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Manifestações e apelo de Cavaco Silva

Ministra da Educação opta pelo silêncio

Cavaco Silva apelou à serenidade na Educação enquanto docentes continuam em protesto contra a política adoptada pelo Governo. Maria de Lurdes Rodrigues não quis tecer quaisquer comentários.

20:57 Sábado, 1 de março de 2008
Tensão aumenta entre docentes e a governante
Tensão aumenta entre docentes e a governante
Ana Baião

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, recusou-se hoje a comentar as manifestações espontâneas de professores contra a sua política e o apelo à serenidade no sector feito pelo Presidente da República, Cavaco Silva.

Instada pelos jornalistas em Gondomar, onde participou no encerramento do 33º Congresso da Confederação Nacional das Associações de Pais, Maria de Lurdes Rodrigues não quis pronunciar-se sobre as manifestações de professores nem sobre o apelo de Cavaco Silva.

Milhares de professores manifestaram-se sexta-feira em Braga e Torres Vedras e hoje no Porto, Viana do Castelo e Setúbal contra a política do Ministério da Educação, reclamando a demissão de Maria de Lurdes Rodrigues. O Presidente da República fez hoje um veemente apelo à serenidade de todos os agentes do sector da Educação, incluindo Governo e professores, pedindo uma diminuição dos focos de tensão e que sejam emitidos sinais positivos.

Balanço da actividade do ministério

A visita de Maria de Lurdes Rodrigues a Gondomar foi acompanhada por cerca de 30 agentes da PSP, que se distribuíram por vários locais em torno do Pavilhão Multiusos.

A ministra da Educação fez um balanço da actividade do seu ministério, destacando a ligação das escolas do primeiro ciclo às dos segundo e terceiro ciclos, a colocação de professores por três anos consecutivos, o alargamento dos cursos tecnológicos e o regresso à escola de jovens e adultos.

"Promovemos o regresso à escola de 32 mil alunos com mais de 16 anos que estavam condenados ao insucesso e a não concluir a escolaridade", salientou.

Maria de Lurdes Rodrigues referiu que é necessário "alargar à acção social escolar ao Ensino Secundário antes de o tornar obrigatório", apoiando as famílias nas refeições e nos transportes escolares, para que o abandono escolar deixe de estar relacionado com a falta de dinheiro de quem quer continuar a estudar.

A ministra reafirmou o desejo de ver alargado aos três e quatro anos o ensino pré-escolar público para todos, salientando que já estão nas escolas 97 por cento das crianças com cinco anos.

Elogios à sua resistência

Os presidentes da Câmara de Gondomar, Valentim Loureiro, e da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Albino Almeida, elogiaram a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e apelaram à sua continuação no cargo.

"Quero felicitá-la pela sua capacidade de resistência. Muitos parabéns. Continue", disse Valentim Loureiro no Pavilhão Multiusos de Gondomar, no encerramento do 33º Encontro Nacional da Confap.

O autarca acusou os professores de estarem a manifestar-se por quererem chegar ao topo da carreira sem serem avaliados. "Não percebo como é que todos querem chegar a generais", afirmou, salientando que também na carreira militar não podem chegar todos ao topo.

Valentim Loureiro enalteceu a decisão do Ministério da Educação (ME) de transferir para as autarquias algumas competências, nomeadamente a contratação do pessoal não docente das escolas.

"Dispensamos a gestão do pessoal docente, porque não queremos aqui manifestações", disse, referindo-se aos protestos contra a política do ME que reuniram milhares de professores sexta-feira e hoje nas ruas de Braga, Torres Vedras, Porto, Viana do Castelo e Setúbal.

Valentim Loureiro terminou o seu discurso oferecendo a Maria de Lurdes Rodrigues uma caravela em ouro, "para ultrapassar todas as dificuldades no alto mar em que está a viver".

"Todos os ministros e outras personalidades que visitam Gondomar, incluindo, como sabem, os árbitros, sempre levam uma recordação de Gondomar", afirmou, motivando gargalhadas da maioria dos cerca de 100 dirigentes de associações de pais presentes na sala.

Momentos antes, o presidente da Confap insurgiu-se contra quem defende a demissão de Maria de Lurdes Rodrigues.

