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Morte lenta

Manuela Ferreira Leite (www.expresso.pt)
0:00 Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010

Quando o Governo anuncia o congelamento dos vencimentos dos funcionários públicos como medida inevitável de redução da despesa pública, deve estar consciente dos efeitos desta decisão nos serviços prestados pelo Estado às populações. Um exemplo grave é o Serviço Nacional de Saúde.

Quais os médicos, enfermeiros e pessoal especializado dispostos a manterem-se num serviço com perspectiva de deterioração do nível de vida? O sector privado de saúde não terá de se esforçar muito para captar os mais experientes e capazes, e nem é preciso imaginação para visionar a desqualificação dos hospitais públicos que serão procurados apenas pelos mais desfavorecidos.

É um caso que ilustra a irresponsabilidade que representou o aumento deliberado do défice público para níveis incomportáveis com o necessário ajustamento a médio prazo.

Haverá outras opções?

Talvez suspender grandes investimentos de duvidosa utilidade, cujos encargos, num futuro longo, contribuirão indirectamente para a desqualificação dos serviços públicos.

Ou talvez o Governo esteja com razão e os investimentos em transportes sejam mesmo úteis, especialmente no Natal e nas férias, quando uma parte importante dos portugueses quiser visitar a família em Portugal.

Texto publicado na edição do Expresso de 20 de Fevereiro de 2010

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morte até quando
entrenos (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 21:39 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
“Nos últimos quatro anos, o Estado português já entregou ao Citigroup €3741 milhões em novas dívidas para substituir créditos que se revelaram inexistentes incluídos na carteira cedida por Ferreira Leite em 2003. São €935 milhões por ano, em média, que deixaram de entrar nos cofres do Estado para serem enviados ao banco americano.
Ao todo, foi já substituído mais de um terço do valor da carteira. Esta situação faz parte do acordo assinado entre o Governo, na altura liderado por Durão Barroso e com Ferreira Leite nas Finanças, e o Citigroup. O Estado português cedeu uma carteira de créditos ao Fisco e à Segurança Social no valor de €11.441 milhões em troca de uma verba de €1765 milhões que ajudou a reduzir o défice orçamental abaixo dos 3% em 2003.
As dívidas que integraram o acordo terminavam em Setembro de 2003 só que estava previsto que, caso se revelassem inexistentes (por decisão de um tribunal, por exemplo) teriam que ser substituídas.
O contrato, bastante polémico na altura por comprometer receita futura em troca de um encaixe presente, previa ainda que a partir de Junho de 2007 não pudesse haver substituições de créditos e que o Estado português tivesse que os recomprar ao Citigroup.
Algo que até este momento ainda não aconteceu. Como referiu ao Expresso fonte oficial do ministério das Finanças: "o Estado ainda não efectuou qualquer recompra de créditos titularizados".
 
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    Re: morte até quando    Ver comentário
145232 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:09 | Quarta feira, 3 de março de 2010
Cada vez mais macabra, a Sra Ferreira Leite
CondestavelXXI (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 14:11 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
Depois de "A cura que mata", a senhora volta a atacar com um título não menos macabro em "Morte lenta" fazendo inveja a qualquer cineasta de terror e tentando competir com o Raposo na atracção dos incautos por meio de títulos chocantes.
O pior é que ao ler o texto não se encontra qualquer nexo, nem sequer faz jus ao título, o que deixa completamente desiludido quem esperava encontrar descobertas fantasmagóricas a deambular por entre as palavras de tão ilustre senhora.
A única coisa que entendi é que está preocupada com a qualidade dos serviços de saúde pública em detrimento dos privados. Parece que está verdadeiramente preocupada com a ralé.
Quanto à última frase, essa sim, interessa-me sobremaneira pois eu e muitos milhares de portugueses que foram e continuarão a ser obrigados a trabalhar ou a estudar no estrangeiro, queremos visitar a família não apenas no Natal e nas férias mas pelo menos de 2 vezes por mês. Ao menos que tenhamos esse direito reconhecido pela nossa pátria que amamos talvez mais do que aqueles que não emigram e que se limitam a deitar tudo e todos abaixo.
 
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Tenha visão, Drª Manuela
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 11:34 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
O sector privado na área da Saúde em breve terá excesso de oferta de médicos.
Isso vai levar à contenção de regalias e ao regresso dos clínicos ao público.

O privado gere a saúde com mão de ferro e com um único objectivo: lucro.
Acha mesmo que vão manter os altos salários dos srs. doutores, ou é só uma questão de marketing e tempo até a instituição ganhar prestígio?

 
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    Re: Tenha visão, Drª Manuela    Ver comentário
nao tento (seguir utilizador), 1 ponto , 14:51 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
A "MORTE LENTA" DA DRª. MANUELA FERREIRA LEITE
PIANINHO (seguir utilizador), 2 pontos , 16:02 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
Sr.ª. Dr.ª. MFL

A minha sensação de incredibilidade da expressão usada por V. Ex.ª. de "MORTE LENTA" associando-a face às previsíveis acções do governo, de congelar vencimentos da Função Publica e dar ênfase aos males reais que enferma o SNS, espanto-me com a sua retórica de fim de ciclo, como responsável política.

