13/02/2012 atualizado às 17:52
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Educação

Ministra garante que avaliação de professores não será adiada

A ministra da Educação garante que as escolas estão em condições para avançar com a avaliação de desempenho de professores, assegurando que o processo não será adiado, apesar das providências cautelares interpostas. 

lusa
10:13 Terça feira, 12 de fevereiro de 2008

"Eu sei que as escolas estão em condições de avançar. Muitas escolas estão neste momento a trabalhar na produção dos instrumentos, sem prejuízo de haver outras escolas com mais dificuldades. Foi o reconhecimento de que há escolas com mais dificuldades que me levou a alterar os prazos intermédios", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues.

Em entrevista à agência Lusa, a ministra desvalorizou as providências cautelares interpostas pelos sindicatos contra o processo de avaliação, considerando que as mesmas não põem em causa a sua concretização, por se referirem apenas a um despacho da tutela "que nem sequer tinha carácter vinculativo forte".

"É uma questão técnica. O processo não será adiado", garantiu.

Em causa está um despacho do secretário de Estado Adjunto e da Educação, que delega as competências do Conselho Científico para a Avaliação de Professores na sua presidente, tendo em vista a produção de recomendações, antes daquele órgão estar formalmente constituído.

Relativamente às fichas de avaliação dos docentes, que os sindicatos pedem que sejam testadas numa amostra de escolas, a ministra afirmou que os grupos técnicos que as elaboraram têm habitualmente um conjunto de escolas com as quais trabalham.

"As fichas foram testadas, suponho, tal como as fichas anteriores que permitiram o concurso para professor titular", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues, acusando os sindicatos de não quererem que a avaliação se realize.

Não há sistemas de avaliação perfeitos 

Salientando que não há sistemas de avaliação perfeitos, a ministra frisou que são as escolas a decidir o rumo e a credibilidade que querem dar ao processo.

"A avaliação será aquilo que os professores e as escolas quiserem que sejam. Ela é um mero instrumento indicativo para as escolas. Se o utilizarem bem, se o colocarem ao serviço da distinção e do reconhecimento do mérito poderá servir para isso. Se tiver reacções críticas, se as pessoas não quiserem ser avaliadas e não quiserem que os outros sejam avaliados não há nada a fazer: esta avaliação será igual à que anteriormente tínhamos", acrescentou.

Na entrevista, a titular da pasta da Educação anunciou ainda "para breve" as alterações ao novo diploma da gestão e administração escolar, na sequência da discussão pública, escusando-se, contudo, a revelar quais.

"Alterações não são recuo" 

A este propósito, considerou que as alterações não constituem nenhum recuo do Governo, mas antes o resultado natural da discussão pública.

"Se não se acolhem as sugestões do debate público é porque o Governo não ouve, se acolhe é porque afinal recua. Ouve-se e acolhe-se as sugestões de alteração quando elas não põem em causa os princípios", afirmou a ministra da Educação.

Quanto à polémica em torno da exclusão dos professores da presidência do Conselho Geral, futuro órgão máximo das escolas, Maria de Lurdes Rodrigues afirma que essa decisão foi uma resposta aos pedidos dos conselhos executivos.

"Foi uma solicitação das escolas para que não haja duas caras e dois rostos a representar a escola na sua dimensão mais pedagógica", explicou.

De acordo com a responsável, o facto de um professor presidir ao Conselho Executivo e outro à Assembleia da Escola, o que acontece actualmente, "provoca situações de conflito e a impossibilidade de uma gestão quotidiana tranquila".

Desvalorizando críticas a "pormenores" do diploma, a ministra sublinha que a generalidade dos pareceres das várias entidades é favorável aos princípios de reforço da autonomia e de abertura das escolas ao exterior: pais, comunidade local e autarquias.

"O mais difícil era a convergência em relação ao modelo. Discutir o número de representantes no Conselho Geral ou quem o deve presidir já são discussões de pormenor que seguramente se ultrapassam mais rapidamente", afirmou a ministra, reconhecendo que "obviamente o diploma não agradará a todos". 

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A ministra...
pppintodesssousa (seguir utilizador), 1 ponto , 11:18 | Terça feira, 12 de fevereiro de 2008
Esta não recua. É das do Sócrates.

Valente até ser corrida em osso. É esta gente que leva o ensino para a fossa, que gera gerações rascas.
 
