido país".
"Hoje, quando nos aproximamos do vigésimo quinto aniversário da entrada de ambos os Estados na União Europeia, e da nossa próxima Cimeira bilateral, as nossas relações são marcadas pela sua maturidade e pelo tacto de muitas realizações", acentuou.
Para o Rei espanhol, "o Laboratório Ibérico de NanoTecnologias é um magnifico exemplo, não só do que Espanha e Portugal querem fazer juntos, mas também de que essa cooperação - ao apostar na Investigação e desenvolvimento - pretende assegurar um maior progresso dos nossos povos".
Lembrou o lançamento recente de outro projecto comum, O Centro Ibérico de Energias Renováveis em Badajoz, "bem como acções de promoção da mobilidade científica e a participação conjunta em programas de investigação médica".
O monarca defendeu, ainda, a necessidade - sobretudo em momentos de grave crise económica - "de consciencializar, ainda, mais, as nossas instituições, os operadores económicos e sociais, assim como as sociedades, de que o progresso e o bem-estar dependem de mais inovação e mais educação".
LM.
Lusa/fim