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Mummy, I want to be an Ambassador

Alexander Ellis, Embaixador Britânico
19:23 Sexta feira, 27 de novembro de 2009

Porquê ser diplomata? Tentei dar ontem uma resposta aos alunos de Direito da Universidade Católica, num painel para ajudar as "vítimas" de curso de Direito a escolher carreiras. Fui explícito com os alunos; o meu objectivo foi tentar salvar pelo menos uma alma do purgatório de trabalhar numa sociedade de advogados nos próximos quarenta anos.

Então, o que há de tão aliciante na diplomacia? Disse que a minha profissão não é para todos. Tem algumas características que podem ser vistas como inconvenientes, entre as quais:

- A necessidade de mudar de casa de três em três anos. 
- A dificuldade de manter duas carreiras activas quando há tanta mudança.
- A obrigação de respeitar a hierarquia.

Mas por outro lado.... o trabalho é fascinante. Dá acesso a pessoas, culturas e situações que nunca imaginei conhecer na minha vida. Não são só as pessoas ou os sítios mais conhecidos que são necessariamente os mais cativantes. Ouvir vítimas de tortura dar um testemunho das suas experiências, ou ir até uma pequena aldeia da Gronelândia para aprender sobre os efeitos das alterações climáticas para os pescadores indígenas são experiências inesquecíveis.

A aprendizagem é constante; esta é verdadeiramente uma carreira de "life long learning", na qual se aprendem novas "skills" (tive muitas dificuldades em traduzir esta palavra, agradeço a ajuda do leitor) de negociar a gerir, falar em público e, também, o stand still em actos oficiais (mais difícil do que parece).

A variedade deste trabalho é enorme; desde dar apoio a um preso britânico a conduzir negociações através de um adido de imprensa ou, como eu faço actualmente, comandar um pequeno barco em águas estrangeiras.

Mas, como disse, não é para todos. E cabe-nos a nós, diplomatas, darmos a imagem certa do nosso trabalho. Porque senão podemos incentivar pessoas a entrar na diplomacia por, a meu ver, más razões;

- Para ser Embaixador. O meu trabalho actual é pouco representativo daquilo que a maioria dos diplomatas fazem (e do que fiz antes de aqui chegar).
- Para ser servido de luva branca. Há poucas luvas. E ainda menos que sejam brancas. E quando há, normalmente são os diplomatas que estão a servir, não a ser servidos....
- Para comer chocolates Ferrero Rocher . A publicidade engana - são menos acessíveis do que eu esperava.

E uma profissão estanha, um bocado solta; mas quase nunca aborrecida. 

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ser diplomata
patricio branco (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 5:12 | Sábado, 28 de novembro de 2009
ser diplomata é um pouco ser cidadão do mundo.
Em 40 anos de serviço, um diplomata pode trabalhar 25 anos em vários postos em qualquer parte do mundo e 15 anos no ministerio dos negócios estrangeiros do seu país.
esta rotação geografica confere caracteristicas particularesc ao trabalho, que se reflectem na vida pessoal, nos gostos, etc.
O trabalho é muito variado e, fundamentalmente, servir as relações do país a que pertence com o país onde está no momento.
são mil os assuntos que um diplomata pode tratar, de ordem politica, consular, cultural, etc.
o diplomacta actua de acordo com instruções que recebe: p.ex. pedir e conseguir o apoio a uma candidatura internacional do seu país (onu), ou negociar um acordo bilateral, ou transmitir e obter informações uteis. Pode também servir consularmente os cidadãos do seu país que residam no país onde está colocado, O diplomata relaciona-se com as autoridades do país onde está, sejam do governo, regionais, municipais, universitárias, etc.
O diplomata vai a reuniões, assiste a coloquios, a inaugurações, a cerimónias de toda a ordem para que é convidado, representando o seu país.
um diplomata pode ter momentos estressantes e de alta responsabilidade ou momentos agradáveis e tranquilos: imagine-se o papel dos diplomatas num país onde há um tsunami, um atentado, um sequestro; ou o agradavel que poderá ser assistir às celebrações dum centenário, de festas nacionais, abertura de jogos olimpicos.

 
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Mummy, I want to be an Ambassador
jmcardoso (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 14:43 | Sábado, 28 de novembro de 2009
"A obrigação de respeitar a hierarquia".
O olhar ficou-me preso nesta frase. Mas porquê? Porque me parece ser a profissão de Embaixador para muito poucos.
Quem neste País respeita quem? O aluno que afronta o professor por se achar nesse direito? O filho que maltrata o pai questionando todo um sacrifício que, ao longo de anos, foi feito? O doente que reclama do tratamento quando, na verdade, tudo foi investido nele?
É disto e de muito mais que é feito o nosso País nos tempos modernos!!!
Lamentavelmente, e a continuar assim, muito poucos estarão preparados para ser Embaixador.
Penso ter chegado, finalmente, a altura de começarmos a lutar por um País de Liberdade responsável e não de libertinagem desenfreada.
É pelo menos isto que tento - a custo, é certo - incutir nos meus 4 filhos.
jcardoso
 
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«He listens»
3S (seguir utilizador), 1 ponto , 17:53 | Sábado, 28 de novembro de 2009
- Skills: traduza. – esgrima: qualidades / recua, esgrima: aptidões / recua, recua: touchée! - Não sei.

Lembro-me que quando Ban Ki-moon foi eleito secretário-geral da ONU Kofi Annan disse que Ban Ki-moon tem uma característica «He listens!». É de facto uma qualidade invulgar.
Um dia destes puseram-me no MP3, onde eu tenho conferências e outras sensaborias como reuniões que vou ouvindo quando posso, um álbum de músicas lindíssimas ‘para quebrar a monotonia’. Mal sabiam que eu já o conhecia e achei engraçado também terem gostado. Escolhi esta música
  http://www.youtube.com/wa...
C
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