A Mota-Engil fechou o exercício de 2009 com um lucro de 71,7 milhões de euros, mais do que duplicando os 30,5 milhões registados em 2008. A facturação cresceu 14%, ultrapassando pela primeira vez os 2 mil milhões (2,13 milhões).
A Engenharia & Construção representa 80% das vendas, mas contribui apenas com 44% para a margem opreacional. O EBITDA desceu 2,2%, ficando nos 301 milhões. Ambiente e Serviços (22%) e Concessões (34%) tiveram um melhor desempenho operacional.
No comunitado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Mota-Engil enfatiza o crescimento da carteira de encomendas para 3,6 mil milhões (2.6 milhões no fim de 2008). Mais de metade da carteira de obras está no estrangeiro, com destaque para o mercado da Europa Central. A Península Ibérica representa apenas 40% do total. O endividamento liquido do grupo é de 2,3 mil milhões, metade dos quais relativo a endividamento sem recurso.
Antecipando o desempenho de 2010, o grupo admite um crescimento do volume de negócios de um dígito, um crescimento de 5% na área de Engenharia & Construção, establizando as margens. No Ambiente, o crecimento será de 10%. A carteira de encomendas acima de 3 mil milhões de euros "será suportada na actividade internacional".