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Ministro da Presidência assegura que ZEP não foi alterada por causa do Freeport
Pedro Silva Pereira afirma numa entrevista à SIC que o caso Freeport está a viver de "suspeitas alimentadas na comunicação social". O governante garante que o projecto obteve a Declaração de Impacto Ambiental dois meses antes das mudanças da Zona de Protecção Especial (ZPE). (Veja vídeo no fim do texto)
Pedro Silva Pereira: "Tudo deve ser investigado e investigado até ao fim"
Imagem SIC
O ministro da Presidência garantiu hoje que os limites da Zona de Protecção Especial (ZPE) não foram alterados por causa do Freeport, lembrando que o projecto obteve a Declaração de Impacto Ambiental dois meses antes das mudanças da ZPE.
Pedro Silva Pereira, que em 2002 - aquando da Declaração de Impacto Ambiental e da alteração dos limites da ZPE do Estuário do Tejo foram aprovadas - era secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza - deu esta garantia durante uma entrevista conduzida por Mário Crespo, na SIC.
Para o Ministro da Presidência, o caso Freeport está a viver de "suspeitas alimentadas na comunicação social". "Tudo deve ser investigado e investigado até ao fim", disse.
Conhecedor do dossier Freeport, Pedro Silva Pereira negou que, no âmbito da alteração da ZPE, as organizações ambientais não tenham sido consultadas, garantindo que "o Governo até isso fez", apesar de se tratar de uma recomendação - "não obrigatória" - da Assembleia da República.
Segundo o ministro, a Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente foi recebida pelo Governo, no âmbito da alteração dos limites da ZPE do Estuário do Tejo.
Sem "comentar enredos", o ministro da Presidência alertou para aquilo que disse ser a prova da "maior mentira" que estará a ser contada e que se prende com a alegada relação entre a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) do projecto Freeport e alteração dos limites da ZPE do Estuário do Tejo.
Isto porque a DIA data de 14 de Março de 2002 e o decreto-lei que altera os limites da ZPE é de 20 de Maio do mesmo ano.
"É uma falsa relação", garantiu.
Questionado sobre a alegada existência no Ministério do Ambiente, quando José Sócrates era ministro desta pasta, de "favores a troco de dinheiro", Pedro Silva Pereira limitou-se a classificar a pergunta de "insultuosa".
A verdade é que o homem é o primeiro-ministro mais profissional. Não comete erros de governação. A oposição é uma nódoa. Resta apenas perguntar:
Não adianta seres o MELHOR a fazer uma coisa, pois serás atacado por algo que nem imaginas. se fizeres algumas coisas menos bem, com erros... Pelo menso dás espaço à oposição.
Li aqui um comentário, que tal a sua baixeza de linguagem, me recuso a classificar!
Eu era incapaz de subscrever um comentário destes!
Enfim, cada um é como cada qual !
E por aqui por me fique!Ponto Final!
O ministro de presidência fez muito bem em aceitar a entrevista. Fez muito mal em não ter exigido que fosse na Madeira porque já devia saber que aqueles ares tropicais são um excelente calmante para estes ataques súbitos de indignação do Mário Crespo.
É claro que a relação entre as alterações da ZPE e a aprovação do Freeport, ou vice-versa, não tinham qualquer cabimento mas, este é só mais um caso que prova uma realidade trágica do nosso país: não temos ordenamento do território.
Quando muito, e com boa vontade, temos ordenamento de quintal: é o quintal da agrícola, o quintal da ecológica, servidões administrativas a gosto, a fugidia orla costeira, a interminável mina autárquica dos perímetros urbanos e tantos outros.
Troca-se a visão estratégica do desenvolvimento do país pela negociação entre interesses enraizados.
Não admiram os resultados: um país salpicado de betão e retraçado de asfalto.
A parte final desta entrevista foi...triste. O Ministro defendendo-se de uma forma arcaica e brusca, meteu os pés pelas mãos. Parecia um debate ou confronto, sem respeito pelo telespectador. Ainda bem que o Sr. Mário Crespo acabou com o calvário porque dava a entender que o Ministro estava a perder a postura! Isto de tios e primos, são questões de familia. Muito triste.
Este ministro da presidência, que ao que parece fez birra quando quis saber que tipo de perguntas é que lhe iam fazer, viu-se depois na entrevista o porquê do seu medo. Mário Crespo é um senhor da comunicação, pauta a sua carreira pelo discernimento que tem mostrado nas inumeras entrevistas a figuras de peso na comunidade internacional e não só. Veja-se a diferença como são aceites algumas perguntas ditas incómodas por essas pessoas e como são aceites por alguns dos nossos politicos de pacotilha. Não me apetece perder mais tempo com esta gente arrogante. Saudações do Kimbo!
Mário Crespo esteve muito pior do que o Ministro. Mais tenso, acusador em vez de entrevistador, menos educado, pouco deixou falar, de tanto disparar em todas as direcções e muitas das perguntas eram apenas para compor um cenário de acusação, mais do que para esclarecer como foi tratada a questão do Ambiente, área pela qual que José Sócrates era responsável.
Dir-se-ia que Mário Crespo estava ao serviço de alguém, que não de uma informação isenta.
O caso Freeport só vem provar que quando mais estado mais gente "inocente" e "desinteressada" tenta obter algo de qualquer modo.
