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Ângela Silva (www.expresso.pt)
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23:42 Sexta feira, 25 de setembro de 2009
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Foi duro o discurso de Balsemão no fecho da campanha do PSD. "Se querem um PM colérico e arrogante, empenhado no seu projecto de poder pessoal, votem PS". "Se querem respirar liberdade votem PSD". Clique para visitar o dossiê Portugal 2009.
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| Balsemão: “Temos PM colérico e arrogante |
| Alberto Frias |
"Se querem um primeiro-ministro colérico e arrogante que mostrou estar sobretudo empenhado no seu projecto de poder pessoal votem PS. Mas se querem respirar as liberdades próprias de uma democracia madura, votem PSD". Ao fechar a campanha do PSD, Francisco Pinto Balsemão, o militante n.º1 do partido legitimou em absoluto o tema que Manuela Ferreira Leite espalhou pelo país sob acesa polémica: o da asfixia democrática.
Balsemão falou dum país "parado, deslaçado, onde vigora a impunidade, onde os corruptos campeiam infrenes, onde quem paga os impostos se ri de quem não os paga". Um país que assemelhou a "ratinhos loucos sempre a correr dentro de uma jaula".
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| “Se querem respirar liberdade votem PSD”, disse o n.º 1 do partido |
| Alberto Frias |
Recorrendo ao slogan de Obama, "Yes, we can", Balsemão pediu aos presentes que espalhem a mensagem: "Sim. Somos capazes!". E apelo ao voto em Manuela Ferreira Leite, "uma PM séria, competente e determinada", capaz de garantir "uma sociedade civil pujante e com verdadeira justiça social".
Antes, Paulo Rangel reforçou a nota: "está tudo condicionado e paralisado. Onde é que está o caso Lopes da Mota?", perguntou, numa alusão indirecta ao caso Freeport. Rangel ainda tratou do CDS: "É um voto perdido!".
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Ângela Silva (www.expresso.pt)
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21:56 Sexta feira, 25 de setembro de 2009
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Grandes vaias a Sócrates marcaram o fecho da campanha do PSD. Entre notáveis e bases do partido, Ferreira Leite voltou a avisar: "Não se iludam. Ele é o mesmo". Rangel desancou o socratismo e atirou-se ao CDS: "é um voto perdido". Clique para visitar o dossiê Portugal 2009.
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| Francisco Pinto Balsemão, militante n.º1 do PSD, quis apoiar Ferreira Leite |
| Alberto Frias |
O PSD não quer ouvir falar de Sócrates e monumentais vaias marcaram o jantar-comício em Lisboa com que Ferreira Leite fechou a campanha. Um fecho marcado por vaias e remoques, disfarçados pela onda de festa que a JSD manteve até ao fim.
No Pavilhão Atlântico, em Lisboa, quase duas mil pessoas juntaram-se num jantar-comício e Manuela espicaçou, duma penada, socialistas e jornalistas: "aqui ninguém veio de camionetas, as tais que serviram para enfeitar as imagens do PS com que a comunicação social se deixa enganar".
Rodeada de bases e notáveis do PSD -Pinto Balsemão, o militante n.º1, apareceu hoje ao lado de Marcelo, Santana, Beleza e Alexandre Relvas, para apoiar a líder -, Manuela avivou na memória colectiva o pior do consulado Sócrates. "Não se iludam. O engenheiro Sócrates candidato a primeiro-ministro é o mesmo que governou o país nestes quatro anos", avisou.
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| Manuela : “Não se iludam. Este José Sócrates é o mesmo” |
| Alberto Frias |
E "o mesmo", à luz do último discurso de Ferreira Leite, é alguém que tem "um projecto pessoal de poder".
"Apesar dos casos colocados pelo PS para distrair o país nesta campanha", Ferreira Leite considera que "ficaram claras as diferenças". A líder do PSD desancou o projecto socialista, que "deixou o país com uma mão cheia de dívidas e outra vazia de esperança, em que se olha para a corrupção com um encolher de ombros e, basicamente, um projecto em que para pagar os desvarios do Governo, se aumentam os impostos a tudo e a todos".
Paulo Rangel foi feroz a demolir a imagem do Governo PS - "está tudo condicionado, tudo paralisado. O que é feito do caso Lopes da Mota", perguntou, numa alusão indirecta ao caso Freeport. Aos que podem estar em fuga para o CDS deixou um alerta: "É um voto perdido".