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    Re: A ministra...    Ver comentário
KIFAS (seguir utilizador), 1 ponto , 13:03 | Terça feira, 12 de fevereiro de 2008
    Re: A ministra...    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 15:11 | Terça feira, 12 de fevereiro de 2008
    Re: A ministra...    Ver comentário
che_altamira (seguir utilizador), 1 ponto , 18:41 | Quarta feira, 13 de fevereiro de 2008
    Baby sitting e bacterias na escola.    Ver comentário
geobik (seguir utilizador), 1 ponto , 18:17 | Domingo, 24 de fevereiro de 2008
    Absentismo Docente    Ver comentário
geobik (seguir utilizador), 1 ponto , 18:54 | Domingo, 24 de fevereiro de 2008
    Re: A ministra... e apendices lambe-botas    Ver comentário
pppintodesssousa (seguir utilizador), 1 ponto , 20:49 | Terça feira, 12 de fevereiro de 2008
Regra de ouro da Avaliação
Manuel Almeida (seguir utilizador), 1 ponto , 12:24 | Terça feira, 12 de fevereiro de 2008
Regra básica da avaliação profissional é, naturalmente, a de que o avaliado conheça antecipadamente, no inicio do período sobre o qual incide a avaliação, as variáveis sobre as quais será julgado.

O aluno recebe no inicio do ano/trimestre/semestre informação sobre o programa detalhado da matéria que deve conhecer e sobre a qual fará exame no final do período.

O vendedor conhece no início do ano os seus objectivos em termos de vendas e sabe que no final do exercício é verificado o seu cumprimento, dele dependendo, muitas vezes, uma remuneração adicional.

O que não é possível é num dado momento avaliar o que não se pediu com antecedência.

É como se o aluno tivesse que fazer um exame em que a matéria seria fixada livremente pelo professor no momento do exame.

É como se o vendedor no final do ano fosse admoestado por não ter atingido um objectivo que tinha sido fixado nesse mesmo momento.

Não é possível avaliar quem quer que seja sem com a devida antecedência lhe comunicar quais são os seus objectivos e quais os parâmetros por que serão aferidos, incluindo, evidentemente, as fichas de avaliação.

Sem isso não se trata de avaliação.
 
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    Re: Regra de ouro da Avaliação    Ver comentário
KIFAS (seguir utilizador), 1 ponto , 13:17 | Terça feira, 12 de fevereiro de 2008
    Re: Com que então trabalhava na Galp...    Ver comentário
geobik (seguir utilizador), 1 ponto , 18:01 | Domingo, 24 de fevereiro de 2008
    Re: Com que então trabalhava na Galp...    Ver comentário
KIFAS (seguir utilizador), 1 ponto , 11:04 | Segunda feira, 25 de fevereiro de 2008
    Esclarecimento ao Kifas    Ver comentário
geobik (seguir utilizador), 1 ponto , 19:01 | Segunda feira, 25 de fevereiro de 2008
    Re: Regra de ouro da Avaliação    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 15:26 | Terça feira, 12 de fevereiro de 2008
    Re: Regra de ouro da Avaliação    Ver comentário
Zé_Portuga (seguir utilizador), 1 ponto , 15:52 | Terça feira, 12 de fevereiro de 2008
    Re: Regra de ouro da Avaliação    Ver comentário
KIFAS (seguir utilizador), 1 ponto , 18:07 | Terça feira, 12 de fevereiro de 2008
    Re: Regra de ouro da Avaliação. lambe botas    Ver comentário
pppintodesssousa (seguir utilizador), 1 ponto , 21:00 | Terça feira, 12 de fevereiro de 2008
    Re: E porque não sr. PintodeSousa?    Ver comentário
Ali-à-Gato (seguir utilizador), 1 ponto , 0:21 | Quarta feira, 13 de fevereiro de 2008
    Ca para mim tens uma agencia de viagens    Ver comentário
geobik (seguir utilizador), 1 ponto , 18:36 | Domingo, 24 de fevereiro de 2008
    Re: Aqui vai a mesma resposta que dei a outro pret    Ver comentário
Ali-à-Gato (seguir utilizador), 1 ponto , 20:59 | Domingo, 24 de fevereiro de 2008
    Re: Já agora sr. Pinto    Ver comentário
Ali-à-Gato (seguir utilizador), 1 ponto , 0:29 | Quarta feira, 13 de fevereiro de 2008
    Re: Já agora sr. Pinto    Ver comentário
pppintodesssousa (seguir utilizador), 1 ponto , 9:21 | Quarta feira, 13 de fevereiro de 2008
    Re: Já agora sr. Pinto    Ver comentário
Ali-à-Gato (seguir utilizador), 1 ponto , 9:50 | Quarta feira, 13 de fevereiro de 2008
    Re: Já agora sr. Pinto    Ver comentário
pintelho_rapado (seguir utilizador), 1 ponto , 10:06 | Quarta feira, 13 de fevereiro de 2008
    Re: Já agora sr. Pinto    Ver comentário
pppintodesssousa (seguir utilizador), 1 ponto , 10:20 | Quarta feira, 13 de fevereiro de 2008
    Re: Só pelo nick    Ver comentário
Ali-à-Gato (seguir utilizador), 1 ponto , 11:17 | Quarta feira, 13 de fevereiro de 2008
    Re: falta de argumentos? Mer** de gato    Ver comentário
pppintodesssousa (seguir utilizador), 1 ponto , 20:46 | Quarta feira, 13 de fevereiro de 2008
    Case-se com ela    Ver comentário
geobik (seguir utilizador), 1 ponto , 18:40 | Segunda feira, 25 de fevereiro de 2008
    Re: Regra de ouro da Avaliação    Ver comentário
libertino (seguir utilizador), 1 ponto , 13:28 | Sábado, 1 de março de 2008
O que esta ministra provoca,
pppintodesssousa (seguir utilizador), 1 ponto , 19:24 | Terça feira, 12 de fevereiro de 2008
Olá colegas,