"Não entendemos nem aceitamos qualquer tentativa de afastar a nossa ministra da Educação", frisou Albino Almeida, defendendo o fim da tradição de "mais de um ministro da Educação por ano civil".

O presidente da Confap propôs a instituição de um "observatório nacional das políticas educativas" e reclamou a "integração do pré-escolar, e até das creches, na educação pública".

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SIMPLES: DIAGNÓSTICO; SABER, DIÁLOGO, AUTORIDADE
Andrade da Silva (seguir utilizador), 2 pontos , 2:44 | Domingo, 2 de março de 2008
Nesta crise, como na da saúde ou o governo não faz diagnósticos ou não os divulga. O ensino dos vários níveis está desde, há muito, num estado calamitoso: maus programas, más escolas não devidamente dimensionadas, nem equipadas, muitos professores incompetentes e com comportamentos moralmente inaceitáveis, como seja o de não darem aulas a pretexto de tudo e de nada, indisciplina nas escolas, tudo isto, desde pelo menos do tempo do 1º ministro Guterres;

              2º O governo não sabe, ou não quer fazer processos de avaliação válidos, isto, quer nas Forças Armadas, nas Forças de Segurança, onde, desde que o avaliador não dê uma nota negativa, pode arbitrariamente dar um 3, 4 ou 5, nos vários itens de avaliação, mesmo no caso do 5, ou seja dos excelentes a justificação é meramente semântica, adjectiva, e nunca substantiva.

                Quer na função pública, quer nos professores, não se percebe que técnicos é que andam a fazer estes estudos, porque há em tudo isto um elevado grau de subjectividade, que permite todas as arbitrariedades. Faltam as respectivas análises de funções dos postos de trabalho com a exacta definição das tarefas e dos critérios objectivos a alcançar, isto, para além da falta formação dos avaliadores e de transparência do processo, as avaliações deviam ser universalmente conhecidas;

              3º Quem não sabe não pode dialogar. O Governo terá de arranjar um produto cientificamente válido e depois dialogar com os professores no sentido de levar a compreender-se que a atitude que mais interessa a todo o trabalhador competente é um sistema de avaliação justo. A sua inexistência, como é o caso, é um insulto aos que são competentes e uma vergonha, por que cobre os actos inaceitáveis do número razoável de maus professores com todo o prejuízo para o país e os pais,

              Concluindo com um bom diagnostico, competência, um adequado sistema de avaliação o que não acontece em nenhum sector do estado, o Governo poderia dialogar com autoridade cientifica e moral, e, assim, poderia e teria de fazer cumprir com uma politica correcta.

                Como está a acontecer acabará por vingar a treta de sempre, ministra demitida e bem, porque não quer, ou não pôde tomar a atitude de competência que é exigida ao Ministério da Educação.
 
          Neste cenário, infelizmente por incompetência do governo vencerá a inacção tudo ficará podre, como está, e todos ficarão satisfeitos, como já está a acontecer na saúde.

                Este conflito levará à derrogada do sistema educacional, ou à demissão da Sra. Ministra, ou a um regime de requisição e excepção para o ENSINO, isto é, UM DEMOCRACIA 2 REGIMES:

                UM DEMOCRÁTICO PARA OS BANQUEIROS E EMPRESÁRIOS

                E UM SEMI-DEMOCRÁTICO OU DITATORIAL PARA OS QUE PROTESTAM.
             
                SERÃO ESTES DOIS REGIMES COMPATÍVEIS NA DEMOCRCIA?

andrade da silva

 
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a sinistra Mona Vazia....
pintelho_rapado (seguir utilizador), 1 ponto , 23:34 | Sábado, 1 de março de 2008
Dizer o quê?

Tenham confiança.... ehehehehehe ohhohohoho

  Milú, a fadista silenciosa.

  Vai ficar célebre com a nova versão da ROSA ENGEITADA. fado que gravou nos estúdios da Rata, perdão do Rato.

