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O Mundial de Futebol da África do Sul começa já no próximo dia 11 de Junho. Realizado pela primeira vez em solo africano, o maior evento desportivo do mundo é uma oportunidade para o continente mostrar ao mundo que pode ser notícia por bons motivos. E é também, inevitavelmente, uma ocasião para reflectir sobre o estado daquela parte do globo.
Dos 53 países africanos, 17 celebram este ano o cinquentenário da sua independência. Que proezas e desilusões perfazem essas cinco décadas? De que forma pode o torneio influenciar o destino de África? Há quem acredite que trará benefícios que ficarão para lá da final, disputada a 11 de Julho, mas outros têm razões para se queixarem, como os desalojados dos bairros de lata demolidos para dar lugar a instalações desportivas.
O próprio futebol vai estar em foco ao longo do próximo mês. O n.º172 do Courrier Internacional recorda, num portefólio, os marcadores dos golos das finais do Mundial, e procura saber, junto de peritos, como lidar com os casos que desvirtuam o espírito desportivo e a função social e pedagógica da modalidade. Para terminar, leia o que o escritor George Orwell escreveu, há 65 anos, sobre as partidas de futebol entre selecções: um documento de surpreendente actualidade.
Crise do euro
Outros assuntos em destaque são a crise do euro, os efeitos da nuvem de cinzas do vulcão Eyjafallajokull e o domínio da China na investigação científica. Saiba ainda como a TV resiste à crise que afecta os media e conheça os problemas que afectam a bacia do rio Congo.
Reportagens sobre as lixeiras electrónicas do Gana, onde crianças trabalham no meio de fumos tóxicos, e sobre as condições de vida dos mineiros marroquinos de Jerada completam este número, em cujas páginas poderá "passear" pela silenciosa Estónia e "provar" a delicada erva shiso do Japão.