Somos, juntamente com outros docentes, um grupo dinamizador de vontades no sentido de podermos constituir um movimento de professores, sem vinculação partidária ou sindical, que congregue o descontentamento dos docentes do distrito de Vila Real, desde o pré-escolar ao secundário, e que possa convergir numa plataforma nacional comum de oposição à vertigem legislativa autocrática desta equipa ministerial, consubstanciada em aspectos gravosos do Estatuto da Carreira Docente, do concurso para professores titulares, da avaliação de desempenho e do novo modelo de gestão.

Cansámo-nos de ser objectos de experimentalismos vazios, de culpabilizações torpes e incoerentes sobre o estado do ensino (a "grande ideia inovadora" assenta numa solução que já estava nas próprias escolas num tal grupo de docentes "altamente qualificado" que, paradoxalmente, foi o mesmo que assumiu nos últimos 7 anos os cargos nas mesmas escolas que o Ministério acusa de funcionarem mal? Isto tem alguma racionalidade/coerência?...), bem como de tiques arrogantes e autoritários que apenas têm servido para mascarar incapacidades de mobilização das escolas e para legitimar ataques à justa remuneração do nosso trabalho.

Estamos fartos…

…de ser joguetes de estratégias políticas demagógicas destinadas a denegrir a imagem pública dos professores,

…de tentativas de transformação das escolas em áreas de intervenção partidária,

…da desresponsabilização do Ministério da Educação, descartando todo o processo avaliativo à iniciativa dos docentes e, desta forma, lançando o odioso da avaliação sobre nós mesmos, sobretudo quando todos exercemos o mesmo tipo de tarefas, partilhando materiais, estratégias e projectos em pé de igualdade,

…de pseudoprocessos de consulta na definição dos modelos organizativos que nos regem,

…de ver o Estado portar-se sem ética, quebrando contratos, mudando aleatoriamente as regras do jogo e dando ou tirando conforme os arrufos e as cegueiras do momento.

BASTA de reformas "contra" os professores. Exigimos reformas "com" os professores e que, como tal, possam constituir-se como processos mobilizadores e indutores de mudança qualitativa e real (não meramente estatística).

Neste quadro, o modelo de avaliação do desempenho é, tão-só, o corolário da ligeireza, da arbitrariedade, da injustiça e da incompetência que caracterizou o concurso para professores titulares que não avaliou nem os desempenhos efectivos, nem as competências dos professores (muito menos competências para avaliar a prática docente). Como tal, vamos contestar, nos mais diversos fóruns, os fundamentos irreflectidos, contraditórios e demagógicos que têm norteado a produção legislativa desta equipa ministerial, cujas consequências devastadoras são bem visíveis na escola, quer ao nível da desmotivação dos professores, quer no âmbito da pressão para o facilitismo (agora consagrado como uma espécie de "porreirismo, pá") na relação pedagógica com os alunos.

