O director do Centro Dramático de Évora (CENDREV), José Russo, classificou o encenador Mário Barradas, hoje falecido, como um homem com "energia infinita", que "amou o teatro durante toda a sua vida".
"Um homem vertical e com energia infinita, que amou o teatro durante toda a sua vida", declarou José Russo, actor, encenador e director do CENDREV, companhia profissional de teatro fundada por Mário Barradas.
O encenador Mário Barradas morreu hoje de manhã na sua casa em Lisboa, aos 78 anos.
Mário Barradas fundou em 1975 o Centro Cultural de Évora, antecessor do CENDREV, com sede no centenário Teatro Garcia de Resende.
Nasceu em Ponta Delgada
Em declarações à agência Lusa, José Russo observou que Mário Barradas "soube durante a sua actividade juntar a si muitas gerações de jovens que trabalham hoje no teatro em Portugal".
Nascido em Ponta Delgada, em 1931, Mário Barradas fundou em Janeiro de 1975, no primeiro projecto de descentralização teatral em Portugal, o Centro Cultural de Évora, antecessor do CENDREV, e uma escola de formação teatral.
O corpo vai estar em câmara ardente no Palácio Galveias, em Lisboa, estando o funeral marcado para amanhã, às 15h00, para o cemitério do Alto de S. João.