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21:09 Sexta feira, 25 de setembro de 2009
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Ângela Silva (www.expresso.pt)
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18:33 Sexta feira, 25 de setembro de 2009
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Santana resumiu a campanha de Ferreira Leite: "ela foi igual a si prória e isso é a coisa mais importante na vida". A nata do PPD saíu à rua em Lisboa. Marcelo diz que "isto ainda é um totoloto". Clique para visitar o dossiê Portugal 2009.
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| Santana com Manuela: “O partido escolheu e está unido, como deve ser |
| Alberto Frias |
Aconteça o que acontecer no domingo, Manuela Ferreira Leite arriscou nesta campanha um registo de autenticidade que foi a maior demarcação do seu rival socialista. O faro político de Santana Lopes resumiu bem a coisa: "Ela foi igual a si própria e isso é o mais importante na vida".
Manuela não quis espalhafatos, nem comícios, nem grandes jantaradas (700 pessoas era o máximo e dois jantares com 3 mil foram tirados a ferros pela direcção de campanha). Não fez "media training", não corrigiu a falta de jeito para improvisar, não riu quando não tinha vontade, não se esforçou por ser simpática, só foi calorosa com quem gosta (a frieza com que recebeu Passos Coelho deu nas vistas), nunca seduziu a imprensa.
Foram 15 dias com uma candidata diferente. Persistente no discurso - a grave situação económica do país, a urgência de uma nova política para combater o desemprego e a obrigatória manutenção dos apoios sociais -, resistente para além das aparências, e determinada até ao fim.
Se ganhar, derruba mitos sobre campanhas e afins; e se perder não deixa de fazer escola. Arriscou jogar com uma desmesurada diferença de meios relativamente ao adversário e, apesar disso, obrigou quase todo o partido (mesmo os que não gostam dela) a vir ao seu encontro. Agradecer-lhe por ter arriscado a tarefa num momento difícil (os mais sinceros) e associar-se a uma campanha sofrida (os mais calculistas).
"Ninguém podia fazer melhor do que ela fez nestas eleições", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, que hoje se juntou à arruada em Lisboa, ao lado de Santana, Leonor Beleza, Alexandre Relvas, Pacheco Pereira, António Borges e José Pedro Aguiar Branco.
Para as televisões ficou o prognóstico do "professor Marcelo": "com este número de indecisos isto é um totoloto, um totobola".
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Ângela Silva (www.expresso.pt)
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13:47 Sexta feira, 25 de setembro de 2009
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A poucas horas do fim, Ferreira Leite dramatiza o apelo ao voto útil e avisa que votar CDS "é absolutamdente indiferente". Em Lisboa, Jel e Falâncio apareceram, mas a JSD tratou deles.
Clique para visitar o dossiê Portugal 2009
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| Falâncio conseguiu cumprimentar Manuela Ferreira Leite, mas a JSD 'asfixiou' Gel |
| Alberto Frias |
Ferreira Leite não acredita que haja tantos indecisos como dizem as sondagens. "As pessoas têm é medo de falar e quando lhes perguntam respondem "Não sei".
Num almoço em Sintra com Fernando Seara como anfitrião, a líder do PSD disse-se "muito tranquila" por "recordar bem o que diziam as sondagens nas europeias". "Não encontro ninguém que diga bem do engenheiro Sócrates ou que esteja contente com o estado do país. Só se estas sondagens não são feitas com portugueses".
Manuela dramatizou o apelo ao voto e deixou um aviso: "votar no CDS ou no BE para ver quem fica em 2º ou em 3º é absolutamente indiferente. O que interessa é tirar Sócrates de lá e isso só é possível se o PSD ganhar".
De manhã, numa arruada no Chiado, em Lisboa, a caravana do PSD teve a visita da dupla televisiva Jel e Falâncio, os mesmos que provocaram distúrbios na campanha do PS em Setúbal. Aqui, a JSD tratou deles. Cercou-os mas permitiu que Ferreira Leite os cumprimentasse.
Eles não traziam boas notícias. Acham que Manuela não é muito diferente de Sócrates.
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Ângela Silva (www.expresso.pt)
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23:02 Quinta feira, 24 de setembro de 2009
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Manuela Ferreira Leite, a candidata suave, soltou os rapazes. Rui Rio e Aguiar Branco foram guerrilheiros a incendiar o fim da campanha no Norte. "Caros indecisos: querem mais Mário Linos?". "Portugal precisa de restaurar a decência". Clique para visitar o dossiê Portugal 2009.