Vamos mostrar que os professores dos ensinos pré-escolar, básico e secundário não são uma classe resignada e subserviente que esteja disposta a aceitar tudo passivamente. Somos um grupo profissional com formação superior, culto e tecnicamente bem preparado, e, por conseguinte, exigimos ser tratados com respeito, exigência racional e sentido de justiça, o que, infelizmente, não tem acontecido.

Como um estudo de opinião recentemente comprovou, somos uma classe confiável, pois, salvo raríssimas excepções, temos uma postura de ética do trabalho e de empenhamento profissional na educação dos jovens de que nos devemos orgulhar, e que a maioria da população reconhece e valoriza, mesmo ao arrepio da intoxicação ministerial. Além do mais, constituímos um grupo profissional seleccionado com base no mérito académico (reconhecido pelas universidades e não por qualquer comissariado político) e na experiência profissional. Não estamos no sistema de ensino por favores, cunhas ou carreirismo partidário (ao contrário de muitas nomeações que por aí ocorrem que de tal suspeição não se livram…). Como tal, só temos que nos sentir orgulhosos do que somos e do que fazemos, repudiando os ataques imbuídos de falsidades e injustos ao nosso trabalho.

Move-nos o direito à indignação perante a injustiça de medidas que se traduzem apenas em divisões gratuitas da classe e em sementes de conflitualidade e de desmotivação, com repercussões negativas na qualidade de ensino.

Estamos, caros colegas, a preparar um Manifesto e um Encontro que possam convergir com os outros movimentos que têm vindo a emergir no país, no sentido de constituirmos uma plataforma de luta comum que se traduza numa corrente de oposição visível e demolidora. Como tal, gostaríamos de vos pedir para reservarem na vossa agenda a manhã do dia 16 de Fevereiro (Sábado), pois brevemente iremos dar notícias sobre um possível evento para esta data.

Todos juntos vamos conseguir!

Um abraço,

profsmovimento@gmail.com

 
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    Re: O que esta ministra provoca,    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 12:35 | Quarta feira, 13 de fevereiro de 2008
E a si Sra Ministra, quem a avalia?!
Marlen (seguir utilizador), 1 ponto , 20:13 | Terça feira, 12 de fevereiro de 2008
“A Ministra da Educação garante que as escolas estão em condições para avançar com a avaliação de desempenho de professores…”
“"As fichas foram testadas, suponho, tal como as fichas anteriores que permitiram o concurso para professor titular", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues, acusando os sindicatos de não quererem que a avaliação se realize.”

A Sra. Ministra ainda supõe, o que significa que não sabe minimamente o que se passa nas escolas, onde os Professores não sabem o que têm verdadeiramente que fazer, onde a desmotivação é imensa, onde algumas pessoas passaram a titulares, ocupando cargos para os quais não sentem a mínima motivação e tendo afastado pessoas competentes mas que não tinham tempo de serviço suficiente para concorrer a titulares, onde as papeladas a preencher são tantas que muitas vezes não sobra tempo para preparar devidamente as aulas e os materiais adequados, onde se ainda se fazem algumas coisas positivas, pode dar graças a alguns Professores mais “teimosos”, mas que também esses já começam a fraquejar…

Engana-se quem pensa que os Professores têm muitas férias e que só trabalham aquelas horas nas escolas, pois muitas noitadas e fins-de-semana de trabalho são feitos, descuidando muitas vezes na atenção às próprias famílias. Sim, os Professores também são pessoas e têm famílias!

Simplesmente, não se mudam as regras a meio do jogo. As escolas funcionam por anos lectivos e não por anos oficiais.

A dita Sra não sabe do que fala, e com as suas atitudes arrogantes (claro que acordo com as do (des)governo, tem levado o ensino para o abismo, para um “buraco” tão profundo, que temo de onde não tenhamos capacidade de sair nos tempos mais próximos.
É uma pena o que se passa neste país!

