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Mistério Público

Estêvão Gago da Câmara
23:00 Sexta feira, 19 de outubro de 2007

O destino e a aplicação no estrangeiro dos dinheiros resultantes do "golpe" na CGD, não foram investigados pelas autoridades judiciais. "Não houve orientação nesse sentido...", disse-nos, em determinada altura, uma fonte ligada à investigação. "O processo foi salvo in extremis, porque estava condenado a não conseguir levar ninguém a julgamento", disse-nos o procurador do MP na fase de final do processo. Fernando Neves, entretanto falecido há alguns anos, viu em 16 de Fevereiro de 1999, o seu gabinete incendiado. "Fogo posto" não havia dúvida! À reportagem da SIC, o magistrado disse, na ocasião, que não era possível estabelecer conexões, mas que não tinha dúvidas de que se estava perante "um claro acto de intimidação dirigido ao MP e à minha pessoa".

Débora Raposo vai ser julgada a 22 de Outubro, em Vila Franca do Campo. Ricardo Rodrigues foi arguido mas passou a testemunha depois do MP ter decidido pelo arquivamento. O MP não encontrou qualquer indício de envolvimento de Rodrigues na burla à CGD, embora tivesse considerado que subsistiam dúvidas: "...as dúvidas que pairam sobre a nossa visão acerca da actividade de tal arguido...(têm) apenas a ver com a contribuição do mesmo nas actividades subsequentes levadas a cabo pelos principais arguidos...e, nomeadamente, pela Débora Raposo, para concretizar a aplicação e "lavagem" das enormes quantias de que ilicitamente estes se foram apropriando". Na dúvida, os autos foram arquivados com base no princípio: "in dubio pro reu".

Os restantes nove arguidos do caso CGD foram julgados em 2000, Débora era então dada como "estando em parte incerta". Nesse ano, a SIC/Expresso localiza-a e revela a sua presença no Canadá. Pouco tem depois é aberto um processo de extradição, que levou quase sete anos para ser concluído - um êxito do Departamento de Relações Externas da PGR para todos os efeitos, atendendo à especificidade "garantística" da legislação do Canadá e ao facto de não se estar perante um caso de homicídio ou de terrorismo, mas tão só de crime económico. Débora Raposo foi "devolvida" à Justiça portuguesa no início do passado mês de Agosto. Se vier a ser condenada ser-lhe-ão descontados três anos de prisão, já cumpridos no Canadá.

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tirem-me deste país.
88dabulota (seguir utilizador), 1 ponto , 13:02 | Quinta feira, 6 de maio de 2010
Não é possivel alguma ves este pais ser qualquer coisa.Por mil razões esta gentalha não gostava de SALAZAR ,mas que ele faz muita falta ,à isso faz. Se isto tudo fosse varrido com uns 10 ou 15 anoss de prisão sem fiança incluindo o sr R R ,as coisas começavam a mudar , mas em comtrapartida ele tem o apoio dos camaradas ,nada feito .
 
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Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 10:03 | Sábado, 20 de outubro de 2007
Pois...
 
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