Ambos têm lugar cativo nas lista dos potativos candidatos à liderança do partido e fecharam a campanha no Norte a matar. Puxaram José Sócrates para o alvo e socaram-no até à exaustão. "Portugal precisa de restaurar a decência", afirmou Aguiar Branco, no mais empolgado discurso da noite.
"A asfixia tem um rosto. É José Sócrates. A promiscuidade entre o PS e o Estado tem um rosto. É José Sócrates. A falta de respeito pelas pessoas tem um rosto. É José Sócrates". A lista foi interminável, como quem desfia um cadastro político. Do caso Charrua às "perseguições na função pública e na comunicação social", passando pelas "perseguições aos que, investigando, levaram ao conhecimento de todos factos que o incomodaram". A plateia de três mil pessoas aplaudiu ao rubro.
Se Aguiar tratou de Sócrates, Rio tratou dos ministros: "Votar PS é continuar a ter Mário Linos, mais Santos Silva, mais Jaimes Silva, mais Lurdes Rodrigues". "Isso não é uma fatalidade". Com as autárquicas na agenda, Rio, candidato à câmara do Porto, aproveitou para puxar a braza à sua sardinha: "Não me recordo de ter havido um Governo no pós- 25 de Abril que ignorasse tanto o Norte".
Aguiar Branco, que aproveitou esta campanha eleitoral para fazer uma espécie de campanha lateral ao encontro do partido e do país (candidato à vista para uma eventual sucessão no PSD?), mostrou que a sua ambição tem um espectro mais nacional: "Não concordo com o Rui Rio. Nós no Norte estamos habituados a ganhar. Mas eu acredito que este vai ser o ano tri para o PSD". O tri seria ganhar as europeias, as legislativas e as autárquicas.
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Ângela Silva (www.expresso.pt)
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21:13 Quinta feira, 24 de setembro de 2009
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Com o PS a crescer nas sondagens, Ferreira Leite dá a volta ao discurso e lembra "a prepotência da maioria absoluta" de Sócrates. "Não se iludam. Ele é o mesmo". Clique para visitar o dossiê Portugal 2009.
O que é que fez "a prepotência da maioria absoluta de José Sócrates"? Ferreira Leite agita o papão do que foi o Governo socialista e lança um aviso: "Não se iludam. Este Sócrates (da campanha eleitoral) é o mesmo que foi primeiro-ministro".
E o que fez "a prepotência"? Fez "uma tempestade de pretensas reformas que gerou uma tensão sem precedentes na sociedade portuguesa; cultivou intriga e falsas verdades; tentou silenciar tudo o que o incomodava; fez que tudo dependesse do seu favor e da sua decisão; e sacrificou os interesses do país à sua agenda megalómana e insensata ...".
"É urgente mudar". Num jantar comício em Paredes, distrito do Porto, com cerca de três mil pessoas, a líder do PSD dramatizou o significado destas eleições - "é uma responsabilidade colectiva o que está em causa dia 27" -, e desvalorizou as sondagens. "Já nos habituámos a encará-las com a tranquilidade de quem se lembra que nas europeias os resultados eram exactamente os mesmos".
"Podemos saber pouco de sondagens mas recebemos o apoio de milhares de portugueses que não vieram em camionetas atrás de mim". Na recta final da campanha, Ferreira Leite joga na imagem de confiança: "Queria confessar-vos um sentimento. Eu tenho a convicção profunda que vamos ganhar".
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Ângela Silva (www.expresso.pt)
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18:01 Quinta feira, 24 de setembro de 2009
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Finalmente um banho de multidão. Manuela Ferreira Leite
arriscou trepar a um banco e gritar "Vitória". Agora, o que preocupa o PSD
é Lisboa.
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| Manuela com Aguiar Branco, Rui Rio e Paulo Rangel |
| Alberto Frias |
"No Norte tinhamos isto ganho. O pior é o sul. Lisboa e Setúbal". O banho de multidão na baixa portuense emocionou o staff de Manuela
- Luís Marques Guedes
, o secretário-geral, atravessou a Rua de Santa Catarina de lágrimas nos olhos - mas há quem mantenha o sangue frio. O distrito de Lisboa, dizem as sondagens internas do partido, está difícil e Lisboa é decisiva para a vitória.