Nunca ouvi nenhum Professor dizer que não quer ser avaliado, até porque já o eram, ao contrário do que se tem falado por aí. Também nunca ouvi nenhum sindicato dizer que é contra a avaliação dos Professores, como afirma a Sra Ministra, mas sim que pretendem tal como todos os Professores, uma avaliação correcta e justa.
Os Professores apenas exigem e têm o direito de ser tratados com o respeito que todos os seres humanos e a sua profissão merecem!

E a si, Sra Ministra, quem a avalia?!

 
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    Re: E a si Sra Ministra, quem a avalia?!    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 13:01 | Quarta feira, 13 de fevereiro de 2008
Sobre a reforma bláblá da ministra.
pppintodesssousa (seguir utilizador), 1 ponto , 21:12 | Terça feira, 12 de fevereiro de 2008
Posição do Conselho Pedagógico da Escola Secundária Martins Sarmento

relativa ao Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro

O Conselho Pedagógico da Escola Secundária Martins Sarmento, após análise atenta do novo regime de avaliação do desempenho do pessoal docente, consignado no Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, considera que este diploma prevê prazos de execução que não podem ser cumpridos, informações complementares a todo este processo omissas e aspectos que devem ser revistos, quer porque comportam injustiças quer porque são inexequíveis:

Primeiro, pela inexistência dos suportes documentais e legais imprescindíveis à sua aplicabibilidade. Cite-se a título de exemplo:

. Inexistência de despacho de delegação de competências previsto no n.º 2 do art.º 12.º;

. Inexistência de despacho de expressão das ponderações dos parâmetros de classificação previsto no n.º 2 do art.º 20.º;

. Inexistência do despacho conjunto de estabelecimento de quotas previsto no n.º 4 do art.º 21.º;

.Inexistência de Portaria que defina os parâmetros classificativos a realizar pela inspecção, prevista no n.º 4 do art.º 29.º;

. Inexistência de um Conselho Científico a quem competirá a formulação de recomendações para a avaliação dos professores;

. Inexistência de informação sobre o posicionamento dos professores na carreira docente, em virtude da aplicação do novo Estatuto da Carreira Docente e do Decreto--Lei n.º 200/2007, mormente a situação dos docentes situados nos últimos escalões da carreira de professor titular.

Segundo, porque o referido diploma contem disposições que carecem de imprescindíveis esclarecimentos, que ainda não foram prestados às escolas, nomeadamente:

. A impossibilidade de as escolas estabelecerem indicadores de progresso dos resultados esperados e do abandono, quando a informação oficial disponível mais recente diz respeito a 2004-2005;

. A impossibilidade de estabelecer indicadores sobre abandono escolar, quando o próprio conceito carece de uma definição rigorosa;

. A impossibilidade de avaliar e definir o conceito de contexto socioeducativo, muito diverso e fragmentário no âmbito de uma mesma escola, muito mais num agrupamento de escolas e que comporta nuances sociológicas que ultrapassam o âmbito de actuação do docente, visto que pressupõe um estudo especializado;

Terceiro, porque pressupõe a reformulação de documentos internos à escola dos quais depende a elaboração do Plano Individual de Avaliação de cada um dos docentes: Projecto Educativo, Plano Anual de Actividades e Regulamento Interno; estes documentos foram elaborados antes da publicação do diploma de avaliação do Pessoal Docente. Sublinhe-se que os mesmos não foram formulados em termos operacionais que tivessem em conta a avaliação dos professores.

Quarto, porque ignora que "a educação é uma actividade que obedece a umcalendário com características próprias a que se chama 'ano lectivo'. Começa a 1 de Setembro e não a 1 de Janeiro. Cada ano lectivo necessita de planeamento e preparação atempada. As escolas e os agentes educativos ao prepararem o ano lectivo devem estar na posse dos elementos mais relevantes para fazerem uma adequada planificação do seu trabalho" (Paulo Guinote). A importância deste aspecto revela-se de particular pertinência no que diz respeito ao horário dos professores avaliadores, nomeadamente o dos coordenadores de departamento; compreende-se mal como é que um horário elaborado para cumprir as atribuições previstas no início do ano lectivo é compaginável com a actual exigência de avaliar os seus colegas -- em muitos casos, numerosos. Percebe-se também que, concentrando-se todo o processo de avaliação no 3º período, ele gerará uma turbulência e desorientação na vida das escolas, que em nada será benéfico para a melhoria dos resultados escolares dos alunos e da qualidade das aprendizagens.