Para o Sr. Sócrates, que continuo a presumir inocente, que ultimamente só quer mais e mais estado, obras até 5 000 000 sem concurso, empregos garantidos para todos, etc., fica a qui a prova que quando mais estado houver, mais crápulas surgirão !
Esta, a novela Nº n deste grupo de comissários ps agora no governo, tem de ser esclarecida rapidamente. Parece, segundo notícias de várias fontes, haver mais uns quantos casos do género para saírem à praça pública. Os portugueses começam a estar fartos de partidas dos partidos políticos. É tempo de contar espingardas e partir para uma governação com gente decente.
O Primeiro-Ministro não pode quando é acossado por qualquer das inúmeras situações de dúbia coerência, ter uma atitude bipolar: ora agride verbalmente, ora tem discurso de Calimero. Há responsabilidades políticas que têm de ser assumidas, mais que não seja em nome dos resquícios de dignidade que gostaríamos de ver na atitude dos nossos políticos. E no caso presente, há responsabilidades políticas que têm de ser assumidas. Vejamos:
Ou o Ministro do Ambiente do governo do Engº Guterres, sabia que o seu nome estava a ser usado para obtenção de retribuição monetária pela promoção de contactos através do tráfico de influências, e deveria no mínimo pedir JÁ a sua demissão, ou não sabia de nada, e anda neste mundo numa atitude de Alice no Pais das Maravilhas, em que enquanto sorri para um lado e o outro, enquanto apregoa verticalidade, nas suas costas o seu nome é usado para reclamação de "luvas", e ele de nada se apercebe. Neste caso NÓS Portugueses, é que devíamos exigir a sua demissão, através da dissolução da AR pelo PR.
Ou sabia e nada fez, ou não sabia o que é inaceitável.
De qualquer dos modos ... discurso de Calimero NÃO !!!
Pois então!...ele ia mesmo dizer que foi! Ele ia mesmo dizer que houve corrupção, que todos estão envolvidos, etc...São daquelas declarações, que para mim não serve de nada. A justiça, que terá de ser cega, como manda os seus princípios é que tem de investigar e repor a verdade. Isto agora, são meras palavras e nada mais. Uma verdade a ZPE do Estuário do Tejo foi alterada, apressadamente e não foi enviado para a Comunidade Europeia, que se obriga e quando foi, veio recusada. Ou seja primeiro envia-se a CE, o pedido de alteração, só depois é que se publica, e não ao contrário. Para mim as palavras do Sr. Pedro Silva Pereira, não valem nada.
Que tipo de homeM este que mandaà tv um empregadparar responder a perguntas num caso em que se é suspeito?.Obviamente,é Sócrates.Evdentemente,estes diçlomas só são aprovaos à pressa por receio de os projectos são serem aprovados com outro Governo.Obviamente,Sócraes mente e por isso não foi,cobardeente,dar a cara.
E se tudo for verdade ?
Suponhamos que o nosso Primeiro Ministro quer comprar uns porches, umas passeatas, umas mariscadas, umas casas de arregalar olhos a papalvos, mesmo que no fim vá morrer com um cancro, uma artéria entupida, ou maleitas afins como qualquer um dos seus eleitores.
Era para isso indispensável estar sujeito a isto? A este monumental e diário “fora o árbitro” antes de sequer se ter visto o replay?
Há muitos que pensam que sim. Eu duvido que alguém se proponha ser ministro ou primeiro ministro de um país livre por dinheiro, abundando formas de o conseguir bem mais discretas e muito menos incómodas. Seria pouco inteligente.
Mas se fosse verdade seríamos um povo de triste figura. Não seria motivo de um carnaval melhor.
E se tudo for mentira?
Como se vão sentir todos os que de sorriso torcido e mente cariada, babando-se de gozo, lendo, vendo ou fazendo, às escondidas, a notícia parcial, deturpada, tendenciosa, lançando o seu vómito fétido sobre a honra de alguém que se destacou, (e que o País democraticamente sancionou) no mesquinho desejo de o puxar para este pântano da mediocridade cada vez mais vasto.
Como se vão sentir estes?
Na mesma! Rosnando baixo algumas justificações e resíduos de suspeita que lhe empilhem a moral ruída enquanto não vem o próximo.
Mal, sente-se o cidadão de bem. Seja verdade ou seja mentira.
Triste sina.
Pois é: pode o ministro Silva Pereira afirmar e provar documentalmente todos os factos passados, que nada disso interessa.
A "sábia" opinião pública dos boatos e do povinho caluniador continuará de ouvidos surdos a acusar este e aquele de todos os crimes, roubos e aldrabices. Mesmo que tudo indique não haver motivos evidentes e provados para tais acusações
E é desta sinistra corja de gente reles que os srs. Louçã e Jerónimo se servem para sacar mais alguns votos...
Chama-se a isto "justiça" popular, tanto ao gosto desses políticos tão amantes das "amplas" liberdades.
Nuno Costa
O licenciamento do Freeport cumpriu todos os requisitos legais e ambientais.
A viabilização do empreendimento deu-se, única e exclusivamente, porque finalmente os promotores cumpriram os requisitos ambientais que lhe foram fixados.
Por isso é que durante SETE anos decorridos, aquele empreendimento nunca viu a sua legalidade questionada nos tribunais.
Todas as queixas do "cientista maluquinho" da Quercus apresentadas na Comissão Europeia, foram arquivadas, e o "maluquinho" nem sabia disso (bastava ir à internet).