A Senhora ainda não se apercebeu da dimensão da crise mundial que assolou todos os países e também o nosso, ainda não se aperceu que o governo está a realizar um grande esforço investindo em novos hospitais para melhorar a oferta de serviços de saúde, ainda não se apercebeu que a função pública no ano de 2009, teve uma melhoria real de vencimentos da ordem dos 3,7%, se considerarmos o aumento de 2,9% + 0,8% de deflação, ainda não se apercebeu que os portugueses sabem da sua habilitação como economista e exigem, que seja minimamente séria quando aborda questões especificas da sua área, a Sr.ª. ainda não se apercebeu que todos os portugueses, vão tendo cada vez mais pena de si, porque pensamos que seria bem melhor:

QUANDO FALAR, CUIDE QUE AS SUAS PALAVRAS SEJAM MELHORES QUE O SILÊNCIO.

Porque quando foi Ministra os gastos na saúde eram sempre excedidos o que os obrigava todos os anos, à aprovação de Orçamentos Rectificativos e foi também no seu governo que congelaram os salários na Função Pública.

A sua MORTE LENTA política é bem mais é desastrada, ao ponto de afirmar, que seguimos o caminho da Grécia.

Tenho dó se si, mas seja feliz.

 
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    Re: A    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:44 | Domingo, 28 de fevereiro de 2010
    Re: Coitados dos familiares ....    Ver comentário
PIANINHO (seguir utilizador), 2 pontos , 16:06 | Domingo, 28 de fevereiro de 2010
    Re: A    Ver comentário
145232 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:26 | Quarta feira, 3 de março de 2010
Custa a acreditar...
ruichanquete (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 0:11 | Sábado, 27 de fevereiro de 2010
Este artigo da Drª Manuela é um fiasco e explica o porquê de estarmos como estamos. Esta senhora não tem jeito nenhum para as finanças. Então... os trabalhadores do sector privado a sofrerem severos cortes nos seus rendimentos cada dia que passa e ela com pena dos privilegiados funcionários públicos que gozam duma estabilidade salarial que mais ninguém tem.
São pessoas como ela e o Cavaco que puseram este país na monstruosidade financeira de que fala o Dr. Cadilhe.
  Cara Drª Manuela ... se os funcionários públicos como a senhora fossem assim tão bons em vez de se queixarem do regime remuneratório iriam para a concorrência privada onde ganhariam melhor ... por serem assim tão bons!!!!!
Em Portugal não é apenas com a justiça que se vêem poucas vergonhas... os concursos públicos são em geral viciados e ausentes de credibilidade...a começar pelos concursos públicos de promoção na magistratura que colocam verdadeiros analfabetos funcionais em lugares de responsabilidade que nem o português da antiga 4ª classe escrevem em condições.
 
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    Re: Custa a acreditar...    Ver comentário
MUNDO CLEPTOMANÍACO (seguir utilizador), 1 ponto , 12:40 | Sábado, 27 de fevereiro de 2010
Morte lenta
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:12 | Domingo, 28 de fevereiro de 2010
O que me espanta é que tenham tanta preocupação que até me parece legitima, mas que no concreto não façam nada. Aliás pelo contrário, porque o único que demonstrou boa vontade e o afirmou sem papas na língua foi Silva Lopes, que achava um escândalo ter reformas do Estado, quando continuava a trabalhar no Privado e até ganhava bem. Paulo Portas tocou no assunto na Assembleia e Sócrates desafiou-o a apresentar uma proposta. Manuela F. Leite acha demagogico e até pode ter uma certa razão, mas não deixava de ser um sinal positivo e que caía bem na opinião pública. É que quem tem salários e reformas douradas continua a passar ao lado da crise. À mulher de César não lhe basta ser séria é preciso parecê-lo. Todos nos lembramos ainda da triste memoria da sua passagem pelo governo do congelamento dos salários e do negócio ruinoso com o Citigroup, mas também da aprovação do TGV, não com uma mas com quatro linhas. Como já alguém aqui sugeriu para se substituir o TGV por carroças puxadas por burros dos muitos existentes na sua quinta. Estou certo que se lhe for dada alguma ocupação deixarão de ter tempo para se dedicarem à maldicência e à chincana politica. Esquecerão assim os ódios, as raivas e as frustações, porque de ideias positivas já se viu que não é toca donde saía coelho, raposa e muito menos lobo.
 
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Bravo Manuela! Grande Artigo!
relatoriotuga (seguir utilizador), 1 ponto , 10:05 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
Agora vai tomar os medicamentos antes que te dê outra crise...
 
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Sobre morte lenta...
ESPADA DE DAMOCLES (seguir utilizador), 1 ponto , 11:18 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
A quem se está a referir, a si ou ao partido de que faz parte?
 