Quinto, porque não estão garantidos os meios e as condições necessários aodesempenho do processo de avaliação, quer no que respeita aos avaliados quer aos avaliadores, porque não basta ter nas mãos uma ficha de observação de aulas para saber avaliar, e porque não foi a eleição democrática que os investiu do saber necessário a esta actividade, por natureza complexa e polémica. No que diz respeito à avaliação dos coordenadores, feita pela Inspecção Geral de Educação, é retirada a equidade do processo de avaliação dos docentes, para além de se verificar uma mistura de funções, pois a IGE passa a acumular funções de avaliador interno e externo; porque a CCAD (Comissão de Coordenação da Avaliação do Desempenho), constituída por quatro professores titulares do CP e pelo Presidente do Conselho Pedagógico recairá, na maioria das situações, nos coordenadores de departamento, que ficarão sujeitos a uma sobrecarga de trabalho.

Sexto, dada a existência de pontos em que claramente discordamos e que desejamos ver alterados:

. As percentagens do nível de assiduidade pressupostas para a atribuição das menções de Excelente e Muito Bom negam os direitos contemplados no Estatuto da Carreira Docente no que respeita a faltas, ainda que o próprio Estatuto comporte essa contradição;

. O conceito de prestação voluntária de apoio à aprendizagem dos alunos, previsto no art.º 9.º, ponto 2, alínea c), pois o docente deve ser avaliado apenas dentro dos limites do serviço distribuído, lectivo e não lectivo;

. A avaliação do docente com base nos resultados obtidos pelos seus alunos nas provas de avaliação externa, resultados esses confrontados com a classificação interna final, uma vez que os critérios que presidem à atribuição da segunda classificação estão ausentes da primeira e, ainda, porque esta não tem em conta o contexto socioeducativo e a diversidade dos territórios pedagógicos; ainda neste ponto, consideramos que se cria discriminação ao nível das diversas disciplinas, uma vez que nem todas estão sujeitas à obrigatoriedade da avaliação externa;

. A situação dos actuais coordenadores de departamento que se vêem investidos de responsabilidades que não estavam previstas no momento em que foram eleitos;

. A desresponsabilização das famílias, no que toca a situações de insucesso e abandono escolar, centrando a responsabilidade apenas nos professores, quando o contexto socioeducativo dos alunos ultrapassa muitas vezes o âmbito pedagógico dos docentes;

. A aplicação deste decreto não prevê, na avaliação do desempenho do Pessoal Docente, um carácter essencialmente formativo e de correcção de dificuldades e insuficiências da prática lectiva.

O Conselho Pedagógico
 
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    Re: Sobre a reforma bláblá da ministra.    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 13:08 | Quarta feira, 13 de fevereiro de 2008
    Re: Sobre a reforma bláblá da ministra.    Ver comentário
pppintodesssousa (seguir utilizador), 1 ponto , 20:50 | Quarta feira, 13 de fevereiro de 2008
    Re: Sobre a reforma bláblá da ministra.    Ver comentário
Ali-à-Gato (seguir utilizador), 1 ponto , 21:00 | Quarta feira, 13 de fevereiro de 2008
Educação
Aguia da Luz (seguir utilizador), 1 ponto , 9:36 | Quarta feira, 13 de fevereiro de 2008
Estavam habituados a que a política educativa fosse delineada nas manifestações de rua e há muito que o sistema estava em autogestão, assim como muitos outros sectores da administração pública. Poderosos "lobbies" se instalaram entretanto, por demissão do Estado, prevertendo muitas vezes os objectivos e a razão da existência desses mesmos organismos públicos: servir os cidadãos.
  São esses "lobbies" poderosos, comandados pelos sindicatos que se entrincheiraram na função pública, que não aceitam uma mudança que lhes está a retirar das mãos parte de um poder - o poder de decidir as políticas - que lhes permitia torpedear qualquer tentativa dos governos de intervir com êxito nas diversas áreas e remover muita da podridão ali instalada. Acontece que as reformas, por vezes, provocam situações pontuais de injustiça ou aparente injustiça que devem ser corrigidas, mas tudo é preferível a continuar com serviços que só servem quem deles se serve.
No final da legislatura será o governo a ser julgado pelas políticas que adoptou, não serão os sindicatos ou as classes profissionais, pelo que há um momento para ouvir e dialogar e outro para decidir. Ninguém perdoará a um governo que não decida!
 
