O aumento dos preços, principalmente do combustível, decretado pelo Governo moçambicano e que levou a confrontos na semana passada em Maputo, obedece a uma promessa com três anos ao Fundo Monetário Internacional, explica o economista chefe do departamento de África da Economist Intelligence Unit.
Em conversa com a Agência Lusa, Edward George, economista da unidade que acompanha entre outras economias a de Moçambique, explica que o aumento dos preços decretados resulta de uma promessa do Governo moçambicano ao FMI de "introduzir um sistema de mudança dos preços de combustível automaticamente" para refletir os preços nos mercados internacionais.
"O problema é que durante os últimos três anos não houve uma boa oportunidade para o fazer, e quando o tentou há dois anos, de uma maneira pequena para as empresas de transporte de Maputo, causou protestos e mortes, decidindo depois disso anular os aumentos", explicou o economista em conversa telefónica com a Agência Lusa, a partir de Londres.