No Porto foi a festa. O barulho ensurdecedor dos bombos e a alegria inesgotável da JSD mostraram que o aparelho do partido respondeu e mobilizou uma arruada para galvanizar a líder.
Ao lado de Rui Rio, José Pedro Aguiar Branco e Paulo Rangel, Ferreira Leite arriscou subir a um banco no meio do banho de multidão e, de dedos em V, gritaram "Vitória".
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| Conseguirá a líder do PSD dar um rumo ao País? |
| Alberto Frias |
O PSD está satisfeito por o PS ter começado a falar de maioria absoluta. Acreditam que isso assusta muitos eleitores e pode beneficiar Ferreira Leite.
A pouco mais de 24 horas do fim da corrida, Manuela dá o tudo por tudo para desencalhar para o seu lado alguns indecisos. Se não ganhar, ao menos que perca por poucos.
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Ângela Silva
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2:38 Quinta feira, 24 de setembro de 2009
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O PSD resiste às sondagens: "Com tantos indecisos, está tudo em aberto".
Eram quase duas da manhã quando Manuela Ferreira Leite deixou o bar do hotel onde está instalada a sua comitiva de campanha no Porto. Tema de conversa: as sondagens que hoje estampam nos jornais más notícias para o PSD (a da Marketest dá quase nove pontos de vantagem ao PS). Estranheza no ar: porque estaria o staff de Manuela bem disposto?
Alexandre Relvas desdramatiza: "Com tantos indecisos, a verdade é que continua tudo em aberto". A campanha, acredita o presidente do Instituto Sá Carneiro que foi apoiar a líder numa festa com jovens em Vila da Feira, não permite conclusões precipitadas. Ferreira Leite prepara-se para os dois cenários e mantém a convicção de que "ainda é possível ganhar".
A aposta para os dois últimos dias de campanha é dramatizar o voto útil e não baixar os braços no que toca "ao desgaste de José Sócrates". "Os portugueses estão cansados de propaganda e mentiras", afirmou Relvas na festa com a JSD. "Se o PS ganhar teremos um Governo em declínio, refém do BE e que não durará mais de dois anos". A dois dias do fim, é um clássico: as campanhas viram dramas.
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Ângela Silva (www.expresso.pt)
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21:58 Quarta feira, 23 de setembro de 2009
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Alexandre Relvas dramatizou o voto útil e Manuela confia: "o povo português sempre tem sabido ser sábio". O ex-"Mourinho" de Cavaco diz que "o carácter e a credibilidade devem ser referências num PM". Clique para visitar o dossiê Portugal 2009.
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| Na Vila da Feira Manuela garantiu que não tem um projecto de poder pessoal |
| Alberto Frias |
"As decisões éticas que marcam o carácter dos candidatos" e a sua "credibilidade" foram apontadas por Alexandre Relvas como "referências" essenciais na escolha do voto. Porque um primeiro-ministro, avisou, "deve merecer confiança".
O presidente do Instituto Sá Carneiro e ex-director de campanha de Cavaco Silva juntou-se à festa da JSD em Vila da Feira e dramatizou o voto útil: "O voto no PSD é a única opção capaz de obrigar José Sócrates a saír". Se Sócrates ganhar, dramatizou, "a dúvida é que partes do programa eleitoral do BE seriam aplicadas pelo PS no Governo".
Na sala a abarrotar de Jotas, os hinos berraram mais alto: "Pela paz, pão, povo e liberdade. Pela política de verdade. Ferreira Leite, és a nossa esperança. Vamos todos ganhar com confiança". Manuela gosta de jovens: "Coitados, andam há 15 dias numa carrinha e continuam a gritar!".
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| O Mourinho de Cavaco elogiou o carácter e o trabalho de Manuela à frente do partido |
| Alberto Frias |
Na clivagem face a Sócrates, uma novidade. Ao contrário do PM, Manuela avisa que não tem "nenhum projecto de poder pessoal". Joga no "desprendimento" e atribui a José Sócrates nesta campanha "atitudes impróprias para quem faça uma campanha a pensar no país".
"Só por brincadeira é que o PM pode ter ido a Bruxelas andar de TGV. Espero que tenha aproveitado para tratar dos fundos comunitários", espicaçou a líder do PSD. Relvas agradeceu-lhe "a coragem, força tranquila, preseverança, coerência e sentido de compromisso com que tem liderado o PSD".
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