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    Re: Educação    Ver comentário
pintelho_rapado (seguir utilizador), 1 ponto , 10:16 | Quarta feira, 13 de fevereiro de 2008
    Re: Educação    Ver comentário
Ali-à-Gato (seguir utilizador), 1 ponto , 11:19 | Quarta feira, 13 de fevereiro de 2008
    Re: Educação    Ver comentário
Aguia da Luz (seguir utilizador), 1 ponto , 11:44 | Quarta feira, 13 de fevereiro de 2008
    Re: A Educação e o noitibo    Ver comentário
pppintodesssousa (seguir utilizador), 1 ponto , 20:54 | Quarta feira, 13 de fevereiro de 2008
    Re: A Educação e o noitibo    Ver comentário
Ali-à-Gato (seguir utilizador), 1 ponto , 21:18 | Quarta feira, 13 de fevereiro de 2008
    Re: A Educação e o noitibo    Ver comentário
Aguia da Luz (seguir utilizador), 1 ponto , 15:09 | Quinta feira, 14 de fevereiro de 2008
    Re: Educação    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 13:30 | Quarta feira, 13 de fevereiro de 2008
Teor de algumas intervenções dos tais ditos profs.
Ali-à-Gato (seguir utilizador), 1 ponto , 21:16 | Domingo, 24 de fevereiro de 2008
aos meus comentários…É uma lástima:
(Aguia da Luz, 1 ponto , 11:44 | Quarta-feira, 13 de Fev de 2008)
Não leia o que eu não escrevi. Para sua informação sou professor e felizmente estou numa escola que olha para o futuro e que já descobriu que a excelência é o caminho.
Claro que isto é um bocado complicado para quem quer manter uma certa forma de vida, para quem se acomodou, para quem pensa que já chegou onde tinha que chegar.
Se é o seu caso, não me admira essa azia...
Apenas emiti uma opinião legítima, que apenas peca por ser divergente da sua, pelo que deve abster-se de comentários que só demonstram falta de tolerância e de civismo.
Como quem não tem não pode transmitir, no caso de um professor ... estamos conversados!
Aguia da Luz, 1 ponto , 15:09 | Quinta-feira, 14 de Fev de 2008)
Alguém falou consigo seu espermatozóide desidratado?
Aborto! (FALTA DE TOLERÂCIA E DE CIVISMO!!!!)
 
(pintelho_rapado, 1 ponto , 10:06 | Quarta-feira, 13 de Fev de 2008)
gato merdoso.
Vá de cruzeiro.
Eu não represento nada. A não ser eu próprio. Essa a causa do seu mau-cheiro merdoso. Insinuante.
Tenho horário a cumprir. E fora dele faço aquilo que bem entendo dentro do que a cidadania me permite.
VC sabe o que é isso, seu merda de gato.

(pppintodesssousa, 1 ponto , 10:20 | Quarta-feira, 13 de Fev de 2008)
Não fui eu quem escreveu o acima, ao ali à gato.
Mas no fundo até concordo.

(pppintodesssousa, 1 ponto , 20:46 | Quarta-feira, 13 de Fev de 2008)
Olha só para os textos abaixo reproduzidos,
por gente (estruturas de profs nas escolas)
e vê quem tem argumentos sobre o que a ministra chama de reforma.
Só os lambe-botas e demagogos partidários se atrevem a dizer que tais textos
não apresentam a realidade e tiram razão à reforma da ministra.
Ora responde na correspondente janela de texto com a tua sapiiência na matéria.
Aqui é pura conversa da treta. E é nessa base que ouves o que não gostas, por dizeres o que gostas.

(Professor.com.muita., 1 ponto , 23:58 | Quinta-feira, 21 de Fev de 2008)
E eu vi um Ali-há-gato, não sei se era você, ou um seu parente, a fazer uma actividade tão nojenta, que não a descrevo aqui.
Ganhe juízo, não seja como o seu parente, seja decente.

"São estes os cavalheiros que se auto denominam professores e que se dizem preparados para transmitir educação princípios e saber aos nossos vindouros!!!"
 
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