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Oh Manuela...
MUNDO CLEPTOMANÍACO (seguir utilizador), 1 ponto , 12:02 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
Oh Manuela, tu estás a defender a classe privilegiada que pouco faz e ganha muito.
Se hoje há falta de médicos é devido aos políticos que vão na conversa da Ordem dos Médicos para manter a Lei da Oferta e da Procura favorável a estes senhores.
O próprio Bastonário já o disse que não queria ver médicos desempregados, mas usou um malabarismo que não escapa aos olhos de quem está atento. O que ele queria dizer é que a oferta tinha que ser muito inferior à procura para que os médicos pudessem facturar à-vontade.
Por muitos médicos que tenhamos, eles nunca ficarão desempregados. Poderão não ganhar aquilo que pretendem mas "desempregados" é apenas um truque da Ordem dos Médicos para manter esta classe privilegiada sempre no topo e sabes por quê ? Porque os senhores doutores julgam-se "DEUSES" e tudo o resto é carne para canhão.
Sabes quantos anos esperei por uma consulta de otorrinolaringologia ? 2 anos e meio. Nem no terceiro Mundo isto acontece.
Já devias estar reformada com as pantufas enfiadas e a tomar conta dos netinhos...
Cumprimentos do colega
 
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NÃO SE PROSTITUA MAIS...
NSant (seguir utilizador), 1 ponto , 13:56 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
Ó SENHORA - ACABE LÁ COM ISSO QUE O TRABALHO JÁ ESTÁ FEITO!!!
NÃO VÊ O QUE FEZ???
SAIA LÁ DA FALAGUEIRA DEPRESSA!!!!

............

SEJA FELIZES
 
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O bloco central dos gestores públicos
águiadois (seguir utilizador), 1 ponto , 15:30 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
É estranho:MFL nunca fala no vencimento dos gestores públicos.É o bloco central a funcionar?
 
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Uma no cravo, outra na ferradura...está senil
brit55 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:21 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
Esta senhora está senil. Faz intervenções sem coerência, ora exigindo rigor, ora apontando erros ao governo, por não dar mais aos funcionários. Para ela tudo se resume a "malhar" no governo. E logo ela que se propunha acabar com a democracia por seis meses, para endireitar o país!
Sobre esta senhora, tão exigente e rigorosa para com os outros, olhe para si mesma, para o seu umbigo e compare as suas reformas com as dos outros....uns sete ou oito mil do Banco de Portugal...uns três mil de "HIPOCRISIA política e trapezista profissional", mais uns tantos mil do Santander....POR MÊS...
APETECE-ME MANDÁ-LA PARA CERTO SÍTIO....
 
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Congelamento VS Qualidade
relatoriotuga (seguir utilizador), 1 ponto , 22:43 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
Dra.

Lendo novamente o seu texto não encontro qualquer ligação entre o mórbido titulo e o conteudo, portanto sou obrigado a concluir que o titulo não passa de um isco para peixe miudo morder e depois ser bombardeado com a habitual propaganda da desgraça.

Quanto ao conteudo do seu texto, gostaria de relembrá-la que os votos da função publica, por si só, não chegam para vencer as eleições. Como tal, aconselho-a a dar graxa ao país inteiro...

Diz a Dra. que teme pela qualidade dos serviços publicos, esquece-se no entanto de um factor muito importante que se chama...PROFISSIONALISMO...

A Dra. sabe quantas empresas tem os salários congelados, ano após ano, enquanto a função publica "berra" na Avenida todos os anos?E ganha...

Essas pessoas mantém o profissionalismo que tem mantido muitas empresas em actividade.

Assim, das duas uma, ou simplesmente se esqueceu do profissionalismo das pessoas na função publica, o que coloca o rotulo de inutil ao seu texto, ou o seu receio significa que não confia no profissionalismo desses funcionários, o que faria com que a graxa não surta efeito.

Terá sido os dois Dra.?
 
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MEMÓRIA CURTA
Anamanacosta (seguir utilizador), 1 ponto , 21:09 | Sábado, 27 de fevereiro de 2010
MEMÓRIA CURTA
As intervenções de Manuela Ferreira Leite fazem-me lembrar o ditado olha para o que eu digo, não faças o que eu faço. A senhora sabe do que fala. Quando foi Ministra das Finanças congelou os salários da função pública e criou o célebre PEC. Quando foi Ministra da Educação não se preocupou com o número reduzido de vagas que abriam anualmente nas Faculdades de Medicina, preparando o terreno que agora refere como “a saída dos mais experientes”. Sabia-se quantos médicos havia e as necessidades da população. Sabia-se que com as facilidades que a senhora deu aos médicos, estes se podiam aposentar dentro de poucos anos, criando um grave problema ao Serviço Nacional de Saúde.
 
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Morte lenta???
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 15:49 | Segunda feira, 1 de março de 2010
É o seu epitáfio, srª. Drª?
 
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