Quando não estava lá a Benavente. ehehehehehe ohohohohohohoh
 
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Re: Ministra da Educação opta pelo silêncio
limaos (seguir utilizador), 1 ponto , 23:53 | Sábado, 1 de março de 2008
A Ministra, é uma mulher corajosa. É responsável e leva a sério a missão que lhe coube.
O povo está inquieto e aproveita todas as brechas para se manifestar.
A situação está perigosa e tudo indica que não vai ficar por aqui.
Certamente haverá professores muito competentes, o mal está no marasmo deste "alterne" governamental de há 30 anos que mergulhou o país numa passividade e rebaldaria, em que ser funcionário público era a maior aspiração de qualquer cidadão que a julgar pela classe politica, não precisa apresentar resultados, como nas empresas, para ter uma carreira profissional bem remunerada e sem percalços.
O ensino ministrado nas escolas públicas, é rudimentar. Os resultados são miseráveis. Temos a sensação que os professores não sabem o suficiente para ensinar, nomeadamente o PORTUGUÊS.Qualquer cidadão que tenha hoje mais de sessenta anos e tenha frequentado o ensino primário, dá lições de gramática e fica baralhado com a forma de falar a nossa lingua. Tem de haver um crivo na escolha de profissionais do para o ensino publico, porque o privado cuida bem do seu mister.
Os competentes não contestam esta necessidade. Simplesmente,como acima referi, o momento é de união geral e por isso se misturam sentimentos, motivações e cansaço da vida que os portugueses vem experimentando perigosamente há tempo demais.
Apelar à serenidade é o recurso de quem como o Presidente da Reública há muito já percebeu que a situação está "preta" .A revolução dos cravos foi um equivoco aproveitado por "xicos" espertos que nos espartilham, e escravizam. Os portugueses são poucos, não se reproduzem. As mulheres fazem o aborto porque a maternidade inibe a continuidade dos contratos de trabalho que embora precário, vai ajudando a sobreviver.Está insustentável a vida num país onde a segurança não existe, os efectivos estão de serviço à MULTA, o fisco anda cego no afã de sugar o mais que pode e todos os dias a relação de habitações em hasta publica retiradas aos seus proprietarios já parece a lista telefónica.
A perspectiva de miséria e a angustia que se vive não são boas conselheiras.

 
 
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Ignorem o "barulho"!
Leitor c/opiniao (seguir utilizador), 1 ponto , 10:37 | Domingo, 2 de março de 2008
Quem conhece outros mundos como eu,e compara com a Educacao(professores incluidos)existente em Portugal,entende-se a economia e nivel de vida que temos.Querem os sr.professores,continuarem com os seus previlegiozinhos mediocres e pequeninos,ou querem um Pais diferente,onde eles tambem serao beneficiados,com salarios nao de cauda da Europa,terao e que trabalhar mais,obviamente!
 
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    Re: Ignorem o    Ver comentário
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 21:41 | Domingo, 2 de março de 2008
Este Valetim, é um cromo! E mais.....
zepereira (seguir utilizador), 1 ponto , 20:22 | Domingo, 2 de março de 2008
Este Autarca e com outras artes profissionais, consegue por bem disposta uma plateia, com a sua "caravela" que é democrática, pois é ofertada de Ministros até a árbitros....
Agora falando sério, já é tempo, da opinião pública se manifestar, e como se diz agora, "mostrar a sua indignação" para com os professores.
Mas, que movimento é este, que congrega tudo e todos (?) dentro do mesmo saco....
Que interesses poderão fazer ultrapassar a barreira ideológica? Até unir o líder da oposição, com um dirigente dos professores e possível substituto de Carvalho da Silva na CGTP?
Acho estranho o silêncio da "maioria silenciosa" , espero que a Fátima Campos Ferreira, consiga uma boa "amostra" amanhã no "Prós e Contras" na RTP1, mostrando aos Portugueses quão negativo é esta posição duma classe altamente corporativa e que olha só para o seu umbigo.
 
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Olha o passarão!
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 21:08 | Domingo, 2 de março de 2008

Com que então todos os árbitros levavam lembranças...

A ministra também...

logo ele não vai corromper a ministra.

Perfeito! Perfeitíssmo!

Vai-se colando ao PS, à ministra a tudo o que salve.

Devia era falar daquilo que sabe.

Todos chegarem a generais... só de estúpido!

Que grande exército em que os generais substituiem os soldados
mas os soldados também substituem os generais...

Ganhem juízo!
 
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